O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pondera o cenário do Senado Federal em 2027 para decidir como será a composição da Esplanada dos Ministérios de seu quarto governo.
A aliados, o petista pontuou que a liberação de senadores para postos de ministros rendeu baques ao governo durante o atual mandato;
Com isso, a avaliação de auxiliares é que Lula será estratégico ao pesar esse efeito de abrir mão de senadores no novo governo, ainda mais com o avanço da direita para a próxima legislatura. O PL, sozinho, deve ter 30 senadores, o que amplia o desafio de governabilidade de Lula.
O petista indica que tomará decisões sem afogadilho. Auxiliares afirmam que Lula fará contas e mapeará cenários com calma e estratégia, sem pressa para anúncios.
Entre os nomes do Senado que estão com força total para assumir uma vaga na Esplanada está Camilo Santana (PT-CE). Atual líder do PT na casa e ex-ministro da Educação do governo Lula 3, o senador teve papel crucial para a reeleição de Lula e é muito bem avaliado para assumir a Casa Civil.
Governistas, no entanto, também ponderam o nome do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para a função. Derrotado na disputa ao governo de São Paulo, Haddad deve voltar a Brasília, mas não ao Ministério da Fazenda. A realocação dele é avaliada por Lula.
Rui Costa (PT), que foi chefe da Casa Civil no Lula 3, foi eleito senador pela Bahia e tende a ficar no Senado em um triunvirato lulista com Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD).



