O desmatamento na Amazônia e no Cerrado registrou queda na temporada de agosto de 2025 a julho de 2026, segundo dados divulgados pelo Governo Federal com base no monitoramento por satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na Amazônia, a redução foi de 41,8%, enquanto no Cerrado chegou a 23,8%, com os dois biomas registrando os menores índices de suas respectivas séries históricas. Os resultados foram apresentados em coletiva na sexta-feira (16), com participação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
Durante a apresentação dos resultados, o ministro André de Paula destacou que a sustentabilidade e a adoção de boas práticas agropecuárias são fundamentais para fortalecer a competitividade do Brasil e ampliar o acesso a mercados internacionais. O ministro também chamou a atenção para as exigências ambientais da União Europeia, que reforçam a necessidade de rastreabilidade e comprovação da origem dos produtos agropecuários comercializados. “Eu diria que o que nós estamos fazendo hoje aqui é quase que um passaporte que nós estamos entregando aos produtos brasileiros. Sem esses números, sem esses dados, sem o sucesso dessa política, os nossos produtos enfrentariam muitas dificuldades para ser comercializados no mundo”, afirmou.
A estratégia de combate ao desmatamento combina incentivos à conservação da vegetação nativa, financiamento de atividades sustentáveis e exigências ambientais para o acesso ao crédito rural. No Plano Safra 2026/2027, foram incluídos incentivos ambientais nas operações de custeio. Produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) ativo e regular, em processo de regularização ambiental com adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) ou sem passivo ambiental podem obter redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros.
A adoção de práticas agropecuárias sustentáveis garante uma redução adicional de 0,5 ponto percentual. O desconto total pode chegar a 1 ponto percentual, conforme as condições estabelecidas. A iniciativa busca estimular a regularidade ambiental e a adoção de práticas sustentáveis nas propriedades rurais, associando essas medidas a condições de financiamento mais favoráveis.



