Abiove reduz previsão de exportação de soja, enquanto China compra mais dos EUA


A previsão de exportação de soja do Brasil em 2026 foi reduzida para 115 milhões de toneladas, uma queda de 400 mil toneladas em relação à projeção do mês passado, apontaram nesta sexta-feira (18) dados da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), indicando a primeira redução da estimativa mensal desde março, pelo menos.

A ligeira redução na previsão acontece após a China, maior importadora global, intensificar compras de soja dos Estados Unidos nas últimas semanas, antes da visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington na próxima semana.

Ainda assim, a exportação de soja do Brasil deverá fechar 2026 com um aumento de 6,3% na comparação com 2025, com o maior produtor e exportador global tirando vantagem de uma safra recorde de mais de 180 milhões de toneladas colhida no primeiro semestre.

Em nota, a Abiove não fez comentários específicos sobre a redução nas exportações de soja.

O Brasil já exportou a maior parte do volume projetado para 2026. Dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indicam que o Brasil deverá encerrar setembro com embarques acumulados em 2026 de 102,6 milhões de toneladas.

Assim, os embarques ao final do ano tendem a ser mais reduzidos. De janeiro a agosto, a China foi destino de 70% da soja exportada pelo Brasil, segundo a Anec.

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“Seguimos acompanhando os indicadores de oferta e demanda com cautela para garantir o suprimento regular de grãos e derivados ao longo do ano”, disse o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral.

Leia também: Exportações de café e soja crescem, mas as do milho caem  no início de agosto

Produção recorde

A associação elevou para um recorde de 63,5 milhões de toneladas a previsão de processamento de soja no Brasil em 2026.

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Assim, a previsão de produção de farelo de soja subiu 0,4% na comparação mensal, para 48,9 milhões de toneladas, com o volume exportado desse produto mantido em 25,3 milhões de toneladas.

Para o óleo de soja, a produção prevista subiu 0,4%, alcançando 12,8 milhões de toneladas, enquanto os embarques ao exterior foram revisados para 1,8 milhão de toneladas, o que representa um crescimento de 5,9% frente à estimativa anterior.

“O ajuste nas estimativas reflete o forte desempenho do processamento nacional de soja e o aquecimento do mercado internacional para o óleo de soja”, disse Amaral.

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Segundo ele, a elevação da estimativa de processamento constante no acumulado do ano “demonstra a eficiência e a competitividade do setor industrial em responder às demandas globais e domésticas”.



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