Açúcar cai em Nova York com queda do petróleo e pressão sobre etanol

Os preços do açúcar registraram desvalorização na sessão desta quarta-feira (20) na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em julho recuou 1,87%, sendo negociado a US$ 14,73 por libra-peso no fechamento do pregão.

Ao longo do dia, o mercado chegou a ensaiar recuperação, mas perdeu força e terminou majoritariamente em baixa. A pressão veio principalmente do recuo nos preços do petróleo bruto, que influenciou diretamente as expectativas para o mercado de etanol.

Com a queda do petróleo, o etanol perde competitividade em relação aos combustíveis fósseis, o que pode levar usinas em diferentes regiões produtoras a direcionarem maior volume de cana-de-açúcar para a produção de açúcar, em detrimento do etanol. Esse movimento tende a elevar a oferta global do adoçante e pressionar as cotações internacionais.

O mercado segue atento ao comportamento do petróleo e ao equilíbrio entre produção de açúcar e etanol nas principais regiões produtoras, fator considerado decisivo para a formação de preços nas próximas sessões.

Cacau
As expectativas de aumento da safra de cacau na Costa do Marfim pressionaram as cotações futuras na Bolsa de Nova York nesta sessão. O contrato para entrega em julho fechou em baixa de 0,46%, cotado a US$ 3.889 por tonelada.

O Barchart apontou que os preços do cacau encerraram o pregão em queda, embora ainda acima das mínimas de duas semanas registradas no início da semana. O movimento reflete um ajuste do mercado após recentes oscilações mais fortes.

Na sessão anterior, os contratos chegaram a recuar para os menores níveis em duas semanas, depois de terem atingido a máxima de 3,75 meses na semana passada. A mudança de direção ocorre em meio à perspectiva de aumento da oferta global.

Na quinta-feira passada, a Costa do Marfim elevou sua estimativa de produção para 2,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, acima da projeção anterior de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas. O ajuste foi atribuído a condições climáticas favoráveis nas principais áreas produtoras.

O mercado segue atento ao ritmo da safra no país africano, maior produtor mundial de cacau, já que qualquer revisão nas projeções de oferta tende a impactar diretamente as cotações internacionais.

Café

Os preços futuros do café registraram queda na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira. O contrato para entrega em julho recuou 0,68%, encerrando o pregão cotado a US$ 2,683 por libra-peso.

Os preços da commodity fecharam em baixa, com o café robusta atingindo o menor nível em um mês durante a sessão. O movimento reflete o avanço das expectativas de uma safra maior no Brasil, o que tem pressionado as cotações internacionais.

Nos últimos dias, o mercado de café vem acumulando perdas, em meio à percepção de melhora nas perspectivas de oferta global. O café arábica chegou recentemente ao menor patamar em um ano e meio nos contratos futuros mais próximos, reforçando a tendência de correção após períodos de alta.

O mercado segue monitorando o desenvolvimento da safra brasileira e os impactos sobre o equilíbrio entre oferta e demanda global, fatores determinantes para a formação dos preços nas próximas sessões.

Suco de Laranja

Os preços futuros do suco de laranja registraram alta na Bolsa de Nova York nesta sessão. O contrato para entrega em julho avançou 1,82%, sendo negociado a US$ 1.569,50 por tonelada no fechamento do pregão.

Algodão

No fechamento desta sessão, o contrato futuro de algodão para entrega em julho recuou 0,89%, encerrando o pregão cotado a US$ 81,60 por libra-peso.

Os contratos futuros da fibra apresentaram desempenho misto ao longo da curva, com quedas de 53 pontos e altas de até 3 pontos nos vencimentos seguintes, indicando ajuste técnico no mercado.

O movimento também foi influenciado pela alta do índice do dólar americano, que subiu US$ 0,211 e atingiu 99,055 pontos, tornando as commodities mais caras para compradores estrangeiros e pressionando as cotações.

Além disso, a queda de US$ 6,27 no preço do petróleo bruto aumentou a pressão sobre o mercado, em meio a expectativas de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o que pode impactar o cenário energético global e, consequentemente, o apetite por commodities.

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