Cacau atinge pico de cinco meses em NY com preocupação sobre a safra

As condições climáticas na África Ocidental seguem impactando a safra de cacau e impulsionando as cotações futuras na bolsa de Nova York. Na sessão desta quinta-feira (25), o contrato para entrega em setembro registrou avanço de 5,51% e fechou precificado em US$ 5.247 por tonelada.

De acordo com a análise do Barchart os preços futuros estenderam a alta de duas semanas neste pregão, atingindo o maior patamar em 5,5 meses.

O mercado segue atento às fortes chuvas na Costa do Marfim e em Gana, que inundaram estradas e isolaram o acesso dos agricultores às fazendas e aos portos, ameaçando o abastecimento global.

“O acumulado de chuvas de junho até segunda-feira já atingiu níveis próximos à média típica para todo o mês em ambos os países. O excesso de umidade também aumenta o risco de podridão parda nos cacaueiros, reduzindo a produtividade e comprometendo a colheita”, informou o Barchart.

Café

O contrato futuro do café arábica para entrega em setembro fechou em queda de 0,29% e encerrou a sessão cotado em U$S 2,76 por libra-peso.

O Barchart apontou que o café arábica encerrou o dia consolidando abaixo da máxima de seis semanas. O mercado acompanha as chuvas que voltaram a cair no Brasil e estão atrasando a colheita de café no país e pressionando os preços para cima.

A empresa de meteorologia Climatempo informou que uma frente fria está trazendo chuvas para o sul do Brasil, com previsão de mais de 50 milímetros ao longo desta semana, o que limitará as atividades no campo e poderá reduzir a qualidade da safra de café.

Açúcar

Para o açúcar, a sessão foi de ligeiros ganhos com o contrato futuro do açúcar para entrega em outubro sendo negociado em 13,95 centavos de dólar a libra-peso, com uma alta de 0,57%.

A consultoria Czarnikow informou que o mercado de açúcar dos EUA permanece calmo, com preços inalterados. “Os compradores mantiveram-se cautelosos, concentrando-se nos contratos existentes para 2025-2026 e demonstrando pouco interesse em novos compromissos, enquanto alguns vendedores restringiram as ofertas à vista e priorizaram as reservas futuras”, reportou.

Além disso, o mercado está atento aos riscos tarifários relacionados à investigação do USTR (Representante Comercial dos EUA) e que impulsionaram algumas compras.

A consultoria ainda destacou que as tarifas podem chegar a 10 centavos de dólar por libra para o açúcar bruto e 20 centavos de dólar por libra para o açúcar refinado, além das tarifas já elevadas.

A Czarnikow  destacou que o açúcar não fazia parte inicialmente da investigação. Porém, muitos representantes da indústria e do governo têm pressionado o USTR para que inclua o açúcar na investigação mais ampla. Espera-se que o USTR conclua sua investigação e proponha medidas corretivas até o final de julho.

Algodão

O  contrato futuro do algodão para entrega em dezembro fechou com avanço de 0,93% e foi precificado em 76,97 centavos de dólar a libra-peso.

O relatório de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado nesta manhã mostrou que 83.864 fardos de algodão para a safra 2025/26 foram vendidos até a semana passada.

Além disso, também foram registradas vendas de 67 mil fardos de algodão da nova safra nessa semana, o menor volume em seis semanas. Os embarques totalizaram 300 mil fardos, o maior volume em quatro semanas e um aumento de 46,64% em relação à mesma semana de 2025.

Suco de laranja

Já as negociações futuras do suco de laranja, a sessão foi de quedas. O vencimento futuro para entrega em setembro finalizou com desvalorização de 2,77%, em que o contrato fechou negociado a US$ 1,42 por libra-peso.

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