Categorias
economia

Taxas dos DIs caem após melhora em métricas de inflação do IPCA-15


SÃO PAULO, 25 Jun (Reuters) – As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) voltaram a ceder nesta manhã de quinta-feira após dados mostrarem o IPCA-15 desacelerando em junho, com a abertura dos números indicando melhora em diferentes métricas, enquanto os investidores aguardam pela entrevista coletiva do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Após cederem nas três sessões anteriores, às 10h23 desta quinta-feira a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,135%, em baixa de 19 pontos-base ante o ajuste de 14,32% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,135%, com queda de 8 pontos-base ante o ajuste de 14,21%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou na abertura da sessão que o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,41% em junho, desacelerando ante a alta de 0,62% em maio. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam elevação de 0,44% em junho.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

A abertura do indicador também trouxe dados favoráveis. A taxa dos serviços subjacentes — que excluem itens mais voláteis — desacelerou de 0,53% em maio para 0,27% em junho, conforme o banco Bmg. Já a inflação dos serviços intensivos em mão de obra passou de 0,60% para 0,50% no período. A taxa dos serviços de modo geral foi de 0,48% para 0,40%.

Também houve melhora na média dos núcleos de inflação acompanhados pelo BC, com a taxa desacelerando de 0,48% em maio para 0,34% em junho, de acordo com o Bmg.

Em reação ao IPCA-15, as taxas dos DIs voltaram a ceder nesta manhã, com o mercado também à espera da entrevista de Galípolo, às 11h. Os investidores estarão atentos principalmente à abordagem do presidente do BC sobre a inflação.

Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, divulgada na terça-feira, a instituição passou indicações de que a taxa básica Selic, hoje em 14,25% ao ano, não subirá no curto prazo e de que buscará atingir a meta de inflação de 3% apenas no primeiro trimestre de 2028 — e não no quarto trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária. Para muitos analistas, o discurso do BC demonstra certa leniência com a inflação.

Antes da abertura do mercado o BC divulgou nesta quinta-feira seu Relatório de Política Monetária, elevando de 1,6% para 2,0% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, citando a aceleração da atividade, o mercado de trabalho resiliente e as medidas de estímulo do governo.

Em seu cenário de referência, que segue projeções de mercado para os juros, o BC projetou que a inflação seguirá em alta no segundo, no terceiro e no quarto trimestre deste ano, fechando 2026 em 5,2% — acima do teto de 4,5% da meta perseguida. Depois, conforme as projeções do BC, a inflação cairá gradualmente até 3,7% no fim de 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028, chegando a 3,1% no fim de 2028, último período analisado.

Continua depois da publicidade

O recuo das taxas dos DIs nesta manhã também é corroborado pelo exterior, onde os rendimentos dos Treasuries caem. Às 10h23, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 2 pontos-base, a 4,384%.



Veja matéria completa!

Categorias
economia

Prévia da inflação traz alívio, mas é suficiente para ficar otimista com a Selic?


O mercado avalia que houve melhora qualitativa no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de junho, considerado a prévia da inflação, que avançou 0,41%, com melhora em componentes considerados importantes. No entanto, a visão é que o processo de controle de preços segue desafiador.

Segundo especialistas, embora tenha havido melhora na margem, o processo de desinflação segue lento, com a taxa acumulada de 4,80% em 12 meses ainda acima do teto da meta. Com isso, o diagnóstico é que o Banco Central deve manter cautela, reforçando a política monetária de juros restritivos por mais tempo.

Ainda assim, houve reação positiva às surpresas baixistas. Leonardo Costa, economista do ASA, destaca o balanço qualitativo mais benigno após meses de inflação pressionada pelo choque de combustíveis. O Itaú BBA ressalta as quedas em alimentação no domicílio e nos serviços subjacentes, além de industriais subjacentes terem vindo abaixo do esperado. 

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

Leia também: Tesouro Direto: taxas estendem queda após IPCA-15 abaixo do esperado

O Bradesco também avalia que o índice veio qualitativamente melhor do que o esperado, em especial na leitura de serviços, apesar do forte impacto de alta nas passagens aéreas.

Por outro lado, a XP alerta que os preços dos alimentos e o mercado de trabalho apertado não indicam uma moderação estrutural, e que a inflação de serviços ainda não mostra sinais relevantes de alívio. O Daycoval reforça afirmando que, apesar da composição mais benigna, a inflação segue em um patamar elevado e permanece sendo um desafio para a autoridade monetária, que tenta convergir a inflação à meta de 3%.

Rafael Rondinelli, economista da MAG Investimentos, avalia que o resultado reforça um “processo desinflacionário lento e gradual”, pontuando que o índice de difusão geral também recuou, passando de 65,1% para 60,2%. 

Pressão dos alimentos e o fator El Niño

Apesar de uma desaceleração na passagem de maio para junho, o grupo de Alimentação e bebidas continua sendo um dos principais motores da inflação e alvo de preocupação futura. 

Costa, do ASA, detalha que a batata-inglesa, o tomate, o feijão-carioca e a cebola apresentaram aumentos expressivos, respondendo por grande parte da alta do mês ao lado do setor de Habitação. 

Continua depois da publicidade

Para o Bradesco, a alimentação no domicílio registrou um avanço importante e a categoria deve continuar pressionada. A instituição projeta que um fenômeno El Niño intenso trará impactos sobre os preços dos alimentos neste ano e no início do próximo, agravado pelas pressões sobre fertilizantes decorrentes da guerra no Oriente Médio. 

Para o Inter, a leitura é de um momento de transição. Segundo André Valério, economista sênior do banco, o resultado indica o início de um “retorno à normalidade” do processo inflacionário pré-período sazonal. No entanto, Valério adverte que o cenário permanece incerto, citando que a taxa de câmbio acima de R$ 5,20 pode impor um obstáculo à normalização, enquanto o El Niño, previsto para atuar no quarto trimestre, volta a pressionar o custo da cesta de alimentos. 

A XP pondera que os preços dos alimentos vieram abaixo das suas expectativas no mês, impulsionados pela perda de força da carne bovina no atacado, contudo, a corretora projeta uma aceleração forte ao longo do quarto trimestre de 2026 e início de 2027, justamente para refletir o cenário climático desafiador.

Continua depois da publicidade

Juro alto por mais tempo

A persistência inflacionária mantém a curva de juros sob pressão, limitando o afrouxamento monetário e encarecendo o crédito na ponta final. A XP estima que o Banco Central cortará a Selic em 0,25 ponto percentual em agosto, fechando o ano  em 14%, e mantém a projeção de IPCA de 5,5% para o fim de 2026. 

O ASA tem a mesma projeção de 5,5% para este ano, mas destaca que o recuo do preço do petróleo atua como um vetor desinflacionário relevante. O Daycoval, por sua vez, vê um viés de alta para sua projeção atual de 5,1% em 2026 devido aos riscos climáticos.

Na economia real, esse ambiente de juros prolongados altera a dinâmica produtiva. Cassio Viana de Jesus, diretor de Investimentos e Negócios da Pilar Capital, afirma que o dado isolado do IPCA-15 traz um alívio limitado, pois não desmonta a tese de juros elevados. Segundo ele, “o crédito não para, mas fica mais caro, mais curto e concentrado em melhores garantias e tomadores de menor risco”. 

Continua depois da publicidade

Peterson Rizzo, head de Relações com Investidores da Multiplike, reforça que a pressão inflacionária oriunda do mercado de trabalho exige postura prolongada do Banco Central, “adiando o alívio financeiro esperado por empresas e famílias”. 

No setor corporativo, Thiago Alves Secco, CFO da Friggi & Secco, lembra que a inflação resistente compromete orçamentos e encarece operações de fluxo de caixa, garantindo que o mercado corporativo precisa ser estratégico, pois “ainda há pouco espaço para decisões financeiras improvisadas”.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

CMN flexibiliza comprovação de perdas no Proagro às vésperas do Plano Safra

O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou nesta quinta-feira (25) uma série de mudanças nas regras do Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária). As alterações flexibilizam a comprovação de perdas em determinadas situações, revisam as alíquotas cobradas dos produtores e ampliam as exigências para a documentação das vistorias nas propriedades.

As novas regras entram em vigor no dia 10 de julho e devem seguir até o dia 09 de julho de 2027.

As medidas fazem parte do conjunto de ajustes aprovados pelo CMN antes do lançamento da nova política de crédito rural.

O Proagro é o principal instrumento de proteção aos produtores rurais contra perdas provocadas por eventos climáticos e outros riscos cobertos pelo crédito rural.

A principal mudança na política diz respeito ao processo de comprovação das perdas. Pela resolução, quando houver perda parcial da produção e for constatada alta gravidade do evento coberto pelo programa, o relatório técnico poderá ser concluído após apenas uma vistoria na propriedade rural, desde que sejam atendidos os critérios estabelecidos pelo MCR (Manual de Crédito Rural).

Até então, o procedimento normalmente exigia mais de uma visita para acompanhar a evolução dos danos.

Nesses casos, a estimativa de produção realizada durante essa única vistoria será considerada como a receita obtida pelo produtor para fins de cálculo da cobertura do Proagro.

A medida busca simplificar a conclusão dos processos em situações nas quais os prejuízos já possam ser avaliados de forma conclusiva logo na primeira inspeção.

Aperto nas vistorias

O CMN também alterou as exigências para a realização das vistorias. A partir de julho, cada visita deverá ser documentada com pelo menos três fotografias coloridas que demonstrem os efeitos do evento adverso sobre a lavoura e a amostra utilizada para estimar a produção.

As imagens deverão conter pontos de referência da propriedade, incluindo uma fotografia com o agricultor ou seu representante no local da vistoria.

Além disso, as fotografias precisarão ser obtidas por tecnologia que permita comprovar a localização geográfica da área enquadrada no programa, reforçando os mecanismos de rastreabilidade e fiscalização das operações.

Outra mudança aprovada pelo conselho foi a atualização da tabela de alíquotas básicas do adicional cobrado para enquadramento dos empreendimentos no Proagro.

A resolução revisa os percentuais para diferentes culturas agrícolas, como soja, milho, milho safrinha, trigo e culturas de inverno, além de atualizar os valores conforme municípios, microrregiões, estados e regiões do país.

As alíquotas variam de acordo com o risco de cada localidade e servem de base para o cálculo do adicional pago pelos produtores para participar do programa.

Segundo o Banco Central, a atualização busca adequar a precificação às condições de risco observadas nas diferentes regiões produtoras do país.

As alterações abrangem centenas de municípios e regiões agrícolas, com mudanças específicas para empreendimentos localizados nos principais estados produtores, como Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Bahia, Sergipe, Minas Gerais e São Paulo.

Reta final do Plano Safra 26/27

A atualização das regras ocorre na reta final das definições do Plano Safra 2026/27. O governo trabalha na conclusão das medidas que irão compor o pacote da próxima temporada, incluindo definições sobre crédito rural, instrumentos de gestão de risco e programas de apoio à produção agropecuária.

Parte dos gargalos ainda estão no remanejamento orcamentario para acomodar o montante total a ser apresentado bem como os percentuais de taxas de juros.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
matogrossodosul

Em Foz do Iguaçu, Sejusp participa de encontro interestadual e fortalece ações integradas de segurança


A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) participou da sexta edição do Encontro dos Secretários de Estado da Segurança Pública (SulMaSSP), realizado entre os dias 22 e 24 de junho, em Foz do Iguaçu – Paraná. O evento reuniu representantes do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul para discutir ações integradas de enfrentamento ao crime organizado e fortalecimento da segurança nas regiões de fronteira e divisas.

Além dos secretários estaduais, participaram dos debates dirigentes das Polícias Militares, Polícias Civis, Polícias Científicas, Polícias Penais e Corpos de Bombeiros Militares dos estados integrantes do fórum. A programação incluiu palestras, reuniões técnicas e grupos de trabalho voltados à elaboração de propostas para aperfeiçoar a atuação das forças de segurança pública.

Antonio Carlos Videira, secretário da Sejusp-MS

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, destacou que um dos principais resultados do encontro foi o avanço das discussões conduzidas pelos grupos temáticos, responsáveis por propor medidas de integração entre os estados.

“O encontro teve como foco principal a discussão dos resultados e encaminhamentos dos grupos de trabalho. Foram debatidas propostas de padronização de procedimentos, compartilhamento de bancos de dados e de práticas exitosas que podem ser adotadas e aprimoradas pelos estados participantes. Um dos temas que ganhou destaque foi a atuação em comunidades indígenas. Todos os estados envolvidos possuem populações indígenas e estamos trabalhando na construção de protocolos que fortaleçam essa atuação, promovam uma relação mais próxima com essas comunidades, contribuam para a redução dos índices de criminalidade e, principalmente, previnam conflitos”, destacou.

Entre os temas debatidos durante o SulMaSSP estiveram o combate ao crime organizado transfronteiriço, a recuperação de ativos, a inteligência artificial aplicada à segurança pública, o enfrentamento à violência contra a mulher, a atenção à saúde física e mental dos profissionais da segurança pública, a gestão de crises e desastres, além do policiamento e da proteção aos povos indígenas.

Os grupos de trabalho também discutiram propostas de aperfeiçoamento da legislação federal relacionada à segurança pública. As conclusões elaboradas durante o encontro serão consolidadas e poderão ser encaminhadas ao Congresso Nacional como contribuição dos estados participantes.

Criado em 2023, o SulMaSSP tem como objetivo fortalecer a cooperação interestadual, ampliar o intercâmbio de informações e promover ações conjuntas entre os estados no enfrentamento aos desafios comuns da segurança pública, especialmente nas regiões de fronteira.

Integraram a comitiva da Sejusp-MS no SulMaSSP a subcomandante-geral da Polícia Militar, coronel Neidy Nunes Barbosa Centurião; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Frederico Reis Pouso Salas; o delegado-geral da Polícia Civil, Lupérsio Degerone Lucio; o coordenador-geral de Perícias, Nelson Fermino; o superintendente de Segurança Pública da Sejusp, delegado Tiago Macedo dos Santos; o secretário-executivo de Justiça da Sejusp, Rafael Garcia Ribeiro; o assessor especial da Sejusp, Luiz Alexandre Gomes da Silva; o coordenador de Políticas Penitenciárias, Rodrigo Almeida Morel; o coordenador do Gabinete de Gestão Integrada de Fronteiras e Divisas (GGI-FRON-DIV), coronel Everson Antonio Rozeni; a tenente-coronel Elka Ferraz Blanco; o delegado Carlos Delano Gehring Leandro de Souza; e o perito criminal Saule Viganó Neto.

Joilson Francelino, Comunicação Sejusp
Fotos: SESP/Paraná



Veja a matéria Completa

Categorias
economia

Banco central do México mantém juro em 6,50% e sinaliza pausa mais longa


O banco central do México manteve sua taxa básica de juros estável e sinalizou que deve deixá-la em 6,50% por mais tempo, enquanto acompanha de perto a evolução da inflação e do crescimento econômico.

A autoridade monetária, conhecida como Banxico, preservou a taxa no menor nível em quatro anos nesta quinta-feira, em decisão esperada pelos 30 economistas consultados pela Bloomberg.

“À frente, a Junta de Governo estima que será apropriado manter a taxa de referência em seu nível atual”, escreveram os membros do colegiado em comunicado que acompanhou a decisão. A votação do conselho de cinco integrantes do Banxico foi unânime.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

O comunicado descreveu o nível atual dos juros como “bem ajustado” para enfrentar eventuais desafios trazidos pelo ambiente macroeconômico. O Banxico também sinalizou que a fraqueza econômica deve continuar, com riscos relevantes para a atividade persistindo, embora sem especificar um horizonte de tempo.

“O sinal enviado pelo Banco do México é significativo, mesmo à luz dos dados mais recentes de inflação”, disse Adriana García, chefe de análise econômica do think tank México ¿Cómo Vamos?. Embora tenha se comprometido a manter a taxa básica estável, acrescentou ela, o Banxico também reconheceu riscos altistas para a inflação. “Se eles se concretizarem, o banco será forçado a agir.”

Embora a inflação cheia tenha arrefecido, a autoridade monetária tende a dar mais peso ao núcleo, que exclui os preços mais voláteis de energia e alimentos.

“O banco central ainda evita declarar vitória, especialmente porque a perspectiva para a inflação subjacente continua desafiadora”, afirmou Dan Pan, economista para as Américas do Standard Chartered Bank. Ela apontou a preocupação do banco com o crescimento econômico fraco, mas observou que, por ora, a instituição não parece disposta a alterar os juros em resposta às pressões maiores de preços.

O peso mexicano teve pouca variação após a decisão, embora tenha chegado a subir até 0,6% com a recuperação de pares de mercados emergentes. A moeda era negociada em torno de 17,50 pesos por dólar às 14h10 na Cidade do México.

Yazmín Matus, subdiretora de mercados de dívida da VALMEX Casa de Bolsa, alertou que a sinalização futura do Banxico de manter os custos de empréstimo estáveis “segue sujeita aos desdobramentos da política monetária dos EUA, que parece altamente dependente dos dados econômicos”.

Continua depois da publicidade

Os formuladores de política, liderados pela presidente Victoria Rodríguez, vinham afrouxando a política monetária apesar das persistentes pressões inflacionárias, à medida que o investimento fraco e a incerteza comercial ainda pesam sobre o crescimento. O Produto Interno Bruto do México encolheu 0,6% no primeiro trimestre, e o Banxico reduziu sua projeção de crescimento para 2026 de 1,6% para 1,1%.

Depois de um corte de 0,25 ponto percentual na reunião anterior, os formuladores de política destacaram em seguida que o ciclo de afrouxamento iniciado em março de 2024 havia terminado.

A inflação anual desacelerou mais do que o esperado no início de junho, para 3,55%, ainda acima da meta de 3%, com margem de um ponto percentual para cima ou para baixo, enquanto o núcleo ficou em 4,12%.

Continua depois da publicidade

“Espera-se que o investimento continue apresentando desempenho fraco pelo menos até o segundo semestre de 2026, refletindo a incerteza predominante em torno da relação comercial com os Estados Unidos e da próxima revisão do USMCA”, segundo relatório do Banxico divulgado no mês passado.

© 2026 Bloomberg L.P.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Frigoríficos brasileiros miram nos EUA com cota da China perto do limite

A proximidade do esgotamento da cota de importação de carne bovina da China tem levado os frigoríficos brasileiros a redesenhar a estratégia de exportação. Com a expectativa de que o limite de cerca de 1,1 milhão de toneladas seja atingido até o fim de julho, o mercado já busca destinos alternativos para manter o ritmo dos embarques.

Na avaliação da Genial Investimentos, os Estados Unidos surgem como uma das principais alternativas para absorver parte da carne que deixará de ser enviada à China.

Além de ampliar as vendas diretas aos Estados Unidos, o Brasil também pode se beneficiar de um movimento indireto no comércio internacional.

Segundo o analista da Genial Investimentos, Luca Vello, a carne brasileira pode abastecer o mercado americano, enquanto os Estados Unidos direcionam uma parcela maior de sua própria produção para outros compradores, como a China.

“Os Estados Unidos vivem o menor rebanho bovino dos últimos 75 anos. Como o custo da matéria-prima está elevado, faz sentido importar carne brasileira para atender ao consumo interno. Isso abre espaço para que parte da produção americana seja destinada a outros mercados”, afirma.

Vello avalia que esse tipo de rearranjo comercial já foi observado em outras ocasiões e pode voltar a ocorrer caso a demanda chinesa permaneça aquecida. “Sempre que houver racional financeiro, as empresas vão buscar esse tipo de movimentação”, destaca.

“Para os importadores americanos, faz sentido comprar carne brasileira porque o custo do gado nos Estados Unidos está muito elevado”, afirma o analista.

Dados da Comex Stat mostram que os Estados Unidos vêm ampliando as compras de carne bovina brasileira neste ano. Entre janeiro e maio, o país respondeu por 13,4% da receita das exportações brasileiras do produto; a receita somou US$ 1,2 bilhão. O valor representa um crescimento de 36% em relação ao mesmo período de 2025.

Para efeito de comparação, em todo o ano de 2025, os Estados Unidos responderam por 7,3% da receita das exportações brasileiras de carne bovina, com faturamento de US$ 973,4 milhões.

Embora o mercado norte-americano remunere alguns cortes com valores inferiores aos praticados pela China, ele continua sendo considerado um destino premium e capaz de absorver parte da produção brasileira.

Diante desse cenário, empresas com operações em outros países da América do Sul devem utilizar suas plantas no exterior para continuar abastecendo o mercado chinês.

A Genial Investimentos também destacou que é o caso da Minerva, que possui unidades na Argentina, Uruguai, Colômbia e Paraguai, podendo redirecionar parte das exportações por essas origens.

“A empresa tem uma capilaridade muito maior na América do Sul e consegue realocar parte do volume que sairia do Brasil para outras origens”, explica Vello.

 

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

Cade arquiva processo contra 99Food por suposta conduta anticompetitiva


A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) decidiu arquivar nesta quinta-feira, 25, o inquérito administrativo que investigava a 99Food por supostas práticas anticompetitivas no mercado de delivery de refeições.

A decisão foi assinada pelo superintendente-geral Alexandre Barreto em seu último dia no cargo. Em despacho, ele afirmou que não foram encontrados indícios suficientes de infração à ordem econômica para justificar a continuidade do caso.

O caso teve origem em representação apresentada pela Keeta Delivery Brazil, braço internacional da chinesa Meituan, que acusava a concorrente de adotar cláusulas contratuais que restringiriam a atuação de novos entrantes no mercado brasileiro de delivery.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

Segundo a Keeta, as cláusulas investigadas impediriam restaurantes e outros parceiros comerciais de contratar ou operar com determinadas plataformas concorrentes, o que, na avaliação da empresa, configuraria uma restrição indevida à concorrência.

Apesar do arquivamento pela área técnica, a disputa ainda não está encerrada. A Keeta informou que há um recurso em análise pelo Tribunal do Cade, instância máxima de decisão da autoridade antitruste, que poderá manter ou reverter o entendimento da Superintendência-Geral.

Em nota, o vice-presidente da Keeta no Brasil, Danilo Mansano, afirmou que a companhia segue confiante de que o Tribunal dará atenção ao caso. “Acreditamos que restaurantes devem ter liberdade para diversificar canais de vendas, entregadores parceiros devem ter mais oportunidade de geração de renda, e consumidores devem se beneficiar de um maior leque de opções e um serviço com mais qualidade”, disse.

Procurada, a 99Food ainda não se manifestou sobre a decisão.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Governo redefine preços de garantia da agricultura familiar para safra

O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou nesta quinta-feira (25) a atualização dos preços de garantia do PGPAF (Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar), mecanismo utilizado para proteger agricultores familiares de quedas nos preços de comercialização. Os novos valores passam a valer entre 10 de janeiro de 2026 e 9 de janeiro de 2027, período que abrange praticamente toda a vigência do próximo Plano Safra da Agricultura Familiar, previsto para ser anunciado pelo governo na semana que vem.

A medida beneficia produtores enquadrados no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) que contrataram operações de custeio ou investimento.

O objetivo é garantir renda ao pequeno agricultor quando o preço recebido pela produção ficar abaixo do valor de referência estabelecido pelo governo.

O benefício é limitado a R$ 5 mil por mutuário, a cada ano agrícola, nas operações de custeio, e a R$ 2 mil nas operações de investimento.

O PGPAF assegura a remuneração dos custos variáveis de produção dos agricultores familiares e reduz o impacto das oscilações de preços sobre a renda dos produtores que utilizam crédito rural do Pronaf.

Os novos preços passam a integrar o MCR (Manual de Crédito Rural) e permanecerão vigentes até 9 de janeiro de 2027.

Ajuste no Desenrola Rural

Na mesma reunião, o CMN também regulamentou as condições para liquidação de operações de crédito rural contratadas no âmbito do Procera (Programa Especial de Crédito para a Reforma Agrária), medida inserida no Desenrola Rural.

A resolução autoriza a concessão de rebate de 80% sobre o saldo devedor recalculado das operações que apresentavam saldo superior a R$ 10 mil em 27 de dezembro de 2013.

Além do desconto, será aplicado um abatimento fixo de R$ 2 mil por mutuário.

O saldo devedor será recalculado utilizando taxa efetiva de juros de 1,15% ao ano, substituindo os encargos financeiros originalmente previstos nos contratos.

Segundo o Ministério da Fazenda, as novas regras se aplicam às operações contratadas com recursos do OGU (Orçamento Geral da União) e fazem parte do Desenrola Rural que reabriu até 20 de dezembro de 2026 o prazo para regularização dessas dívidas.

Além dos contratos individuais, a resolução estabelece critérios específicos para operações realizadas por cooperativas, associações e contratos coletivos, definindo como será calculado o saldo devedor em cada modalidade.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

S&P vê fragilidade fiscal persistente, mas confirma rating ‘BB’ do Brasil


A S&P Global Ratings reafirmou os ratings soberanos do Brasil em “BB/B”, mantendo a perspectiva estável, ao avaliar que a posição externa robusta do país continua compensando suas fragilidades fiscais, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (25).

A decisão reflete, de um lado, déficits elevados e trajetória crescente da dívida pública e, de outro, fatores estruturais positivos, como reservas internacionais elevadas, câmbio flutuante e mercados financeiros domésticos profundos, que sustentam a capacidade de financiamento do país.

No dia, a Fitch Ratings reafirmou o rating de crédito soberano de longo prazo do Brasil em moeda estrangeira em “BB”, com perspectiva estável, destacando a resiliência da economia, a robustez das contas externas e a flexibilidade cambial como pilares de sustentação do perfil de crédito do país.

Ferramenta do InfoMoney

Baixe agora (e de graça)!

A S&P Global projeta que os déficits do governo geral permaneçam próximos a 7% do PIB nos próximos anos, diante da ausência de medidas estruturais capazes de reduzir a rigidez orçamentária ou gerar superávits primários mais robustos.

Esse cenário deve continuar pressionando a dívida pública, que tende a subir para cerca de 74% do PIB até 2029, ante 60,4% em 2025. Ao mesmo tempo, o custo com juros deve permanecer elevado, consumindo cerca de 20% das receitas do governo.

Segundo a S&P, a principal limitação para um ajuste mais consistente está na própria estrutura do orçamento brasileiro, rígido e fortemente indexado, o que dificulta cortes de gastos e mudanças relevantes sem alterações constitucionais.

A agência também destaca que o ambiente político tende a dificultar reformas fiscais. Com eleições marcadas para outubro de 2026, os principais candidatos não têm priorizado o tema do ajuste nas campanhas.

Além disso, o sistema político brasileiro — com forte presença de pesos e contrapesos entre Executivo, Legislativo e Judiciário — contribui para decisões mais graduais, o que reforça uma abordagem pragmática, porém lenta, na condução de políticas públicas.

Nesse contexto, a S&P não espera mudanças significativas na política econômica no próximo governo, independentemente do resultado eleitoral.

Continua depois da publicidade

Do lado da atividade, a agência projeta crescimento do PIB de 1,8% em 2026, desacelerando em relação aos 2,3% registrados em 2025.

A expansão deve ser limitada por fatores como juros reais ainda elevados, inflação resiliente e alto endividamento das famílias, que tendem a frear o consumo.

No horizonte mais longo, a expectativa é de que o crescimento avance gradualmente para cerca de 2,2% até 2028, à medida que a política monetária se torne menos restritiva.

Continua depois da publicidade

Força externa segue como âncora

Apesar das fragilidades fiscais, a S&P destaca que a posição externa do Brasil permanece sólida e é um dos principais pilares do rating soberano. Entre os fatores positivos, estão: exportações robustas de commodities, especialmente em agricultura e energia; conta corrente moderada, próxima de 2% do PIB; financiamento externo sustentado por investimento estrangeiro direto (IED); elevado nível de reservas internacionais; baixa dependência de financiamento externo.

Além disso, o real é considerado uma moeda amplamente negociada e com regime de câmbio flutuante, o que contribui para absorver choques externos.

Continua depois da publicidade

Outro ponto destacado pela agência é o aprofundamento do mercado financeiro local, que permite ao governo financiar sua dívida majoritariamente em moeda doméstica.

Isso limita os riscos associados ao elevado endividamento e reduz a vulnerabilidade a choques externos, apesar da crescente participação de papéis indexados e pós-fixados.

A S&P também aponta que investidores estrangeiros aumentaram a exposição à dívida brasileira recentemente, atraídos pelos juros elevados, ampliando as fontes de financiamento.

Continua depois da publicidade



Veja matéria completa!

Categorias
matogrossodosul

Segurança do paciente avança na Atenção Primária com qualificação para os 79 municípios de MS


Oficina promovida pela SES reuniu representantes de todo o Estado para fortalecer a cultura de segurança, padronizar processos e estruturar núcleos municipais na Atenção Primária à Saúde

Representantes dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul participaram, terça-feira (24), da oficina Qualificação Operacional na Segurança do Paciente, promovida pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio do NEGESP (Núcleo Estadual de Gestão Estratégica em Segurança do Paciente), da Vigilância Sanitária Estadual e da Escola de Saúde Pública Dr. Jorge David Nasser.

A iniciativa teve como foco fortalecer a cultura de segurança na APS (Atenção Primária à Saúde), além de apoiar a implantação dos Núcleos Municipais e dos Times de Segurança do Paciente nas unidades básicas de saúde. Realizado na Escola de Saúde Pública, em Campo Grande, o encontro abordou temas como cultura de segurança, gestão de riscos, análise de incidentes, ferramentas da qualidade e utilização do sistema Notivisa.

Estruturação dos núcleos

Coordenadora do NEGESP, Eduarda Tebet explica que a proposta é consolidar uma rede estadual de segurança do paciente, garantindo maior qualidade assistencial em todos os municípios.

“Estamos trabalhando para implantar um Núcleo de Segurança do Paciente em cada secretaria municipal e também em cada unidade básica de saúde do Estado. Para isso, reunimos representantes de todos os municípios para estruturar esses núcleos e fortalecer essa cultura em Mato Grosso do Sul”, afirma.

Segundo ela, a segurança do paciente ainda é um tema que precisa ser ampliado no país e requer processos de trabalho bem definidos.

“Os protocolos precisam ser semelhantes em todo o Estado, respeitando as particularidades de cada serviço. O objetivo é que todos tenham a mesma compreensão sobre segurança do paciente e trabalhem de forma integrada”, destaca.

Fortalecimento da cultura de segurança

Analista da Qualidade Sênior e uma das facilitadoras da oficina, Elaine Cristina Faria ressalta que a publicação da Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente reforça a necessidade de ampliar essa discussão na Atenção Primária.

“Já trabalhamos esse tema há muitos anos, mas ele ainda é relativamente novo na Atenção Primária. Por isso, estamos fortalecendo a cultura de segurança para qualificar os processos e promover uma prática assistencial cada vez mais segura”, explica.

Elaine acrescenta que a capacitação contribui diretamente para reduzir falhas e aprimorar continuamente os serviços ofertados à população.

“O objetivo é reduzir falhas nos processos de saúde, qualificar a assistência e proporcionar mais segurança aos usuários”, completa.

Apoio aos municípios

Para profissionais de municípios de pequeno porte, a qualificação representa uma oportunidade de aprimorar práticas e implantar estratégias de segurança nas unidades de saúde.

Enfermeiro do município de Pedro Gomes, Diego Arantes destaca que a oficina oferece direcionamento técnico importante para os profissionais.

“Para municípios pequenos, onde a segurança do paciente ainda está em processo de implantação na Atenção Primária, esse treinamento é fundamental. Ele nos dá um norte e apresenta ferramentas e sistemas que poderão ser aplicados na nossa realidade”, avalia.

Farmacêutica do município de Corguinho, Shirley Ribeiro ressalta que o alinhamento entre os municípios fortalece a prevenção de incidentes.

“Estamos aprendendo a identificar riscos, realizar as notificações corretamente e agir antes que situações mais graves aconteçam. Isso permite que todos os municípios falem a mesma língua e organizem melhor seus processos”, afirma.

Redução de incidentes

Assistente de Serviços de Saúde do Núcleo Regional de Saúde de Coxim e facilitador da oficina, Wander Raimundo de Campos enfatiza que a padronização dos processos impacta diretamente na qualidade do cuidado prestado.

“O principal ganho é a redução de incidentes e eventos adversos aos pacientes. Com isso, conseguimos evitar agravamentos, hospitalizações e até transferências para municípios de referência, como Campo Grande e Dourados”, pontua.

Além das atividades teóricas, a programação contou com oficinas práticas sobre gestão de riscos, análise de incidentes e utilização do sistema Notivisa, ferramenta nacional destinada ao registro e monitoramento de eventos relacionados à segurança do paciente.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima



Veja a matéria Completa

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.