O endosso de petistas de peso a uma proposta do economista André Lara Resende sugerindo uma espécie de tabelamento de juros escancarou a divisão no governo sobre a política econômica de Lula 4 e ampliou o receio dos agentes econômicos sobre o que vem por aí.
De um lado, uma nova geração de economistas alinhados ao partido, como o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que tem defendido medidas tradicionais para estabilizar as contas do país.
Durigan desmentiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vá debater a proposta com o próprio Lara nesta semana.
De outro, a velha guarda do partido, representada pelo ex-ministro Guido Mantega, que defende uma nova matriz para a economia brasileira.
Um expoente desse grupo, José Sergio Gabrieli, elogiou a proposta do economista e criticou o que chamou de “pensamento único” na economia.
Não há sinais de que Lula vai abraçar a tese, muito embora já haja muitos indícios de que Lula não vai fazer um ajuste fiscal significativo seja quem for o chefe na economia.
Afinal, nos governos Lula quem decide na economia é ele próprio.



