Cresce a pressão sobre a definição da política econômica do governo Lula quatro.
Durante o fim de semana os agentes de mercado e economsitas ficaram alardeados com a notícia de que o economista André Lara Resende, um dos pais do Plano Real, teria um encontro com presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O que já foi desmentido.
Lara Resende defende uma revolução na condução do país que passa por tabelar os juros na canetada e reduzir o papel do Banco Central a quase nada. Para conter a fuga do investidor, as reservas internacionais seriam a solução.
O mercado não acha graça na utopia e se assusta quando ela chega muito perto do presidente da República.
Na falta de bombeiros, a fogueira da heterodoxia ardeu nas últimas horas com o endosso de figuras do PT que têm os ouvidos de Lula: Gleisi Hoffmann e Sérgio Gabrielli. Gabrielli dobrou a aposta completando o receituário esdrúxulo para economia.
Alguém apareceu para dizer que Dario Durigan, o ministro da Fazenda que não deve ficar no posto, era o único porta voz sobre o tema. Não é. Esse é o papel de Lula que, até agora, se recusou a fazer.



