Flávio Bolsonaro (PL) entra nos Estados Unidos com passaporte diplomático, mesmo depois de o documento ter sido cancelado no Brasil.
A fuga do senador foi marcada por sumiço, dissimulação proposital e uma viagem às escondidas até o desembarque em Miami, nesta quarta-feira (28) pela manhã.
Flávio resolveu se manifestar por meio de uma carta em duas versões. Na primeira, ele proclama a própria vitória nas eleições, o que não tem nenhum respaldo nos fatos, porque o resultado das eleições não é uma questão de opinião. Rapidamente, veio a segunda versão corrigida, em que Flávio se diz líder do Brasil.
Enquanto Flávio tenta sustentar sua narrativa do exterior, o poder se reorganiza em Brasília. O Centrão já apoia a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) no Senado, um forte aliado de Alexandre de Moraes.
O PL, dono da maior bancada, corre o risco de ficar isolado no Congresso e sozinho na defesa de Flávio e de sua versão, que os fatos contradizem.
Reeleito para um quarto mandato, Lula (PT) assiste à fuga de Flávio Bolsonaro sequestrar a agenda do país. Em contrapartida, ganha tempo para explicar como vai governar os próximos anos.



