IGP-10 tem queda de 1,13% em julho com recuo do petróleo, diz FGV


SÃO PAULO, 17 Jul (Reuters) – O Índice ⁠Geral de Preços-10 (IGP-10) intensificou a queda ⁠a 1,13% em julho depois de ter recuado 0,30% ‌no mês anterior diante da queda dos preços do petróleo, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira ‌pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com isso, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses alta de 2,68%. O recuo em julho foi mais forte do que a expectativa em pesquisa da Reuters, de deflação de 0,99%.

‘Esse resultado foi consequência ⁠direta ‌da redução das tensões entre os Estados Unidos e ⁠o Irã no Estreito de Ormuz, o que contribuiu para a queda dos preços do petróleo e de seus derivados, sobretudo dos combustíveis’, explicou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

Os preços do petróleo recuaram diante ​de um frágil cessar-fogo entre os EUA e o Irã no mês passado, mas essa trégua ruiu na ​semana passada depois que navios-tanque comerciais foram alvo de ataques no Estreito de Ormuz, desencadeando ataques militares entre os Estados Unidos e o Irã.

‘Diante da recente escalada das tensões entre os países e da persistência ‌de seus impactos sobre os preços do ​petróleo, a expectativa é de manutenção da pressão sobre os óleos derivados ao longo do mês, com consequente repasse de custos em diferentes ⁠etapas da cadeia ​produtiva’, completou Dias.

O ​Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a variação dos preços ⁠no atacado e responde por 60% ​do índice geral, teve queda de 1,76% em julho, depois de recuar 0,71% no mês anterior.

O Índice de Preços ao ​Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, registrou a alta de 0,23% no mês, depois ​de avançar 0,56% ⁠em junho.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10), por sua vez, subiu 0,65% ⁠em julho, depois de uma alta de 0,92% em junho.

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

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(Por Camila Moreira; Edição de Eduardo ​Simões)



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