Categorias
brasil destaque_home

Polícia identifica suspeito em caso de advogado carioca encontrado morto em SP


A Polícia Civil de São Paulo identificou o homem de boné branco com quem o advogado Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, esteve momentos antes de ser encontrado sem vida em uma rua da região da Vila Madalena, zona oeste da capital paulista, na última sexta-feira (10). O rapaz, que não teve a identidade informada, é tratado como principal suspeito da morte de Pedro.

De acordo com Marcelo Martins Ferreira, advogado contratado pela família da vítima, Pedro e homem de boné branco se conheceram naquela noite. Câmeras de monitoramento mostraram os dois juntos em uma adega, por volta das 2h50 da madrugada de sexta.

Momentos depois, testemunhas viram Pedro passando mal, vomitando e se deitando na Rua Fradique Coutinho (Pinheiros). Ele foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu. Os socorristas não identificaram marcas de violência no corpo do advogado.

Conforme Martins Ferreira, a principal hipótese da Polícia Civil é que Pedro tenha sido alvo do golpe “Boa noite, Cinderela”, aplicado pelo homem de boné branco. Ainda segundo o defensor, a vítima teve sua identidade roubada e teve transações bancárias realizadas em seu nome – uma de R$ 9.800 chegou a ser bloqueada pelo banco.

“Ele (homem de boné branco) foi identificado e agora será chamado para prestar esclarecimentos”, disse Martins Ferreira, em conversa com a reportagem.

O caso foi registrado como morte suspeita no 14º Distrito Policial (Pinheiros). Mais cedo, a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP) havia informado que tentava identificar o rapaz suspeito. Procurada novamente na tarde desta sexta para confirmar a identificação, a pasta não retornou. O espaço segue aberto e será atualizado se um posicionamento for enviado.

Últimos passos

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Ely estava em São Paulo na semana passada e, na noite de quinta-feira (09) saiu com um amigo para assistir a uma partida da Copa do Mundo em um bar na Vila Madalena.

Conforme os boletins de ocorrência, aos quais o Estadão teve acesso, os dois seguiram de carro por aplicativo até a Rua Canário, em Moema, na zona sul da capital. O amigo desembarcou no local por volta de 0h48, enquanto Pedro seguiria para um hotel na Vila Olímpia em outro veículo. Segundo Martins Ferreira, porém, a motorista do aplicativo o levou de volta à região da Vila Madalena.

De acordo com o advogado da família, foi nesse intervalo que o golpe pode ter ocorrido. “Tem um delay de duas horas, que foi o momento em que ele foi para Moema e voltou para a Vila Madalena. E, quando voltou, foi encontrado pela população”, afirmou.

Pedro Ely foi localizado sem documentos e, por isso, não pôde ser identificado imediatamente. A família registrou seu desaparecimento após perder contato com o advogado.

A última atividade registrada em seu celular foi a visualização de uma mensagem no WhatsApp às 5h da sexta-feira. A identificação só ocorreu na terça-feira, 14, após a realização de um exame papiloscópico (de impressões digitais).



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

PM interrompe assalto em farmácia no Itaim Bibi e prende duas pessoas


A Polícia Militar de São Paulo deteve nesta sexta-feira (17) um homem de 24 anos e uma mulher de 36 que estavam cometendo um assalto à mão armada em uma farmácia no Itaim Bibi, na zona oeste de São Paulo. A dupla foi presa em flagrante.

De acordo com a PM, os dois tentavam fugir com mais de R$ 209 mil reais em remédios caros, principalmente canetas emagrecedoras. Os policiais apreenderam uma pistola calibre .22, carregada com seis munições, que estava com a mulher e havia sido utilizada na ação.

Ao vistoriar o carro que os dois haviam utilizado, os agentes encontraram dezenas de munições, aparelhos celulares, um tablet, spray de pimenta, toucas, luvas e dinheiro em espécie. O veículo tinha uma placa adulterada.

Os policiais foram acionados pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para atender a uma ocorrência de roubo na Rua João Cachoeira. Ao chegarem ao local, encontraram os dois suspeitos ainda dentro do estabelecimento, recolhendo os medicamentos.

Os funcionários da loja contaram que o homem entrou na farmácia simulando ser um cliente e, logo em seguida, anunciou o assalto. “Ele declarou o assalto, sacou a arma e perguntou onde estavam os Mounjaros”, contou um dos trabalhadores.

Outra vítima relatou os momentos de tensão vividos durante a ação criminosa. “Ele anunciou o assalto e mandou que entrássemos devagar, dizendo que atiraria. Depois exigiu que eu mostrasse onde estavam os medicamentos da geladeira e mandou que eu fosse mais rápido”, afirmou, segundo a nota da Polícia Militar.

Todos os medicamentos foram recuperados e devolvidos ao estabelecimento. O caso foi registrado como tentativa de roubo, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e localização/apreensão de veículo no 14° DP (Pinheiros).



Veja a Matéria Completa

Categorias
brasil destaque_home

Caso Henry: Justiça nega recurso de Jairinho que poderia anular condenação de 43 anos de prisão


Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou, na quinta-feira (16), o recurso da defesa de Jairo Souza Santos Junior, o Jairinho, que poderia anular a condenação de 43 anos do ex-vereador do Rio de Janeiro pela morte do menino Henry Borel.

O recurso tentava reverter a decisão da 7ª Câmara Criminal do TJ-RJ que já tinha negado, antes do julgamento, o pedido de mudança da audiência para outra cidade, fora da capital fluminense.

Para a defesa do ex-vereador, a sessão acontecer no Rio de Janeiro influenciaria na decisão do júri, já que o caso ficou famoso na capital e a exposição do caso na imprensa poderia ter comprometido a imparcialidade dos jurados no tribunal.

“Esse recurso especial foi protocolado antes da realização da sessão de julgamento e, portanto, não guarda relação com os recursos interpostos em face da decisão proferida pelo júri. Certamente os recursos sobre o tribunal do júri serão providos, ou seja, o júri deverá ser anulado por conta da quantidade de nulidades e irregularidades” disse Rodrigo Faucz, advogado de Jairinho.

Condenação Jairinho

Conhecido como doutor Jairinho, ele foi condenado no dia 4 de junho a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel. Ele foi considerado culpado por homicídio duplamente qualificado e tortura cometida contra o menino Henry, que tinha 4 anos na época dos crimes.

A mãe da criança, Monique Medeiros da Costa e Silva, teve a acusação de homicídio doloso (quando há intenção de matar) desclassificada pelo Conselho de Sentença do 2º tribunal do júri do Rio de Janeiro, e convertida em culposo, considerando que não foi intencional. Ela foi condenada por tortura por omissão e sentenciada a 1 ano e 4 meses de detenção, mas, como já cumpriu tempo de prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.

Além da prisão, em regime inicialmente fechado, Jairinho terá que pagar uma indenização de 400 mil reais ao pai da vítima, Leniel Borel. A condenação por homicídio qualificado teve agravantes por meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa e com causa de aumento de pena por Henry ser menor de 14 anos, além de tortura e coação no curso do processo.

Ao ler a sentença, a juíza Elizabeth Machado Louro destacou a “violência desproporcional” e a “rara e desmesurada covardia” contra a criança, descrita como doce e bondosa. A magistrada afirmou que o condenado possui uma “personalidade insidiosa“, capaz de simular gentileza para esconder uma natureza truculenta e de extrema periculosidade.



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Açúcar sobe 2,7% em NY com avanço do petróleo e expectativa sobre etanol

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do açúcar com vencimento em outubro encerrou a sessão desta sexta-feira (17) cotado a 14,83 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 2,70%.

Segundo a Barchart, os preços do açúcar registraram forte valorização, enquanto o contrato negociado em Londres atingiu o maior nível em uma semana. O movimento foi impulsionado pelo avanço do petróleo, que estimulou a cobertura de posições vendidas no mercado futuro de açúcar.

O contrato do petróleo WTI avançou mais de 4% no dia, alcançando o maior patamar em um mês. A alta da commodity melhora a competitividade do etanol, o que pode levar usinas ao redor do mundo a destinar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção do biocombustível em detrimento do açúcar. Com isso, aumenta a expectativa de redução da oferta global do adoçante, dando sustentação às cotações.

Cacau

No caso do cacau, o vencimento para setembro avançou 3,19%, encerrando o dia cotado a US$ 5.533 por tonelada.

Segundo a Barchart, o mercado foi impulsionado pela cobertura de posições vendidas após a divulgação de dados mais fortes que o esperado sobre a moagem de cacau na América do Norte. A NCA (Associação Nacional de Confeiteiros) informou que a moagem no segundo trimestre totalizou 109.659 toneladas, alta de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado surpreendeu o mercado, que esperava uma queda anual de cerca de 1%, e ajudou a reduzir as preocupações com a demanda global por cacau, dando sustentação aos preços da commodity.

Café

O contrato futuro do café arábica com vencimento em setembro encerrou a sessão desta sexta-feira cotado a US$ 3,20 por libra-peso, com alta de 2,46% na Bolsa de Nova York.

De acordo com a Barchart, os preços do café registraram forte valorização impulsionados pelo atraso na colheita brasileira. Dados divulgados pela Safras & Mercado mostram que a safra 2026/27 do país estava 64% colhida até 15 de julho, ritmo inferior ao observado no mesmo período do ano passado, quando os trabalhos alcançavam 77%, e também abaixo da média dos últimos cinco anos, de 70%.

O avanço mais lento da colheita aumenta as preocupações com a disponibilidade de café no curto prazo e deu sustentação às cotações da commodity no mercado internacional.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja com vencimento em setembro encerrou a sessão em alta na Bolsa de Nova York. O ativo avançou 3,29%, fechando cotado a US$ 1,38 por libra-peso.

Algodão

O contrato futuro do algodão com vencimento em dezembro encerrou a sessão desta sexta-feira (17) cotado a 78,63 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 0,86%.

Segundo a Barchart, os contratos futuros reduziram parte das perdas registradas no início do pregão ao longo da sessão. O movimento ocorreu em um dia de valorização do petróleo, que avançou mais de US$ 3 por barril, enquanto o índice do dólar apresentou leve alta, fatores que influenciaram o comportamento do mercado de commodities.

https://www.cnnbrasil.com.br/agro/cacau-entra-em-2026-em-busca-de-equilibrio/

Veja matéria completa aqui!

Categorias
agro destaque_home

Agronegócio calcula perdas com tarifaço dos EUA e busca alternativas

O agronegócio brasileiro vive um momento de incerteza e cálculo estratégico após a confirmação do tarifaço anunciado pelo governo de Donald Trump. De acordo com a analista de agro Fernanda Pressinott, durante o CNN 360º desta sexta-feira (17), ainda não é possível estimar com precisão o total das perdas financeiras.

“O governo já anunciou que vai ajudar essas empresas e a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) anunciou R$ 130 milhões para ajudar com que essas empresas visitem outros países e façam novas negociações para buscar novos mercados”, afirmou Pressinott.

Embora a balança comercial do agronegócio como um todo não tenha sido gravemente abalada, alguns segmentos específicos enfrentam perspectivas preocupantes.

A analista apontou que empresas que exportam açúcar orgânico estão entre as mais ameaçadas. O setor de tabaco também desponta como um dos mais vulneráveis.

“10% das exportações de fumo vão para os Estados Unidos”, destacou a analista. Segundo ela, a situação desse setor até poderia resultar em demissões.

Plano de diversificação da Apex

Laudemir Miller, presidente da Apex, confirmou que a agência trabalhará em uma estratégia de diversificação de mercados, com foco especial na União Europeia.

“Nós reservamos R$ 130 milhões, que nós vamos trabalhar junto com as nossas 57 entidades do setor privado com as quais temos parcerias”, afirmou Miller. Segundo ele, os detalhes do plano devem ser divulgados nos primeiros dias de agosto.

Miller também detalhou a distribuição geográfica dos impactos. Do total de US$ 7,2 bilhões em exportações brasileiras afetadas pelas novas tarifas, US$ 3 bilhões são provenientes de São Paulo, o que representa mais de 20% do total exportado pelo estado.

Santa Catarina tem 68% de suas exportações para os Estados Unidos impactadas pelo novo tarifaço. “52% do total do impacto desse tarifaço está em São Paulo e Santa Catarina”, destacou o presidente da Apex.

Setor químico

Além do agronegócio, o setor químico estima um gasto extra de US$ 66 milhões neste ano em decorrência das novas tarifas.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química, o aumento potencial de custos já deve produzir efeitos até o final de 2026.

Entre os produtos mais afetados estão tintas, fibras têxteis, sabão e produtos de perfumaria. Em valores, as isenções devem abranger entre 64% e 71% das vendas brasileiras aos Estados Unidos.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
brasil destaque_home

São Paulo e Santa Catarina sofrem 52% do impacto do tarifaço dos EUA


Os estados de São Paulo e Santa Catarina concentram 52% do impacto do mais recente tarifaço anunciado pelos Estados Unidos (EUA) contra o Brasil. Dos US$ 7,4 bilhões em vendas afetadas pelas tarifas de 25%, US$ 3 bilhões têm origem em São Paulo.

O estado economicamente mais forte do país concentra, sozinho, 41,6% do total do valor das exportações afetadas. Isso representa 20% de exportações paulistas aos EUA. Considerando o total das exportações afetadas, Santa Catarina tem uma situação mais crítica, com 68% das exportações aos EUA afetadas.

Os dados são da ApexBrasil, a Agência Brasileira para Promoção de Exportações e Investimentos, ligada ao Ministério de Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDCI). A agência anunciou um plano de R$ 130 milhões para auxiliar essas empresas a diversificarem seus mercados.

O setor madeireiro do Paraná também deve ser muito afetado. Isso porque 30% das importações de madeira dos EUA vem do Brasil. Desse total, 66,7% tem origem no Paraná.

“Isso é ruim para as empresas do Paraná que trabalham com esse setor. Isso é ruim para quem importa madeira nos (EUA). Isso é ruim para a construção civil de lá, para quem vai comprar casa. Ou seja, isso tem impacto na inflação americana”, comentou o presidente o presidente da ApexBrasil Laudemir Müller.

Ontem, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou uma tarifa adicional de 25% em parte dos produtos brasileiros alegando supostas práticas “desleais” no comércio por parte do Brasil.

O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação. As novas tarifas passam a valer a partir do dia 22 de julho e deve afetar 19,2% do total exportado ao país norte-americano.

Granito

Além da madeira, os EUA também é um grande importador de granito do Brasil, produto que entrou no tarifaço. Dados da ApexBrasil apontam que 36% do granito importado pelos EUA veem do Brasil. O material é usado na construção civil.

“Não há como, de uma hora para outra, o americano, que tem 30% do seu suprimento de madeira do Brasil para construção, buscar em outro local. Não tem como buscar granito em outro local com essa dependência de 36%”, comentou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Fictor avança em recuperação judicial e prevê assembleia em agosto

A Fictor Alimentos informou nesta sexta-feira (17) que o processo de recuperação judicial avançou para uma nova etapa e que a AGC (Assembleia Geral de Credores) poderá ser realizada em agosto, após credores apresentarem objeções ao plano de recuperação da companhia.

O esclarecimento foi enviado à B3 (Bolsa brasileira) em resposta a um ofício da bolsa que solicitava informações sobre o andamento da recuperação judicial, especialmente sobre a existência de objeções ao plano apresentado pela empresa.

Segundo a Fictor, o plano de recuperação judicial foi protocolado em 23 de junho de 2026 no processo que tramita na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. O documento abrange todas as empresas do Grupo Fictor, incluindo a Fictor Alimentos, em regime de consolidação substancial.

A companhia informou que o administrador judicial recomendou a publicação do edital previsto na Lei de Recuperação Judicial, documento que dará ciência formal aos credores sobre a apresentação do plano e abrirá o prazo legal para manifestações. No entanto, esse edital ainda não havia sido publicado até esta sexta-feira.

Apesar disso, a empresa afirmou que alguns credores já apresentaram objeções ao plano. Diante desse cenário, o administrador judicial manifestou-se favoravelmente à convocação da Assembleia Geral de Credores, prevista para ocorrer em agosto.

A convocação, porém, ainda depende de homologação pela Justiça. Caso a data da assembleia seja confirmada, a Fictor informou que divulgará o cronograma aos acionistas e ao mercado por meio dos canais oficiais.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

os setores beneficiados pelas exceções


O novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros que entra em vigor no próximo dia 22 conta com uma lista de 2.100 exceções. Além de produtos que já tinham ficado de fora da sobretaxa no ano passado, como carne e suco de laranja, itens comuns no cardápio do americano, outros produtos foram excluídos, como café solúvel e mel orgânico.

A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) estima que a nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada na noite de quarta-feira pelos Estados Unidos, deve afetar mais de US$ 11 bilhões em exportações da indústria e do agronegócio.

Por outro lado, cálculos do economista João Carmo, da 4Intelligence, e de José Pio Borges, presidente do Conselho Curador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), 62% das exportações brasileiras para os EUA ficaram isentas da taxa.

O setor produtivo considerou que a ampliação da lista de itens isentos foi resultado da participação em audiências, realizadas no início deste mês em Washington, para apresentação de argumentos se contrapondo à medida proposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês).

Segundo o USTR, itens enquadrados na lista de exceções estão em uma das quatro situações: matérias-primas que poderiam levar à escassez de oferta no mercado americano, produtos cuja taxação poderia causar ruptura econômica, que não podem ser cultivados ou produzidos nos EUA em volume suficiente ou preço razoável e aqueles sobre os quais a taxação não colaboraria para eliminar práticas ou políticas brasileiras consideradas passíveis de sanção pela investigação conduzida no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio.

Estratégia de defesa

Um dos setores listados nas exceções é o café. Os grãos verdes —que representam 90% das exportações brasileiras aos EUA — já estavam livres da taxa, mas a versão solúvel da bebida, que soma quase 10% do total exportado ao mercado americano, conseguiu ficar fora da sobretaxa. Os envios anuais do produto aos EUA somam cerca de US$ 220 milhões.

— É um alívio imenso. A tarifa era uma faca apontada para as nossas cabeças. Uma taxa de 25% comprometeria totalmente a exportação para o nosso principal mercado consumidor — afirma Aguinaldo Lima, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).

Junto do México, o Brasil atende quase 60% da demanda americana por café solúvel, exportado para os EUA principalmente na versão a granel. Lá, o produto é embalado por empresas do país, que cuidam da logística aos clientes finais. Um dos argumentos usados para sensibilizar o governo americano foi justamente o possível impacto a essas empresas. Além disso, o café solúvel produzido nos EUA atende apenas 6% da demanda interna.

Continua depois da publicidade

Neste caso, a defesa do produto junto a autoridades americanas contou com auxílio da National Coffee Association (NCA), entidade que representa o setor de café nos EUA.

O mel orgânico também escapou da tarifa após argumentar nas audiências que os importadores não encontrariam alternativa para o consumo.

— Existe uma demanda enorme lá e não tem de onde comprar, já que o Brasil é o principal fornecedor de mel orgânico do mundo. Mostramos a eles que, com a taxação, haveria um aumento de preço para o consumidor americano, que é um tema sensível ao (Donald) Trump — afirma Renato Azevedo, da Abemel, associação que representa a cadeia exportadora do produto.

Continua depois da publicidade

As exportações de mel aos EUA somam US$ 75 milhões anuais. Cerca de 90% são compostas de mel orgânico.

Perda de competitividade

Mas, apesar do esforço do setor produtivo, indústrias como calçados, vestuário, máquinas, etanol e parte da indústria de base florestal foram taxadas e já vislumbram perda de competitividade, redução das exportações e riscos para investimentos e empregos.

Continua depois da publicidade

Em nota, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) disse que medidas dessa natureza “aumentam a insegurança no comércio internacional, reduzem a competitividade das empresas e geram impactos sobre investimentos, produção, emprego e integração das cadeias produtivas”.

Já a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) já calcula queda de 7,1% nas vendas aos EUA no fim do ano. “Trata-se de uma medida que penaliza não apenas os exportadores brasileiros, mas também importadores, marcas, varejistas e consumidores norte-americanos, dada a interdependência produtiva e comercial entre os dois países”, disse o presidente-executivo da entidade, Haroldo Ferreira.

A Abimaq, que representa fabricantes de máquinas e equipamentos, diz que a decisão tende a comprometer investimentos, afetar a eficiência das cadeias produtivas instaladas nos dois países, produzindo efeitos que vão além da relação comercial bilateral. Os EUA são o principal destino das exportações do setor, que somaram US$ 3,2 bilhões no ano passado.

Continua depois da publicidade

No setor de árvores cultivadas, a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) manifestou preocupação com a taxação sobre produtos como celulose solúvel, papéis, painéis de madeira, MDF, MDP e pisos laminados, classificados como segmentos competitivos e integrados às cadeias produtivas dos dois países. A entidade destacou que as exportações brasileiras aos EUA já vinham perdendo força antes do tarifaço e defendeu o diálogo.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) lamentou a decisão e disse que a redução das exportações americanas ao mercado brasileiro decorre da expansão da produção nacional, especialmente de etanol de milho, e não de mudanças na política tarifária do país. A entidade defendeu o avanço das negociações por meio do diálogo e do respeito às regras de comércio internacional.



Veja matéria completa!

Categorias
agro destaque_home

Trigo sobe em Chicago com tensões geopolíticas e baixa oferta no Brasil

O contrato futuro do trigo com vencimento em setembro encerrou a sessão desta sexta-feira (17) em alta de 1,19% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 6,82 por bushel.

Segundo a Farm Futures, os preços do cereal foram sustentados pelo aumento das preocupações geopolíticas no Oriente Médio e na região do Mar Negro, fatores que seguem impulsionando o mercado de energia e influenciando o comportamento das commodities agrícolas. Entre os grãos, o trigo de inverno liderou os ganhos, com valorização entre 1% e 2% na maioria dos contratos. Milho e soja também avançaram, com altas entre 0,5% e 0,75%.

No mercado brasileiro, a semana foi marcada por negociações lentas, cenário típico do período de entressafra. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a oferta disponível permanece limitada, principalmente de trigo com melhor qualidade.

“O estoque remanescente continua restrito, especialmente dos lotes de padrão superior. Ao mesmo tempo, os moinhos seguem adquirindo apenas volumes pontuais, diante da dificuldade de repassar o aumento dos custos da matéria-prima aos preços da farinha”, afirmou o analista.

Com a oferta doméstica enxuta e a cautela dos compradores, o mercado brasileiro segue com baixa liquidez, enquanto os agentes acompanham a evolução do cenário internacional e o desenvolvimento da nova safra nacional.

Milho

O contrato futuro do milho com vencimento em dezembro encerrou a sessão com alta de 0,75% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,67 por bushel.

Segundo a Farm Futures, o avanço dos preços foi impulsionado pelo forte movimento de valorização do petróleo, que elevou as cotações do trigo e acabou beneficiando também o mercado do milho por efeito de contágio entre as commodities agrícolas.

No cenário internacional, o mercado também acompanha as condições das lavouras na Europa. Na França, as temperaturas acima de 35°C durante boa parte de julho provocaram uma deterioração significativa da qualidade das plantações.

Atualmente, apenas 41% das lavouras de milho são classificadas como boas ou excelentes, queda de seis pontos percentuais em relação à semana anterior e bem abaixo dos 72% registrados no mesmo período do ano passado.

Já no Brasil, a Safras & Mercado projeta uma produção de 5,71 bilhões de bushels de milho na safra 2025/26, volume 3,3% superior ao da temporada anterior, o equivalente a um acréscimo de aproximadamente 180 milhões de bushels.

A consultoria destaca que o país está em fase de colheita da segunda safra, responsável por mais de 80% da produção nacional, consolidando o Brasil como o terceiro maior produtor mundial de milho, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

Soja

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em alta na Bolsa de Chicago, com o vencimento para novembro, o mais negociado, avançou 0,67%, fechando cotado a US$ 12,03 por bushel.

Segundo a Farm Futures, o mercado foi impulsionado por uma sequência de anúncios de vendas para exportação divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), incluindo uma compra da China. As negociações estimularam uma onda de compras técnicas baseada na demanda, sustentando a valorização das cotações ao longo do pregão.

Os exportadores privados reportaram ao USDA três grandes operações. A primeira envolveu a venda de 12,5 milhões de bushels de soja para a China, seguida por 9,4 milhões de bushels destinados ao México e outros 4 milhões de bushels para destinos ainda não revelados. Todas as cargas serão entregues no ano comercial 2026/27, que começa em 1º de setembro.

No Brasil, a Safras & Mercado projeta uma safra recorde de 6,619 bilhões de bushels de soja em 2025/26, volume 1,01% superior ao registrado na temporada anterior, caso a estimativa se confirme. A consultoria também destaca que o plantio da safra 2026/27 deverá começar entre setembro e outubro, reforçando as expectativas de uma ampla oferta brasileira na próxima temporada.

Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

Tarifa dos EUA para produtos do Brasil será 2ª maior dentre todos os países; entenda







Com o aumento das tarifas anunciado na última quarta-feira pelo governo americano, as taxas efetivas cobradas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros exportados para aquele que é o maior mercado consumidor do mundo só serão superadas pela China no ranking de países tarifados.

A estimativa é da iniciativa suíça Global Trade Alert, que monitora os acordos comerciais e as sobretaxas cobradas pelos EUA aos diversos países mundo afora.

A tarifa média soma a cobrança das tarifas sobre todos os produtos exportados aos EUA, incluindo os 2,1 mil itens que estão isentos, ou seja, têm essa tarifa zerada.

No caso do Brasil, entram nessa lista o café, carnes, suco de laranja e peças aeroespaciais. Por isso, a tarifa média é menor do que os 25% definidos pelo governo americano.

Antes do anúncio da última quarta-feira, a tarifa média aplicada aos produtos brasileiros era de 11,7%. Agora, já considerando a aplicação da Seção 301, de 25% com algumas exceções a partir do próximo dia 22, a tarifa média estimada ao país sobe para 18,22%. Isso porque ainda está em vigor uma sobretaxa de 10% imposta pela Seção 122, que expira no próximo dia 25.

“Assim, a arrecadação anual implícita com tarifas sobre produtos brasileiros passa de US$ 4,6 bilhões atualmente para US$ 7,2 bilhões durante o período de sobreposição, antes de recuar para US$ 5,7 bilhões”, diz estudo divulgado da Global Trade Alert.

Segundo o monitor, dos US$ 39,6 bilhões em importações americanas de produtos brasileiros registradas em 2024, US$ 8,5 bilhões, ou cerca de 21%, estarão sujeitos à tarifa integral de 25%.

Mas a tarifa efetiva média de 18,22% será cobrada por pouco tempo. Como a outra, de 10%, expira quatro dias depois do início da sobretaxa de 25%, no dia 25 de julho, a tarifa efetiva média sobre as exportações brasileiras ao EUA deve cair a 14,4% a partir do dia 26, estima o monitor.

De acordo com uma planilha compartilhada pelo monitor com O GLOBO, a tarifa efetiva de 18,22% coloca o país atrás apenas da China, que tem tarifa efetiva média de 26,7% sobre seus produtos destinados aos americanos.

Continua depois da publicidade

Se a tarifa efetiva cair para o nível de 14,4% após o dia 26, como estima o monitor, o Brasil figuraria na oitava posição do ranking, atrás de Turquia, Indonésia, Vietnã e Tailândia.

Antes do anúncio do tarifaço de 25%, ocorrido na quarta-feira, o Brasil ocupava o 13º lugar do ranking, atrás da Itália, Alemanha, Coreia do Sul e Japão, com a China ainda líder.



Veja matéria completa!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.