Por que brasileiros não precisam de passaporte para Argentina e Equador? | Blogs | CNN Brasil


O senador e ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro deixou o Brasil nesta terça-feira (28), cruzou a fronteira com a Argentina e, no país vizinho, embarcou em um voo para o Equador. A informação foi confirmada pela Direção Nacional de Migrações da Argentina. Segundo a apuração da CNN, Flávio está a caminho de Miami, nos EUA.

Mesmo com os passaportes cancelados pela Polícia Federal após um pedido de retenção dos documentos e aceito pelo ministro Alexandre de Moraes, o senador cruzou fronteiras sem a necessidade do documento, pois o ingresso em alguns países da América do Sul é permitido com documentos brasileiros de identificação, a exemplo da Carteira de Identidade Nacional (CIN) e do RG.

Desde 2008, países-membros fundadores ou Estados associados do Mercosul dispensaram o uso do passaporte para o ingresso de viajantes. A lista é composta por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru. O acesso à Guiana, ao Suriname e à Venezuela é recomendado com passaporte, apesar de serem signatários do acordo de livre-comércio da América do Sul.

Documentos como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), carteiras da OAB, CRM e certidões de nascimento não são aceitos para ingresso nesses países.
Na maior parte dos casos, a regra é válida para permanência de turistas pelo prazo de 90 dias. Outras demandas são avaliadas pelos consulados locais.

Brasil, Argentina, Equador e EUA

O candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) entrou na Argentina pela fronteira com o Brasil às 22h50 de terça-feira (27). Quarenta minutos depois, embarcou em um voo privado para Guayaquil, no Equador, onde pousou na manhã desta quarta-feira (28).

A informação é da Direção Nacional de Migrações da Argentina, órgão oficial de imigração do país, em comunicado publicado nas redes sociais.

Segundo o órgão argentino, Flávio cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província de Misiones. O senador estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das filhas, Carolina e Luiza.

A Direção de Migrações afirma que os quatro apresentaram documentação de viagem válida, sem nenhum impedimento legal para a entrada no país, e que não houve incidentes.

Ainda de acordo com o órgão, às 23h30 a comitiva embarcou em um voo privado operado pela empresa Baires Fly S.A. O destino informado no plano de voo era Guayaquil.

Como mostrou a CNN, o governo de Javier Milei negou, na manhã de terça-feira, que Flávio havia entrado na Argentina.

À CNN Brasil, o Ministério da Segurança, pasta responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, afirmou que o senador, derrotado nas eleições presidenciais de domingo (25), não entrou no país.

Flávio tem três passaportes: o pessoal, o diplomático e o de cidadão europeu. Com exceção do passaporte europeu, os demais foram cancelados, pois o Estado brasileiro não tem competência para cancelar um passaporte estrangeiro sem a anuência do país emissor, no caso, a Itália.

Trump aprova

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada desta quarta-feira (28) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) estava na Argentina e disse que autorizaria a entrada do ex-candidato à Presidência do Brasil em território americano.

“Ouvi dizer que ele está na Argentina. Não sei onde ele está… ouvi dizer que é na Argentina“, disse Trump ao ser questionado por um repórter na madrugada desta quarta-feira.

Na sequência, Trump afirmou que “teria aprovado” a entrada de Flávio nos Estados Unidos. “Bem, eu teria aprovado. Acho que são boas pessoas“.



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