Os promotores de Justiça Lucas de Melo Schaeffer e Rodolfo Morais comentaram a condenação do empresário Fernando Sastre Filho a 17 anos, um mês e dez dias de prisão pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, ocorrida em 2024.
Após a leitura da sentença, olhei para o lado e vi o Fernando Sastre sentando na cadeira; o advogado dele se aproximou e ele esboçou um leve sorriso. Isso me chamou a atenção.
A sentença foi lida na madrugada desta sexta-feira (30), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.
O Ministério Público tinha a expectativa de uma pena próxima de 20 anos em regime fechado. A defesa, por sua vez, tentou convencer o tribunal do júri de que o empresário não teve a intenção de matar.
Sastre foi condenado por homicídio com dolo eventual e por lesão corporal gravíssima contra Marcus Vinícius Machado Rocha, amigo que estava no Porsche no momento da colisão.
Mais cedo, o acusado havia admitido pela primeira vez que ingeriu bebida alcoólica antes do acidente. Até então, o empresário negava ter bebido antes de assumir a direção do Porsche.
O caso ocorreu em 2024, na zona leste de São Paulo, quando o Porsche conduzido por Fernando, a 156 km/h, atingiu o carro de Ornaldo da Silva Viana.
Além da pena de prisão, o Tribunal de Justiça determinou a cassação do direito de dirigir de Sastre.


