“Queremos que Pix concorra em igualdade com empresas americanas”, diz Jamieson Greer


Ao anunciar, nesta quinta-feira a nova sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, o representante de comércio da Casa Branca, Jamieson Greer tentou justificar por que os EUA vêm o Pix como uma prática desleal de comércio do Brasil. E disse que quer igualdade de tratamento para as empresas americanas:

“Não estamos pedindo ao Brasil para se livrar do Pix, sabemos que é importante para o Brasil, e está tudo bem. O que não queremos é uma situação em que empresas americanas são forçadas a anunciar o Pix ou são restringidas pelo Pix, e o Pix receber tratamento especial. Porque a propriedade e a operação é do governo. Queremos que o Pix compita com as empresas americanas na mesma base local. Todas as coisas que estamos pedindo não são surpreendentes”, disse o representante comercial. 

Os Estados Unidos anunciaram na noite desta quarta-feira a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A aplicação começa na semana que vem, em 22 de julho. A decisão foi tomada após a investigação da Seção 301 pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). A investigação tratava de acusações sobre supostas práticas desleais de comércio.

O novo tarifaço é fruto da conclusão da investigação, que apurava se o Brasil adotaria práticas que prejudicam o comércio americano, como o uso do Pix, o desmatamento ilegal e a dificuldade dos EUA em ter acesso ao mercado de etanol brasileiro.

Haverá porém, exceções às tarifas. O representante de Comércio da Casa Branca, Jamieson Greer, disse que alguns produtos seriam isentos e citou laranja, suco de laranja, petróleo e gás, peças e componentes aeroespaciais. Carne e café também foram incluídos na lista de isenções. Todos esses são produtos importantes da pauta de exportações brasileiras para os EUA. Greer explicou que, no caso da carne, o objetivo é garantir o abastecimento do mercado americano.

“Sobre a questão da carne bovina, eu diria que, por enquanto, estamos deixando essa cadeia de suprimentos como está. O rebanho bovino dos Estados Unidos é o menor dos últimos 75 anos. Sabemos que os pecuaristas estão tentando recompor seus rebanhos e aumentar a produção. Ao mesmo tempo, o presidente deixou claro que quer garantir que os americanos tenham acesso à carne bovina a preços razoáveis.”



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