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JBS lança debêntures de R$ 400 milhões para projetos de biodiesel

A JBS anunciou uma oferta pública de R$ 400 milhões em debêntures incentivadas para financiar e reembolsar investimentos em projetos de biodiesel e infraestrutura logística. Os recursos serão destinados à modernização de três usinas de biodiesel e à ampliação da infraestrutura da JBS Terminais, no Porto de Itajaí (SC).

O pedido de registro automático da oferta foi protocolado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A emissão será composta por 400 mil debêntures simples, não conversíveis em ações, da 12ª emissão da companhia, com valor nominal unitário de R$ 1 mil, totalizando R$ 400 milhões.

Os papéis serão destinados exclusivamente a investidores profissionais e contam com garantia fidejussória da JBS N.V.

Segundo a companhia, a totalidade dos recursos líquidos captados será destinada ao reembolso de gastos realizados nos últimos 48 meses e ao pagamento de despesas futuras relacionadas a quatro projetos de investimento enquadrados na Lei 12.431, que trata das debêntures incentivadas.

Três dos projetos estão voltados para a expansão da produção de biodiesel. Em Campo Verde (MT), a capacidade da planta será ampliada de 410 metros cúbicos por dia para 600 metros cúbicos por dia. Em Lins (SP), a capacidade passará de 560 metros cúbicos para 744 metros cúbicos diários. Já em Mafra (SC), a produção será elevada de 1.025 metros cúbicos para 1.370 metros cúbicos por dia.

As três unidades receberão investimentos para modernização tecnológica, com a substituição de catalisadores químicos convencionais por enzimas de alta eficiência, além da instalação de novos reatores, decantadores, sistemas de armazenamento, bombas, trocadores de calor e outros equipamentos para ampliar a produtividade e a eficiência operacional.

A empresa afirma que os projetos trarão benefícios ambientais, como redução das emissões de gases de efeito estufa, valorização de resíduos da cadeia agroindustrial, emissão de CBIOs (Créditos de Descarbonização), aumento da eficiência energética e geração de empregos.

Além das usinas de biodiesel, parte dos recursos será destinada ao projeto da JBS Terminais, no Porto de Itajaí. O investimento prevê a implantação, ampliação, modernização e recuperação da infraestrutura portuária, incluindo obras civis, pavimentação, sistemas de tecnologia da informação, equipamentos de movimentação de cargas, automação, segurança, inspeção e armazenagem. O objetivo é ampliar a capacidade operacional do terminal e aumentar a eficiência logística.

A oferta será realizada pelo rito de registro automático previsto pela CVM. O cronograma prevê a coleta de intenções de investimento em 24 de julho, o registro da oferta em 27 de julho e a liquidação financeira das debêntures em 28 de julho.

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MP destina R$ 13,3 bilhões ao setor rural após tarifaço dos EUA

O governo federal publicou nesta quinta-feira (16) a Medida Provisória nº 1.377/2026, que abre crédito extraordinário de R$ 13,285 bilhões para ações dos ministérios da Fazenda, da Agricultura e Pecuária  e da Advocacia-Geral da União.

A medida destina recursos para programas de inovação no campo, refinanciamento de dívidas de produtores adimplentes e apoio aos produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste atingidos pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Para o setor sucroenergético, a MP prevê R$ 270 milhões em subvenção econômica destinada aos produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste. O benefício será voltado aos produtores afetados por eventos climáticos extremos e pela tributação adicional sobre as exportações imposta pelos Estados Unidos.

Do total dos recursos, R$ 9 bilhões serão destinados ao apoio a projetos de desenvolvimento tecnológico de produtores rurais. Os recursos virão do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), por meio da Finep, e terão como foco a difusão de tecnologias, o aumento da produtividade e o fortalecimento da competitividade do setor agropecuário.

A medida também reserva R$ 3 bilhões para o Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro de Tomadores de Crédito Adimplentes, o chamado “Desenrola Adimplentes”, e mais R$ 1 bilhão para o financiamento de beneficiários adimplentes do Fies. Segundo o governo, esses recursos se somam aos R$ 4 bilhões já previstos na Medida Provisória nº 1.373/2026.

Além das medidas voltadas ao setor produtivo, a MP destina R$ 15 milhões para a contribuição voluntária do Brasil à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

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USDA aponta oferta menor de carne bovina e alta nos preços do boi gordo

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu a estimativa para a produção de carne bovina em 2026 e 2027, reforçando a expectativa de uma oferta mais restrita de animais no país. O cenário levou o órgão a elevar as projeções para os preços do boi gordo, que devem permanecer em patamares recordes nos próximos meses.

As informações constam no relatório mensal, divulgado nesta quinta-feira (16). Segundo o documento, a produção de carne bovina norte-americana em 2026 foi revisada para 25,288 bilhões de libras, o equivalente a aproximadamente 11,47 milhões de toneladas. O volume representa uma queda de 2,75% em relação às 26,003 bilhões de libras produzidas em 2025.

Para 2027, o USDA também reduziu sua projeção para 25,2 bilhões de libras, o equivalente a cerca de 11,43 milhões de toneladas, mantendo a perspectiva de oferta limitada de carne bovina.

Na avaliação de Geraldo Isoldi, analista da Terra Agro, o relatório confirmou um cenário que já vinha sendo esperado pelo mercado.

“O USDA fez uma pequena revisão para baixo na produção de carne bovina tanto para 2026 quanto para 2027. O relatório veio bastante em linha com o esperado e reforça a menor disponibilidade de animais para abate”, afirma.

Segundo o departamento, a redução da oferta está diretamente relacionada ao menor ritmo de abate de bovinos confinados e à retenção de matrizes para recomposição do rebanho. O abate de vacas de corte caiu ao menor nível desde 2015, indicando que os pecuaristas seguem preservando fêmeas para ampliar o plantel.

Preços seguem em alta

Com a oferta mais restrita de animais, o USDA elevou as projeções para os preços do boi gordo nos Estados Unidos. A estimativa para 2026 passou para o equivalente a US$ 83,72 por arroba, enquanto para 2027 a projeção é de US$ 84,77 por arroba. Em 2025, a média foi de aproximadamente US$ 74,81 por arroba.

Considerando rendimento de carcaça de 62,5% e o câmbio PTAX de 16 de julho, a Terra Agro estima que a arroba norte-americana equivale atualmente a US$ 132,90, ou R$ 677,50 por arroba.

Os animais de reposição também seguem valorizados no próximo ano, o USDA projeta preços equivalentes a cerca de US$ 125,42 por arroba em 2026 e US$ 127,33 por arroba em 2027.

Confinamentos desaceleram

Embora o número total de animais em confinamento permaneça elevado, alguns indicadores mostram redução na oferta futura. Em 1º de junho de 2026, o rebanho em confinamento nos Estados Unidos somava 11,682 milhões de cabeças, volume 2,1% superior ao registrado em 1º de junho de 2025.

Já as entradas líquidas nos confinamentos em maio recuaram 10%, para 1,649 milhão de cabeças. Os envios de animais para abate também diminuíram 12%, totalizando 1,551 milhão de cabeças.

Para Isoldi, os dados reforçam que o mercado continuará trabalhando com disponibilidade limitada de bovinos ao longo dos próximos meses.

Comércio exterior e riscos climáticos

O USDA também reduziu ligeiramente suas estimativas para o comércio internacional de carne bovina. As importações dos Estados Unidos foram projetadas em 2,75 milhões de toneladas, enquanto as exportações ficaram próximas de 1,06 milhão de toneladas.

Entre os destinos da carne norte-americana, as vendas para a China caíram 95% em maio na comparação anual. Também houve retração de 54% para o Japão, de 35% para a Coreia do Sul, de 25% para o México e de 18% para o Canadá. Em contrapartida, Hong Kong ampliou as compras em 84%, enquanto Taiwan registrou alta de 4%.

Além dos fundamentos de mercado, o relatório destaca dois fatores de risco para a pecuária norte-americana. O primeiro é a seca: atualmente, 46% do rebanho bovino está localizado em áreas com seca moderada ou superior, contra 16% no mesmo período do ano passado.

O segundo é o avanço da mosca-da-bicheira, sendo que até o dia 9 de julho, o USDA havia confirmado 19 casos ativos da doença no Texas envolvendo bovinos e ovinos.

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Anvisa determina suspensão de venda de energético Mister Hemp


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (16) a suspensão da venda de todas as bebidas energéticas da marca Mister Hemp e de dois lotes da água mineral Mamba Water.

Em resolução, a agência reguladora determinou o recolhimento e suspendeu a venda, a fabricação, a distribuição, a divulgação e o uso das bebidas energéticas de todos os sabores da marca Mister Hemp. O produto é fabricado pela G. Freitas Alimentos.

De acordo com a Anvisa, não foram realizados nos produtos estudos de estabilidade que garantem a manutenção das características de segurança, composição e qualidade até o final do prazo de validade.

“Além disso, o fabricante não comprovou a regularização dos produtos no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS)”, informou a Anvisa.

Em relação à água mineral, a Anvisa informou que os lotes da Mamba Water foram fabricados em 3/4/2026 e 4/4/2026, com prazos de validade de 3/4/2027 e 4/4/2027. Os produtos não podem ser vendidos, distribuídos e utilizados.

A fabricante HNK BR Indústria de Bebidas Ltda, responsável pela marca, informou o recolhimento voluntário dos lotes 13 e 14 da água mineral sem gás Mamba Water 350 ml.

A empresa disse que testes revelaram a presença da bactéria Pseudomonas Aeruginosa no produto.



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Relação de troca entre commodities e fertilizantes melhora em junho

A relação de troca entre commodities agrícolas e fertilizantes apresentou melhora em junho, impulsionada principalmente pela queda dos preços da ureia, o que ampliou o poder de compra dos produtores para os fertilizantes nitrogenados e manteve o potássio em patamar favorável. Apesar da recuperação, os indicadores mostram que as condições ainda estão distantes do ideal, especialmente no mercado de fosfatados, onde os preços seguem elevados e continuam pressionando a capacidade de compra para culturas como soja, milho, café e citros.

Levantamento do Rabobank mostra que o índice de acessibilidade de fertilizantes (Affordability Index) registrou melhora em junho em relação a maio, refletindo principalmente o recuo das cotações da ureia nas últimas semanas.

Segundo Bruno Fonseca, analista de insumos do Rabobank, o índice dos fertilizantes NPK passou de -0,13 em maio para -0,11 em junho. Como o indicador varia de -1 a 1, quanto mais positivo o resultado, maior o poder de compra do produtor.

O movimento foi mais intenso entre os fertilizantes nitrogenados, que incluem a ureia. O índice desse segmento passou de -0,11 em maio para 0,09 positivo em junho, após atingir -0,25 em abril. A recuperação ocorreu depois que a ureia caiu de cerca de US$ 815 por tonelada, em meados de abril, para aproximadamente US$ 425 no fim de junho, menor patamar desde o final de janeiro.

Segundo Fonseca, a melhora tende a beneficiar especialmente os produtores que irão adquirir fertilizantes para o milho safrinha do próximo ciclo.

Já o potássio permaneceu em terreno positivo, embora com leve recuo, passando de 0,15 para 0,13 entre maio e junho.

No mercado de fósforo, entretanto, o cenário permanece desfavorável. Com os preços próximos de US$ 900 por tonelada desde abril, o índice passou de -0,09 no início do ano para -0,38 em junho, indicando deterioração da relação de troca. O Rabobank avalia que esse quadro pode continuar limitando as compras para culturas como soja, milho safrinha, café e citricultura.

Na avaliação regional do Rabobank, Minas Gerais apresentou o melhor desempenho, com índice de 0,15, favorecido pelo peso da cafeicultura. São Paulo registrou índice de 0,0, enquanto Mato Grosso, Goiás e Paraná e Mato Grosso do Sul apresentaram relações de troca menos favoráveis, com -0,13, -0,17, -0,17 e -0,24, respectivamente.

Após a alta dos preços provocada pelos conflitos no Oriente Médio, o Rabobank também revisou sua projeção para as entregas de fertilizantes no Brasil. A estimativa caiu de cerca de 47 milhões para aproximadamente 45 milhões de toneladas em 2026. Segundo o banco, o desempenho das vendas dependerá da evolução dos preços e da situação financeira dos produtores nos próximos meses.

Índice de Poder de Compra de Fertilizantes

Já o IPCF (Índice de Poder de Compra de Fertilizantes), divulgado pela empresa de fertilizantes Mosaic, também apontou melhora na relação de troca em junho, embora utilize metodologia diferente da empregada pelo Rabobank. O indicador encerrou o mês em 1,42, queda de 7,5% em relação a maio. Pela metodologia do IPCF, quanto menor o índice, mais favorável é a relação entre os preços dos fertilizantes e das commodities agrícolas.

Segundo a Mosaic, a melhora refletiu a combinação entre a queda média de aproximadamente 3% nos preços das commodities agrícolas e a redução de cerca de 8% no custo dos principais fertilizantes utilizados no país. A valorização de 3% do dólar no período compensou parcialmente esse movimento.

Entre as commodities, houve queda de 1,1% na soja, 5,2% no milho, 3,2% no algodão e 4% na cana-de-açúcar, em um cenário de maior oferta e avanço da colheita do milho safrinha. Do lado dos insumos, a retração foi puxada pela queda de 30% da ureia e de 9% no SSP (superfosfato simples), enquanto os preços do MAP (fosfato monoamônico) e do KCl (cloreto de potássio) permaneceram estáveis.

A Mosaic afirma que, com a aproximação do plantio da safra de verão, os produtores voltam a concentrar as compras dos fertilizantes remanescentes, especialmente os fosfatados destinados à soja. A empresa também aponta que a redução da sustentação dos preços do petróleo contribuiu para um ambiente de menor pressão sobre os preços internacionais dos fertilizantes.

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Quem é Karina Kufa, advogada que perdeu a guarda do filho após casar com Thiago Brennand


O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou na terça-feira (14), em decisão liminar, que a guarda do filho da advogada Karina Kufa fique provisoriamente com o pai, Amilton Augusto da Silva Júnior. A decisão se deu 14 dias depois dela se casar com o empresário Thiago Brennand, que está preso.

Karina Kufa é especialista em direito eleitoral. A advogada ganhou projeção nacional ao integrar a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela também já defendeu o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Em publicação nas redes sociais, a advogada chegou a falar que sua relação com o terceiro filho do capitão da reserva não se restringe ao âmbito profissional. Kufa afirmou que Eduardo é “um amigo leal e verdadeiro” .

A advogada fundou Os Garantistas em 2024. O grupo é composto por profissionais do direito que têm o objetivo de articular e defender pautas da direita. Kufa também é diretora do Comitê de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral.

Evangélica, a advogada costuma compartilhar nas redes sociais conteúdos sobre a sua fé. Também faz publicações ao lado de líderes religiosos, como a bispa Sônia Hernandes, fundadora da Igreja Renascer em Cristo e uma das idealizadoras da Marcha para Jesus.

Em resposta à determinação do TJ-SP, Karina Kufa disse que vai se colocar ao lado da Justiça. “Sou advogada, sou mulher e excelente mãe. Serei atacada de várias formas. Continuo acreditando na Justiça”, escreveu.

Thiago Brennand

O empresário Thiago Brennand foi condenado a mais oito anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de estupro. Conforme determinação, ele também terá de pagar indenização de ao menos R$ 200 mil.

Ele já passou pelo Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na capital paulista, e de lá foi transferido para o presídio Tremembé II, no interior do Estado. Ele foi condenado em cinco processos e chegou a acordos extrajudiciais em outros dois, em todos respondendo por crimes que variam entre agressões, violência contra a mulher e estupros.

Com a nova sentença, as penas do empresário somam mais de 30 anos de prisão. Ele já havia sido condenado por agredir a modelo Helena Gomes em uma academia na Zona Sul de São Paulo, por estuprar uma mulher norte-americana em sua mansão e por forçar sexo sem preservativo com uma ex.

Crime absolvido

O (TJ-SP) acolheu um pedido da defesa de Thiago Brennand, absolvendo-o de uma das nove acusações de estupro em que é réu.

A decisão de maio reverteu por dois votos a um a condenação em primeira instância de oito anos de prisão, ocorrida em agosto de 2025, da acusação de estupro da estudante Stefanie Cohen.

A defesa da vítima recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para restabelecer a condenação. Segundo os advogados Márcio Cézar Janjacomo, João Manssur, Marcelo Zovico e Márcio Cézar Janjacomo Jr., a decisão que absolveu o réu “violou a legislação federal ao dar muito peso a provas digitais unilaterais e desprovidas de cadeia de custódia”.



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Nova tarifa dos EUA afetará até 18% das exportações do Brasil, diz ministro


O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira, 16, que a nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos deverá atingir cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano, o equivalente a US$ 7,4 bilhões, considerando os embarques registrados em 2024.

Segundo ele, se considerada a pauta exportadora de 2025, a participação dos setores alcançados pela medida cai para 15% das vendas aos Estados Unidos, correspondendo a US$ 5,8 bilhões.

“Nós vamos ter cerca de 18% das nossas exportações para os EUA atingidas, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões de dólares. Isso levando em conta o ano de 2024, antes, portanto, do início do tarifaço. Se considerarmos 2025, a participação desses setores atingidos por esse tarifaço indevido, 4,8% ou US$ 5,8 bilhões. Entra em vigor no dia 22 de julho e para os bens, as mercadorias que estão em trânsito, até o dia 29 de julho, aquilo que foi desembaraçado dia 29 de julho, até lá não tem a aplicação desses 25%”, disse, durante entrevista coletiva sobre a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Durante entrevista coletiva sobre a sobretaxa imposta pelos EUA, o ministro afirmou que o governo federal dará prioridade ao atendimento dos setores mais afetados pela medida, entre eles madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar.

Márcio Elias disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que o apoio a esses segmentos seja a principal prioridade do governo neste momento. Entre as ações previstas estão medidas de incentivo à diversificação de mercados para as empresas exportadoras.

Além de Márcio Elias, participam da coletiva o vice-presidente da República Geraldo Alckmin; o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; e o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. A coletiva ocorre na sede do MDIC, em Brasília.



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Cacau fecha em queda na Bolsa de Nova York após dados de moagem na Europa

Os vencimentos futuros do cacau atingiram as mínimas de uma semana na Bolsa de Nova York na sessão desta quinta-feira (16). O contrato para entrega em setembro registrou queda de 8,86% e fechou precificado em US$ 5,362 por tonelada.

De acordo com o Barchart, sinais de uma demanda mais fraca estão pressionando os preços do cacau nesta sessão depois que a ECA (Associação Europeia do Cacau) divulgou que a moagem na Europa recuou 4,6% no segundo trimestre deste ano.

Segundo a associação, a moagem de cacau na Ásia totalizou 316.366 toneladas no segundo trimestre, queda de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior e o menor volume registrado para um segundo trimestre em seis anos. Apesar da retração da moagem, os preços do cacau mantiveram as fortes perdas na quinta-feira.

O mercado, no entanto, encontrou algum suporte após a divulgação dos dados da CAA (Associação do Cacau da Ásia), que apontaram aumento de 25% na moagem da região, para 224.646 toneladas, desempenho muito acima da expectativa do mercado, que projetava alta de 9%.

Café

O contrato do café arábica com vencimento em setembro recuou 4,33% nesta quinta-feira e encerrou o pregão cotado a US$ 3,12 por libra-peso.

A commodity foi pressionada pelo avanço das exportações brasileiras. Dados divulgados pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) mostram que os embarques de café verde do Brasil somaram 2,64 milhões de sacas em junho, alta de 14,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, reforçando a oferta no mercado internacional.

Além disso, o mercado segue marcado por forte volatilidade desde que as cotações atingiram os maiores níveis em cinco meses e meio na semana passada. A baixa liquidez tem ampliado os movimentos dos preços, cenário intensificado após a ICE (Intercontinental Exchange) elevar, por duas vezes, as exigências de margem para negociação de contratos futuros de café. A medida reduziu a participação de investidores, levou fundos a encerrarem posições e aumentou a intensidade das oscilações nas cotações.

Açúcar

O contrato futuro do açúcar com vencimento em outubro encerrou o pregão cotado a 14,44 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 2,76%.

As cotações ampliaram as perdas registradas ao longo da semana e atingiram o menor nível em cerca de duas semanas e meia. De acordo com a Barchart, o movimento foi influenciado pela melhora das chuvas de monção na Índia, fator que reduz as preocupações com a produção de cana-de-açúcar no país.

Segundo o Departamento Meteorológico da Índia, o déficit acumulado de chuvas da monção caiu para 23% abaixo da média até 15 de julho, uma melhora significativa em relação aos 42% abaixo do normal registrados em 30 de junho. O avanço das precipitações reforçou as expectativas de uma safra maior e pressionou os preços internacionais do açúcar.

Algodão

No mercado do algodão, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o pregão cotado a 79,30 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 2,76%.

As cotações foram pressionadas por dados fracos das exportações norte-americanas. Segundo o relatório semanal de vendas externas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), foram comercializados 34.360 mil fardos da safra 2025/26 até a semana encerrada em 9 de julho, o menor volume do atual ano comercial. As vendas da nova safra somaram apenas 4.075 mil fardos, o menor patamar desde setembro.

Os embarques também perderam força e totalizaram 214.893 mil fardos, queda de 10,8% em relação à mesma semana do ano anterior. Apesar da desaceleração recente, o Vietnã segue como o principal destino do algodão dos Estados Unidos no acumulado da temporada, com compras superiores a 4,2 milhões de fardos.

Suco de Laranja

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do suco de laranja para setembro terminou a sessão cotado a US$ 1,33 por libra-peso, após recuar 3,64%.

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Dedetizador é preso no PR por suspeita de furtar cartão de freira e gastar mais de R$ 30 mil



Brasil

Prisão preventiva, ou seja, por tempo indeterminado, ocorreu na terça-feira (14), quando a Polícia Civil também apreendeu produtos que teriam sido comprados pelo homem

Um homem foi preso em Ponta Grossa, no Paraná, suspeito de furtar um cartão de crédito de uma freira em um convento onde prestava serviços como dedetizador e gastar mais de R$ 30 mil. A prisão preventiva, ou seja, por tempo indeterminado, ocorreu na terça-feira (14) quando a Polícia Civil também apreendeu produtos que teriam sido comprados pelo homem com o cartão e que estavam na casa dele. O nome do suspeito não foi divulgado e, por isso, não foi possível localizar sua defesa.

De acordo com a polícia, o furto do cartão aconteceu em 5 de junho, em Teixeira Soares (PR). O homem retirou as pessoas do prédio do convento para fazer a dedetização e furtou o cartão que tinha um papel com a senha. A partir daí, o suspeito fez compras e chegou a sacar dinheiro em espécie.

Na casa do homem, a polícia apreendeu itens como jogos de panelas, micro-ondas, aparelho de som, dois celulares e até uma televisão. Conforme a polícia, os produtos recuperados somam cerca de R$ 14 mil. Na residência também foram apreendidos R$ 6,4 mil sacados com o cartão – o que deixou a conta negativa. Outros produtos que teriam sido adquiridos pelo suspeito, fechando o total de gastos em mais de R$ 30 mil, ainda não foi recuperada.

“Foi possível identificar o suspeito por conta das transações. Foram levantadas diversas imagens de diversos estabelecimento em que ele aparece usando o cartão”, explicou o delegado Rafael Nunes Mota, responsável pela investigação.

Segundo o delegado, a investigação continua na tentativa de identificar pessoas que possam ter participado como receptadores de produtos. O inquérito deve ser concluído no prazo de dez dias.



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economia

Argumentos contra Pix são desculpas para criar “lógica” para tarifa, aponta Galípolo


O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nest quinta-feira, 16, que os argumentos do governo dos Estados Unidos contra o Pix são desculpas para tentar criar algum tipo de “lógica” para a imposição de tarifas a produtos brasileiros.

“Fica evidente que a argumentação realmente passa por uma tentativa de inventar alguma lógica para a aplicação de tarifas” disse Galípolo, em coletiva sobre a nova tarifa imposta pelos EUA na noite de quarta-feira, 15.

O banqueiro central afirmou que a argumentação utilizada pelo governo americano faz pouco sentido, e, em uma analogia, disse que seria mais ou menos como tentar dizer que a criação do saneamento básico prejudica a receita de quem tem caminhão pipa.

Galípolo frisou, na sequência, que essa lógica também não é verdadeira. “Uma vez analisado o que aconteceu efetivamente a partir da implementação do Pix, o mercado de cartão de crédito cresceu 150%”, mencionou.

Ele ponderou que quem perdeu espaço com o Pix foram os cheques e o dinheiro físico, o que mencionou ser absolutamente desejável, já que esses meios têm alto custo de transação.

Na quarta-feira, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A taxação é uma punição por práticas comerciais consideradas desleais pelo governo americano. O USTR acusou o Brasil de adotar práticas ilegais em comércio digital, serviços de pagamento eletrônico – como o Pix -, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal.

‘Pix é reconhecido internacionalmente por FMI e BIS’

Durante a entrevista Gabriel Galípolo, enfatizou que o Pix produziu benefícios para a sociedade brasileira como um todo e é reconhecido internacionalmente por isso, com manifestações nesse sentido do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês).

“O caso da implementação do Pix consegue se configurar como um desses em que ele é benéfico para quem demanda e para quem oferta, para o setor público e para o setor privado”, disse. Ele participou de entrevista coletiva sobre a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

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Galípolo mencionou que o BC brasileiro já assinou termos de cooperação técnica com mais de 47 bancos centrais pelo mundo para o desenvolvimento de sistemas semelhantes ao Pix. “Estados Unidos, Europa, China, Índia, Singapura e uma série de outros bancos centrais já implementaram ou estão estudando implementar sistemas de pagamento instantâneo, como o Pix, que é claramente o futuro. Isso vai avançar de maneira bastante clara.”

O banqueiro central também ressaltou que o BC vai seguir fornecendo o Pix como algo gratuito, seguro e instantâneo, além de seguir na evolução técnica do meio de pagamentos, com cooperação com outros bancos centrais.

‘É difícil de compreender demanda dos EUA sobre o Pix, infraestrutura é aberta’

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O presidente do Banco Central também disse ser difícil compreender a posição dos Estados Unidos sobre o Pix, uma vez que a infraestrutura é aberta.

“Se você olhar para o resto do mundo, é normal que o sistema de pagamento funcione como uma infraestrutura pública e, no caso do Brasil, ela é aberta para que todos os participantes possam acessar e produzam a concorrência entre eles”, disse o presidente da autoridade monetária. “A gente assistiu isso. O Brasil está na fronteira do ponto de vista tecnológico de inclusão financeira e competição dentro do nosso sistema financeiro”, emendou.

Galípolo disse que, de forma curiosa, os argumentos expostos pelos EUA são quase pontos que justificariam a infraestrutura permanecer pública. “O custo antes era maior para todo mundo. Ao ter essa infraestrutura o custo caiu.”

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Repetiu, na sequência, que o caso do Pix talvez seja o mais flagrante de empilhar desculpas para justificar a tarifa.

Além de Galípolo, participaram da coletiva o vice-presidente da República Geraldo Alckmin; o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; e o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. A coletiva ocorre na sede do MDIC, em Brasília.



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