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Moody’s rebaixa Cosan após crise na Raízen e mantém perspectiva negativa

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o rating corporativo da Cosan de Ba3 para B1 e também reduziu a nota dos títulos seniores sem garantia da Cosan Overseas Limited. A perspectiva para ambas as avaliações passou de “em revisão para possível rebaixamento” para “negativa”.

A decisão encerra uma revisão iniciada em fevereiro, após o anúncio do processo de reestruturação da Raízen, e considera os impactos potenciais da operação sobre o perfil de crédito da Cosan, principalmente em relação à redução de dividendos recebidos pela holding.

Segundo a Moody’s, o rebaixamento reflete a “baixa cobertura de juros no nível da holding” e a dependência da companhia da venda de ativos para avançar na redução do endividamento. A agência também destacou que a Cosan apresenta menor diversificação de portfólio, o que reduz a previsibilidade e o volume de dividendos futuros.

A avaliação aponta que a reestruturação extrajudicial da Raízen reduziu de forma significativa a geração de dividendos para a Cosan. Apesar disso, a Moody’s afirmou que não espera impactos adicionais relacionados a obrigações financeiras ou passivos entre as companhias.

A perspectiva negativa indica o risco de que as medidas de desalavancagem não sejam suficientes para reduzir a dívida e as despesas financeiras em ritmo compatível com a geração de dividendos das empresas investidas.

A Moody’s estima que o fluxo de caixa livre da holding permaneça negativo nos próximos 12 a 18 meses, pressionado por juros elevados e menor recebimento de dividendos das subsidiárias.

Redução de dívida

A agência também reconheceu os esforços recentes da Cosan para melhorar sua estrutura de capital. Entre as iniciativas citadas está a oferta secundária de ações da Compass, que levantou R$ 2,3 bilhões, além da venda de parte da carteira de terras da Radar, que gerou R$ 586 milhões em dividendos atribuíveis à companhia.

A Cosan também utilizou recursos de uma capitalização de R$ 10,5 bilhões concluída no fim de 2025 para antecipar aproximadamente R$ 9,3 bilhões em dívidas.

Com as operações, a dívida da holding caiu de R$ 21,9 bilhões no fim de 2025 para cerca de R$ 12,4 bilhões em junho de 2026, segundo a Moody’s.

A agência destacou ainda que a posição de liquidez da companhia permanece adequada, com caixa de R$ 7,7 bilhões em março de 2026, e que a antecipação de dívidas reduziu riscos de refinanciamento, sem vencimentos relevantes previstos até 2029.

Próximos passos

Para uma eventual melhora da avaliação, a Moody’s afirmou que a Cosan precisaria reduzir de forma significativa a dívida da holding, melhorar de maneira sustentável a cobertura de juros e manter uma posição confortável de liquidez.

Por outro lado, um novo rebaixamento poderá ocorrer caso a companhia não consiga avançar na redução do endividamento, caso os recursos obtidos com desinvestimentos não sejam direcionados ao pagamento de dívidas ou caso haja deterioração da liquidez e da geração de dividendos das principais investidas.

A Cosan tem participação em empresas como Compass, Moove, Rumo e Radar, com atuação nos segmentos de gás natural, lubrificantes, logística ferroviária e gestão de terras agrícolas.

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SP confirma primeiro caso de gripe aviária em 2026


O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo (LFDA-SP), vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, confirmou na quarta-feira (15) o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no Estado em 2026.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) afirmou, em nota, que a doença foi diagnosticada em uma irerê que havia sido resgatada em uma área urbana e encaminhada ao zoológico de Guaíra, município pertencente ao Departamento Regional de Barretos.

O material para análise foi coletado pela Defesa Agropecuária, órgão da SAA, em 8 de julho. A IAAP é uma forma de gripe aviária que provoca doença grave e alta mortalidade em aves.

Diante do caso, a Defesa Agropecuária adotou medidas sanitárias, incluindo a interdição do trânsito de animais no zoológico e a investigação epidemiológica e vigilância ativa em três granjas existentes em um raio de 10 quilômetros do local do foco. Dessas, duas estão em período de vazio sanitário e não têm aves em suas dependências.

O órgão afirmou que o consumo de aves e ovos não transmite a doença. Segundo a SAA, em humanos, a infecção ocorre principalmente por contato direto com aves infectadas. Por isso, a população deve seguir as orientações do Serviço Veterinário Oficial (SVO) e não tocar em aves que possam apresentar sinais clínicos.

A Defesa Agropecuária deve ser acionada imediatamente caso ocorra alguma suspeita da doença ou identificação de aves mortas.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) também acompanha o cenário da gripe aviária no Estado, em conjunto com a SAA e com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil).

A pasta elaborou em 2023 e atualizou em 2025 o Plano de Contingência para coordenar ações para o enfrentamento em casos de influenza aviária em humanos.

Até o momento, o Estado não registrou nenhum caso da doença em humanos. “A pasta está realizando, também, o monitoramento dos munícipes envolvidos na notificação do caso mencionado”, afirmou.



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Soja fecha em queda em Chicago com foco no clima e na demanda nos EUA

O contrato futuro da soja com vencimento em novembro encerrou a sessão desta quinta-feira (16) cotado a US$ 11,95 por bushel na Bolsa de Chicago, com queda de 0,56%.

Segundo a Royal Rural, o mercado voltou a acompanhar dois fatores, sendo eles o clima nos Estados Unidos e a demanda industrial pelo grão. O calor e a irregularidade das chuvas em algumas regiões produtoras aumentam a atenção sobre o potencial da safra, especialmente em áreas do norte e oeste do Meio-Oeste e nas Grandes Planícies, onde as lavouras entram em fases mais sensíveis de desenvolvimento.

Apesar das preocupações, o mercado ainda não precifica uma quebra confirmada, mas monitora uma possível redução nas margens de produtividade. Do lado da demanda, o esmagamento de soja nos Estados Unidos em junho superou as expectativas, com 214,3 milhões de bushels, alta de 15,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os estoques de óleo de soja também ficaram abaixo das projeções, dando suporte ao complexo da oleaginosa.

De acordo com a Agrinvest, os preços da soja seguem estáveis no mercado interno, enquanto produtores aguardam melhores oportunidades de venda. As vendas semanais da safra 2025/26 somaram 188 mil toneladas, levando o volume comprometido para exportação a 41,3 milhões de toneladas, acima da meta projetada pelo USDA para a temporada.

Para a nova safra, as vendas alcançaram 1,77 milhão de toneladas, com a China respondendo por 1,056 milhão de toneladas. No acumulado, os negócios antecipados da safra nova já superam 4 milhões de toneladas, acima do registrado nas últimas três temporadas para o mesmo período.

Milho

O contrato futuro do milho com vencimento em dezembro encerrou o pregão com queda de 1,17%, cotado a US$ 4,64 por bushel.

Segundo a Agrinvest, o cereal passou por um movimento de correção após a forte alta registrada na sessão anterior. O recuo foi influenciado pela melhora nas condições climáticas para as lavouras norte-americanas e por dados mais fracos de vendas semanais de exportação. Apesar disso, o programa de embarques dos Estados Unidos segue em ritmo recorde.

De acordo com a Royal Rural, dados da Administração de Informação de EIA (Energia dos Estados Unidos) apontaram queda na produção média para 1,04 milhão de barris por dia, redução de 53 mil barris por dia em relação à semana anterior e de 47 mil barris na comparação anual.

Os estoques de etanol subiram para 24,391 milhões de barris, enquanto as exportações recuaram para 81 mil barris por dia. O movimento indica uma demanda mais fraca no curto prazo pelo biocombustível, reduzindo parte do suporte aos preços do milho, principal matéria-prima do etanol nos Estados Unidos.

Trigo

O contrato futuro do trigo com vencimento em setembro encerrou o pregão com queda de 0,41%, cotado a US$ 6,74 por bushel na Bolsa de Chicago.

O contrato contínuo do trigo chegou a atingir a maior cotação intradiária em dois anos, enquanto o trigo negociado na Euronext alcançou o maior nível desde fevereiro de 2025.

Segundo a Agrinvest, o cereal acompanhou o movimento dos mercados europeus, após uma desaceleração no ritmo de alta das cotações. Apesar disso, o mercado segue atento aos desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia, diante dos riscos para a oferta global e para o transporte marítimo.

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“Queremos que Pix concorra em igualdade com empresas americanas”, diz Jamieson Greer


Ao anunciar, nesta quinta-feira a nova sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, o representante de comércio da Casa Branca, Jamieson Greer tentou justificar por que os EUA vêm o Pix como uma prática desleal de comércio do Brasil. E disse que quer igualdade de tratamento para as empresas americanas:

“Não estamos pedindo ao Brasil para se livrar do Pix, sabemos que é importante para o Brasil, e está tudo bem. O que não queremos é uma situação em que empresas americanas são forçadas a anunciar o Pix ou são restringidas pelo Pix, e o Pix receber tratamento especial. Porque a propriedade e a operação é do governo. Queremos que o Pix compita com as empresas americanas na mesma base local. Todas as coisas que estamos pedindo não são surpreendentes”, disse o representante comercial. 

Os Estados Unidos anunciaram na noite desta quarta-feira a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A aplicação começa na semana que vem, em 22 de julho. A decisão foi tomada após a investigação da Seção 301 pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). A investigação tratava de acusações sobre supostas práticas desleais de comércio.

O novo tarifaço é fruto da conclusão da investigação, que apurava se o Brasil adotaria práticas que prejudicam o comércio americano, como o uso do Pix, o desmatamento ilegal e a dificuldade dos EUA em ter acesso ao mercado de etanol brasileiro.

Haverá porém, exceções às tarifas. O representante de Comércio da Casa Branca, Jamieson Greer, disse que alguns produtos seriam isentos e citou laranja, suco de laranja, petróleo e gás, peças e componentes aeroespaciais. Carne e café também foram incluídos na lista de isenções. Todos esses são produtos importantes da pauta de exportações brasileiras para os EUA. Greer explicou que, no caso da carne, o objetivo é garantir o abastecimento do mercado americano.

“Sobre a questão da carne bovina, eu diria que, por enquanto, estamos deixando essa cadeia de suprimentos como está. O rebanho bovino dos Estados Unidos é o menor dos últimos 75 anos. Sabemos que os pecuaristas estão tentando recompor seus rebanhos e aumentar a produção. Ao mesmo tempo, o presidente deixou claro que quer garantir que os americanos tenham acesso à carne bovina a preços razoáveis.”



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Moagem de cacau na Europa atinge menor nível em seis anos

Os dados de moagem de cacau divulgados nesta quinta-feira (16) indicam um cenário misto para a demanda global pela commodity. Enquanto a Europa registrou queda no processamento, a Ásia apresentou crescimento acima das expectativas. O mercado ainda aguarda a divulgação dos números dos Estados Unidos, que devem complementar o panorama do consumo mundial.

De acordo com a Associação Europeia de Cacau, a moagem na região totalizou 316.366 toneladas no segundo trimestre de 2026, volume 4,6% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava recuo de 1,5%, e representa o menor nível para um segundo trimestre nos últimos seis anos.

Na Ásia, a Associação de Cacau da região informou moagem de 224.646 toneladas entre abril e junho, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho superou a expectativa do mercado, que estimava avanço de 9%.

Segundo análise do Trading Economics, os resultados mantêm o foco do mercado nos fatores ligados à oferta. A avaliação é de que a valorização recente do cacau esteve associada principalmente às preocupações com a produção na África Ocidental e à atividade especulativa, enquanto os indicadores de demanda permanecem sem uma trajetória uniforme.

No lado da oferta, as atenções seguem voltadas para as perspectivas da próxima safra da Costa do Marfim e para as condições climáticas que poderão influenciar a temporada 2026/27. Os estoques globais também continuam acima dos níveis observados durante a crise de oferta registrada em 2024.

No Brasil, dados divulgados nesta semana pela AIPC (Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau), com base em levantamento do SindiDados – Campos Consultores, mostram que o recebimento de amêndoas cresceu em ritmo superior ao da moagem. Segundo a entidade, a maior disponibilidade de matéria-prima ainda não foi acompanhada por um aumento proporcional no processamento pela indústria.

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economia

Tarifaço afeta US$ 11 bi em exportações do agro e da indústria, diz Câmara Americana


Após o anúncio do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre cerca de 3 mil produtos brasileiros, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) afirmou, nesta quinta-feira, que a medida deve afetar mais de US$ 11 bilhões em exportações da indústria e do agronegócio, classificando a decisão como um resultado “muito negativo” para a relação bilateral entre os dois países. A sobretaxa entra em vigor em 22 de julho.

A manifestação ocorre um dia depois de o governo de Donald Trump oficializar a tarifa como desfecho da investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial americana. A medida atingirá milhares de produtos exportados pelo Brasil, embora uma lista de exceções preserve itens relevantes da pauta comercial brasileira, como carne bovina, café, suco de laranja, petróleo, gás e componentes aeroespaciais.

O governo americano justificou a decisão com alegações de práticas comerciais consideradas desleais pelo Brasil, incluindo questões relacionadas ao Pix, propriedade intelectual, combate ao desmatamento ilegal e acesso ao mercado brasileiro.

Amcham pede diálogo e alerta para impactos

Na avaliação da Amcham, além de prejudicar exportadores e produtores brasileiros, a sobretaxa poderá elevar custos para empresas e consumidores americanos, reduzir a competitividade da indústria dos Estados Unidos que utiliza insumos brasileiros e ampliar a dependência de fornecedores asiáticos. A entidade também afirma que a medida tende a aprofundar a retração do comércio bilateral, que já acumula queda de 13% neste ano, além de comprometer investimentos e limitar a cooperação em áreas estratégicas, como minerais críticos, energia, economia digital e propriedade intelectual.

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O presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, defendeu a continuidade das negociações entre os dois governos.

— Esperamos que os governos do Brasil e dos Estados Unidos mantenham abertos os canais de diálogo. Embora não tenha sido possível alcançar um acordo, as negociações se intensificaram nos últimos meses e seguem sendo o caminho mais eficaz para a retirada das sobretaxas e a construção de uma agenda bilateral mais ampla. Esse esforço torna-se ainda mais urgente diante da probabilidade de novas tarifas no âmbito da investigação da Seção 301 sobre trabalho forçado, que poderão elevar as sobretaxas sobre produtos brasileiros para até 37,5% — afirmou ao GLOBO.

A entidade também considerou positiva a exclusão de uma lista expressiva de produtos da sobretaxa, mas defendeu a criação de um mecanismo que permita novas exceções para itens cujas tarifas possam provocar impactos econômicos desproporcionais. Segundo a Amcham, a organização seguirá atuando para aproximar os setores público e privado dos dois países e apoiar iniciativas voltadas ao crescimento econômico, aos investimentos e à geração de empregos.



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Queda das exportações devem impactar margens dos frigoríficos, aponta Abiec

A indústria frigorífica brasileira vai enfrenta um cenário de forte pressão sobre as margens de lucro a partir desse segundo semestre de 2026. Segundo a  Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), a combinação entre a redução das compras da China, as incertezas em relação ao mercado europeu e o aumento da oferta de carne tem levado a maior parte das empresas a operar no vermelho.

Durante a apresentação do Beef Report, o presidente da entidade afirmou que o setor vive um momento delicado após anos de resultados positivos.

“Hoje, a maioria das indústrias está trabalhando no vermelho. Claro que elas vêm de alguns anos positivos, mas o momento atual é de margens negativas”, afirmou.

De acordo com a Abiec, a redução da demanda internacional diminuiu a concorrência pela carne bovina brasileira, pressionando os preços de exportação. Como consequência, frigoríficos recebem menos pela carne vendida ao exterior, enquanto os custos de produção permanecem elevados.

A entidade explica que a exportação é fundamental para a rentabilidade da indústria. Embora cerca de 70% da produção permaneça no mercado interno, são as vendas externas que permitem melhor remuneração para determinados cortes e ajudam a equilibrar a formação de preços.

Sem esse mercado aquecido, as empresas devem ter dificuldade para manter suas margens nos próximos meses.

Cada frigorífico busca uma estratégia

Segundo a Abiec, não existe uma solução única para enfrentar a crise e cada indústria está organizando as suas operações para reduzir os custos de produção.

Empresas mais capitalizadas conseguem suportar um período maior de margens apertadas, enquanto outras já recorrem a férias coletivas, redução do ritmo de abates, programas de layoff e, em alguns casos, demissões.

A entidade também não descarta um movimento de consolidação do setor, com grupos maiores adquirindo frigoríficos menores que enfrentem dificuldades financeiras.

“O que vemos é uma preocupação generalizada. Cada empresa vai adotar a estratégia que considera mais adequada à sua realidade”, afirmou o presidente da Abiec.

Para o setor, a recuperação das margens dependerá da abertura de novos mercados e da normalização das exportações, especialmente para a China e a União Europeia, que seguem sendo destinos estratégicos para a carne bovina brasileira.

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Thiago Brennand é condenado por obrigar ex a tatuar iniciais do nome dele


O empresário Thiago Brennand foi condenado a mais de 31 anos de prisão por obrigar uma ex-namorada a tatuar em seu corpo as iniciais do nome dele. A condenação incluiu estupros e lesão corporal. A sentença foi dada nesta segunda-feira, 13, pela Justiça de Porto Feliz, no interior de São Paulo. Ele também foi condenado a pagar R$ 100 mil de indenização. Ainda cabe recurso.

A reportagem entrou em contato com a defesa de Thiago Brennand e aguarda retorno.

Entenda o caso

O episódio que resultou em nova condenação de Brennand aconteceu em agosto de 2021. A mulher morava nos Estados Unidos e viajou para rever os pais em Recife (PE). O empresário a convidou para visitá-lo e a apanhou no aeroporto, em São Paulo. Ele a levou para o condomínio, em Porto Feliz, e o que se seguiu foram três dias do que, em seu depoimento, ela chamou de “horror”.

Ela teria sido obrigada a fazer sexo sem preservativo e teria sido agredida por recusar. Em seguida, um tatuador entrou no quarto e Brennand teria ordenado que ela fosse tatuada com as iniciais TBV para que fosse “marcada como propriedade dele”. A mulher passou por exames periciais e imagens da tatuagem foram juntadas ao inquérito.

Depois que a vítima denunciou o empresário, ele divulgou vídeos íntimos dela para obrigá-la a retirar a queixa. O caso chegou a ser arquivado em Porto Feliz, mas foi reaberto depois que surgiram novas denúncias de mulheres contra Brennand.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o empresário cometeu o crime de estupro cinco vezes, além de cárcere privado, tortura e lesão corporal gravíssima devido à tatuagem forçada na vítima.

A promotoria apontou ainda constrangimento ilegal praticado três vezes, ameaça (quatro vezes) e coação no curso do processo para obrigar a vítima a retirar a queixa. Acrescentou ainda o registro não autorizado de intimidade sexual e divulgação de cena de estupro ou sexo (oito vezes).

A decisão

As denúncias foram acatadas parcialmente pelo juiz do caso. Brennand foi condenado pelos crimes de registro não autorizado de ato sexual íntimo, constrangimento ilegal em parte dos fatos, dois crimes de estupro, lesão corporal, coação no curso do processo e um crime de divulgação de cena de estupro.

O crime de lesão corporal está relacionado ao fato da mulher ter sido obrigada a fazer uma tatuagem com as iniciais de Brennand, procedimento que causou dor e deixou marcas de difícil reversibilidade na pele.

O empresário foi absolvido de parte das acusações de estupro, de ameaças, de imputações de agressões e da acusação de tortura. O homem que teria contribuído para o cárcere privado da mulher, e que também foi réu no processo, acabou absolvido.

Com isso, foram aplicadas ao réu uma pena de 31 anos, 5 meses e 24 dias de reclusão. Ele também foi condenado a 2 anos, 4 meses e 18 dias de detenção em regime aberto. O juiz manteve a prisão preventiva de Brennand, que já cumpre pena por outras condenações na Penitenciária de Potim, no interior paulista.

Outros casos

A condenação acontece dias depois de Brennand ter sido absolvido pela 2.a Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo de outra acusação de estupro. Ele havia sido condenado pela 30.a Vara Criminal de São Paulo a 8 anos de prisão em agosto de 2025 por ter levado para um hotel uma estudante que passava mal após um jantar e a estuprado, mas o TJ reverteu a condenação.

A defesa da vítima recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na tentativa de manter a condenação.



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Vendas de veículos elétricos na Europa ultrapassam 1 milhão no primeiro semestre


Desde o início do ​ano, foram vendidos 1,24 milhão de ​veículos elétricos a bateria na região

16 ⁠Jul (Reuters) – Os registros ‌de veículos elétricos a bateria (BEVs) na Europa ‌superaram 1 milhão de unidades no primeiro semestre do ano, impulsionados ⁠por ‌subsídios, políticas ⁠de incentivo e pelo aumento dos preços dos combustíveis.

Desde o início do ​ano, foram vendidos 1,24 milhão de ​veículos elétricos a bateria na região, um crescimento de 33,7% ‌em relação ao ​mesmo período de 2025.

Em junho, os registros ⁠de ​BEVs ​em 17 mercados europeus cresceram ⁠39,5% na ​comparação anual, para 275.060 veículos, elevando ​a participação dos carros totalmente elétricos ​para ⁠25,6% do mercado, segundo dados ⁠da E-Mobility Europe, New Automotive e Fier Automotive.



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Abrapa vê avanço em MP de dívidas rurais, mas cobra novas medidas

A  Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) avaliou como um avanço a Medida Provisória nº 1.376/2026, publicada pelo governo federal para ampliar as alternativas de renegociação das dívidas rurais. Para a entidade, a iniciativa cria condições para aliviar a situação financeira dos produtores, mas não resolve de forma definitiva os problemas de endividamento do setor.

Na avaliação da associação, a medida chega em um momento considerado estratégico, durante o planejamento da safra 2026/27, após anos marcados por perdas provocadas por eventos climáticos extremos, aumento dos custos de produção, elevação das taxas de juros e queda da rentabilidade da atividade agropecuária.

Entre os principais pontos da MP destacados pela Abrapa estão a ampliação dos prazos para renegociação das operações de crédito, a possibilidade de concessão de carência sem exigência de pagamento de entrada, a revisão das garantias dos financiamentos e a criação de instrumentos para fortalecer a gestão de risco do crédito rural, incluindo a futura participação da União em um fundo garantidor para o setor.

A entidade também reconheceu o trabalho conjunto do governo federal, da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) e das organizações representativas do agronegócio na construção da proposta.

Apesar da avaliação positiva, a Abrapa afirma que a recuperação financeira dos produtores dependerá de novas políticas estruturantes voltadas ao crédito rural. Segundo a associação, a recomposição da renda do setor tende a ocorrer de forma gradual e continuará condicionada a fatores como clima, preços internacionais das commodities, custos de produção e oferta de financiamento.

Outro ponto ressaltado pela entidade é que a efetividade da medida dependerá da regulamentação da MP e da implementação das novas regras pelas instituições financeiras responsáveis pela operacionalização do programa.

Em nota, o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, afirmou que a medida representa um reconhecimento da necessidade de criar mecanismos para a reestruturação das dívidas rurais, mas destacou que a prioridade agora é garantir uma regulamentação que assegure acesso efetivo dos produtores aos instrumentos previstos e preserve a capacidade produtiva no campo.

A associação informou ainda que acompanhará a tramitação da Medida Provisória no Congresso Nacional e participará das discussões sobre sua regulamentação, mantendo diálogo com os poderes Executivo e Legislativo para aperfeiçoar os mecanismos de renegociação das dívidas rurais.

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