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Bebê morre após sofrer parada cardíaca durante transferência de hospitais no DF


Uma bebê de 5 meses morreu no último dia 6 após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante a transferência entre leitos de um hospital, no Distrito Federal. A morte foi confirmada no Hospital da Criança de Brasília José Alencar. O caso é investigado pela Polícia Civil.

De acordo com a ocorrência registrada no órgão policial, a criança deu entrada em um hospital com dificuldades respiratórias, tosse intensa e episódios de vômito, sendo internada para tratamento. Posteriormente, ela foi transferida para o Hospital da Criança.

Segundo o relatório médico citado no registro da Polícia Civil, durante a mudança de leito a paciente evoluiu para uma parada cardiorrespiratória. Após as tentativas de atendimento, a morte foi confirmada.

A ocorrência foi registrada na 16ª Delegacia de Polícia, e a investigação está sob responsabilidade da 2ª Delegacia de Polícia, que apura as circunstâncias da morte.



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Tarifaço tem impacto econômico limitado; efeito político é mais importante


O governo norte-americano oficializou na noite da quarta-feira (15) uma alíquota de importação de 25% sobre produtos brasileiros, fundamentada em investigações sob a Seção 301 por supostas práticas comerciais desleais.

Um relatório divulgado pelo JPMorgan nesta quinta (16) afirma que, apesar da agitação que as tarifas causam, o impacto real sobre o PIB (Produto Interno Bruto) do país tende a ser limitado.

Segundo os economistas do banco, o verdadeiro risco reside no potencial de desgaste político para o governo federal às vésperas do pleito de outubro.

Eles pontuam que o debate eleitoral deve se sobrepor aos números da balança comercial.

“Este cenário sugere que os efeitos econômicos das tarifas são muito limitados, embora um processo de retaliação mútua (tit-for-tat) possa elevar esses custos econômicos. Os efeitos políticos, contudo, podem se mostrar mais consequentes, particularmente em meio ao contexto das próximas eleições gerais de outubro”, diz o documento do JPMorgan.

A nova taxa começa a vigorar na próxima quarta-feira (22). Os analistas do JPMorgan revisaram a projeção inicial de tarifa média de 19% para 16%. A redução ocorreu após o USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) divulgar uma lista de isenções que blindou setores vitais (como petróleo, café, aeronaves e peças, carne bovina e suco de laranja), cobrindo quase metade do histórico de exportações brasileiras para o parceiro norte-americano.

Há ainda o monitoramento de uma investigação paralela sobre trabalho forçado, que pode adicionar uma taxa de 12,5% e elevar a tarifa média brasileira para 20%. Mesmo nesse cenário, o JPMorgan reitera que o canal de escoamento brasileiro é flexível e que o redirecionamento de cargas para outros países tende a compensar as perdas nas vendas aos EUA.

Eleições

No campo diplomático, o anúncio desencadeou um fogo cruzado. Enquanto o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, atribuiu a barreira à falta de negociação por parte do governo, o Palácio do Planalto classificou a medida como injustificada e fruto de uma narrativa construída pela oposição.

Como resposta, o governo federal anunciou o acionamento do Plano Brasil Soberano, que conta com R$ 15 bilhões em recursos para proteger a indústria e os empregos nacionais, e ameaçou utilizar a Lei de Reciprocidade, o que poderia restringir importações de produtos americanos e suspender patentes de propriedade intelectual.

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O relatório enfatiza que as ferramentas de defesa minimizam os danos práticos, mas o clima de retaliação mútua provavelmente vai pautar a campanha presidencial, tornando o embate político o desdobramento mais importante do episódio.



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Sem votação no Senado, MP do drawback do cacau perde validade

A MP (Medida Provisória) 1.341/2026, que reduzia de dois anos para seis meses o prazo de utilização do regime de drawback na importação de cacau, perdeu a validade após não ser votada pelo Senado Federal dentro do prazo constitucional de 120 dias. Com isso, volta a vigorar a regra anterior, que estabelece prazo de dois anos para a exportação de produtos industrializados com o benefício fiscal.

O regime de drawback permite a importação de insumos sem pagamento de tributos, desde que sejam utilizados na fabricação de bens destinados à exportação. No caso do setor de cacau, o mecanismo autoriza a importação de amêndoas para processamento e produção de derivados, como chocolate, que serão vendidos ao mercado externo.

Ao editar a medida provisória, em março deste ano, o governo federal informou que a redução do prazo buscava fortalecer a produção nacional de cacau sem comprometer a atividade exportadora da indústria, que também utiliza matéria-prima importada devido à insuficiência da oferta interna.

Com a caducidade da MP, permanece em vigor o regime de drawback adotado há mais de seis décadas. A indústria argumenta que o prazo de dois anos é necessário para o planejamento da produção e das exportações, especialmente diante da sazonalidade da oferta de cacau e da necessidade de complementar o abastecimento com amêndoas importadas.

Em nota, a AIPC (Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau) afirmou que durante a tramitação da MP, reconheceu a importância de iniciativas voltadas ao fortalecimento da produção nacional, mas sustentou que a mudança no regime de drawback não enfrentaria os principais desafios da cacauicultura brasileira, e “poderia produzir efeitos exatamente contrários aos pretendidos”.

Segundo a AIPC, essa posição foi embasada por estudo elaborado pela Ecoa Consultoria Econômica. O levantamento, encomendado pela entidade, estima que, caso a medida provisória fosse convertida em lei, a indústria perderia cerca de R$ 207 milhões por ano em faturamento e as exportações de derivados recuariam R$ 196 milhões anuais. 

Além disso, haveria aumento de 9,1% da ociosidade das plantas industriais, impacto negativo de R$ 101 milhões no PIB (Produto Interno Bruto), eliminação de aproximadamente 2 mil postos de trabalho e redução de cerca de R$ 21,7 milhões por ano na renda dos produtores rurais. 

A presidente-executiva da AIPC, Anna Paula Losi, afirmou que o fortalecimento da produção de cacau depende de medidas estruturais. “O que defendemos desde o início é que esse objetivo não seria alcançado pela alteração de uma política pública consolidada há mais de 60 anos, mas sim por uma agenda estruturante capaz de ampliar a produção nacional de cacau e aumentar sua competitividade. O encerramento da tramitação da MP nos dá a oportunidade de retomar esse debate com base em evidências, diálogo e visão de longo prazo”, afirmou, em nota. 

Segundo a executiva, entre os principais desafios do setor estão o aumento da produtividade das lavouras, a ampliação do acesso ao crédito, o fortalecimento da assistência técnica, investimentos em infraestrutura de armazenagem e comercialização e a melhoria das estatísticas oficiais sobre a cadeia produtiva.

“Poucos países reúnem, ao mesmo tempo, produção agrícola, capacidade industrial e presença relevante no mercado internacional de derivados. Preservar essa integração significa fortalecer toda a cadeia. Não existe produtor forte sem demanda forte. E não existe demanda forte sem uma indústria competitiva”, disse. 

A AIPC informou que pretende continuar colaborando com o governo federal, o Congresso Nacional, produtores rurais e demais entidades representativas na discussão de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da cadeia do cacau.

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Assistente social e psicóloga são condenadas por recomendarem que família não fosse a terreiro


Uma assistente social e uma psicóloga do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB) foram condenadas pela prática de racismo religioso contra uma mulher que participava de uma ação judicial envolvendo a guarda dos filhos. A sentença, proferida pelo juiz Giovanni Magalhães Porto, da 5ª Vara Criminal de João Pessoa, fixou pena de um ano de reclusão, posteriormente substituída por prestação de serviços à comunidade, além do pagamento de multa.

As servidoras Ana Valquíria Perouse Pontes e Suênia Costa Cavalcante responderam à ação após denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MP-PB), com base na Lei do Racismo.

O processo teve como ponto central um relatório psicossocial produzido em 2015. No documento, as profissionais recomendaram que a mãe deixasse de levar os filhos a um terreiro de umbanda para evitar divergências com a família paterna, de religião evangélica. Para o magistrado, a orientação teve caráter discriminatório por impor restrições apenas à prática religiosa da mulher. A denúncia também apontou que ela foi alvo de manifestações preconceituosas durante os atendimentos.

A Jovem Pan teve acesso à sentença. No documento, o juiz ressalta que o pai das crianças afirmou, em depoimento prestado à Corregedoria, nunca ter se oposto à religião da ex-companheira nem à presença dos filhos no terreiro. A decisão também atribui à psicóloga Suênia Costa Cavalcante ofensas dirigidas à vítima, incluindo a frase “Chegou a macumbeira“, além de impedir sua entrada na sala de atendimento por causa das vestimentas utilizadas em sua iniciação no Candomblé.

Além da prestação de serviços, as duas condenadas também deverão pagar multa. O caso ainda permite a possibilidade de recurso.

A Jovem Pan entrou em contato com a defesa das mulheres. O espaço segue aberto para manifestações.



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economia

Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem; mercado de trabalho fica estável


WASHINGTON, 16 Jul (Reuters) – ⁠O número de ⁠norte-americanos que entraram com ‌novos pedidos de auxílio-desemprego diminuiu na semana passada, indicando ‌uma estabilidade contínua no mercado de trabalho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 8.000, para 208.000 em dado ⁠ajustado ‌sazonalmente, na semana ⁠encerrada em 11 de julho, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam ​217.000 pedidos para a última semana.

Os pedidos recuaram após ​um aumento no final de maio e permaneceram elevados até meados de junho. Eles estão em ‌níveis que, segundo ​economistas, são consistentes com o que chamam de mercado de trabalho de “contratação ⁠lenta, ​demissão lenta”.

O ​relatório Livro Bege do Federal Reserve, ⁠divulgado na quarta-feira, ​afirmou que “o emprego cresceu em termos gerais” no início ​de julho, com “cinco distritos apresentando ganhos modestos, moderados ​ou sólidos ⁠no emprego, e sete distritos registrando ⁠pouca ou nenhuma mudança”. O relatório observou que era difícil encontrar trabalhadores qualificados em diversos setores.



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Projeto Autazes: DPU pede ao STF suspensão de decisões favoráveis

A DPU (Defensoria Pública da União) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a suspensão de decisões que permitiram o avanço do Projeto Autazes, de exploração de potássio no Amazonas. Em nota divulgada nesta quinta-feira (16), a Brazil Potash, responsável pelo empreendimento, afirmou que o pedido não muda a situação jurídica do projeto e informou que prepara uma manifestação ao Supremo.

Segundo a empresa, a DPU apresentou o pedido em nome de organizações indígenas contrárias ao projeto. A Brazil Potash disse que soube da iniciativa por meio de registros públicos da Justiça e que ainda não foi oficialmente notificada.

De acordo com a companhia, o pedido não abre um novo processo nem apresenta argumentos inéditos. A solicitação está ligada a uma ação civil pública movida pelo MPF (Ministério Público Federal) em dezembro de 2016 e busca reverter decisões recentes do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) favoráveis à empresa e ao CIM (Conselho Indígena Mura). A DPU também pede a suspensão das obras de implantação do projeto.

A Brazil Potash afirma que o TRF-1 já reconheceu o Conselho Indígena Mura como representante das comunidades indígenas de Autazes. Segundo a empresa, a Corte também considerou que o processo de consulta aos indígenas seguiu as regras da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e validou a consulta livre, prévia e informada, permitindo a continuidade do licenciamento ambiental.

Ainda de acordo com a empresa, o processo de consulta durou mais de seis anos, envolveu mais de 35 aldeias e foi concluído com uma assembleia em que cerca de 90% das comunidades participantes votaram pela continuidade do projeto.

Em 9 de julho, a PGR (Procuradoria-Geral da República) enviou parecer ao STF recomendando que o pedido da DPU não fosse analisado. Segundo a Brazil Potash, a PGR avaliou que a Defensoria não tem legitimidade para apresentar esse tipo de pedido e que o instrumento usado não é adequado para reavaliar fatos e provas do processo.

Em nota, a empresa afirmou que as licenças ambientais do Projeto Autazes continuam válidas e que analisa a petição junto à sua equipe jurídica para apresentar manifestação ao STF.

Para a Brazil Potash, o pedido da DPU é mais uma etapa do processo judicial em andamento e não tem impacto imediato no cronograma do empreendimento.

O Projeto Autazes prevê a produção de potássio no Amazonas para abastecer o mercado brasileiro de fertilizantes. Segundo a empresa, a capacidade inicial será de até 2,4 milhões de toneladas por ano. A produção será transportada por hidrovias e destinada ao mercado interno, com o objetivo de reduzir a dependência do Brasil das importações de potássio.

A instalação do Projeto Autazes enfrenta intensa polarização, contrapondo promessas de redução na dependência de fertilizantes importados a denúncias de violações de direitos humanos contra o povo Mura. Enquanto a Brasil Potash avança com o licenciamento definitivo, entidades apontam fraudes ambientais e falta de consulta prévia, resultando em uma batalha jurídica e denúncias internacionais sobre omissão de riscos socioambientais.

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Casal de pastores é investigado por estupro de seis fiéis adolescentes em RR


A Polícia Civil investiga o casal de pastores Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza, ambos de 24 anos, sob a suspeita de estuprar seis adolescentes que frequentavam a igreja liderada por eles, em Roraima, no norte do país. A dupla foi indiciada nesta quarta-feira (15).

O caso começou a ser apurado em abril, após a denúncia inicial de uma jovem de 14 anos, o que levou a polícia a identificar outras cinco vítimas com idades entre 12 e 17 anos que também relataram abusos cometidos pelos investigados.

Segundo as investigações, o casal utilizava a posição de autoridade religiosa e a manipulação bíblica para consumar os crimes. Enquanto a pastora Arielly se aproximava das adolescentes, o marido usava interpretações distorcidas de passagens da Bíblia para convencê-las de que os atos sexuais possuíam um suposto propósito espiritual. A apuração do caso foi realizada pelo portal G1.

Além da coerção psicológica, os suspeitos ofereciam dinheiro, transferências via Pix e jantares como forma de subornar as vítimas e garantir que elas permanecessem em silêncio.

Diante dos fatos apurados, ambos enfrentam diferentes acusações legais. Wenderson é investigado por estupro de vulnerável, importunação sexual, favorecimento da exploração sexual de adolescente ou pessoa vulnerável, registro não autorizado de intimidade sexual, fraude processual e falsidade ideológica. Já Arielly responde pelas suspeitas de estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual.

A Jovem Pan entrou em contato com a polícia do estado, mas ainda não obteve resposta.



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economia

Vendas no varejo dos EUA registram aumento marginal em junho


WASHINGTON, 16 Jul (Reuters) – As vendas ⁠no varejo dos Estados Unidos aumentaram marginalmente ⁠em junho já que os preços mais baixos da ‌gasolina pesaram sobre a receita dos postos de gasolina, embora os consumidores em busca de pechinchas tenham continuado a ‌sustentar os gastos.

As vendas no varejo subiram 0,2% no mês passado, após ganho de 1,0% em maio em dado revisado para cima, informou nesta quinta-feira o Census Bureau do Departamento de Comércio.

Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas no ⁠varejo, ‌que consistem principalmente em bens e não são ajustadas ⁠pela inflação, registrariam um aumento de 0,2% após avanço de 0,9% em maio divulgado anteriormente. As estimativas variavam de queda de 0,4% a alta de 1,0%.

Os preços médios da gasolina caíram para US$4,18 o galão no mês passado, ​ante US$4,61 em maio, segundo dados da Administração de Informações sobre Energia dos EUA.

O modesto alívio nas bombas ​de combustível, que refletiu uma retração nos preços do petróleo à medida que um frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã se consolidava, liberou recursos para gastos em outras áreas. Mas a trégua ruiu na semana ‌passada e a retomada das hostilidades ​no Oriente Médio fez com que os preços do petróleo e da gasolina voltassem a subir.

As vendas no varejo excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção ⁠e serviços de ​alimentação aumentaram 0,5% ​em junho, após alta revisado para cima de 0,8% em maio. Essa medida ⁠corresponde mais de perto ao ​componente de gastos do consumidor do Produto Interno Bruto e, segundo dados anteriores, haviam avançado 0,7% em maio.

Esse resultado provavelmente foi impulsionadas ​pelo evento Prime Day da Amazon no final do mês, com outros varejistas oferecendo promoções concorrentes.

A Copa ​do Mundo também ⁠deve ter impulsionado a receita de restaurantes e bares.

Os orçamentos familiares têm sido ⁠pressionados pelos preços mais altos decorrentes das tarifas de importação e, mais recentemente, pelo conflito no Oriente Médio. Os gastos continuam sendo impulsionados pelas famílias de renda mais alta, cuja riqueza foi impulsionada pela alta no mercado de ações.

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Unica defende política brasileira para o etanol após tarifa dos EUA

A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) afirmou “lamentar” a decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais sobre o etanol brasileiro. Em nota divulgada nesta quinta-feira (16), a entidade afirmou que a política brasileira para o biocombustível está em conformidade com as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio).

Segundo a Unica, o tratamento tarifário aplicado pelo Brasil ao etanol é não discriminatório e segue os compromissos multilaterais assumidos pelo país.

“Não existe qualquer acordo bilateral entre Brasil e Estados Unidos que obrigue o Brasil a conceder tratamento tarifário diferenciado ao etanol norte-americano. Da mesma forma, a redução das exportações de etanol dos Estados Unidos para o mercado brasileiro decorre, sobretudo, da expansão da produção nacional, especialmente do etanol de milho, e não de alterações na política tarifária brasileira”, afirmou no comunicado.

“A decisão desconsidera importantes assimetrias na relação comercial entre os dois países”, disse, argumentando que as exportações brasileiras de açúcar permanecem sujeitas às tarifas e restrições de acesso impostas pelos Estados Unidos, enquanto o Brasil mantém uma política não discriminatória para o etanol, em conformidade com as regras do comércio internacional.

Na nota, a Unica também destacou que o ambiente regulatório brasileiro permanece aberto à participação de produtores estrangeiros, incluindo os dos Estados Unidos. De acordo com a entidade, o RenovaBio, política nacional de descarbonização dos transportes, assegura tratamento não discriminatório e prevê mecanismos de facilitação para produtores norte-americanos.

A entidade afirmou ainda confiar na atuação do governo brasileiro nas negociações diplomáticas e comerciais com os Estados Unidos e colocou-se à disposição para contribuir tecnicamente com o processo. Segundo a Unica, o setor continuará defendendo soluções “baseadas no diálogo, na previsibilidade regulatória, no respeito às regras do comércio internacional e na cooperação entre os dois países”.

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Inscrições para o Fies terminam nesta sexta-feira


Encerram nesta sexta-feira (17) as inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil do segundo semestre de 2026. Os estudantes em participar do processo seletivo devem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

O Fies financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas avaliadas positivamente no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) do Ministério da Educação.

O programa beneficia prioritariamente estudantes que não tenham concluído o ensino superior e que não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil.

Vagas

Ao todo, o MEC oferece mais de 112 mil vagas para o Fies em 2026, considerando as oportunidades do primeiro e do segundo semestre, sendo 67.301 vagas no primeiro, e 44.867 no segundo.

Além das vagas do segundo semestre, o MEC ainda ofertará todas as vagas eventualmente não ocupadas até o limite do total definido para este ano.

Regras de carência

Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou regras de carência apresentadas anteriormente. Pela norma anterior, a carência abrangia tanto o principal quanto os juros da dívida e era vedada a capitalização desses juros.

Com a Resolução CMN nº 5.328, a carência passou a valer apenas para o principal, e os juros que não forem pagos nesse período podem ser incorporados ao saldo devedor.

A nova resolução manteve os prazos máximos de financiamento para beneficiários adimplentes do Fies – até 60 meses para pessoas físicas e até 96 meses para pessoas jurídicas.

Quem pode se inscrever

Os candidatos devem atender aos requisitos estabelecidos no novo edital:

  • ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010;
  • ter obtido média igual ou maior que 450 pontos considerando as cinco provas;
  • não ter tirado nota zero na prova de redação;
  • ter renda bruta familiar mensal per capita de até três salários mínimos (R$ 4.863, em 2026).

Os candidatos que participaram do Enem na condição de “treineiro” não podem se inscrever no Fies.

Fies Social

O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026) e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Os pré-selecionados para as vagas do Fies Social poderão solicitar a contratação do financiamento integral, cobrindo todos os encargos educacionais.

Estes estudantes pré-selecionados com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa, inscritos nas vagas do Fies Social, estão dispensados de comprovar a renda familiar diretamente na instituição privada de ensino superior.

Mesmo assim, deverão comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da respectiva faculdade privada para validar as demais informações prestadas no momento da inscrição.

Cronograma

  • inscrições: de 14 a 17 de julho;
  • resultado: 30 de julho;
  • complementação das inscrições: de 31 de julho a 4 de agosto;
  • lista de espera: de 7 a 24 de setembro.



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