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terras-raras, carne, café e outros


A nova sobretaxa americana de 25% sobre produtos brasileiros terá uma lista extensa de exceções, de mais de 2.100 produtos (incluindo variações dos mesmos produtos), e abrange itens importantes da pauta de exportações do Brasil, como carne, suco de laranja e componentes para aeronaves. Outros itens são açaí e água de coco.

Um alto funcionário do governo americano explicou que, no caso da carne, o objetivo é garantir o abastecimento do mercado americano:

— Sobre a questão da carne bovina, eu diria que, por enquanto, estamos deixando essa cadeia de suprimentos como está. O rebanho bovino dos Estados Unidos é o menor dos últimos 75 anos. Sabemos que os pecuaristas estão tentando recompor seus rebanhos e aumentar a produção. Ao mesmo tempo, o presidente deixou claro que quer garantir que os americanos tenham acesso à carne bovina a preços razoáveis — ele disse.

Mercadorias que já estão em trânsito para os EUA também ficarão livres da sobretaxa. Ao anunciar as medidas, o funcionário disse ainda que, caso o Brasil retalie, os EUA poderiam adotar medidas ainda mais duras:

— Se houver retaliação, seriamos forçados, francamente, a potencialmente modificar nossa ação para garantir a eliminação dessas práticas. Não acho que uma retaliação seja do interesse de ninguém. Não prevejo isso. Se eles optarem, provavelmente haverá mais ações do nosso lado — afirmou o alto funcionário.

As regras da Casa Branca não permitem a identificação dos funcionários que prestam os esclarecimentos.



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Setor cafeeiro celebra isenção nos EUA e acompanha nova investigação

Entidades representativas do setor cafeeiro brasileiro comemoraram a decisão do governo dos Estados Unidos de isentar todos os cafés do Brasil da nova tarifa de 25% sobre produtos importados. No entanto, elas destacaram que ainda há preocupação com uma segunda investigação em andamento, que pode resultar em uma cobrança adicional sobre o café brasileiro. 

Em comunicado conjunto, a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), a Abics (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel) e o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) afirmaram que a atuação conjunta com a americana NCA (National Coffee Association), com apoio de importadores norte-americanos, contribuiu para a decisão.

Segundo as entidades, o resultado representa duas conquistas para o setor: a manutenção dos cafés que já haviam sido indicados para a lista de exceção no âmbito da investigação da Seção 301 do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, em português) e a inclusão do café solúvel não aromatizado entre os produtos isentos da tarifa.

Com a medida, o café verde e os produtos industrializados brasileiros, incluindo o café solúvel e seus subprodutos, ficam fora da possibilidade de cobrança da tarifa de 25% para entrada no mercado norte-americano.

“Entendemos que essa decisão protege as exportações brasileiras de café – na ordem de US$ 2 bilhões a US$ 2,5 bilhões por ano aos EUA, maior consumidor e importador mundial – e reforça a força do Brasil como maior produtor e exportador global, estabelecido como parceiro insubstituível aos norte-americanos”, afirmaram as entidades no comunicado.

Apesar da isenção anunciada, Abic, Abics e Cecafé destacaram que permanece em andamento uma segunda investigação do USTR, também baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. De acordo com as instituições, esse processo pode resultar em uma nova tarifa sobre o café brasileiro, estimada em 12,5%.

“Seguiremos em permanente trabalho de representação da sustentabilidade, da qualidade e da competitividade dos cafés do Brasil em todo o mundo, de maneira que os interesses de todos os atores da cadeia produtiva sejam defendidos e contemplados”, afirmaram.

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Vendas no varejo do Brasil avançam 0,1% em maio e frustram projeções do mercado


A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,50% na comparação mensal e de avanço de 1,15% sobre um ano antes

SÃO PAULO Julho 16 – As vendas no varejo brasileiro avançaram 0,1% em maio na comparação com o mês anterior e subiram 0,4% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,50% na comparação mensal e de avanço de 1,15% sobre um ano antes.



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Tabaco brasileiro perde competitividade com sobretaxas dos EUA

As tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros afetam a competitividade do tabaco nacional no mercado norte-americano e devem reduzir as exportações do setor em 2026, segundo avaliação do SindiTabaco (Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco).

Em manifestação, a entidade afirmou que as sobretaxas têm impacto sobre contratos, o planejamento industrial e a renda dos produtores. Historicamente, os Estados Unidos respondem por cerca de 9% das exportações brasileiras de tabaco.

Além das tarifas, o SindiTabaco afirmou que o setor também se preocupa com o aumento da oferta global de tabaco, após o recorde das exportações brasileiras registrado em 2025, cenário que pode ampliar a concorrência no mercado internacional.

“Diante desse contexto, a expectativa do Sinditabaco é que as exportações retornem ao patamar médio dos últimos cinco anos, em torno de US$ 2,6 bilhões, ficando significativamente abaixo do recorde de aproximadamente US$ 3,4 bilhões alcançado em 2025″, afirmou o presidente da entidade, Valmor Thesing.

Dados do MDIC/Secex (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), citados pelo sindicato, mostram que as exportações brasileiras de tabaco para os Estados Unidos somaram US$ 195,3 milhões em 2025, queda de 23,4% em relação aos US$ 255 milhões registrados em 2024. No primeiro semestre de 2026, os embarques alcançaram US$ 88,8 milhões, redução de 31% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

No primeiro semestre de 2026, os Estados Unidos estiveram entre os principais destinos do tabaco brasileiro, ao lado de Bélgica, China, Indonésia, Vietnã e Turquia.

As exportações, de forma geral, caíram 15,94% no acumulado do primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 173,6 mil toneladas. Em receita o montante foi de US$ 1,07 bilhão, 21,42% menor na comparação interanual.

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Fiesp critica nova tarifa dos EUA e cobra atuação diplomática


A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma nova sobretaxa às exportações brasileiras. Em nota divulgada nesta quarta-feira (15), a entidade afirmou que a medida reduz a competitividade do Brasil e atribuiu a decisão ao desgaste nas relações diplomáticas entre os dois países.

Segundo a Fiesp, a tarifa é especialmente prejudicial por atingir apenas produtos brasileiros, o que coloca o país em desvantagem em relação a concorrentes internacionais. No comunicado, a entidade também criticou a condução da política externa do governo brasileiro. Para a federação, “ruídos diplomáticos”, críticas de caráter pessoal, discursos com viés eleitoral e o desalinhamento político com Washington enfraqueceram uma relação bilateral construída ao longo de mais de dois séculos.

A Fiesp afirmou ainda que a retaliação comercial poderia ter sido evitada por meio de uma atuação mais técnica e pragmática nas negociações com os Estados Unidos. A entidade destacou que defendeu essa estratégia durante audiências públicas realizadas em território norte-americano e em outras oportunidades ao longo do último ano.

O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios”, disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

A entidade concluiu informando que continuará atuando junto a parceiros nos Estados Unidos para tentar reverter a medida ou ampliar a lista de produtos isentos da nova tarifa.



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Fiesp lamenta taxação do Brasil pelos EUA e critica postura do governo federal


Em nota divulgada no final da noite desta quarta-feira, 15, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) diz que lamenta, com profunda preocupação, a aplicação de uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros ao mercado americano. A entidade destaca que a decisão é especialmente prejudicial por ser aplicada de forma unilateral, o que reduz significativamente a competitividade do País perante concorrentes globais.

“Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral”, diz a nota.

Ainda de acordo com a entidade, “a retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma condução técnica e pragmática, como buscou a Fiesp durante as audiências públicas nos EUA em outras oportunidades no último ano”.

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“O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios”, disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Na nota, a entidade reafirma o compromisso com a diplomacia empresarial e seguirá trabalhando de forma construtiva junto a parceiros nos EUA para que as tarifas sejam revertidas ou parcialmente mitigadas na ampliação da lista de isenções.



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Faesp critica tarifas dos EUA, mas diz que retaliação brasileira seria ‘inconsequente’


A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) manifestou preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras. Em nota divulgada nesta quinta-feira (16), a entidade defendeu que o Brasil priorize a negociação bilateral e evite uma escalada nas tensões comerciais.

Segundo a Faesp, o aumento das tarifas exige uma atuação diplomática contínua, técnica e desvinculada de disputas político-partidárias. A federação argumenta que relações comerciais entre países devem ser conduzidas por meio do diálogo e da previsibilidade, e não por medidas unilaterais seguidas de retaliações.

“O setor produtivo brasileiro fez, e continua fazendo, a sua parte. O agronegócio paulista e nacional segue cumprindo exigências sanitárias, ambientais e regulatórias internacionais, investindo em rastreabilidade, sustentabilidade e competitividade, exatamente para manter o Brasil como parceiro comercial confiável do mundo. Não é o produtor rural quem decide em Washington e ainda assim é ele quem paga a conta de decisões tomadas fora de seu alcance“, disse o comunicado.

A federação também afirmou que o governo brasileiro deve intensificar o diálogo com os Estados Unidos para solucionar divergências comerciais, regulatórias e tarifárias por meio da negociação, preservando setores considerados estratégicos para as exportações nacionais. A entidade destacou como positiva a exclusão de produtos como café e carne da nova lista de tarifas.

A retaliação inconsequente, motivada por embate político, tende a produzir apenas nova escalada tarifária, maior insegurança jurídica e mais custo para quem produz. O Representante Comercial dos Estados Unidos condicionou eventuais revisões das medidas à ausência de retaliação brasileira e sinalizou disposição de manter aberto o canal de diálogo com o governo brasileiro, indicativo de que a via da negociação segue disponível”, argumenta a nota.

Ao final da nota, o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, reforçou que relações comerciais duradouras dependem de credibilidade, confiança e diplomacia, e não de confrontos entre os países.



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EUA ampliam lista de produtos isentos da nova tarifa de 25%; veja justificativa


O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês) afirmou que a justificativa para a isenção de determinados produtos brasileiros à tarifa de 25% é o fato de serem consideradas matérias-primas que poderiam levar à indisponibilidade de oferta doméstica e causar “perturbações” na economia americana caso fossem sujeitas à sobretaxa.

Na decisão publicada no início da madrugada desta quinta-feira, 16, o órgão diz que alguns dos produtos isentos da tarifa não podem ser cultivados ou produzidos em quantidades suficientes nos Estados Unidos nem obtidos de outras fontes, enquanto outros são itens para os quais as tarifas adicionais “poderiam não contribuir substancialmente para a eliminação dos atos, políticas e práticas do Brasil considerados passíveis de ação”.

Além de carne bovina, café, laranja e suco de laranja, que já constavam da lista divulgada pelo USTR quando a investigação foi aberta, em junho, itens como mel orgânico, hidróxido de alumínio sucata de ferro e de aço, produtos do mar, couros, alguns produtos de madeira, medicamentos e insumos farmacêuticos foram incluídos na lista de exceções.

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Por outro lado, o governo americano disse que rejeitou solicitações de pedidos de isenção para outros produtos, como vestuário, calçados e máquinas agrícolas e industriais.

O USTR diz também que, nas audiências públicas realizadas durante a investigação sobre as práticas comerciais brasileiras, houve a defesa de alternativas às tarifas, como a realização de negociações bilaterais ou multilaterais. Parte dos participantes das audiências disse que qualquer tarifa, mesmo abaixo de 25%, seria inadequada e poderia frustrar os objetivos do governo americano.



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Amcham Brasil critica tarifa dos EUA e defende retomada do diálogo bilateral


A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) classificou como um “resultado muito negativo para a relação bilateral” a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre cerca de 3 mil produtos exportados pelo Brasil. A medida, anunciada na quarta-feira (15), é resultado da investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana e passa a valer em 22 de julho.

Segundo a entidade, a sobretaxa coloca o Brasil entre os países com as condições mais restritivas de acesso ao mercado dos Estados Unidos, atingindo mais de US$ 11 bilhões em exportações dos setores industrial e do agronegócio. A Amcham destacou que a medida contrasta com o atual cenário do comércio bilateral. De acordo com a entidade, os Estados Unidos registraram superávit de US$ 41,8 bilhões em bens e serviços nas relações com o Brasil em 2025, enquanto os produtos norte-americanos enfrentam baixas tarifas de importação no mercado brasileiro.

Além dos impactos para exportadores brasileiros, a entidade avalia que a decisão também pode prejudicar a economia dos próprios Estados Unidos. “A aplicação de sobretaxas tende a elevar custos para as empresas e consumidores dos Estados Unidos, reduzir a competitividade de suas indústrias que utilizam insumos brasileiros, bem como ampliar sua dependência de fornecedores asiáticos, com potencial para agravar o déficit comercial norte-americano com países daquela região”, afirma a nota.

O comunicado também diz que a medida pode comprometer a cooperação entre os dois países em áreas estratégicas, como minerais críticos, energia, economia digital e propriedade intelectual. Segundo a Amcham, o aumento das tarifas tende a aprofundar a retração do comércio bilateral, que já acumula queda de 13% neste ano, além de afetar negativamente os investimentos entre Brasil e Estados Unidos.

O presidente da entidade, Abrão Neto, defendeu a continuidade das negociações entre os dois governos. “Esperamos que os governos do Brasil e dos Estados Unidos mantenham abertos os canais de diálogo. Embora não tenha sido possível alcançar um acordo, as negociações se intensificaram nos últimos meses e seguem sendo o caminho mais eficaz para a retirada das sobretaxas e a construção de uma agenda bilateral mais ampla.”

Ele também alertou para a possibilidade de novas medidas comerciais. “Esse esforço torna-se ainda mais urgente diante da probabilidade de novas tarifas no âmbito da investigação da Seção 301 sobre trabalho forçado, que poderão elevar as sobretaxas sobre produtos brasileiros para até 37,5%.”

A Amcham considerou positiva a exclusão de uma lista de produtos das novas tarifas, afirmando que a decisão reduz parte dos impactos econômicos da medida. No entanto, a entidade defendeu a criação de um mecanismo que permita ampliar a relação de itens isentos quando as sobretaxas provocarem prejuízos desproporcionais para empresas e consumidores ou não contribuírem de forma efetiva para solucionar as preocupações comerciais levantadas pelos Estados Unidos.

Ao final da nota, a Amcham Brasil reafirmou que continuará atuando para fortalecer o diálogo entre os setores público e privado dos dois países e apoiar oportunidades de crescimento, investimentos e geração de empregos em ambas as economias.



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Indústria diz que tarifaço prejudica competitividade brasileira e ameaça exportações


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirma acompanhar com preocupação o anúncio sobre nova tarifa de 25%, confirmada na noite desta quarta-feira pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A indústria diz que a sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as exportações nacionais e amplia a insegurança para empresas dos dois países.

Segundo a CNI, os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado americano no primeiro semestre.

“Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban, em nota.

Os efeitos das tarifas em vigor desde 2025 também já aparecem nas exportações dos estados brasileiros. No primeiro semestre deste ano, 20 das 27 unidades da federação registraram queda nas vendas para os Estados Unidos em comparação com o mesmo período de 2025.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) disse que a medida dos EUA cria uma diferença relevante em relação a fornecedores de outros países que disputam os mesmos compradores. O impacto efetivo dependerá dos produtos alcançados, da classificação tarifária de cada mercadoria e do tratamento concedido aos concorrentes internacionais.

“Entre as possíveis consequências estão a substituição de fornecedores brasileiros, a pressão pela redução de preços e margens e a renegociação de contratos, prazos e condições comerciais”, diz a nota.

“A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras”, afirma Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da FIEMG.



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