Delegados da Polícia Federal que pediram apreensão dos passaportes do presidenciável derrotado e senador Flávio Bolsonaro (PL) dizem que o apontado risco de fuga se concretizou.
A PF avisou o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no domingo (25) que havia risco de o senador sair do país após derrota nas eleições presidenciais.
O risco de fuga, conforme antecipado pela CNN, se deu com base na saída do Brasil de Willer Tomaz, investigado no mesmo inquérito que Flávio, e de uma declaração do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O irmão de Flávio disse na sexta-feira (23) que apoiava que ele saísse do Brasil se perdesse as eleições. Flávio, por sua vez, declarou que não o faria.
Apesar do risco de fuga apontado pela equipe que investiga Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, o ministro Moraes não determinou mandados de busca e apreensão contra os passaportes ou outra medida impeditiva. A decisão foi para entrega voluntária e cancelamento dos documentos no sistema.
Após Flavio descumprir a ordem e não entregar os passaportes comum e diplomáticos, a PF cancelou os documentos. No entanto, a PF suspeita que o senador embarcou aos Estados Unidos com passaporte italiano.



