Vylor faz parceria para desenvolver milho com IA e edição genética

A Vylor, empresa de sementes e genética que será desmembrada da Corteva em 1º de outubro, anunciou nesta segunda-feira (21) uma parceria com a belga Rainbow Crops para desenvolver novas características genéticas em milho com uso de inteligência artificial e edição múltipla de genes.

A Corteva, por meio de sua plataforma de investimentos Corteva Catalyst, participou recentemente de uma rodada de financiamento de 9,7 milhões de euros da Rainbow Crops. Com a separação da Vylor, prevista para 1º de outubro, esse investimento passará a integrar o portfólio da Vylor Edge.

A colaboração prevê o uso de uma tecnologia da Rainbow Crops, para acelerar o desenvolvimento de híbridos de milho mais resistentes a condições climáticas extremas, como calor, seca e excesso de água. A plataforma combina IA, edição simultânea de múltiplos genes, melhoramento de precisão e fenotipagem automatizada, que permite medir características das plantas em larga escala.

Segundo as empresas, a tecnologia será usada para desenvolver características agronômicas complexas, determinadas pela interação de vários genes. Entre os objetivos estão plantas capazes de utilizar insumos de forma mais eficiente e, consequentemente, aumentar a produtividade.

“A edição de genes está preparada para transformar a agricultura ao criar plantas capazes de enfrentar desafios críticos, incluindo doenças e condições climáticas extremas”, afirmou Mat Muller, que comandará a Vylor Edge, plataforma de investimentos da empresa. Segundo ele, a tecnologia da Rainbow Crops permitirá realizar centenas de edições genéticas simultaneamente e avaliar o desempenho das plantas em instalações de fenotipagem e em testes de campo.

A Rainbow Crops é uma empresa derivada do instituto de pesquisa belga VIB e tem como foco o desenvolvimento de características genéticas para culturas agrícolas. A empresa afirma que sua plataforma foi desenvolvida para trabalhar com características controladas por múltiplos genes, como tolerância à seca e vigor das plantas.

A parceria ocorre após uma mudança no ambiente regulatório europeu para plantas desenvolvidas com técnicas de edição genética. Em 17 de junho, o Parlamento Europeu aprovou legislação que permite a importação e o cultivo, na União Europeia, de plantas desenvolvidas por determinadas técnicas de edição genética.

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