EUA propõem tarifar 60 países por falha em combater trabalho forçado; Brasil na lista


2 Jun (Reuters) – O governo Trump propôs nesta terça-feira a ⁠imposição de tarifas adicionais de 10% ou 12,5% ⁠sobre as importações de 60 economias, incluindo o Brasil, após determinar que ‌suas falhas em coibir o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado são injustificadas e restringem o comércio dos EUA.

A decisão do Escritório de Comércio ‌dos EUA (USTR na sigla em inglês) é a mais recente conclusão de uma investigação de práticas comerciais desleais da Seção 301, a ser divulgada no momento em que o governo Trump busca restabelecer suas tarifas de emergência, que foram anuladas por uma decisão da Suprema Corte dos EUA em fevereiro.

O USTR disse ⁠que ‌determinou a imposição de tarifas de 10% relacionadas à investigação de trabalho forçado ⁠sobre as importações do Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, El Salvador, Guatemala, Malásia, Taiwan e Reino Unido.

Em relação ao Brasil, o USTR disse que imporia tarifas adicionais de 12,5%, junto aos outros 44 países restantes que foram investigados.

“É inaceitável que nossos principais parceiros ​comerciais não tomem medidas contra a importação de produtos fabricados com trabalho forçado”, afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em comunicado. “Isso cria ​uma situação em que os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em condições desiguais.”

O USTR informou que também estava propondo um mecanismo para o setor têxtil que permitiria a entrada de um determinado volume de importações de vestuário e têxteis nos EUA com uma alíquota tarifária reduzida, embora os ‌valores dos direitos aduaneiros e os volumes não ​tenham sido divulgados.

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O anúncio foi feito antes do vencimento, em 24 de julho, de uma tarifa temporária de 10% imposta pelo governo Trump em 20 de fevereiro, dia em que a Suprema ⁠Corte anulou as tarifas ​do presidente dos Estados ​Unidos, Donald Trump, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.

O USTR propôs na segunda-feira uma tarifa ⁠de 25% sobre muitos produtos brasileiros ​como resultado de uma investigação da Seção 301 sobre as práticas de comércio digital e tarifas preferenciais do país. A agência de comércio também deve revelar em breve as ​conclusões de outra grande investigação da Seção 301 sobre o acúmulo de excesso de capacidade industrial em 16 parceiros comerciais, incluindo a ​China.

Nas conclusões sobre trabalho ⁠forçado, o USTR afirmou que isentaria das tarifas uma série de produtos, incluindo energia, terras raras e ⁠alguns outros metais, carne bovina, café, algumas frutas e vegetais, produtos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos e peças de aeronaves.

O USTR informou que aceitará comentários públicos sobre as tarifas propostas e outros remédios até 6 de julho, com uma audiência pública marcada para 7 de julho.



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