Pouco depois, a Nasa deu sinal verde e os astronautas puderam voltar aos seus postos.
Um porta-voz da Nasa disse à AFP que os cosmonautas da Roscosmos, a agência espacial russa, fizeram medições dos vazamentos e estavam avaliando os dados.
“Com as operações de hoje, eles queriam ser extremamente cautelosos, tomar medidas adicionais de precaução e fazer com que a tripulação seguisse o procedimento de abrigo seguro”, afirmou o porta-voz.
Mais tarde, a porta-voz da Nasa Bethany Stevens informou nas redes sociais que a agência havia instruído os tripulantes que estavam na nave Dragon “a encerrar os procedimentos de abrigo seguro e retornar às operações previstas a bordo da ISS”.
Em um comunicado citado pela imprensa estatal russa, a Roscosmos informou que, durante a pressurização do túnel de transferência conhecido como PrK, foi detectado um vazamento.
“Durante uma inspeção do PrK, os cosmonautas descobriram dois possíveis pontos de vazamento de ar. O primeiro foi selado imediatamente com a aplicação da primeira camada do selante bicomponente Germetall-1. O segundo ponto está localizado na parte cônica do PrK. Os trabalhos de preparação para sua vedação estão em andamento”, informou a agência.
Stevens havia explicado anteriormente na rede X que o túnel “apresenta rachaduras e vazamentos há algum tempo” e que, “após a detecção de novos vazamentos”, a agência espacial russa “decidiu realizar uma operação de reparo mais extensa” nesta sexta-feira.
“A Nasa e a Roscosmos vêm trabalhando para determinar a causa das rachaduras”, acrescentou.
A Nasa e a Roscosmos são duas das principais operadoras da ISS, um laboratório espacial que orbita a cerca de 400 quilômetros da Terra, onde astronautas de diferentes países vivem e trabalham durante meses.
Habitada de forma permanente desde 2000, a ISS já se aproxima do fim de sua vida útil, cujo encerramento está programado para 2030.
Do tamanho de um campo de futebol, a estação é uma das poucas áreas em que a cooperação entre os países ocidentais e a Rússia continua desde que Moscou invadiu a Ucrânia, em 2022.



