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À CNN, pai de Henry Borel diz que parcialidade para mãe “sempre foi clara”


Leniel Borel, pai de Henry Borel, declarou à CNN que vai recorrer da decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros pela morte do filho.

Em entrevista ao Bastidores CNN desta quinta-feira (4), realizada após o encerramento do julgamento, Leniel classificou o que viu no tribunal como uma “aberração jurídica” e denunciou o que chamou de parcialidade da magistrada ao longo de todo o processo.

“O que me foi apresentado é que os jurados já tinham condenado o Jairo e a Monique pelos mesmos crimes, e a juíza conduziu novamente, falando que os jurados não tinham entendido, de uma forma quase direcionada“, declarou Leniel.

Leniel relatou que, ao longo dos cinco anos do processo, observou diversas decisões da magistrada que, em sua avaliação, beneficiaram Monique de forma injustificada, inclusive soltando a ré em situações que, segundo ele, contrariavam decisões do Supremo Tribunal Federal.

A parcialidade em cima da Monique sempre foi muito clara, não só para mim, como pai, mas para toda a sociedade brasileira”, afirmou.

Na avaliação de Leniel, Monique Medeiros recebeu um “perdão judicial” para um crime doloso contra a vida” e que isso não foi quesitado aos jurados: “foi uma decisão da própria magistrada”.

Segundo Leniel, essa tendência foi percebida não apenas por ele, mas também por pessoas que trabalham no próprio tribunal. “Andei naquele tribunal durante esses dias e ouvi pessoas que trabalham no tribunal falando da parcialidade da magistrada em cima da Monique”, disse.

Fundamentação pautada em “misoginia”

O pai de Henry também questionou a fundamentação da decisão final em argumentos ligados à misoginia. Ele criticou o que classificou como uma política de gênero sendo aplicada dentro dos tribunais brasileiros.

“O Jairo pegou 43 anos porque ele é homem, é isso que estamos vendo? Esqueceram ali que a Monique é mãe, ela é garantidora. Ela é, no mínimo, a responsável pela vida do filho, e ela não o protegeu, isso foi claro”, defendeu Leniel.

Leniel afirmou que, além do recurso, a defesa estuda a possibilidade de requerer a anulação do júri no caso de Monique, com base nas circunstâncias em que a magistrada teria interferido na votação dos jurados. Ele esclareceu que essa medida não seria buscada no caso de Jairo.

Ao refletir sobre o julgamento como um todo, Leniel lamentou que, durante os 11 dias de júri, o foco não teria sido a criança assassinada. “Não vi ninguém falando sobre o Henry. Foi um júri com foco em Monique e Jairo”, afirmou.

Para ele, a decisão final envia uma mensagem equivocada à sociedade brasileira sobre responsabilidade materna e impunidade.



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Vítimas de ataques de tubarão em Pernambuco têm alta da UTI


Menino de 11 anos e jovem de 19 anos foram atacados por tubarão com menos de 24 horas de diferença no litoral de Pernambuco



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Henry Borel: “Grande aberração jurídica”, diz pai de criança à CNN


Em entrevista ao Bastidores CNN nesta quinta-feira (4), Leniel Borel, pai de Henry Borel, afirmou que a sentença final envolvendo Monique Medeiros no julgamento pela morte do menino representou uma “grande aberração jurídica”.

Na decisão, proferida ainda na madrugada desta quinta, Monique, mãe da criança, recebeu perdão judicial, instituto jurídico que afasta a aplicação da pena mesmo após o reconhecimento do crime. Já o ex-vereador Dr. Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão.

Ontem ficou muito claro, não só para mim, quanto para o Brasil inteiro, dessa ‘parcialidade tendenciosa’. Nós vamos recorrer […] Monique, no mínimo, foi omissa.[…] Esquecem ali que a Monique é a mãe. A garantidora. Ela é, no mínimo, a responsável pela vida do filho. E ela não o protegeu”, afirmou Leniel.

Durante a entrevista, o pai de Henry ainda chegou a questionar o perdão judicial concedido à Monique. “Ela foi condenada no homicídio culposo, e ter perdão judicial por crime doloso contra a vida? Um crime doloso contra a vida pode ter um perdão judicial?”, perguntou ele.

Leniel relatou que, ao longo dos cinco anos do processo, observou diversas decisões da magistrada que, em sua avaliação, beneficiaram Monique de forma injustificada, inclusive soltando a ré em situações que, segundo ele, contrariavam decisões do Supremo Tribunal Federal.

A parcialidade em cima da Monique sempre foi muito clara, não só para mim, como pai, mas para toda a sociedade brasileira”, afirmou.

Ainda nesta quinta, Leniel afirmou por meio de nota que a decisão da juíza Elizabeth Machado Louro ultrapassa os limites da história de Henry.

“Mataram meu filho pela terceira vez”, escreveu ele. “Como pai, jamais conseguirei compreender como alguém que estava presente, acordada, no mesmo apartamento, na mesma noite, diante do mesmo contexto de violência, pode sair sem qualquer pena enquanto uma criança termina morta”, diz a nota.

Durante o julgamento, considerado o mais longo da história do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Monique acusou Jairinho pela primeira vez pela morte do filho. Em interrogatório, ela afirmou acreditar que o ex-vereador foi o responsável pelas agressões contra Henry.

Perdão judicial e efeitos da decisão

perdão judicial é um instituto previsto na legislação penal brasileira, que autoriza o magistrado a deixar de aplicar a pena mesmo após o reconhecimento da prática de uma infração penal. 

Embora tenha afastado a aplicação da pena, a sentença não eliminou a responsabilização penal de Monique.

O Conselho de Sentença afastou a imputação de homicídio doloso e promoveu a desclassificação da acusação para homicídio culposo. Em razão do perdão judicial, a condenação deixa de produzir efeitos executórios, encerrando a pretensão punitiva estatal em relação à condenada.

Ao proferir a sentença, a juíza entendeu que as consequências pessoais e sociais suportadas por Monique ao longo dos últimos cinco anos ultrapassaram a finalidade que seria alcançada pela pena criminal.

Na fundamentação, a magistrada destacou a perda do único filho, a repercussão nacional do caso, as agressões sofridas durante o período em que esteve presa e o intenso escrutínio público a que foi submetida desde a morte de Henry Borel.

Segundo a juíza, a acusada foi alvo de uma reação social desproporcional, potencializada por expectativas culturalmente atribuídas ao papel materno. Apesar de encerrar o julgamento em primeira instância, a sentença não impede a interposição de recursos pelas partes.

O que dizem as defesas

Em nota, divulgada nesta quinta, a defesa de Monique afirmou que recebeu a decisão “com respeito”. Leia na íntegra:

“Os advogados Florence Rosa e Hugo dos Santos Novais, que atuam na defesa de Monique Medeiros da Costa e Silva, recebem com respeito a decisão proferida pelo Conselho de Sentença, ressaltando que o Tribunal do Júri constitui uma das mais importantes garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito, sendo a soberania dos veredictos um princípio expressamente assegurado pela Constituição da República de 1988.

Destacam ainda que o julgamento realizado foi pautado pela análise das provas produzidas na instrução processual, dentro das regras que regem o procedimento do Júri Popular. Ao longo de todo o processo, a defesa de Monique sustentou que ela não praticou qualquer agressão contra seu filho e que seu maior erro foi não conseguir perceber, a tempo, a violência que ela e seu filho sofriam. A morte de Henry representa uma tragédia irreparável para todos os envolvidos neste caso.

O processo também convida a sociedade à reflexão sobre a necessidade de evolução da compreensão dos fenômenos relacionados à violência doméstica, psicológica, de gênero, às relações abusivas e a exposição desmedida da mulher como vítima, pois nem sempre a vítima consegue identificar imediatamente os sinais da violência a que está submetida, especialmente quando inserida em ciclos complexos de manipulação emocional e dependência afetiva. Por fim, reiteram seu absoluto respeito à memória de Henry Borel Medeiros, às famílias envolvidas, às instituições democráticas e ao Tribunal do Júri, reconhecendo a importância constitucional da soberania dos veredictos como expressão da participação popular na administração da Justiça.”



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Licenciamento 2026 começa com nova opção de parcelamento digital no Portal Meu Detran – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


Mato Grosso do Sul iniciou nesta semana o calendário anual de licenciamento 2026 com uma novidade que amplia as possibilidades de regularização para os proprietários de veículos: o parcelamento digital de débitos diretamente pelo Portal Meu Detran, disponível em www.meudetran.ms.gov.br .

A funcionalidade permite que o cidadão parcele pendências vinculadas ao veículo, incluindo multas e outros débitos que impedem a emissão do licenciamento. A novidade está disponível exclusivamente dentro do Portal Meu Detran, ambiente oficial e seguro do Detran-MS para acesso aos serviços digitais.

A medida busca facilitar a vida de quem enfrenta dificuldades financeiras e precisa regularizar a documentação para voltar a circular de forma legal.

O parcelamento é realizado por meio do BBPay, solução do Banco do Brasil, instituição financeira oficial do Governo do Estado. A funcionalidade integra o processo de transformação digital do Detran-MS, ampliando o acesso aos serviços online com mais praticidade, segurança e autonomia para o cidadão.

Opções de pagamento dentro do portal Meu Detran

No mês passado, a ferramenta passou a atender serviços da área de habilitação, como primeira CNH e renovação. Agora, a modalidade é expandida também para os débitos relacionados ao licenciamento de veículos, permitindo que o cidadão realize todo o processo de regularização sem precisar sair de casa.

A nova modalidade de parcelamento passa a atender um universo de mais de meio milhão de veículos que entram no calendário de junho, ampliando as possibilidades de regularização para milhares de proprietários que possuem débitos pendentes.

“Nosso objetivo é facilitar a vida do cidadão. Muitas vezes a pessoa quer regularizar o veículo, mas acaba encontrando dificuldades financeiras por acumular multas e outros débitos. Com essa possibilidade de parcelamento dentro do Portal Meu Detran, estamos oferecendo mais acesso, praticidade e segurança para que o cidadão consiga ficar em dia”, destaca o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade.

O calendário começa pelos veículos com placas finais 1, 2 e 3, que poderão realizar o licenciamento até o dia 30 de junho. Os vencimentos seguem o novo calendário de licenciamento estabelecido pelo Detran-MS em abril deste ano. A alteração reorganizou os prazos das placas finais 1 a 5, que passaram a iniciar em junho. Com isso, os finais 1, 2 e 3 vencem em junho; os finais 4, 5 e 6 em julho; os finais 7 e 8 em agosto; o final 9 em setembro; e o final 0 em outubro.

Tela do BBpay de parcelamento dos débitos

A mudança foi adotada para evitar transtornos aos cidadãos durante o processo de licenciamento e garantir que proprietários com parcelamentos e pagamentos em dia não enfrentassem dificuldades na emissão do CRLV-e em razão de inconsistências identificadas na comunicação entre os sistemas da SEFAZ e do Detran-MS.

Dados do Detran-MS apontam que aproximadamente 569 mil veículos com placas finais 1, 2 e 3 entram no calendário de licenciamento neste mês de junho. Desse total, mais de 155 mil proprietários já anteciparam o pagamento do documento, o equivalente a cerca de 27% da frota abrangida nesta etapa do calendário. O comportamento é comum entre cidadãos que preferem quitar as obrigações do veículo logo no início do ano para evitar esquecimentos ou pendências futuras.

Entre os maiores municípios do Estado, Campo Grande lidera o número de licenciamentos pagos antecipadamente, com mais de 95 mil veículos regularizados. Dourados aparece na sequência, com quase 30 mil pagamentos; Três Lagoas soma mais de 18 mil; Ponta Porã ultrapassa 8 mil; e Corumbá registra cerca de 5,9 mil licenciamentos pagos.

Golpes

O Detran-MS também reforça o alerta sobre golpes envolvendo falsos sites de emissão de guias. Nesta semana, uma cidadã procurou o órgão após perceber ter sido vítima de fraude, mesmo adotando as providências corretas, como o registro de boletim de ocorrência e a comunicação à Polícia Civil.

Para evitar transtornos, o cidadão deve utilizar apenas os canais oficiais do órgão. O portal oficial para emissão de guias e acesso aos serviços digitais é o www.meudetran.ms.gov.br, acessado exclusivamente mediante login e senha ou conta Gov.br.

Outra alternativa segura é o aplicativo Meu Detran MS, disponível para smartphones, porém, ainda não realiza o parcelamento dos débitos. O cidadão também pode solicitar a emissão da guia de licenciamento por meio da assistente virtual Glória, via whatsapp (67)3368-0500 no atendimento humanizado.

Mireli Obando, Comunicação Detran-MS
Foto: Mireli Obando



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O erro silencioso no inverno que destrói o ar-condicionado do carro


Deixar o sistema desligado por meses resseca peças, trava o compressor e pode gerar um prejuízo de até R$ 3.000 na oficina mecânica

ReproduçãoDar partida no carro para deixar o motor 'esquentando' não é mais necessário
Para entender o tamanho do problema, é preciso abandonar a ideia de que o equipamento serve apenas para gelar a cabine.

Muitos motoristas acreditam que a climatização automotiva deve ser completamente esquecida assim que os termômetros registram as primeiras quedas de temperatura. Essa falsa sensação de economia de combustível esconde uma armadilha mecânica silenciosa e muito cara.

Na prática, saber por que é importante ligar o ar-condicionado do carro mesmo nos dias frios de inverno é a principal diferença entre uma manutenção rotineira de baixo custo e a necessidade de trocar o coração do sistema na próxima onda de calor.

O que acontece quando o sistema fica desligado por meses

Para entender o tamanho do problema, é preciso abandonar a ideia de que o equipamento serve apenas para gelar a cabine. A rede de climatização funciona como um circuito fechado e depende de movimento contínuo para se manter saudável.

O gás refrigerante não viaja sozinho. Ele percorre as tubulações carregando um óleo lubrificante específico para as peças móveis. Quando o proprietário passa o outono e o inverno inteiro sem encostar no botão de acionamento, esse óleo deixa de circular e acaba se assentando no fundo do reservatório.

O resultado imediato da longa inatividade é o ressecamento das borrachas de vedação e das pequenas mangueiras. Com o isolamento comprometido, o fluido vaza sem fazer alarde. O agravante ocorre lá na frente: o compressor, peça mais importante da estrutura, perde sua camada protetora. Ao ser finalmente exigido na chegada da primavera, o atrito interno entre os metais sem óleo pode travar os componentes permanentemente.

Visibilidade limpa e cabine livre de ácaros

Além de evitar que a parte mecânica sofra desgaste antecipado, manter o hábito de acionar a ventilação refrigerada afeta diretamente a sua segurança no trânsito viário.

Em dias frios, chuvosos ou de neblina, os vidros fecham e embaçam velozmente devido à diferença térmica entre o corpo humano e a temperatura exterior. O sistema veicular opera como um poderoso desumidificador de ar de cabine. Ele retira toda a umidade do habitáculo e devolve a visibilidade ao condutor em poucos segundos, com uma eficiência que o desembaçador convencional não consegue entregar.

Outro ganho oculto aparece na saúde respiratória da sua família. O funcionamento semanal impede o acúmulo de fungos e bactérias nas curvas dos dutos plásticos, eliminando aquele clássico mau cheiro de pano úmido que invade o carro quando o equipamento passa meses adormecido.

O truque de misturar a climatização com o ar quente

A maior parte dos motoristas foge do recurso porque não quer gelar os braços e o rosto logo pela manhã. A saída para esse dilema climático é acionar a refrigeração junto com o aquecedor.

O botão do ar quente não cancela o funcionamento do compressor. O mecanismo continuará empurrando o gás, espalhando óleo pelas tubulações e enxugando a umidade do ar, enquanto o calor do motor devolve uma brisa agradável e confortável para todos a bordo.

A conta salgada na oficina mecânica

A desculpa clássica de quem viaja com os vidros fechados e o painel apagado é economizar gasolina. A realidade das contas de oficina, no entanto, mostra que o desgaste causado pela falta de acionamento atropela qualquer economia nas bombas de combustível.

Se você utilizar o aparelho semanalmente, o custo de uma checagem preventiva em loja especializada — que envolve recarga de fluidos, higienização e troca do filtro da cabine — varia entre R$ 200 e R$ 400 na média nacional.

Em contrapartida, se a falta de lubrificação prolongada travar o compressor, a fatura muda de patamar. Peças recondicionadas e limpezas profundas no maquinário raramente saem por menos de R$ 600, enquanto a instalação de um compressor zero quilômetro salta para a faixa de R$ 1.000 a R$ 3.000, oscilando bastante conforme a marca do veículo. Ao colocar na ponta do lápis os custos extras de mão de obra para efetuar essa troca mais invasiva, que flutuam em torno de R$ 300 a R$ 600, o conserto vira um ralo de dinheiro.

Para garantir que o conjunto sobreviva à mudança de estações com nota dez, as oficinas orientam ligar a climatização pelo menos uma vez por semana, rodando de 10 a 15 minutos. É um intervalo curto a caminho da padaria ou do trabalho que poupa a mecânica, protege a conta bancária e oferece segurança máxima no retrovisor.





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Homem que matou jornalista em MS vira réu por feminicídio


O suspeito de assassinar a jornalista Vanessa Ricarte no dia 12 de fevereiro, Caio Nascimento, irá a júri popular pelo crime de feminicídio. A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) foi aceita pela 1ª Vara do Tribunal do Júri, nesta quarta-feira (19).

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, no entanto, rejeitou as acusações de cárcere privado, violência psicológica e tentativa de homicídio contra o amigo da vítima, que estava com Vanessa no local e hora do crime.

O magistrado afirmou que faltam elementos que comprovem os crimes da denúncia do MP. De acordo com a denúncia, a testemunha, o amigo da vítima, as trancou em um dos quartos da residência de Vanessa, após ela ser esfaqueada. Caio teria tentado arrombar a porta onde ele se abrigava, que, para o MP, caracteriza perseguição e tentativa de homicídio.

Porém, em certo momento, o amigo e o suspeito chegaram a conversar pela janela até Caio ir a outro cômodo da casa e acabou preso. Desta forma, o juiz não observou na denúncia uma descrição de que realmente houve perseguição e que o suspeito não conseguiu golpear com a faca o amigo da vítima, por razões alheias à sua vontade. Ele informa, todavia, que nada impede que, ao longo da instrução processual, as provas possam demonstrar o contrário e o MP ofereça uma denúncia aditiva.

No caso da acusação oferecida de cárcere privado, o juiz indica que não houve detalhamento suficiente, mesma razão apontada para a denúncia de violência psicológica.

Almeida pontua que a peça do MP parece ter “excesso acusatório”, dada a “proporção midiática” do caso. Ele concedeu 10 dias para a defesa de Caio se manifestar. O acusado está preso, aguardando definição da data para o júri popular.

Relembre o caso

A jornalista Vanessa Ricarte, de 42 anos, servidora do Ministério Público do Trabalho (MPT), morreu na noite do dia 12 de fevereiro, ao ser esfaqueada pelo ex-noivo, o músico, Caio Nascimento.

Ela chegou a denunciar o homem e obteve uma medida horas antes de ser agredida e morta. O suspeito foi preso em flagrante pela Polícia Militar e foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

Vanessa foi atingida por três golpes de faca no tórax. Ela chegou a ser socorrida em estado grave e foi encaminhada para a Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu.



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Lula explora ataque dos EUA ao Pix e força reação de Flávio Bolsonaro


A estrutura de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) orientou aliados a explorarem a ofensiva dos Estados Unidos contra o Pix para desgastar a pré-candidatura de seu provável adversário nas eleições de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O foco dos petistas é capitalizar o que chamam de “tropeços” da família Bolsonaro após um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, apontando o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos como um dos fatores que justificam a medida.

De olho no impacto da investida do PT nas redes, a campanha de Flávio Bolsonaro deflagrou uma contraofensiva para frear o desgaste político e conter os danos à imagem do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A articulação do governo Lula foi desenhada logo após a divulgação do relatório americano. O presidente associou publicamente a proposta de taxação a reuniões dos filhos de Bolsonaro com auxiliares do presidente dos EUA, Donald Trump. Na sequência, o PT passou a classificar a ação do USTR como um ataque ao funcionamento e à gratuidade da ferramenta.

Lula chegou a posar com um cartaz contendo a frase “O Pix é do Brasil” e declarou que os EUA têm “medo” do sistema. Ministros também saíram em defesa da ferramenta, ressaltando que o Pix não está em negociação. No ambiente digital, parlamentares e militantes da base governista criaram o termo “Tariflávio” para tentar vincular a proposta do USTR ao senador.

Ciente do potencial destrutivo do tema, Flávio Bolsonaro reagiu rapidamente. O parlamentar enviou uma carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, solicitando que as tarifas não sejam aplicadas. Além disso, rebateu o gesto de Lula publicando fotos com o mote que guiará sua defesa pública: “O Pix é do Brasil e do Bolsonaro”.

Para reverter a narrativa do PT, estrategistas do PL ouvidos pelo portal Metrópoles afirmam que a campanha de Flávio deve focar na paternidade do sistema. O argumento central lembrará que o Pix começou a ser desenvolvido em 2018 e foi oficialmente lançado em 2020, sob a gestão de Jair Bolsonaro.

Paralelamente, o entorno de Flávio pretende explorar supostas contradições do partido adversário. Em grupos que reúnem parlamentares da oposição, voltaram a circular publicações feitas em outubro de 2020 por Marcio Pochmann, atual presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), criticando a ferramenta antes de seu lançamento.

A campanha petista, por sua vez, nega que a sigla tenha atuado contra a tecnologia e argumenta que as primeiras diretrizes para um sistema de pagamentos gratuitos surgiram no governo de Dilma Rousseff (PT).

O fantasma da crise do Pix

A preocupação mútua com o uso político do episódio está embasada na ampla aceitação e no sucesso popular da ferramenta criada pelo Banco Central. Os dois lados mencionam que episódios recentes envolvendo o Pix levaram a um desgaste do presidente Lula em 2025.

Naquela época, a oposição, encabeçada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), utilizou uma norma da Receita Federal para afirmar que o governo Lula taxaria o Pix. A forte repercussão negativa fez o Palácio do Planalto recuar e revogar a medida, que, segundo o governo, não levaria a qualquer cobrança pelo uso do sistema.

O episódio teve reflexo direto nos índices de popularidade do governo: segundo o instituto Datafolha, em fevereiro de 2025, a aprovação do terceiro mandato de Lula desabou para 24%, enquanto a reprovação atingiu o recorde de 41% — patamares dos quais o petista nunca se recuperou totalmente.

“O PT nunca esteve ao lado do Pix. Nós defendemos e implementamos a modernização e automação do sistema bancário brasileiro”, disse um membro do núcleo político da campanha de Flávio, sinalizando o tom de confronto adotado pelo senador.

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Após Lula usar cartaz com afirmação sobre Pix, Flávio Bolsonaro replicou frase do petista com relação a Bolsonaro
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Após Lula usar cartaz com afirmação sobre Pix, Flávio Bolsonaro replicou frase do petista com relação a Bolsonaro

Reprodução

Lula segura cartaz com a frase "O Pix é do Brasil"
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Lula segura cartaz com a frase “O Pix é do Brasil”

Ricardo Stuckert/Presidência da República

Relatório acusou Pix brasileiro de prejudicar as empresas americanas
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Relatório acusou Pix brasileiro de prejudicar as empresas americanas

Luh Fiuza/Metrópoles @Luhfiuzafotografia

EUA dizem que BC atua de forma desleal ao priorizar o Pix
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EUA dizem que BC atua de forma desleal ao priorizar o Pix

Bruno Peres/Agência Brasil

Em contrapartida, a campanha petista planeja explorar declarações recentes do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que participou das agendas de Flávio com auxiliares de Trump. Em uma entrevista, Eduardo afirmou que os EUA “têm mecanismos muito semelhantes ao Pix” e avaliou que isso abriria caminho para “você ir para uma mesa de negociação com os americanos”.

Na declaração, Eduardo fazia referência ao Zelle, um sistema privado que permite a transferência de dinheiro entre contas de clientes de instituições financeiras conveniadas.

O entorno de Flávio admite reservadamente que a fala gerou ruído e “pegou mal”, mas alega que a declaração foi distorcida. Segundo os aliados, a família Bolsonaro não defende intervenções no Pix e não colocou a ferramenta como moeda de troca na mesa de negociação com os EUA.


O desenvolvimento do Pix

  • O Pix nasceu de estudos do Banco Central que identificaram falhas em meios de pagamento, especialmente em custo e conveniência para os usuários.
  • Há documentos que mostram que, em 2014, no governo Dilma Rousseff (PT), o BC já monitorava sistemas de pagamento instantâneos e havia estabelecido recomendações para soluções de “pagamentos de varejo em tempo real e ininterruptos”.
  • Em 2016, no governo Michel Temer (MDB), o BC promoveu um workshop internacional para debater experiências de outros países com pagamentos instantâneos.
  • Dois anos depois, o BC concluiu que o mercado não conseguiria implementar sozinho uma solução aberta e assumiu a liderança do projeto.
  • Ainda em 2018, no governo Temer, foi criado um grupo de trabalho que definiu as bases do sistema; as diretrizes foram publicadas em dezembro.
  • Um ano depois, já no governo Bolsonaro, o Banco Central avançou na regulamentação e na construção da infraestrutura necessária para o funcionamento do Pix.
  • Em outubro de 2020, começou o cadastramento das chaves Pix, que superou 25 milhões de registros nos primeiros dias.
  • A operação restrita teve início em 3 de novembro de 2020; o lançamento oficial ocorreu em 16 de novembro, no governo Jair Bolsonaro.
  • Hoje, mais de 175 milhões de brasileiros já utilizaram o Pix. Em 2025, as transações somaram o recorde de R$ 35,3 trilhões.

Para acalmar a base aliada, Eduardo chegou a enviar explicações via WhatsApp: “Jamais sugeri substituir o PIX!”. Mais tarde, ele reforçou a linha de defesa adotada pelo irmão nas redes sociais e afirmou que o serviço continuará “sem taxa”.

O bombardeio petista atinge a campanha de Flávio Bolsonaro em um momento de recuperação política, semanas após o desgaste provocado pelo vazamento de diálogos nos quais ele pedia dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar um filme sobre seu pai.

Parlamentares do PL também avaliam que a divulgação do relatório do USTR com críticas ao Pix freou os ganhos da campanha de Flávio com outro anúncio do governo americano que abalou a gestão Lula: a classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

PL vai atribuir crise à política externa de Lula

Além de defender a “autoria” do Pix, uma ala da equipe de Flávio avalia que é necessário subir o tom contra Lula. A tática envolve resgatar o desgaste de escândalos antigos das gestões petistas e associar a atual ofensiva a uma tentativa de “roubar” os créditos pela ferramenta do Banco Central. “O Lula roubou no mensalão, roubou no petrolão e no escândalo do INSS. Ele agora quer roubar o Pix”, afirmou um membro da campanha.

A estratégia de contra-ataque bolsonarista também buscará explorar o que o grupo classifica como um “isolamento diplomático” do atual governo brasileiro em relação à Casa Branca sob Donald Trump. A oposição aponta a falta de diálogo da gestão Lula como a verdadeira causa por trás da proposta do novo tarifaço americano.

“O nosso papel vai ser falar o que realmente aconteceu, inclusive da dificuldade que o Lula e seus ministros têm, por questões ideológicas, de tratar de forma adequada as necessárias negociações com o nosso maior parceiro comercial, os EUA”, concluiu um interlocutor da campanha do PL.



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MS: Operação mira grupo que desviou verba e remédio de pacientes com câncer


Autoridades de Mato Grosso do Sul, com apoio de outros estados, realizam uma grande operação contra uma organização criminosa suspeita de fraudar decisões judiciais para desviar recursos públicos e medicamentos de alto custo que seriam destinados para pacientes com câncer. 

Na manhã desta quinta-feira (23), agentes cumprem cinco mandados de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão nos estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais, durante a Operação “OncoJuris”. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Garantias do Poder Judiciário em Campo Grande (MS).

Ao todo, participam da ação 84 policiais civis dos três estados, além de 39 integrantes da Receita Federal. A Receita explica que o esquema criminoso se deu com base na exploração de uma dinâmica comum para alguns pacientes oncológicos. Pessoas com câncer, em situação de vulnerabilidade socioeconômica, normalmente recorrem à Justiça para receberem remédios caros para o tratamento da doença. 

Nesses casos, o Poder Judiciário deve seguir o entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) no Tema 1234, adotando o PMVG (Preço Máximo de Venda ao Governo) como parâmetro para pagamento a fornecedores, para privilegiar a proposta de menor preço compatível com esse limite. 

Como funcionava o esquema

As investigações começaram a partir da identificação de um padrão atípico em ações judiciais: pequenas farmácias e empresas de assessoria, sem capacidade financeira ou estoque, ingressavam em processos como terceiros interessados, oferecendo medicamentos com preços muito inferiores ao PMVG.

Foi identificado que servidores da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, já exonerados, inicialmente teriam direcionado orçamentos “inflados” dessas empresas para subsidiar decisões judiciais.

Posteriormente, as próprias companhias atuariam como terceiros interessados apresentando seus orçamentos. Com base nessas informações, a Justiça autorizava o bloqueio de verbas públicas e o pagamento direto aos fornecedores indicados, acreditando que estaria preservando o recurso público.

Após o repasse, grande parte dos recursos seria desviada sob a forma de “taxas de serviço” ou “assessoria”, passando de 70%, restando apenas uma pequena parcela para a compra dos medicamentos.

Há indícios ainda de que os remédios seriam importados de forma irregular, sem os rigorosos controles sanitários da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), em nome dos próprios pacientes, por valores muito menores aos pagos pelo poder público.

A fase final do esquema também envolveria a entrega de medicamentos sem registro na Anvisa, sem número de lote e sem garantias sanitárias, colocando em risco pacientes oncológicos em estado grave. Também são investigadas possíveis falsificações de documentos fiscais e prestação de contas fraudulenta perante o Poder Judiciário.

A ação integrada desta quinta é realizada pela Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) da Polícia Civil de MS, o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) do Ministério Público sul-matogrossense, e o Núcleo de Atenção à Saúde da Defensoria Pública do estado.



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O perigo invisível das madrugadas: o que o frio extremo faz com o verniz do seu carro


Quedas bruscas de temperatura geram microfissuras na lataria; descubra como proteger a pintura do carro contra os danos causados pelo sereno intenso e pela geada

ReproduçãoVidro do carro embaçado na chuva

As baixas temperaturas trazem um inimigo silencioso para quem deixa o veículo estacionado ao ar livre. Durante a madrugada, a combinação implacável de frio, umidade e poeira ataca diretamente a camada mais superficial da carroceria. O resultado aparece algumas semanas depois na forma de manchas opacas e trincas invisíveis, forçando o proprietário a arcar com reparos estéticos de alto custo. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), a busca por serviços de repintura automotiva cresceu de forma considerável, sendo o descaso diário com as intempéries climáticas um dos principais responsáveis pelas visitas às oficinas.

Por que a umidade noturna e o gelo craquelam a lataria

O verniz automotivo funciona como a pele do veículo. Quando os termômetros despencam, a superfície metálica sofre choques térmicos ao amanhecer, expandindo e contraindo de forma contínua. Se a lataria estiver coberta por finas camadas de geada ou pelo tradicional sereno noturno misturado com poluição, essa umidade retida congela e dilata, o que abre caminho para fissuras na camada de proteção.

Ao contrário do que a maioria dos motoristas imagina, polir o carro em excesso não resolve o problema. Na realidade, a fricção mecânica constante desgasta a espessura original do verniz, deixando a cor do automóvel ainda mais exposta aos raios solares que surgem pela manhã. A saída mais inteligente exige a criação de barreiras físicas e químicas aplicadas de maneira preventiva.

Como blindar a carroceria na garagem de casa

Ajustar alguns hábitos na rotina de lavagem é o primeiro passo efetivo para evitar o desgaste do verniz. A limpeza do final de semana deve abandonar as receitas caseiras e adotar exclusivamente o sabão com pH neutro. Produtos de base solvente, álcool ou detergentes comuns removem a proteção natural das ceras e aceleram o ressecamento da pintura sob o frio.

Para os motoristas que não possuem garagem coberta, o uso de capas automotivas impermeáveis funciona como um excelente bloqueio. Contudo, o acessório de tecido ou lona só deve ser posicionado sobre o carro limpo e totalmente seco. Cobrir a lataria ainda molhada ou com poeira acumulada cria um ambiente úmido por baixo do material, o que favorece o surgimento de fungos e provoca arranhões circulares assim que o vento balança a capa.

Quanto custa manter o veículo a salvo do clima

Para garantir durabilidade à cor do automóvel, o dono do veículo precisa criar uma camada extra de proteção química. A rota mais tradicional e acessível é a aplicação manual de cera à base de carnaúba. Com um investimento médio que oscila entre R$ 40 e R$ 130 no mercado de autopeças, o próprio motorista consegue aplicar o produto, o que garante que as gotas de água escorram rapidamente sem congelar sobre a lataria.

Para quem busca comodidade e não tem tempo para o enceramento mensal, os estúdios de estética oferecem a vitrificação à base de nanocerâmica. O serviço aplica um revestimento químico robusto que repele água, sujeira e geada. Os orçamentos variam de R$ 800 para modelos compactos até R$ 2.500 para SUVs grandes, entregando um brilho espelhado que pode durar até três anos. Apesar do custo inicial pesar no orçamento, o escudo invisível diminui as lavagens detalhadas e valoriza o modelo na revenda.

A adaptação aos extremos de temperatura já começou a moldar a rotina de quem não aceita perder dinheiro na hora de passar as chaves do usado adiante. Com os revestimentos sintéticos e cerâmicos ganhando as prateleiras populares, a proteção veicular deixa de ser um preciosismo de entusiastas para integrar o pacote de manutenção financeira. O motorista que antecipa o cuidado com a carroceria garante um trânsito de inverno sem manchas e preserva integralmente o próprio patrimônio para as próximas estações.





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