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Mauro Vieira diz que tarifas dos EUA desconsideram realidade do Brasil







O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira, 4, que o governo Donald Trump ignorou os argumentos levados pelo Brasil para responder às duas investigações comerciais que terminaram com proposta de novo tarifaço ao País.

O anúncio das tarifas, antes do fim do prazo acordado entre os presidentes para tratativas, foi visto pelo governo Lula como uma decisão política do governo Trump e um tipo de ameaça.

De Paris, o ministro relatou ao Estadão como foi a conversa com o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), embaixador Jamieson Greer, na véspera. Eles se encontraram brevemente antes de uma plenária da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Lembrei a ele que o anúncio das recomendações em favor das novas tarifas contra o Brasil ocorreu dentro do prazo de 30 dias que os presidentes Lula e Trump estabeleceram para que se buscasse uma solução. Também disse a ele que isso nos obriga a redobrar esforços nos próximos dias para cumprir essa instrução dos presidentes e criar um mapa do caminho para normalizar de vez a relação no campo econômico-comercial”, disse Vieira. Ele ouviu do americano que ainda há espaço para negociação.

A interação breve ocorreu logo depois que o USTR recomendou ao presidente Trump a aplicação de novas tarifas ao País, sendo 25% por supostas práticas desleais na relação bilateral, e mais 12,5% por não proibir e coibir efetivamente a importação de produtos feitos com regime de trabalho forçado. Isso porque Greer concluiu que há prejuízo à competição com empresas americanas no País e fora dele.

As duas apurações foram conduzidas em processos com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, de 1974, e para o governo Lula vão dar base legal para Trump restituir o tarifaço, derrubado pela Suprema Corte americana. A tarifa global temporária de 10% que o substituiu está prestes a caducar.

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Na primeira investigação, os EUA acusam o Brasil de práticas desleais sobre o comércio digital e o sistema eletrônico de pagamentos (Pix), combate à corrupção falho, existência de pirataria (propriedade intelectual), prevalência do desmatamento ilegal, de dar tarifas preferenciais a México e Índia e de não permitir o acesso ao mercado de etanol.

Na segunda, afirmaram dizem que é injustificável a falha do Brasil nas políticas e práticas contra o trabalho escravo. O USTR diz que os casos de trabalho análogo à escravidão na cadeia da pecuária brasileira dão vantagem competitiva ao Brasil, em competição com os americanos, na disputa pelo mercado de carne bovina congelada na China, de quem também cobram fiscalização.

“As recomendações desta semana do USTR não indicaram nenhuma disposição de levar em conta nossos argumentos e a nossa realidade”, afirmou Vieira, citando dois exemplos: desmatamento e etanol.

“A questão do desmatamento chama a atenção pela injustiça: sob a liderança do presidente Lula, o Brasil reduziu o problema, com números impressionantes, e caminha para cumprir a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030. As autoridades norte-americanas sabem disso”, afirmou o chanceler.

“Se compararmos com 2022, último ano da gestão Bolsonaro, reduzimos pela metade, em 2025, a área desmatada na Amazônia Legal. E de acordo com levantamento do MapBiomas, divulgado há poucos dias, no ano passado o desmatamento nos seis biomas brasileiros foi o menor nos últimos anos”, disse Vieira.

“Em vez de tarifas, o que o governo norte-americano deveria fazer era nos dar os parabéns pela rápida e significativa redução nas taxas de desmatamento. Isso sem falar no Pix, que é um patrimônio dos brasileiros.”

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De todos os seis quesitos investigados pelos EUA, há desde o ano passado nos bastidores do governo uma discussão sobre ceder ou não no etanol. O caso é a tarifa mais explicitamente questionada nos documentos do USTR. Os EUA se queixam de aplicar uma tarifa de 2,5% ao etanol brasileiro e de o Brasil praticar uma de 18%.

O governo brasileiro, porém, desde o ano passado, em linha com o setor privado, decidiu responder vinculando o etanol às barreiras de acesso do açúcar no mercado dos EUA. O argumento é reforçado pelo ministro. O Itamaraty não quer antecipar que posição vai levar à mesa.

“No caso do etanol, cabe lembrar que eles se queixam da nossa tarifa, mas cobram tarifa quatro vezes maior para importar o nosso açúcar”, disse.

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Caso Vitória: Maicol era obcecado por ela, diz polícia


A Polícia Civil de São Paulo informou, na manhã desta terça-feira (18), que a jovem Vitória Regina foi morta a golpes de faca ao reagir no momento em que foi abordada por Maicol dos Santos, único responsável por sua morte.

Caso Vitória: do sequestro à confissão, entenda como jovem foi morta

“A motivação foi o fato dele ser obcecado pela vítima”, disse a polícia.

Além de confessar a morte da jovem, Maicol também detalhou para a polícia como Vitória foi assassinada:

  • Maicol seguia Vitória em redes sociais e no caminho que a jovem fazia de casa para o trabalho
  • Pelas redes sociais, Maicol viu que ela postou o que faria naquele dia.
  • Maicol vai até o ponto final do ônibus e espera Vitória descer do veículo
  • Os dois se conheciam de vizinhança
  • Maicol convida Vitória a entrar no automóvel e a jovem aceita
  • Em determinado momento, Vitória começa a se debater e Maicol a atinge no pescoço com golpes de faca

Entenda a motivação que levou Maicol a matar Vitória

Único autor

A Polícia de São Paulo afirmou que Maicol Antonio Sales dos Santos foi o único autor da morte de Vitória Regina, de 17 anos, no início do mês em Cajamar, região metropolitana de São Paulo.

A informação foi confirmada pelo delegado Luiz Carlos do Carmo, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro). A polícia revelou que Maicol se mostrou “obcecado” por Vitória e a seguia desde o ano passado.

“Ontem a noite ele quis confessar o crime. A confissão foi tomada pelo doutor Fábio. Ficou muito claro que ele era obcecado pela vítima”, disse o Dr. Carmo em conversa com a imprensa.

Causa da morte

A polícia revelou, ainda, a causa da morte de Vitória. A jovem de 17 anos morreu de hemorragia traumática, em decorrência de golpes de faca na região do pescoço.

Segundo apontado pela investigação, Maicol confessou que esfaqueou Vitória. A vítima reagiu a uma ação dele e foi esfaqueada.



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Brasil projeta queda de até 92,6% em emissões da pecuária até 2050

O Brasil apresentou na sede da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), em Roma, um estudo científico detalhado que projeta uma redução de até 92,6 % na intensidade de emissões da pecuária de corte até 2050.

O trabalho “Trajetórias de Descarbonização da Pecuária de Corte no Brasil 2025 a 2050” foi desenvolvido pelo FGV Agro em parceria com a ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) e apresentado pela ApexBrasil durante a Quarta Sessão do Subcomitê de Pecuária do COAG (Comitê de Agricultura da ONU).

A apresentação ocorreu em um momento considerado estratégico para o debate climático global, no qual o setor agropecuário é pressionado a aumentar a produção de alimentos ao mesmo tempo em que reduz impactos ambientais.

Diante de delegações internacionais e especialistas da FAO, o estudo foi apresentado como uma resposta baseada em ciência e tecnologia tropical, com foco em demonstrar que o Brasil pode ampliar a oferta global de carne bovina com menor intensidade de emissões.

O diretor de Produção e Sanidade Animal e Diretor-Geral Assistente da FAO, Thanawat Tiensin, destacou a necessidade de cooperação internacional.

Ele afirmou que a transformação da pecuária sustentável depende de um esforço conjunto entre governos, produtores, setor privado, academia e instituições de pesquisa, ressaltando que cada país precisa encontrar seu próprio caminho dentro da Agenda 2030.

O estudo apresentado detalha cenários de descarbonização que indicam que o Brasil pode reduzir não apenas a intensidade, mas também parte das emissões absolutas da pecuária ao longo das próximas décadas.

No cenário de referência, as emissões poderiam cair até 60% até 2050, enquanto a intensidade de carbono da carne bovina recuaria cerca de 80%, passando de aproximadamente 80 quilogramas de CO₂ equivalente por quilo de carne para cerca de 16 quilogramas.

No cenário mais ambicioso, com maior adoção de tecnologias e expansão do Plano ABC+, a redução da intensidade chegaria a 92,6%, atingindo cerca de 5 quilogramas de CO₂ equivalente por quilo de carne produzida.

Segundo a pesquisadora da FGV Agro, Camila Estevam, os resultados do modelo matemático mostram que as tendências já em curso no setor agropecuário brasileiro são capazes de promover mudanças estruturais significativas. Ela destacou que a combinação entre recuperação de pastagens degradadas, sistemas integrados e manejo eficiente do solo é central para o resultado projetado.

Ela afirmou que o carbono fixado no solo pela integração lavoura pecuária floresta e pela recuperação de áreas degradadas atua diretamente na compensação das emissões da atividade.

O estudo também evidencia o chamado efeito poupa terra, que descreve o ganho de eficiência produtiva da pecuária brasileira. Entre 2004 e 2024, a produção de carne bovina no país cresceu mais de 240%, enquanto a área total de pastagens caiu cerca de 11%, passando de aproximadamente 181 milhões de hectares para 160 milhões de hectares.

Esse desacoplamento entre produção e uso da terra resultou na economia de cerca de 397 milhões de hectares que seriam necessários caso os níveis de produtividade de 1990 fossem mantidos.

No cenário projetado mais avançado, o Brasil poderia estabilizar a produção em cerca de 18,2 milhões de toneladas de carcaça em 2050, mesmo com redução adicional de até 35% da área de pastagens.

Esse aumento de eficiência estaria associado ao crescimento de aproximadamente 31% no peso médio das carcaças, que passariam de cerca de 211 quilogramas para 277 quilogramas por animal abatido.

Durante a apresentação, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou que o Brasil busca levar ao debate internacional uma visão baseada em dados e evidências científicas.

Ele afirmou que a pecuária brasileira tem condições de avançar na agenda climática sem abrir mão da produtividade e reforçou o papel da agência na promoção da imagem do país como fornecedor confiável de alimentos.

Müller também destacou a importância da Integração Lavoura Pecuária Floresta como diferencial competitivo do modelo brasileiro. Segundo ele, o país já conta com cerca de 17 milhões de hectares sob sistemas integrados, o que permite maior eficiência no uso da terra e redução da pegada de carbono por unidade produzida. Ele afirmou que o Brasil possui um modelo tropical único que combina produção agrícola, pecuária e florestal na mesma área.

O estudo reforça ainda que o Brasil ocupa posição relevante no cenário global de uso da terra e preservação ambiental. O país utiliza cerca de 30,2% de seu território para atividades agropecuárias, enquanto mantém aproximadamente 66,3% de vegetação nativa preservada, sendo que cerca de 33,2% está protegida por legislação ambiental dentro de propriedades privadas.

No contexto internacional, o relatório também compara o Brasil com grandes blocos produtivos. Segundo os dados apresentados, o Mercosul opera com rebanho no menor nível dos últimos seis anos, a América do Norte registra o menor rebanho em 70 anos e a União Europeia enfrenta o menor rebanho em três décadas. Já o Brasil mantém o maior rebanho comercial do mundo, com aproximadamente 192,6 milhões de cabeças de gado em 2024.

O estudo também detalha o conceito de emissões da pecuária brasileira dentro do inventário nacional de gases de efeito estufa. A fermentação entérica responde pela maior parte das emissões do setor agropecuário, representando cerca de 63% das emissões do segmento em 2021, seguida pelo manejo de solos e sistemas de produção, incluindo arroz irrigado e uso de fertilizantes e insumos.

O relatório também destaca que práticas como aração intensiva e uso excessivo de calcário podem contribuir para emissões adicionais de carbono, enquanto sistemas conservacionistas reduzem esse impacto.

Outro ponto abordado é a redução da intensidade de emissões por animal ao longo do tempo. Apesar do aumento do rebanho e da produção total, houve queda aproximada de 8% nas emissões por cabeça, resultado de melhorias em manejo de pastagens, nutrição animal e genética.

Isso indica que o sistema produtivo brasileiro vem se tornando mais eficiente em termos de emissões por unidade produzida, ainda que o volume total tenha aumentado.

O estudo também destaca o papel da remoção de carbono, diferenciando tecnologias industriais de captura e armazenamento de carbono das práticas agropecuárias. O Brasil aparece como um dos líderes globais em remoção associada a matriz energética e biocombustíveis, como etanol de cana, etanol de milho, biodiesel e uso de biomassa. Essa combinação coloca o país como o segundo maior em capacidade de remoção entre tecnologias avaliadas, atrás apenas dos Estados Unidos.

Durante fala técnica em evento promovido pela Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), o pesquisador da Embrapa, Roberto Giolo de Almeida, reforçou o papel central do estado na modernização da pecuária brasileira e na adoção do Plano ABC. Ele destacou que o Mato Grosso se tornou uma referência nacional em agricultura de baixa emissão, com forte integração entre ciência, setor produtivo e políticas públicas.

Ele também destacou que todos os estados brasileiros possuem comitês do Plano ABC, mas que no Mato Grosso esse trabalho está mais estruturado e em plena execução por meio de programas como o ABC Mais em Ação.

Segundo ele, o Plano ABC deve ser compreendido como uma estratégia de eficiência produtiva e não apenas como uma política ambiental, pois permite produzir mais com menor impacto ambiental e maior resiliência climática.

O pesquisador reforçou ainda que a pecuária brasileira já apresenta queda nas emissões por animal em função da melhoria de pastagens, nutrição e genética, embora o aumento da produção total tenha elevado o volume global de emissões. Esse movimento, segundo ele, demonstra ganho de eficiência e reforça a importância da intensificação sustentável.

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Lava Jato: executivos são condenados a até 14 anos de prisão por fraude em licitações


Seis pessoas foram condenadas por corrupção e lavagem de dinheiro em contratos fraudados com a Petrobras.

Fernando Frazão / Agência BrasilPetrobras anuncia lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025

A Justiça Federal no Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros de empreiteiras acusados por corrupção e lavagem de dinheiro a até 14 anos e sete meses de prisão em uma ação remanescente da extinta Operação Lava Jato sobre contratos fraudados com a Petrobras.

A sentença é da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, base e origem da investigação que apontou esquema de cartel de empreiteiras e distribuição de propinas para ex-diretores da petrolífera e políticos, entre 2004 e 2014. Na condição de vítima, a Petrobras atuou como assistente da acusação no processo.

Cabe recurso aos empresários condenados. O criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende um dos sentenciados (Carlos Maurício Lima de Paula Barros), disse que vai ingressar com apelação.

Lista de condenados

– Carlos Maurício Lima de Paula Barros foi condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro a 12 anos, 2 meses e 7 dias de prisão em regime fechado.

– Jesús de Oliveira Ferreira Filho foi condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro a 14 anos, 7 meses e 15 dias de prisão em regime fechado.

– Ricardo Teixeira Fontes foi condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro a 13 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em regime fechado.

– Flávio Henrique de Oliveira Macedo foi condenado por lavagem de dinheiro a 7 anos, 6 meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto.

– Eduardo Aparecido de Meira foi condenado por lavagem de dinheiro a 7 anos, 6 meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto.

– Igor Belan foi condenado por lavagem de dinheiro a 7 anos, 6 meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto.

A sentença, de 107 páginas, é do juiz Guilherme Roman Borges. Ele acolheu denúncia do Ministério Público Federal que abarca ex-executivos de uma empresa de engenharia industrial e operadores financeiros.

 





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Rock in Rio deve movimentar R$ 3,36 bilhões na economia do RJ


Com o início da venda de ingressos na próxima segunda-feira (dia 8), o Rock in Rio projeta injetar R$ 3,36 bilhões na economia da cidade do Rio de Janeiro. A estimativa, elaborada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), representa um crescimento de 5% em relação aos R$ 3,2 bilhões movimentados pela edição de 2024.

O cálculo considera os gastos dos visitantes com hospedagem, alimentação, transporte, turismo e outros serviços durante o período do festival, que tem público estimado em 700 mil pessoas.

Com público estimado em 700 mil pessoas em 2026, o festival deve impulsionar diretamente setores como turismo, hotelaria, transporte, alimentação, comércio e entretenimento.

Leia também: Grupo Dreamers: a empresa que criou o Rock in Rio e tem faturamento bilionário

A venda do Rock in Rio Card para esta edição já registrou aumento de 20% no número de compradores de fora do estado do Rio de Janeiro em relação à edição de 2024. Pessoas de outros estados representam 55% do público que adquiriu ingressos nessa modalidade, de acordo com a organização do festival.

Para marcar o início das vendas na segunda-feira, o evento promoverá uma ação com 20 paramotores que sobrevoarão as praias da cidade, do Leme ao Recreio, neste fim de semana.

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Partindo do Recreio dos Bandeirantes, os paramotores seguirão pela orla carioca, passando pela Praia da Reserva, Barra da Tijuca, São Conrado, Ipanema, Copacabana e Leme, antes de retornarem ao ponto de origem em um percurso de aproximadamente uma hora e meia. A ação também contará com guitarras gigantes espalhadas pela cidade.

— O Rio movimentou R$ 41 bilhões com a indústria criativa no ano passado. A cidade recebe cerca de 12 milhões de turistas por ano, número muito semelhante ao total de pessoas que já recebemos nas edições do Rock in Rio até hoje — diz Roberto Medina.

Segundo o estudo, a cada R$ 1 investido na realização do festival, outros R$ 6,59 são movimentados na economia brasileira.



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Caso Vitória: veja como foi a dinâmica do crime, segundo a polícia


A morte da jovem Vitória Regina, de 17 anos, foi esclarecida pela Polícia Civil de São Paulo. O único autor, Maicol dos Santos, confessou que matou Vitória e jogou seu corpo em um terreno baldio na cidade de Cajamar, região metropolitana de São Paulo.

Além de confessar a morte da jovem, Maicol também detalhou para a polícia como Vitória foi assassinada:

  • Maicol seguia Vitória em redes sociais e no caminho que a jovem fazia de casa para o trabalho
  • Pelas redes sociais, Maicol viu que ela postou o que faria naquele dia.
  • Maicol vai até o ponto final do ônibus e espera Vitória descer do veículo
  • Os dois se conheciam de vizinhança
  • Maicol convida Vitória a entrar no automóvel e a jovem aceita
  • Em determinado momento, Vitória começa a se debater e Maicol a atinge no pescoço com golpes de faca

Entenda a motivação que levou Maicol a matar Vitória

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A Polícia de São Paulo afirmou que Maicol Antonio Sales dos Santos foi o único autor da morte de Vitória Regina, de 17 anos, no início do mês em Cajamar, região metropolitana de São Paulo.

A informação foi confirmada pelo delegado Luiz Carlos do Carmo, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro). A polícia revelou que Maicol se mostrou “obcecado” por Vitória e a seguia desde o ano passado.

“Ontem a noite ele quis confessar o crime. A confissão foi tomada pelo doutor Fábio. Ficou muito claro que ele era obcecado pela vítima”, disse o Dr. Carmo em conversa com a imprensa.

Caso Vitória: do sequestro à confissão, entenda como jovem foi morta

Causa da morte

A polícia revelou, ainda, a causa da morte de Vitória. A jovem de 17 anos morreu de hemorragia traumática, em decorrência de golpes de faca na região do pescoço.

Segundo apontado pela investigação, Maicol confessou que esfaqueou Vitória. A vítima reagiu a uma ação dele e foi esfaqueada.



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Congresso Nacional de Psicodrama leva reflexão a mulheres em situação de prisão – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul


O EPFIIZ (Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”) recebeu, nesta semana, uma atividade especial integrada à programação do 25º CBP (Congresso Brasileiro de Psicodrama), que neste ano acontece em Campo Grande com o tema “Territórios, Memórias e Transformações”. A ação reuniu cerca de 40 mulheres privadas de liberdade, divididas em dois grupos, em uma experiência coletiva de reflexão, escuta e fortalecimento de trajetórias de vida.

Denominada “Psicodrama In Cárcere”, a iniciativa faz parte das Ações Sociodramáticas da etapa “Memórias em Ato”, proposta pela Febrap (Federação Brasileira de Psicodrama), que celebra seus 50 anos de atuação no país levando o conhecimento para além dos espaços acadêmicos e aproximando-o de contextos sociais diversos.

A atividade utilizou a metodologia psicodramática, reconhecida por promover a expressão de sentimentos, a construção de vínculos e a reflexão sobre experiências individuais e coletivas. Por meio de dinâmicas conduzidas por profissionais especializados, as participantes foram convidadas a revisitar memórias, refletir sobre suas histórias e projetar novas perspectivas para o futuro.

A condução dos trabalhos ficou a cargo dos psicólogos Carolina Arguelles Poletto, Laura Sperafico e Vinnicius Stangler Schneider, integrantes do coletivo Ato Vivo de Psicodrama, do Rio Grande do Sul, com experiência em grupos reflexivos e intervenções voltadas a populações em situação de vulnerabilidade social. Os trabalhos foram acompanhados pelo representante do 25º CBP, Rômulo Said Monteiro, que articulou a realização junto à Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

Segundo a organização do congresso, a proposta dialoga diretamente com os três eixos centrais do evento: território, entendido como o espaço físico, social e simbólico ocupado por cada indivíduo; memória, como elemento fundamental na construção da identidade e da história coletiva; e transformação, essência do psicodrama e das práticas voltadas ao desenvolvimento humano.

A realização da atividade dentro da unidade prisional, segundo os organizadores, busca de desenvolver ações que promovam a assistência integral às pessoas privadas de liberdade, contribuindo para o fortalecimento da autoestima, da consciência coletiva e da construção de novos projetos de vida.

A iniciativa foi acompanhada por servidores da unidade penal e representantes da área de assistência.

Realizado pela FEBRAP, o 25º Congresso Brasileiro de Psicodrama reúne profissionais, pesquisadores e estudantes de diversas regiões do país para discutir práticas, experiências e desafios relacionados à ciência dos grupos, à saúde mental e às transformações sociais contemporâneas.

Texto: Keila Oliveira, Agepen/MS.



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Governo prorroga prazo de inscrição para o Enem 2026. Veja nova data


Candidatos terão mais uma semana para se inscrever no Enem 2026. Prazo para pagamento da taxa também foi ampliado até 17 de junho



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Petrobras prevê importar uma carga de diesel em junho


“A Petrobras não realizou importações de diesel em maio de 2026. Para junho, está prevista apenas uma carga de importação, com chegada no fim do mês”, informou a estatal

A Petrobras prevê importar uma carga de diesel em junho, informou a estatal por meio de nota à Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A empresa não detalhou volumes. “A Petrobras não realizou importações de diesel em maio de 2026. Para junho, está prevista apenas uma carga de importação, com chegada no fim do mês”.

A possibilidade de importação para o período já estava no radar do mercado. Durante coletiva de imprensa da estatal para comentar os resultados financeiros do primeiro trimestre, a diretora de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Angélica Laureano, comentou que a sazonalidade da safra agrícola levaria a Petrobras a importar diesel no segundo semestre.

A informação de hoje,m5, foi divulgada inicialmente pelo jornal Valor Econômico.

Em ocasiões recentes, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reiterou que a estatal está comprometida com a autossuficiência do Brasil em diesel até 2030.



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SP: Alunos de medicina fazem foto segurando bandeira com alusão a estupro


Durante um jogo universitário no último sábado (15), mais de 20 estudantes de medicina da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, foram fotografados segurando uma bandeira com a inscrição “entra p****, escorre sangue”.

A frase, que remete ao crime de estupro, foi retirada de um antigo “hino” da atlética de medicina, banido em 2017.

O  Coletivo Francisca – grupo formado por alunas e ex-alunas da faculdade – divulgou uma nota via Instagram denunciando o ocorrido. No comunicado, o grupo afirmou que a exibição do cartaz fere a dignidade sexual e ameaça o bem-estar das mulheres que circulam nos corredores da instituição. 

“Não vamos tolerar qualquer ato ou fala que tente instaurar o medo e a opressão”, afirmaram as integrantes. O grupo também cobrou um posicionamento da Atlética, pedindo que a organização adote medidas que assegurem a saúde mental e física de todas as mulheres presentes no ambiente acadêmico. 

Em resposta, a Faculdade Santa Marcelina utilizou as redes sociais para se posicionar. A instituição expressou repúdio ao episódio e ressaltou que, no ato da matrícula, os alunos assumem um compromisso de respeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à legislação vigente. 

Também foi anunciado a abertura de um procedimento de sindicância interna para apurar os fatos. A faculdade afirmou que os estudantes envolvidos poderão ser penalizados com advertências, suspensão ou até desligamento, conforme a gravidade da infração e os preceitos institucionais.

A Polícia Civil, por meio da 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias do caso. A unidade segue à disposição para receber denúncias que possam contribuir para o aprofundamento das investigações. 

A CNN entrou em contato com a Associação Atlética Acadêmica Pedro Vital, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. 

Nota publicada pela Faculdade Santa Marcelina: 

“A Faculdade Santa Marcelina se manifesta veementemente contrária ao ocorrido no último dia 15 de fevereiro, em uma competição esportiva que contou com a participação de estudantes do curso de Medicina, integrantes da Associação Atlética Acadêmica (AAAPV).

A instituição esclarece que, no ato de matrícula, o aluno aceita um compromisso formal com a faculdade, de respeito aos seus princípios éticos e morais, à dignidade acadêmica e à legislação vigente. Atitudes como essa constituem agravo à instituição e sua tradição, missão e valores e também à sociedade como um todo.

Nesse sentido, a Faculdade Santa Marcelina já iniciou um procedimento de sindicância interna para apuração dos fatos e os alunos da instituição responsáveis pelos atos (que ocorreram fora de suas dependências) serão penalizados conforme os princípios estabelecidos e a gravidade da infração. Entre as punições estão advertências verbais e escritas, suspensão e até desligamento (expulsão) da faculdade.” 



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