Os preços do café encerraram a sessão desta quinta-feira (6) em queda nas bolsas internacionais, pressionados pelas condições climáticas favoráveis ao avanço da colheita no Brasil.
Na Bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em dezembro recuou 1,72%, fechando cotado a US$ 3,06 por libra-peso.
Segundo a Barchart, a previsão de tempo seco nas principais regiões produtoras brasileiras deve favorecer a secagem dos grãos e acelerar os trabalhos de colheita, aumentando a oferta da commodity no mercado.
A consultoria Climatempo informou que não foram registradas chuvas na semana encerrada em 2 de agosto em Minas Gerais, principal estado produtor de café arábica do Brasil. A ausência de precipitações reforçou a expectativa de avanço da colheita e contribuiu para a pressão sobre as cotações.
Cacau
Os preços do cacau voltaram a recuar na Bolsa de Nova York nesta sessão, pressionados pelas expectativas de aumento da oferta global.
O contrato com vencimento em setembro fechou o dia em queda de 1,80%, cotado a US$ 5.776 por tonelada.
Segundo a Barchart, o mercado foi influenciado por sinais de recuperação da produção em Gana, segundo maior produtor mundial da commodity. A agência reguladora do cacau do país informou que a colheita da safra 2025/26, que se encerra no fim deste mês, alcançou 750 mil toneladas, volume 25,6% superior às 597 mil toneladas registradas na temporada 2024/25.
O avanço da produção em Gana reforça a perspectiva de maior disponibilidade de cacau no mercado internacional, fator que contribuiu para a pressão sobre as cotações pelo segundo pregão consecutivo.
Açúcar
Os preços do açúcar avançaram no mercado internacional, impulsionados pelas preocupações com a oferta brasileira.
Na Bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em outubro subiu 2,77%, encerrando o pregão cotado a 15,77 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo a Barchart, as cotações foram sustentadas pela queda na produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil. Dados da Unica mostram que a fabricação da commodity na região totalizou 3,903 milhões de toneladas em junho, volume 26,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
A redução da oferta brasileira levou os contratos futuros a atingirem os maiores níveis dos últimos meses, refletindo a preocupação do mercado com a disponibilidade global de açúcar.
Suco de Laranja
Os contratos futuros do suco de laranja encerraram o pregão em baixa. O vencimento para setembro recuou 3,99%, fechando cotado a US$ 1,51 por libra-peso.
Algodão
Já no caso do algodão, o contrato futuro para entrega em dezembro fechou com leve ganho de 0,17% e precificado em 83,16 centavos de dólar a libra-peso.
De acordo com o Barchart, os contratos futuros de algodão permanecem praticamente estáveis nesta sessão após os dados de exportação indicaram cancelamento líquido de 55.855 fardos de algodão da safra 2025/26 na semana encerrada em 30 de julho, o menor saldo registrado no ano comercial. Em contrapartida, as vendas da nova safra somaram 242.052 fardos, o terceiro maior volume do ano. Os embarques da semana totalizaram 222.830 fardos.



