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Ciclone bomba no Brasil: quais estados serão afetados pelo fenômeno


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de grande perigo para a formação de um ciclone bomba que pode atingir o Sul do Brasil nos próximos dias. O sistema pode trazer temporais, granizo e ventanias severas para algumas regiões do país.

De acordo com o Inmet, o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, sul e oeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul estão em alerta de “perigo”, que indica risco de impactos significativos.

Outras áreas do Sul, parte de Mato Grosso do Sul e a divisa entre São Paulo e Paraná estão com aviso para “perigo potencial“.

O sistema começa a se formar a partir das 9h de quinta-feira (6), e deve ganhar força entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul. A fase de maior intensidade está prevista para o sábado. 

Na região Sul, segundo o Inmet, os principais impactos ocorrem entre quinta e sábado. Estão previstos temporais, descargas elétricas e queda de granizo, especialmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde as rajadas de vento podem superar os 90 km/h.

Embora o centro do ciclone se forme sobre o oceano, ele deve impulsionar frentes frias que podem causar ventanias em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O maior risco de ventos fortes é na sexta, com rajadas que podem variar entre 90 km/h e 110 km/h no litoral paulista e fluminense.

Já regiões como Campinas, Ribeirão Preto e o Sul de Minas Gerais podem registrar ventos de 71 a 90 km/h. 

O que é o ciclone bomba

O fenômeno, tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese, ocorre quando um sistema de baixa pressão atmosférica se intensifica de forma muito rápida. Ele recebe esse nome pela forma explosiva como se origina.

Para receber a classificação, a pressão central do sistema deve cair pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. O processo acontece principalmente em regiões de alta latitude, onde massas de ar muito frias encontram massas de ar mais quentes. 

Segundo as previsões, a pressão central do ciclone deve cair de 967 hPa na sexta-feira (7) para cerca de 941 hPa no sábado (8), o que confirma o processo de bombogênese. 

Queda na temperatura e o pós-ciclone

Após a passagem do ciclone e da frente fria, a entrada de uma massa de ar frio deve provocar uma queda nas temperaturas. O frio deve se intensificar no Sul a partir de domingo (9) e avançar para áreas do Centro-Oeste e Sudeste nos dias subsequentes.

As autoridades recomendam que a população acompanhe as atualizações meteorológicas, já que a trajetória e a intensidade do sistema podem sofrer ajustem conforme o fenômeno evolui.



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Aulas são suspensas no RJ após previsão de vendaval


O governo e a prefeitura do Rio de Janeiro suspenderam as aulas de sexta-feira (7) da rede pública de ensino em razão da intensificação da previsão de vendaval no estado. O Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) colocou a capital fluminense em Estágio 2 de alerta.

A previsão é de que os ventos superem 90 km/h na região metropolitana do Rio em razão da combinação do ciclone bomba e de uma frente fria. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja para a área litorânea do estado.

A passagem de um sistema de baixa pressão, a partir desta quinta-feira (6), sobre o norte da Argentina e o Paraguai, pode dar origem a um ciclone extratropical com características mais intensas, o chamado ciclone bomba.

Segundo o astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), Micael Cecchini, o sistema de baixa pressão ocorre quando uma massa de ar muito fria se aproxima de outra massa de ar quente e a diferença de temperatura causa uma rápida diminuição da pressão entre elas.

Na prática, isso causa um ciclone, que, para ser considerado bomba, ou ciclogênese explosiva, que é o nome científico do fenômeno, precisa apresentar uma queda na pressão atmosférica, a partir de 24 hPa (milibares) em um período de 24 horas.

“Milibares é a unidade de pressão que a gente usa para medir a pressão atmosférica”, explica o professor, que recebe apoio do Instituto Serrapilheira.

A previsão é de que isso ocorra na passagem do sistema pela região entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, no Brasil.

Como a pressão é mais baixa e a diferença de temperatura é mais intensa nos casos de formação de ciclone bomba, então as tempestades se formam na divisa entre as duas massas.

“A massa de ar frio avança por baixo da massa de ar quente, porque ela é mais densa, e aí faz o ar quente subir, e é o que forma as nuvens e as tempestades. Se a diferença de temperatura é grande, essa ascensão vai ser mais intensa”.

A consequência são tempestades mais intensas, com descarga elétrica e possibilidade de granizo.

As imagens de satélite apontam que os ventos mais intensos devem ocorrer principalmente sobre o Oceano Atlântico, com velocidade que pode superar 100 quilômetros por por km/h.

Com informações de Agência Brasil



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Ciclone bomba chega ao Brasil hoje e Defesa Civil Nacional faz alerta


A Defesa Civil Nacional emitiu um alerta à população para a chegada de um ciclone bomba ao Brasil a partir das 9h desta quinta-feira (6). O fenômeno deve atingir principalmente as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste com uma frente fria que vai causar ventania e temporais nos próximos dias.

Segundo o órgão, alertas de emergência serão emitidos por meio de aplicativos em aparelhos celulares, como SMS, Whatsapp, Telegram e Google Public Alerts, e em televisões por assinatura, conforme a passagem do ciclone.

A região Sul deve ser a mais afetada, principalmente o Rio Grande do Sul, que está em alerta vermelho (de grande perigo) segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

As chuvas podem passar de 100 milímetros por dia e os ventos podem ficar acima de 100 km/h no estado gaúcho na sexta-feira (7). Também há previsão de granizo.

Também há chances de tempestade e ventania nos estados de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, além do litoral de São Paulo.

Em caso de emergências, a população pode entrar em contato com a Defesa Civil por meio do SMS, enviando o CEP do local atingido para o número 40199, ou do WhatsApp, para (61) 2034-4611.

O que é o ciclone bomba?

O ciclone bomba, como popularmente é chamado, consiste na formação de um ciclone extratropical intenso. A partir desta quinta, a formação do fenômeno pode trazer temporais, granizos e ventanias fortes para algumas regiões brasileiras, assim como para a Argentina e o Uruguai.

Tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese, o ciclone bomba ocorre quando um sistema de baixa pressão atmosférica se intensifica de forma muito rápida. Ele recebe esse nome pela forma explosiva como se origina.

Para receber a classificação, a pressão central do sistema deve cair pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. O processo acontece principalmente em regiões de alta latitude, onde massas de ar muito frias encontram massas de ar mais quentes.

Efeitos pós-ciclone bomba

Após a passagem do fenômeno, a entrada de uma massa de ar frio deve provocar uma queda nas temperaturas. O frio deve se intensificar na Região Sul a partir de domingo (9) e avançar para áreas do Centro-Oeste e Sudeste nos outros dias.

As autoridades recomendam que a população acompanhe as atualizações meteorológicas, já que a trajetória e a intensidade do sistema podem sofrer ajustem conforme o fenômeno evolui.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo



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Ciclone Bomba: veja regiões com previsão de ventos fortes no estado de SP


A Defesa Civil do Estado de São Paulo colocou, a partir desta quinta-feira (6), nove, das 16 regiões do estado, em alerta vermelho – risco muito ato – para o ciclone bomba que causará ventos no país.

O fenômeno deve causar pancadas de chuva, ventania e descargas elétricas. A previsão é de ventos de até 100 km/h. 

Regiões e municípios em alerta vermelho (risco muito alto):

  • Região Metropolitana
  • Marília
  • Bauru
  • Itapeva
  • Registro
  • Sorocaba
  • Campinas
  • Santos
  • Vale do Paraíba
  • Litoral Norte

Regiões e municípios em alerta laranja (risco alto):

  • Araçatuba
  • Araraquara
  • Barretos
  • Franca
  • Presidente Prudente
  • Ribeirão Preto
  • São José do Rio Preto

Apesar do ciclone atingir principalmente o Rio Grande do Sul, o fenômeno também passará com intensidade por São Paulo. O sistema chega no estado como uma frente fria. 

A previsão para o território paulista para esta quinta-feira (6), é de ventos de intensidade moderada a forte, de até 70 km/h.

Na sexta-feira (7), o ciclone chega com ventos fortes ou muito fortes, podendo chegar até 100 km/h.  A partir de sábado (8), o sistema deve começar a perder força.

A Defesa Civil alerta também para a previsão de pancadas de chuva e descargas elétricas nestes dias. Segundo o órgão, esta combinação pode aumentar os riscos à população e provocar transtornos em diferentes regiões do estado.

A Baixada Santista está em alerta como uma das regiões com maior chance de ventos fortes e maior risco no estado. De acordo com a Defesa Civil, a serra do mar impede a ascensão dos ventos, funcionando como um refletor que pode aumentar ainda mais a intensidade da ventania.

Veja movimentação das nuvens:

 

O que é o ciclone bomba

O fenômeno, tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese, ocorre quando um sistema de baixa pressão atmosférica se intensifica de forma muito rápida. Ele recebe esse nome pela forma explosiva como se origina.

Para receber a classificação, a pressão central do sistema deve cair pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. O processo acontece principalmente em regiões de alta latitude, onde massas de ar muito frias encontram massas de ar mais quentes. 

Segundo as previsões, a pressão central do ciclone deve cair de 967 hPa na sexta-feira (7) para cerca de 941 hPa no sábado (8), o que confirma o processo de bombogênese. 

Queda na temperatura e o pós-ciclone

Após a passagem do ciclone e da frente fria, a entrada de uma massa de ar frio deve provocar uma queda nas temperaturas. O frio deve se intensificar no Sul a partir de domingo (9) e avançar para áreas do Centro-Oeste e Sudeste nos dias subsequentes.

As autoridades recomendam que a população acompanhe as atualizações meteorológicas, já que a trajetória e a intensidade do sistema podem sofrer ajustem conforme o fenômeno evolui.



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Fedecarne alerta para falta de carne com fronteira fechada no Chile

O presidente da Fedecarne (Federação Nacional de Produtores de Carne Bovina), Ignacio Besoain, abordou a situação do Complexo Fronteiriço Integrado Cristo Redentor-Los Libertadores, que permanece fechado há mais de 20 dias.

Diante desse cenário, a entidade expressou sua preocupação devido ao fato de uma quantidade significativa de carne permanecer sem conseguir entrar no país a um mês das esperadas Festas Pátrias, período em que muitas famílias se reúnem para compartilhar um churrasco.

Vale mencionar que, como alternativa, está sendo utilizada a passagem de fronteira Cardenal Samoré.

“Se isso continuar, provavelmente poderá gerar algum nível de desabastecimento de carne, considerando que o Chile depende de uma parcela importante das importações para o seu consumo, próxima de 70%. Não é que, neste momento, haja desabastecimento, nem tampouco exista um aumento significativo no preço da carne. Mas, se isso continuar, de fato as implicações podem seguir nessa direção: pode haver um aumento dos preços, porque há uma menor oferta de carne, principalmente importada, e também algum nível de menor disponibilidade”, explicou Besoain em entrevista ao The Clinic.

Em relação ao cenário que poderá se apresentar durante setembro, ele alertou que, se a situação continuar, haverá impacto, já que “todos os açougues e supermercados começam seu processo de abastecimento e, se não contarmos, do ponto de vista do consumo, com carne importada, efetivamente poderemos ver efeitos de maior impacto”.

“Se, eventualmente, o cenário climático melhorar e a passagem for reaberta, o efeito poderá ser até o contrário da previsão de alta no preço da carne”, acrescentou.

Nessa linha, concluiu que, se as condições meteorológicas melhorarem e a passagem de Los Libertadores voltar a ser liberada, poderá entrar uma quantidade maior de carne no país, de modo que os preços não subiriam e poderiam até mesmo “cair. Então, tudo vai depender de como essa situação continuará evoluindo”.

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Senado amplia articulação sobre exigências da UE para carne bovina

A CRE (Comissão de Relações Exteriores) do Senado Federal decidiu ampliar a articulação entre o governo federal e o setor produtivo para enfrentar as novas exigências impostas pela União Europeia às importações de carne bovina brasileira.

Conforme as apurações da CNN Agro, entre as medidas definidas está a realização de um encontro com o novo embaixador da União Europeia no Brasil, além da manutenção de uma agenda permanente de audiências com produtores, empresas e representantes do governo.

As definições ocorreram durante reunião do Grupo de Trabalho da CRE sobre o Acordo Mercosul-União Europeia, que reúne representantes dos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura e Pecuária, da Missão do Brasil junto à União Europeia, da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), do Consórcio Brasil Central, além de empresários e especialistas em rastreabilidade, inovação e tecnologia para a pecuária.

Segundo o presidente da comissão, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o objetivo é ouvir os setores que podem ser impactados pelas novas regras europeias e construir estratégias conjuntas entre o poder público e a iniciativa privada para minimizar os efeitos sobre as exportações brasileiras.

A mobilização ocorre às vésperas da entrada em vigor de novas normas da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. O bloco europeu passará a exigir que os países exportadores comprovem que a carne comercializada não é proveniente de animais submetidos ao uso de antimicrobianos proibidos pela legislação europeia.

Para atender às exigências, o Brasil precisará demonstrar capacidade de identificar e acompanhar os animais e os produtos ao longo de toda a cadeia produtiva. Apenas os lotes que cumprirem os requisitos poderão receber a certificação necessária para exportação ao mercado europeu.

Durante a reunião, a representante da CNA, Fernanda Maciel Carneiro, defendeu que as exigências sejam fundamentadas em critérios científicos. Segundo ela, o Brasil já atende às normas sanitárias dos mercados mais exigentes do mundo e é necessário compreender quais fatores ainda impedem o reconhecimento do sistema sanitário brasileiro pela União Europeia.

O chefe da Missão do Brasil junto à União Europeia, embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, afirmou que o país precisa se preparar para futuras mudanças regulatórias do bloco. Segundo ele, a tendência é de aumento das exigências e o Brasil deve adotar uma estratégia de longo prazo para manter sua competitividade no mercado europeu.

O diplomata também sugeriu que o grupo de trabalho se reúna com o novo representante da União Europeia no Brasil para aprofundar o diálogo. Ele ressaltou que o país terá de comprovar, por meio de auditorias, que consegue separar os produtos destinados ao mercado europeu e garantir que eles atendam integralmente às regras estabelecidas pelo bloco.

Representantes do setor privado afirmaram que a tecnologia necessária para cumprir essas exigências já está disponível. O advogado da MUU Agrotech, Kalbio dos Santos, defendeu a modernização do Sisbov (Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos), enquanto o fundador da empresa, Eduardo Pipole, destacou que já existem soluções para realizar a rastreabilidade da produção.

Na avaliação do secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough, a crescente utilização de normas regulatórias como instrumento de política comercial amplia os desafios enfrentados pelos países exportadores.

Segundo ele, o Ministério da Agricultura já encaminhou às autoridades europeias um conjunto de documentos técnicos detalhando as medidas adotadas pelo Brasil para atender às novas exigências.

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Ourofino tem queda de 22,7% no lucro líquido do 2º trimestre de 2026

A Ourofino registrou lucro líquido de R$ 18,7 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 22,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, porém, o lucro líquido chegou a R$ 40,1 milhões, alta de 52,5% na comparação anual.

Mesmo com a retração trimestral do lucro, a companhia apresentou crescimento de receita e geração de caixa, impulsionados pelo avanço das vendas em todas as unidades de negócios, principalmente no segmento de animais de produção.

A receita líquida consolidada somou R$ 338,7 milhões entre abril e junho, crescimento de 30,7% frente ao segundo trimestre de 2025. No semestre, a receita alcançou R$ 589,1 milhões, avanço de 31,3%.

O EBITDA ( Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustado totalizou R$ 60,8 milhões no trimestre, alta de 22,1%, enquanto no primeiro semestre atingiu R$ 105,4 milhões, crescimento de 54%. A margem EBITDA ajustada ficou em 17,9%, refletindo ganhos de eficiência operacional e diluição das despesas administrativas e comerciais.

O destaque do desempenho veio da divisão de animais de produção, que respondeu pela maior parcela da receita da empresa. O segmento faturou R$ 252,4 milhões no segundo trimestre, crescimento de 28,2% na comparação anual. No acumulado de janeiro a junho, a receita chegou a R$ 428,8 milhões, alta de 33,1%.

Conforme o comunicado da companhia, o avanço foi sustentado principalmente pelo aumento da participação de produtos lançados ao longo de 2025, por iniciativas comerciais e por um mix de vendas mais favorável. A margem do segmento, no entanto, foi parcialmente pressionada por provisões para perdas de estoques relacionadas a desvios identificados no processo de fabricação.

A unidade de animais de companhia também apresentou expansão, com alta de 44,8% na receita do trimestre. Já as operações internacionais cresceram 30,5%, impulsionadas pelo desempenho da operação no México e pela expansão comercial em outros mercados da América Latina.

Na frente financeira, a Ourofino reduziu o nível de endividamento. A relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado dos últimos 12 meses caiu de 0,85 vez no fim de 2025 para 0,43 vez ao final de junho de 2026. A dívida líquida recuou para R$ 137,1 milhões, beneficiada pela geração operacional de caixa, enquanto 87% do endividamento permanece concentrado no longo prazo.

No primeiro semestre, a companhia gerou R$ 183,7 milhões em caixa operacional e realizou R$ 8,5 milhões em investimentos em ativos fixos e intangíveis. Ao fim de junho, a Ourofino mantinha uma posição de caixa de R$ 369 milhões, recursos destinados ao plano de expansão e inovação.

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Balança comercial tem superávit de US$ 7,07 bi em julho e US$ 49,039 bi no ano


A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 7,067 bilhões em julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 6, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor foi alcançado com exportações de US$ 34,119 bilhões e importações de US$ 27,052 bilhões.

O resultado de julho ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 8,1 bilhões, após saldo positivo de US$ 9,758 bilhões em junho.

As projeções do mercado financeiro para esta leitura iam de US$ 7,2 bilhões a US$ 8,9 bilhões.

Exportações e importações

Em julho, as exportações registraram alta de 6,2% na comparação com o mesmo mês de 2025, com crescimento de 9,3% em Agropecuária, que somou US$ 7,823 bilhões; alta de 10,8% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 8,234 bilhões; e, por fim, crescimento de 2,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 17,834 bilhões.

As importações subiram 7,6% em julho ante o mesmo mês de 2025, com queda de 4,1% em Agropecuária, que somou US$ 478,2 milhões; alta de 31,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,323 bilhão; e, por fim, crescimento de 6,9% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 28,088 bilhões.

Acumulado de 2026

A balança comercial brasileira acumulou superávit comercial de US$ 49,039 bilhões no ano até julho, segundo os dados da Secex do MDIC. O valor foi alcançado com exportações de US$ 218,552 bilhões e importações de US$ 169,513 bilhões e é 31,9% maior do que no mesmo período de 2025.

No acumulado de 2026, comparado ao mesmo período de 2025, as exportações registraram alta de 10,5%, com crescimento de 9,2% em Agropecuária, que somou US$ 50,481 bilhões; alta de 21,3% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 54,355 bilhões; e, por fim, crescimento de 6,3% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 112,500 bilhões.

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As importações subiram 5,5% de janeiro a julho de 2026 ante o mesmo período de 2025, com queda de 14,7% em Agropecuária, que somou US$ 3,187 bilhões; alta de 3,3% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,213 bilhões; e, por fim, crescimento de 6,1% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 158,004 bilhões.



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PIB do agronegócio no primeiro trimestre recua 2%, segundo Cepea/CNA

O PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária recuou 2% no primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2025, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária) divulgados nesta quinta-feira (6).

Essa queda representa uma redução de R$ 66,1 bilhões para o setor, puxada pela desvalorização de 3,62% (R$ 74,6 bilhões) do ramo agrícola, enquanto a pecuária apresentou um crescimento marginal, de 0,7% (R$ 8,6 bilhões).

Segundo o índice, que engloba toda a cadeia agropecuária, o PIB do setor foi estimado em R$ 3,13 trilhões, sendo R$ 1,88 trilhão no ramo agrícola e R$ 1,25 trilhão no pecuário.

Nos primeiros meses do ano, os setores com maior queda foram o segmento primário (-4,15%), seguido por insumos (-2,15%), agroserviços (-1,25%) e agroindústria (-1,03%).

O Cepea destacou que o resultado foi influenciado pela expectativa de redução do valor da produção em 2026, decorrente principalmente da queda dos preços, que superou os ganhos projetados de produção em diversas atividades agrícolas e pecuárias.

A queda mais drástica foi no segmento primário agrícola (5,72%), apesar da expectativa de aumento na produção de commodities importantes, como cana-de-açúcar, café e soja. Segundo os pesquisadores, a queda do PIB do setor foi motivada pelo recuo dos preços, que “mais do que compensaram o avanço produtivo”.

Por outro lado, a agroindústria e os agroserviços no ramo da agropecuária tiveram um retrospecto positivo no período, com crescimento de 1,93% e 1,86%, respectivamente.

“Os agroserviços foram influenciados pelos desempenhos dos segmentos a montante, sustentados pela maior demanda por transporte, comércio e demais serviços associados ao aumento esperado da produção pecuária”, explicam os pesquisadores.

Diferença com o IBGE

Em maio, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária cresceu 2% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025, totalizando R$ 230,4 bilhões, números significativamente menores do que os do Cepea.

A diferença entre os dois índices se dá pela abrangência de cada um. Enquanto o IBGE se restringe apenas ao setor primário, o Cepea leva em consideração toda a cadeia, estendendo-a para o ramo de serviços (logística, transporte, armazenagem e crédito) e indústria (usinas de açúcar, laticínios e abate de carnes).

Sob supervisão de Kaique Cangirana*  

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economia

Exportações brasileiras à UE crescem 3,9% em julho; vendas para Argentina caem 13,9%


As exportações de produtos brasileiros para a União Europeia cresceram 3,9% em julho deste ano e somaram US$ 4,782 bilhões, ante US$ 4,603 bilhões em julho de 2025. As compras subiram 6,5% (somando US$ 5,011 bilhões, ante US$ 4,703 bilhões no mesmo mês do ano passado). A balança comercial com este bloco resultou num déficit de US$ 229 milhões em julho.

No período acumulado de janeiro a julho de 2026, em relação a igual período do ano anterior, as exportações para a União Europeia cresceram 11,0% e atingiram US$ 31,589 bilhões.

As importações subiram 0,7% e totalizaram US$ 29,275 bilhões. Consequentemente, neste período do acumulado do ano, a balança comercial com este bloco comercial apresentou superávit de US$ 2,314 bilhões.

Argentina

No caso da Argentina, as exportações caíram 13,9% e somaram US$ 1,415 bilhão. As importações cresceram 4,7% e totalizaram US$ 1,153 bilhão. Logo, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 262 milhões.

Nos sete meses do ano, as vendas para a Argentina caíram 18,6% e atingiram US$ 8,763 bilhões. As importações cresceram 3,8% e chegaram a US$ 7,546 bilhões. Com isto, neste período, a balança comercial para este país apresentou saldo positivo de US$ 1,217 bilhões.

Argentina e UE, ao lado da China e dos Estados Unidos, são os principais parceiros comerciais do Brasil.

Os resultados da balança comercial de julho, em que foi registrado superávit de US$ 7,067 bilhões, foram divulgados nesta quinta-feira, 6, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).



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