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Pai e madrasta são presos suspeitos pela morte de menino de 3 anos no TO


A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas, prendeu, na noite de quarta-feira (5) o pai e a madrasta do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, suspeitos de envolvimento na morte da criança, que foi encontrada morta na casa do pai.

O advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, de 33 anos, pai de Gustavo, e Kathellen Moreira, de 23 anos, companheira dele, são os suspeitos.

Segundo nota da Polícia Civil, os dois são investigados pelos crimes de homicídio qualificado e tortura. “Em relação à madrasta, as investigações apontam, até o momento, que ela também pode ser responsabilizada por não ter impedido as agressões, já que era uma das responsáveis pelos cuidados da criança, enquanto ela estava com o pai”, informou.

Laudos da Polícia Científica revelaram que Gustavo apresentava diversas lesões na cabeça e em outras partes do corpo, compatíveis com agressões repetidas e atos de tortura. “Até o momento, os exames não identificaram indícios de abuso sexual por meio de relação entre pai e filho”.

Igor Gustavo teria dito à corporação que a criança morreu apenas na segunda-feira (3), mas foi comprovada a morte no domingo (2). “A perícia também concluiu que a criança morreu ainda no domingo, descartando a versão apresentada inicialmente pelo pai, de que o filho teria morrido apenas na segunda-feira em decorrência de um suposto afogamento”.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Eduardo de Menezes, da 1ª DHPP de Palmas, o conjunto de provas técnicas foi essencial para esclarecer o caso.

“O trabalho da Polícia Civil, aliado aos laudos da Polícia Científica, demonstrou que a versão apresentada inicialmente não correspondia às evidências encontradas. As provas reunidas até o momento indicam que a criança foi vítima de extrema violência”, afirmou.

Após o cumprimento dos mandados de prisão, o pai e a madrasta foram encaminhados à Unidade Penal de Palmas, onde permanecem à disposição da Justiça.

A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer toda a dinâmica dos fatos, a participação individual de cada investigado e a motivação do crime. Com a conclusão das diligências e dos laudos periciais, o inquérito será encaminhado ao Poder Judiciário.

Defesa da mãe de Gustavo

Em nota, a defesa de Sabrina Feitosa, a mãe de Gustavo, informou que mantém contato as autoridades responsáveis pela investigação para que os “fatos sejam integralmente esclarecidos e os responsáveis sejam rigorosamente responsabilizados”.

A defesa informou ainda que a relação do pai com o menino era regulamentada pela Justiça e que não era uma escolha de Sabrina. “É indispensável esclarecer ainda que a convivência de Gustavo com o pai não decorria de uma decisão livre ou irresponsável de sua mãe”.

Eles citaram ainda episódio de violência doméstica vivida por Sabrina e, assim que o caso deixar de tramitar em sigilo, eles se manifestarão.

“Respeitados o sigilo das investigações, e a dignidade de todas as pessoas envolvidas, a defesa se manifestará publicamente sobre o grave contexto de violência doméstica e sobre as circuntâncias que anteceram essa tragédia anunciada”, escreveu a defesa de Sabrina.

Nota da OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OABTO) informou que, por decisão da diretoria, do Conselho Seccional e do Presidente do Tribunal de Ética e Disciplina (TED), foi aplicada medida institucional para suspender o advogado Igor Gustavo Veloso da Ordem.

Segundo a insituição, a medida possui natureza cautelar e permanecerá vigente até instauração e análise do respectivo procedimento disciplinar no TED. “Assegurados ao representado o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal”.



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Exportações do Brasil aos EUA caem 5,0% em julho; para a China, sobem 8,6%


As exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos caíram 5,0% em julho de 2026, somando US$ 3,638 bilhões no mês ante US$ 3,829 bilhões em julho de 2025. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 6, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Pelo lado das importações, houve alta de 0,6% nas compras vindas dos EUA em julho (totalizando US$ 4,276 bilhões, ante US$ 4,253 bilhões em igual mês do ano passado). Assim, a balança comercial com os EUA resultou num déficit de US$ 638 milhões em julho.

No acumulado de janeiro a julho de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações para os Estados Unidos caíram 12,2% e atingiram US$ 20,951 bilhões. As importações caíram 10,4% e totalizaram US$ 23,225 bilhões. Dessa forma, neste período, a balança comercial para o país apresentou déficit de US$ 2,274 bilhões.

China

Quanto à China, as exportações de produtos brasileiros para o país asiático cresceram 8,6% em julho de 2026 (somando US$ 10,673 bilhões no mês, ante US$ 9,824 bilhões em julho de 2025).

Pelo lado das importações, houve crescimento de 7,8% nas compras vindas da China em julho (totalizando US$ 6,418 bilhões no mês, ante US$ 5,955 bilhões em igual mês do ano passado). Com isso, o Brasil teve superávit de US$ 4,255 bilhões com o país asiático no sétimo mês deste ano.

No período de janeiro a julho de 2026, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para China cresceram 19,7% e atingiram US$ 69,026 bilhões. As importações cresceram 8% e totalizaram US$ 44,963 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial com a China apresentou superávit de US$ 24,063 bilhões.



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Trigo recua em Chicago com realização de lucros e avanço da colheita

Os contratos futuros do trigo encerraram o pregão desta quinta-feira (06) em baixa na Bolsa de Chicago. O vencimento setembro recuou 1,71% e fechou cotado a US$ 6,31 por bushel.

Segundo análise da consultoria Granar, o mercado foi pressionado por uma nova rodada de realização de lucros por parte de fundos de investimento, que reduziram posições compradas após os preços atingirem recentemente o maior patamar em dois anos.

Além disso, o avanço da colheita de trigo de inverno no Hemisfério Norte reforçou a pressão sazonal sobre as cotações.

Apesar da queda, o cenário geopolítico segue oferecendo sustentação ao mercado. A consultoria destaca que permanecem as incertezas sobre o comércio global de grãos diante da desaceleração dos embarques da região do Mar Negro. A intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia reduziu a capacidade de exportação dos dois países justamente no período de maior oferta da nova safra.

Com relação a logística, o Kremlin mantém suspenso o trânsito de cargas pelo Mar de Azov e pelo Estreito de Kerch por questões de segurança, enquanto os portos da região de Odessa e outras instalações ucranianas no Mar Negro seguem operando com capacidade reduzida devido aos ataques à infraestrutura.

O relatório semanal de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) teve efeito neutro sobre o mercado. As vendas da safra 2026/27 somaram 296,4 mil toneladas entre 24 e 30 de julho, acima das 285,2 mil toneladas da semana anterior e dentro da expectativa do mercado, que variava entre 200 mil e 500 mil toneladas.

As Filipinas foram o principal destino das compras na semana, com 87,8 mil toneladas. No acumulado da temporada até 30 de julho, os Estados Unidos haviam comercializado 7,22 milhões de toneladas de trigo, volume 29,8% inferior aos 10,28 milhões de toneladas negociados no mesmo período do ciclo anterior.

Milho

O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou o pregão desta quinta-feira na Bolsa de Chicago cotado a US$ 4,62 por bushel, alta de 0,43%.

Segundo a Agrinvest, o milho segue tecnicamente pressionado após as perdas registradas na sessão anterior. No entanto, as cotações encontraram suporte na demanda pelas exportações norte-americanas e em novas vendas do cereal ao México.

A consultoria destaca que o cenário externo continua oferecendo sustentação ao mercado, apesar da pressão técnica de curto prazo. Enquanto isso, o trigo mantém um prêmio de risco diante das dificuldades para o escoamento da produção ucraniana e da continuidade dos ataques a portos e embarcações na região do Mar Negro, fator que segue influenciando o mercado global de grãos.

Soja

O contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o dia na Bolsa de Chicago cotado a US$ 11,77 por bushel, alta de 0,26%.

Segundo a Agrinvest, o mercado ensaiou uma recuperação após as perdas registradas nos últimos dias. No entanto, o avanço das cotações foi limitado pelas especulações envolvendo o conflito no Oriente Médio e pelas previsões de chuvas favoráveis para as lavouras do Meio-Oeste dos Estados Unidos.

No complexo da soja, o óleo fechou em queda, enquanto o farelo registrou valorização.

No mercado físico, a consultoria destaca que a demanda chinesa pela soja norte-americana segue aquecida, oferecendo sustentação aos preços. No Brasil, porém, os negócios continuam lentos nesta semana, com a maior parte das negociações concentrada no mercado de milho.

De acordo com a Agrinvest, a soja permanece próxima da estabilidade em Chicago, sustentada pelas compras da China e pelos prêmios firmes nos portos brasileiros. Por outro lado, a previsão de chuvas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos reduz os riscos para a safra e limita uma valorização mais expressiva das cotações.

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Café recua quase 2% em Nova York com avanço da colheita no Brasil

Os preços do café encerraram a sessão desta quinta-feira (6) em queda nas bolsas internacionais, pressionados pelas condições climáticas favoráveis ao avanço da colheita no Brasil.

Na Bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em dezembro recuou 1,72%, fechando cotado a US$ 3,06 por libra-peso.

Segundo a Barchart, a previsão de tempo seco nas principais regiões produtoras brasileiras deve favorecer a secagem dos grãos e acelerar os trabalhos de colheita, aumentando a oferta da commodity no mercado.

A consultoria Climatempo informou que não foram registradas chuvas na semana encerrada em 2 de agosto em Minas Gerais, principal estado produtor de café arábica do Brasil. A ausência de precipitações reforçou a expectativa de avanço da colheita e contribuiu para a pressão sobre as cotações.

Cacau

Os preços do cacau voltaram a recuar na Bolsa de Nova York nesta sessão, pressionados pelas expectativas de aumento da oferta global.

O contrato com vencimento em setembro fechou o dia em queda de 1,80%, cotado a US$ 5.776 por tonelada.

Segundo a Barchart, o mercado foi influenciado por sinais de recuperação da produção em Gana, segundo maior produtor mundial da commodity. A agência reguladora do cacau do país informou que a colheita da safra 2025/26, que se encerra no fim deste mês, alcançou 750 mil toneladas, volume 25,6% superior às 597 mil toneladas registradas na temporada 2024/25.

O avanço da produção em Gana reforça a perspectiva de maior disponibilidade de cacau no mercado internacional, fator que contribuiu para a pressão sobre as cotações pelo segundo pregão consecutivo.

Açúcar

Os preços do açúcar avançaram no mercado internacional, impulsionados pelas preocupações com a oferta brasileira.

Na Bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em outubro subiu 2,77%, encerrando o pregão cotado a 15,77 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, as cotações foram sustentadas pela queda na produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil. Dados da Unica mostram que a fabricação da commodity na região totalizou 3,903 milhões de toneladas em junho, volume 26,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

A redução da oferta brasileira levou os contratos futuros a atingirem os maiores níveis dos últimos meses, refletindo a preocupação do mercado com a disponibilidade global de açúcar.

Suco de Laranja

Os contratos futuros do suco de laranja encerraram o pregão em baixa. O vencimento para setembro recuou 3,99%, fechando cotado a US$ 1,51 por libra-peso.

Algodão

Já no caso do algodão, o contrato futuro para entrega em dezembro fechou com leve ganho de 0,17% e precificado em 83,16 centavos de dólar a libra-peso.

De acordo com o Barchart, os contratos futuros de algodão permanecem praticamente estáveis ​​nesta sessão após os dados de exportação indicaram cancelamento líquido de 55.855 fardos de algodão da safra 2025/26 na semana encerrada em 30 de julho, o menor saldo registrado no ano comercial. Em contrapartida, as vendas da nova safra somaram 242.052 fardos, o terceiro maior volume do ano. Os embarques da semana totalizaram 222.830 fardos.

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percentual de brasileiros endividados atinge 82% em julho


O percentual de famílias brasileiras endividadas voltou a crescer e alcançou 82% em julho de 2026, novo recorde, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgados nesta quinta-feira (dia 6).

O resultado representa um avanço de 0,4 ponto percentual frente a junho (81,6%) e de 3,5 pontos percentuais na comparação com julho de 2025 (78,5%).

Os dados mostram que o programa Desenrola Adimplentes, voltado a pessoas sem carteira assinada que estão endividados mas não estão com dívida em atraso, não surtiu efeito no primeiro mês de vigência. O programa foi anunciado em 29 de junho.

O vilão do endividamento continua a ser o cartão de crédito. Um total de 85% das famílias endividadas têm dívida no cartão. Em seguida vêm os carnês: 16% dos endividados recorrem a essa modalidade de crédito.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da CNC revela ainda o aumento da parcela de consumidores com alto comprometimento financeiro. O percentual de famílias que têm mais de metade dos seus rendimentos mensais comprometidos com o pagamento de dívidas subiu para 19% em julho, atingindo o maior nível desde março deste ano.

Em média, os consumidores endividados estão vinculando 29,5% da sua renda mensal para honrar compromissos com credores. Essa parcela praticamente não muda nos últimos 12 meses.

Os números mostram, porém, que a inadimplência teve um leve recuo. A taxa caiu de 29,9% em junho para 29,8% em julho, nível inferior também ao registrado no mesmo período do ano anterior (30%).

A CNC atribui essa leve melhora ao Desenrola Brasil 2.0, disponibilizado em 5 de maio, com foco na regularização das dívidas atrasadas.

“Vemos sinais positivos de resiliência, seja pelo pagamento das dívidas com o programa Desenrola, seja com a massa de rendimentos e ocupação aumentando; porém, os números mostram que é preciso avançar em medidas que aliviem o bolso do trabalhador e, consequentemente, estimulem uma melhora do setor produtivo”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, em comunicado.

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STJ decide punir Marco Buzzi com perda de cargo após acusações de assédio sexual


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por maioria absoluta, nesta quinta-feira (6), aplicar ao ministro Marco Buzzi a pena de disponibilidade, com afastamento e perda do cargo, por violação de deveres funcionais no processo que investiga denúncias de assédio sexual, importunação sexual e injúria. Desde o início da investigação, ele nega as acusações.

Por unanimidade, os ministros reconheceram que Buzzi cometeu infrações disciplinares. A divergência ficou apenas na punição. A maioria acompanhou a aplicação da nova pena máxima prevista para magistrados, enquanto os ministros João Otávio de Noronha, Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Gurgel de Faria votaram pela aposentadoria compulsória.

A decisão desta quinta-feira é a primeira a aplicar o novo modelo de punição aprovado nesta semana pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A aposentadoria compulsória era a sanção administrativa mais grave para magistrados e permitia que o juiz continuasse recebendo remuneração integral mesmo fora da função.

Na terça-feira (4), o CNJ alterou suas regras para adequá-las ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu que juízes e ministros vitalícios só podem perder o cargo por decisão judicial.

Com isso, a punição máxima passou a ser a disponibilidade, com afastamento imediato e remuneração proporcional ao tempo de contribuição, acompanhada da proposta de perda do cargo.

Pelas novas regras, a decisão do STJ ainda será analisada pelo próprio CNJ. Se a punição for mantida, o caso será encaminhado à Advocacia-Geral da União (AGU), que deverá ajuizar uma ação no STF. Caberá ao Supremo decidir se a perda do cargo será confirmada. Até lá, o magistrado permanece afastado e sua vaga não poderá ser preenchida em definitivo.

O que dizem as defesas

Após o julgamento desta quinta-feira, a advogada de Marco Buzzi, Maria Fernanda Saad Ávila, afirmou que a defesa respeita a decisão do STJ, mas discorda do resultado. Segundo ela, os advogados vão analisar quais medidas poderão ser adotadas.

“Nós respeitamos a decisão dos eminentes ministros do tribunal, embora discordemos veementemente. Agora vamos avaliar, à luz da nova resolução, quais serão os próximos passos, recursos e ações”Maria Fernanda Saad Ávila

A advogada disse ainda que não comentaria detalhes da sessão porque o processo corre sob sigilo.

Já o advogado Daniel Bialski, que representa uma das vítimas, afirmou que a decisão envia uma mensagem de que todos podem ser responsabilizados, independentemente do cargo que ocupam.

“Independentemente do cargo, da profissão ou da autoridade, a pessoa que cometer um ato ilícito não só pode, como deve ser responsabilizada”Daniel Bialski

“Além de ser uma decisão fundamentada em todas as provas produzidas, ela também vai repercutir na esfera criminal”, completou o advogado de uma das vítimas.



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Confinamento avança em 2026 mesmo com leve alta nos custos de produção

O confinamento de bovinos segue em expansão no Brasil em 2026, mesmo diante de um leve aumento dos custos de produção. Segundo o analista da consultoria Pasto & Mercado, Rodrigo Dutra, a atividade continua economicamente atrativa, principalmente para operações de grande escala, sustentada pela melhora da relação de troca entre boi gordo e milho e pela expectativa de recuperação das exportações no segundo semestre.

De acordo com Dutra, os custos operacionais apresentaram alta entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, mas em níveis considerados modestos. Dados do Imea  (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) apontam aumento de 1,75% nos custos do sistema de cria e pouco mais de 1% nas fases de recria e engorda.

Apesar disso, a intenção de confinamento cresceu de forma expressiva em comparação no último ano. O destaque é Mato Grosso, maior produtor e exportador de carne bovina do país, onde a intenção de colocar animais em confinamento supera 55%. No Sudeste, o avanço se aproxima de 33%, enquanto Norte e Nordeste registram crescimento acima de 40% e, em algumas regiões, superior a 50%.

Segundo o analista, esse movimento indica que os pecuaristas seguem confiantes na rentabilidade da atividade.

“O aumento dos custos foi pequeno e ainda é compensado pelas condições favoráveis do mercado. O confinamento continua sendo uma estratégia economicamente satisfatória”, afirmou.

A principal razão é o custo da alimentação já que a boa safra de milho, um dos principais insumos da atividade, a relação de troca tornou-se mais favorável. Atualmente, uma arroba de boi gordo compra cerca de 5,37 sacas de milho, cenário que reduz o custo de produção dos animais confinados. O DDG, coproduto da produção de etanol de milho utilizado na alimentação animal, também contribui para a competitividade do sistema.

Segundo Dutra, em propriedades com menos de mil cabeças, o confinamento tende a ser menos competitivo. Já em sistemas acima de cinco mil animais, a atividade apresenta margens líquidas entre 5% e 10%, dependendo da eficiência da gestão e dos custos de produção.

Outro cenário que o setor acompanha é a geopolítica que tem elevado a volatilidade do mercado no primeiro semestre, com impactos das salvaguardas chinesas, conflitos internacionais e problemas logísticos, esses fatores perderam relevância nas decisões dos confinadores.

Conforme levantamento da consultoria, a principal preocupação hoje é o custo da reposição de animais para recria e engorda, especialmente pela menor oferta de bovinos jovens após o elevado abate de fêmeas registrado em 2025. Essa questão aparece à frente das incertezas relacionadas ao comércio internacional.

Para Dutra, as restrições impostas pela China deixaram de ser o principal fator de preocupação para o segundo semestre. A expectativa é de retomada gradual das compras chinesas para recomposição de estoques antes do Ano Novo Lunar de 2027, o que deve favorecer novamente as exportações brasileiras de carne bovina.

Nesse cenário, o analista avalia que a combinação entre custos de alimentação mais competitivos, margens positivas e perspectiva de maior demanda externa mantém o confinamento como uma estratégia importante para elevar a produtividade da pecuária brasileira e atender ao mercado internacional.

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Igreja em SP é condenada a pagar R$ 100 mil por associar LGBTs à pedofilia


A Igreja Voz da Verdade, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e dois de seus líderes religiosos foram condenados a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos. O caso diz respeito a declarações feitas durante cultos transmitidos pela internet em que integrantes da instituição relacionaram pessoas LGBTQIA+ ao crime de pedofilia.

A condenação foi mantida após a 2ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negar, por unanimidade, o recurso apresentado pelo pastor Carlos Alberto Moysés e pelo presbítero Edgar Oliveira Ramos.

O caso teve origem em uma ação civil pública analisada pela 6ª Vara Cível da Comarca de Santo André, onde a juíza Bianca Ruffolo Chojniak havia condenado os réus ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos. Ao julgar a apelação, o TJ-SP manteve a decisão de primeira instância, por unânimidade, e afirmou que as manifestações feitas em cultos transmitidos pela internet ultrapassaram os limites da liberdade religiosa.

O acórdão, relatado pelo desembargador Álvaro Passos, rejeitou os argumentos da defesa e confirmou a indenização, além das demais determinações impostas pela Justiça.

Segundo o processo, os religiosos fizeram declarações associando a comunidade LGBTQIA+ à pedofilia. Entre as falas citadas nos autos está a frase: “Vão logo querer legalizar a pedofilia… Tá aí… LGBTQ… P… Pedófilo”.

Na decisão, o tribunal afirmou que “a liberdade religiosa não é um escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas”, citando também que “a conduta dos réus acaba por reforçar estereótipos, fomentando a intolerância e discriminação, tudo sob apelo moral e religioso”.

O TJ-SP também rejeitou a pontuação da defesa de que os vídeos tinham alcance limitado. A corte afirmou que “o argumento de que os vídeos eram privados ou de circulação restrita também não socorre os apelantes, pois a transmissão online e a própria natureza pública do culto permitem a propagação do discurso discriminatório”.

Outro lado

Procurado pela Jovem Pan, o advogado Fabrizio Cezar Chiantia afirmou que o Ministério Público de São Paulo apresentou recursos pedindo a anulação da condenação. Os pedidos ainda serão analisados pelo Tribunal de Justiça.

“Uma das principais teses do Ministério Público, que se alinha com a defesa é a de que houve uma significativa falha processual que viola o direito constitucional à ampla defesa. Segundo os recursos do MPSP, a Defensoria Pública juntou provas (vídeos), já em fase de recurso, e o Tribunal de Justiça julgou a causa sem antes dar à defesa a oportunidade de se manifestar sobre esse novo material — um procedimento que o MP considera uma ‘decisão-surpresa’, vedada pela Constituição”Nota do advogado Fabrizio Cezar Chiantia

A defesa também diz que a igreja se retratou publicamente. “Diante disso, confiamos que esse caráter elucidativo presente nos autos, aliado aos aspectos formais e legais que demonstram a fragilidade da condenação, conduzirá as Cortes Superiores a um desfecho justo, equilibrado e plenamente alinhado aos princípios constitucionais que regem o devido processo legal”.



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Lar capta R$ 60,3 milhões para expansão em avicultura e armazenagem

A Lar Cooperativa Agroindustrial receberá financiamento de R$ 60,3 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para executar três projetos de expansão e modernização no Extremo Oeste do Paraná. 

Os investimentos contemplam a implantação de uma unidade de recria de aves em São José das Palmeiras e a modernização de estruturas de recebimento, beneficiamento e armazenagem de grãos em São Miguel do Iguaçu e Itaipulândia.

Os recursos serão liberados por meio da linha BNDES Finem, com financiamento dos programas Construção e Ampliação de Armazéns e Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária, ambos vinculados ao Plano Safra 2025/2026.

Na área de avicultura, o projeto prevê a construção de três granjas em São José das Palmeiras para formar uma nova unidade de recria de aves. A estrutura terá capacidade anual para recriar 800 mil aves fêmeas e 88 mil aves machos, funcionando de forma integrada a outra unidade da cooperativa instalada na região.

Já nas unidades localizadas no distrito de Santa Rosa do Ocoy, em São Miguel do Iguaçu, e em Itaipulândia, serão instalados novos sistemas de limpeza, secagem e movimentação de grãos. Cada empreendimento contará com uma linha de secagem com capacidade para processar até 240 toneladas por hora, além de novos silos e equipamentos destinados ao transporte e à redistribuição interna de soja e milho.

Segundo o BNDES, as intervenções têm como objetivo ampliar a capacidade de recebimento e beneficiamento de grãos durante os períodos de safra, além de melhorar o fluxo operacional das unidades. A expectativa é reduzir o tempo de espera para descarga de caminhões e aumentar a eficiência logística.

Após a conclusão dos projetos, a Lar estima a criação de 122 empregos diretos e 50 indiretos. As vagas deverão abranger atividades ligadas à produção agropecuária, transporte, comércio e prestação de serviços.

Fundada em 1964 e com sede em Medianeira, a Lar Cooperativa Agroindustrial atua nos segmentos agrícola, pecuário e agroindustrial. A cooperativa mantém unidades de atendimento, recebimento de grãos e produção de alimentos, com operações concentradas no Paraná, Mato Grosso do Sul e Paraguai.

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PGR defende que Marco Buzzi perca cargo no STJ após ser acusado de assédio


A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta quinta-feira (6) que o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi seja punido com a perda do cargo e afastamento da magistratura no processo que apura denúncias de assédio sexual, importunação sexual e injúria. A manifestação foi apresentada durante a sessão de julgamento da Corte, que ainda decidirá sobre o caso.

Inicialmente, a PGR havia se posicionado pela aposentadoria compulsória. No entanto, o entendimento foi alterado após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) extinguir essa modalidade de punição para magistrados em processos disciplinares.

Caso a maioria dos ministros acompanhe o parecer da procuradoria, será a primeira aplicação da pena máxima prevista para infrações disciplinares a um integrante do STJ. Desde o início das investigações, o ministro nega as acusações.

Buzzi está afastado das funções desde fevereiro, quando as denúncias se tornaram públicas. Por decisão do STJ, ele também está impedido de acessar as dependências do tribunal, embora tenha continuado a receber salário durante o período de afastamento.



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