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Marrocos zera tarifa de importação para carnes e ovinos até o fim de 2026

O governo do Marrocos decisiu ampliar a suspensão das tarifas de importação sobre carnes bovina, ovina, caprina e camelídea, além de ovinos vivos para todos os paises autorizados a exportar para a nação africana ate 31 de dezembro de 2026. A medida ja beneficiava o Brasil, que é um dos principais fornecedores de bovinos vivos ao mercado marroquino.

Segundo o governo, em 2025, o Brasil exportou US$ 213,5 milhões em bovinos vivos para o Marrocos, ante US$ 41 milhões no ano anterior. O país respondeu por 46,7% das importações marroquinas desse produto. Já no primeiro quadrimestre de 2026, o Marrocos foi o segundo principal destino das exportações brasileiras de bovinos vivos.

De acordo com o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), a suspensão das tarifas entrou em vigor em 27 de julho e foi oficializada pelo governo marroquino na mesma época.

A decisão foi tomada para ampliar a oferta de carnes vermelhas no mercado interno. De acordo com o governo marroquino, o rebanho bovino do país caiu cerca de 30% em 2025 em razão da seca e do aumento dos custos com alimentação animal.

As miudezas de bovinos, ovinos, caprinos e camelídeos não foram incluídas na medida e continuam sujeitas à tarifa de importação de 30%.

O Marrocos já adotava um regime diferenciado para a compra de bovinos vivos destinados ao abate.

Desde o fim de 2022, esses animais podem entrar no país sem pagamento da tarifa de importação, desde que respeitado o contingente anual estabelecido pelo governo marroquino. Para 2026, o limite é de 300 mil cabeças.

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Choque de custos e inflação justificam pausa de juros em 14%, avalia XP


Após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em cortar a Selic em mais 0,25 ponto percentual, levando-a a 14%, o mercado analisa, agora, os próximos passos dos juros no Brasil. De acordo com a XP, o choque de custos e a inflação justificam uma pausa na calibração dos juros ao longo deste ano, voltando a cortes maiores no ano que vem. O cenário mudaria caso os sinais de desaceleração da atividade e da inflação se confirmem antes do esperado.

Rodolfo Margato, economista da XP, afirma que, na economia real, uma série de preocupações vêm se somando, como a onda inflacionária impulsionada pelos choques globais e fatores climáticos, como o El Niño. Essa visão de cautela na ponta final da economia é endossada pelo contato direto com o setor produtivo. “A gente percebe uma série de incertezas. O nível de juros ainda é alto, é restritivo, tem um grau elevado de endividamento das famílias e das empresas”, afirma Margato, durante o programa Morning Call.

Leia também: Petróleo, juros nos EUA e inflação vão ditar se haverá mais cortes na Selic

Margato também destacou os receios com as contas públicas e as mudanças regulatórias no radar dos empresários. “Tem a incerteza das eleições, qual vai ser a política econômica, especialmente a política fiscal nos próximos anos, e o impacto de mudanças na jornada de trabalho (6×1) e na reforma tributária, que podem pressionar adicionalmente os custos das empresas”.

Atividade econômica e risco fiscal 

Diante desse cenário mais restritivo e da fraqueza disseminada nos últimos indicadores de atividade, a XP retirou o viés positivo que atribuía ao crescimento do país, embora tenha mantido a projeção de alta de 2% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026.

Para 2027, a expectativa é de uma desaceleração acentuada, com o PIB recuando para 1%. A corretora avalia que esse freio refletirá a piora no mercado de crédito e o fim do forte impulso fiscal e parafiscal visto recentemente.

Leia também: Corte da Selic faz Brasil cair uma posição e leva país ao 2º maior juro real do mundo

As contas públicas continuam sendo um ponto de pressão. A gestora projeta que o governo deverá registrar um déficit primário de 0,3% do PIB em 2026 e de 0,4% do PIB em 2027. “A dívida pública em alta pressiona os custos de financiamento, e mudanças nos parâmetros do arcabouço fiscal não devem ser suficientes para garantir uma trajetória sustentável”, afirma a XP, em relatório. 

O tema ganha ainda mais peso diante da corrida eleitoral, que deve permanecer apertada e com a candidatura governista focada em defender a manutenção da sua agenda.

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Câmbio, inflação e cenário externo 

Apesar da surpresa positiva e do alívio disseminado nas últimas leituras de inflação, a trégua deve ser temporária. Com o mercado de trabalho ainda aquecido e as expectativas desancoradas, a XP manteve a projeção para o IPCA em 5,1% neste ano e 4,2% no próximo, ressaltando o ambiente de “elevada incerteza”.

No ambiente externo, embora a inflação nos países do G3 tenha apresentado alívio, a incerteza no Oriente Médio e a alta probabilidade de juros elevados nos Estados Unidos mantêm o mercado em alerta.

Ainda assim, as contas externas brasileiras têm ajudado a blindar a moeda. O Brasil deve sustentar um superávit comercial robusto, impulsionado pela queda nas importações — reflexo da economia mais lenta —, o que compensará o recuo recente nos preços do petróleo. 

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Além disso, a XP destaca que o forte ingresso de Investimento Direto no País (IDP) continuará financiando com folga o déficit em transações correntes. Com esse suporte técnico do Banco Central e o balanço de pagamentos sólido, as projeções para o câmbio foram mantidas em R$ 5,00 por dólar no final de 2026 e R$ 5,30 ao final de 2027.



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Enel aciona plano de contingência em SP após alerta de ciclone bomba


A Enel São Paulo informou nesta quinta-feira (6) que colocou em operação seu plano de contingência diante da previsão de um evento climático severo que pode atingir o estado nos próximos dias. A empresa reforçou as equipes de atendimento e os canais de comunicação com os clientes para responder a possíveis impactos no fornecimento de energia em 24 municípios, incluindo a capital paulista.

O alerta ocorre após a previsão de avanço de um chamado “ciclone bomba”, fenômeno meteorológico que deve afetar principalmente a Região Sul e pode provocar instabilidades em São Paulo. A expectativa é de ventos fortes, com rajadas que podem chegar a 70 km/h nesta sexta-feira (7).

A distribuidora afirmou ainda que integra o gabinete de crise criado pelo governo paulista e atua em conjunto com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a CET e outros órgãos públicos para acompanhar a evolução do cenário e coordenar eventuais ações emergenciais.

A mobilização acontece em meio ao processo de avaliação da concessão da Enel pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A empresa enfrenta questionamentos após uma série de apagões registrados durante temporais que atingiram a Grande São Paulo nos últimos anos.

Intensidade

A consequência são tempestades mais intensas, com descarga elétrica e possibilidade de granizo. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), se a previsão se confirmar, isso deve ocorrer a partir de amanhã e até sábado (8).

As imagens de satélite apontam que os ventos mais intensos devem ocorrer principalmente sobre o Oceano Atlântico, com velocidade que pode superar 100 quilômetros por por km/h.

Na faixa costeira dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, são esperadas rajadas de vento superiores a 60 km/h.

Conforme o ciclone se desloque em direção ao Oceano Atlântico, no sentido sudeste, e se afaste da região costeira, uma frente fria associada ao fenômeno deve passar sobre a Argentina e o Sul do Brasil.

A previsão é de que a entrada de uma massa de ar frio provoque a queda das temperaturas.

*Com informações da Agência Brasil



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Agro pede acesso a decreto de regulamentação da Lei dos Bioinsumos

Entidades representativas do agronegócio e da indústria protocolaram nesta semana dois ofícios, um à Casa Civil e outro à Vice-Presidência da República, solicitando acesso prévio ao texto do decreto que regulamentará a Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024) antes de sua publicação no Diário Oficial da União. O decreto está em análise na Casa Civil antes de ser encaminhado para publicação.

Os documentos foram assinados por 35 entidades que representam diferentes segmentos do agronegócio e da indústria de insumos, entre elas a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Aprosoja Brasil, Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), Anda (Associação Nacional de Difusão de Adubos), Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal), SRB (Sociedade Rural Brasileira), Ibá, Orplana (Organização de Associações de produtores de Cana do Brasil), além de associações ligadas aos setores de grãos, cana-de-açúcar, frutas, florestas plantadas, pecuária e fertilizantes. 

Segundo as entidades, o objetivo é verificar se a proposta de regulamentação construída pelo grupo foi incorporada à versão final do decreto.

De acordo com o documento encaminhado à ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, e ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, as entidades pedem “o conhecimento prévio do texto do Decreto que regulamentará a Lei dos Bioinsumos, bem como a oportunidade para opinar, antes de sua publicação no Diário Oficial da União”. 

Elas afirmam que participaram das discussões da lei no Congresso Nacional, integraram o grupo de trabalho criado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária para elaborar a regulamentação e apresentaram uma proposta de decreto consensual ao governo.

Segundo as entidades, a solicitação busca assegurar que o decreto mantenha as diretrizes discutidas ao longo do processo de elaboração da regulamentação. O grupo afirma que a criação de procedimentos de registro considerados excessivamente complexos, restrições ao acesso a microrganismos naturais, limitações ao mercado de inóculos e à produção para uso próprio podem representar barreiras ao desenvolvimento do setor.

No ofício, as entidades também argumentam que a regulamentação deve buscar equilíbrio entre segurança, previsibilidade regulatória, inovação, liberdade econômica e concorrência. Elas também afirmam que pretendem contribuir para evitar “retrocessos nos modelos de negócios” consolidados desde a edição do Decreto nº 6.913/2009.

Paralelamente ao envio dos ofícios, o grupo consolidou uma proposta de decreto que, segundo o documento, reúne contribuições de representantes da indústria e da agropecuária e reflete consenso entre produtores rurais e empresas do setor. O texto foi elaborado a partir da minuta inicialmente apresentada pelo Ministério da Agricultura e incorpora sugestões discutidas no âmbito do grupo de trabalho criado pela pasta.

A proposta prevê, entre outros pontos, que a regulamentação abranja bioinsumos obtidos tanto por processos naturais quanto por engenharia genética; estabelece regras para registro, produção, comercialização e fiscalização dos produtos; mantém a possibilidade de produção para uso próprio pelos agricultores, com regras específicas; cria categorias para classificação dos bioinsumos conforme sua natureza, área de atuação e função; e atribui ao Ministério da Agricultura a coordenação do sistema de registro e fiscalização, com participação da Anvisa e do Ibama nas avaliações relacionadas à saúde e ao meio ambiente. 

O texto também propõe a simplificação de procedimentos regulatórios, como a possibilidade de registro único para estabelecimentos que desempenhem múltiplas atividades, o compartilhamento de informações entre órgãos públicos e a priorização da análise de determinados pedidos de registro. Além disso, prevê hipóteses de isenção de registro para alguns produtos e para bioinsumos produzidos exclusivamente para uso próprio. 

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Linhas da CPTM operam com velocidade reduzida no 1º dia após fim da greve


As linhas 11-Coral e 12-Safira, atualmente administradas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), circularam com velocidade reduzida na manhã desta quinta-feira (6), primeiro dia após o fim da greve dos ferroviários da estatal.

Segundo a CPTM, o problema foi causado por uma falha de sinalização. Entre às 6h13 e às 6h28, os trens circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada nas estações, afetando os intervalos programados para o horário.

A empresa afirmou que a circulação já foi normalizada. “A CPTM pede desculpas pelos transtornos gerados”, afirmou.

A linha 13-Jade, que também foi afetada pela greve, e a linha 10-Turquesa operam normalmente. As linhas 7-Rubi, operada pela concessionária TIC Trens, 8-Diamante e 9-Esmeralda, operadas pela ViaMobilidade, também não registram problemas na manhã desta quinta-feira.

Os funcionários da CPTM encerraram a greve no fim da tarde de quarta-feira (5), após votação em assembleia. Algumas horas após a decisão, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade já circulavam normalmente.

Iniciada na terça-feira (4), a greve afetou mais de 1 milhão de pessoas, de acordo com a estatal. A assembleia que decidiu pelo fim da paralisação foi realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, no Brás, na região central de São Paulo, e foi marcada por momentos de tensão e muita discussão.

A decisão dos ferroviários foi tomada depois que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prometeu enviar um projeto de lei para garantir que os empregos da CPTM seriam absorvidos após a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à Trívia Trens. A medida também contempla a linha 10-Turquesa, que ainda está sob operação da companhia.

De acordo com os sindicalistas, a lei deve preservar os empregos de 3.984 trabalhadores das quatro linhas.

Segundo dia de greve

O segundo dia da greve foi marcado por congestionamentos na capital e pelo aumento dos preços das corridas por aplicativo – usuários chegaram a relatar tarifas até quatro vezes mais altas do que o habitual.

Em nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) informou que as empresas associadas – como 99, Uber, Lalamove – operam modelos de negócio que buscam equilibrar as demandas dos usuários por viagens com a oferta de motoristas.

Desde 24 de julho, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade voltaram a ser operadas pela CPTM por determinação do governo de São Paulo e da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A empresa ficará à frente do serviço por 90 dias.

A decisão foi tomada após falhas na operação registradas na mesma semana em que a Trivia Trens assumiu o serviço. Em uma das ocorrências, em 23 de julho, um foco de incêndio foi registrado em uma composição nas proximidades da Estação Bresser-Mooca, provocando transtornos aos passageiros e ao transporte público da capital.



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STJ decide nesta quinta se pune ministro Marco Buzzi, acusado de assédio sexual



Brasil

Sessão começa às 9h, a portas fechadas, com a expectativa da presença do magistrado; ele também é investigado por importunação, contra duas mulheres

Os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) definem a partir das 9h desta quinta-feira (6) o destino do colega Marco Buzzi na Corte. Afastado cautelarmente do cargo há seis meses, o magistrado é acusado de assédio e importunação sexual contra duas mulheres, entre elas uma ex-funcionária de seu gabinete. O julgamento do processo administrativo disciplinar ocorrerá a portas fechadas. A expectativa é que Buzzi compareça à sessão.

A tendência é que o ministro seja condenado. Ao fim do julgamento, os ministros do STJ devem discutir se aplicam ou não a pena de aposentadoria compulsória. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a aplicação dessa punição em processos administrativos e, em seguida, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) regulamentou a decisão. No entanto, integrantes do STJ argumentam que a pena ainda poderia ser aplicada a Buzzi, porque o procedimento contra ele foi aberto antes da mudança na norma.

O ministro nega as acusações e chegou a juntar ao processo um laudo de disfunção erétil, na tentativa de convencer seus colegas de que não teria condições físicas de praticar os crimes pelos quais é acusado.

Além da ex-funcionária de seu gabinete, uma jovem de 18 anos o acusa de ter cometido importunação sexual durante uma viagem com os pais ao litoral de Santa Catarina. Foi a partir dessa denúncia que a investigação contra o magistrado foi instaurada.



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Potássio impulsiona semestre da Nutrien, apesar de queda no trimestre

A Nutrien, canadense de produção e distribuição de insumos, registrou lucro líquido de US$ 1,2 bilhão no segundo trimestre de 2026, queda de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

A receita líquida de vendas somou US$ 10,8 bilhões, alta de 4%, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou US$ 2,4 bilhões, recuo de 2% na mesma comparação.

No acumulado do primeiro semestre, a companhia apresentou crescimento dos principais indicadores financeiros. O lucro líquido aumentou 9%, para US$ 1,3 bilhão, a receita avançou 8%, para US$ 16,8 bilhões, e o Ebitda ajustado subiu 6%, totalizando US$ 3,5 bilhões.

Segundo a empresa, o desempenho do semestre foi impulsionado pela alta das referências globais de preços de fertilizantes, pelo crescimento dos resultados da divisão de varejo e pelo volume recorde de vendas de potássio. Já o resultado do segundo trimestre foi impactado pela redução dos volumes comercializados de fertilizantes e pelo aumento dos custos com enxofre, fatores que mais do que compensaram o efeito positivo dos preços internacionais.

Em comunicado, o presidente e CEO da Nutrien, Ken Seitz, afirmou que a companhia alcançou volume recorde de vendas de potássio no primeiro semestre, ampliou as margens de produtos proprietários e avançou em iniciativas voltadas ao aumento da eficiência operacional e da geração de caixa.

Receitas do mix

As vendas de fertilizantes recuaram de US$ 1,8 bilhão no segundo trimestre de 2025 para US$ 1,3 bilhão no mesmo período de 2026.

Na divisão de nutrição de cultivos, a receita cresceu no trimestre e no semestre em função do aumento dos preços de venda. A margem bruta permaneceu praticamente estável entre abril e junho, já que o crescimento das vendas de produtos nutricionais proprietários foi compensado pela redução dos volumes comercializados de fertilizantes, especialmente fosfatados e nitrogenados. No acumulado do semestre, a margem aumentou devido ao maior peso dos produtos proprietários.

Na área de defensivos agrícolas, as vendas e a margem bruta cresceram tanto no trimestre quanto no semestre, impulsionadas pelo maior volume de vendas de herbicidas nos Estados Unidos e pelo início antecipado das compras por produtores na Austrália.

A margem da divisão de sementes recuou no trimestre e no semestre em razão de mudanças no mix de produtos, embora parte desse efeito tenha sido compensada pelo aumento dos volumes vendidos, incluindo sementes de canola de maior valor agregado na Austrália.

As receitas com serviços e outras atividades também avançaram, refletindo principalmente o fortalecimento do mercado pecuário australiano.

Potássio

A receita da divisão de potássio cresceu 6% no segundo trimestre, para US$ 1 bilhão. No acumulado do primeiro semestre, o avanço foi de 14%, alcançando US$ 1,9 bilhão.

O Ebitda ajustado da operação aumentou no trimestre e no semestre, impulsionado pela elevação dos preços internacionais e pela execução operacional, que sustentou volumes recordes de vendas no primeiro semestre. Parte desse ganho foi compensada pelo aumento dos tributos provinciais sobre mineração.

Segundo a companhia, os volumes vendidos cresceram devido aos baixos níveis de estoques e à maior competitividade do potássio nos principais mercados internacionais. O preço líquido por tonelada aumentou em razão das cotações globais mais elevadas, embora parcialmente reduzido pelo aumento dos custos de frete e seguro. O custo dos produtos vendidos por tonelada também cresceu, principalmente devido a maiores gastos com royalties e manutenção.

A empresa informou ainda que manteve o custo controlável de produção abaixo de US$ 60 por tonelada e avançou na automação de minas.

Nitrogênio

Na divisão de nitrogênio, a receita caiu 3% no segundo trimestre, para US$ 1,1 bilhão. No acumulado do semestre, houve crescimento de 5%, totalizando US$ 2,1 bilhões.

O Ebitda ajustado aumentou no primeiro semestre em função da alta dos preços internacionais do nitrogênio e da redução dos custos com gás natural. No segundo trimestre, porém, o indicador recuou devido aos menores volumes vendidos, apesar dos preços mais elevados.

Os volumes comercializados diminuíram no trimestre em razão da ausência de produção nas unidades de Trinidad e New Madrid, da realização de manutenção programada na planta de Carseland e do adiamento de compras por clientes. No semestre, parte desses efeitos foi compensada pelo aumento das vendas de soluções nitrogenadas, nitratos e sulfatos.

O preço líquido por tonelada aumentou para todos os principais produtos nitrogenados, acompanhando o fortalecimento das referências globais. Já o custo dos produtos vendidos por tonelada caiu em decorrência da redução dos custos com gás natural, embora parcialmente compensado pelo aumento dos gastos com enxofre e pelas despesas de manutenção.

Fluxo de caixa e portfólio

O caixa gerado pelas atividades operacionais aumentou 12% no primeiro semestre. A empresa informou que destinou US$ 848 milhões aos acionistas por meio de dividendos e recompra de ações, sendo que o volume de recompras cresceu 26% em relação ao ano anterior. Até 4 de agosto, a companhia havia recomprado aproximadamente US$ 82 milhões em ações no terceiro trimestre.

Desde junho, a Nutrien também firmou acordos para vender ativos considerados não estratégicos por aproximadamente US$ 90 milhões. Com essas operações, o total de desinvestimentos desde o quarto trimestre de 2024 chega a cerca de US$ 1 bilhão.

A empresa informou ainda que segue trabalhando na definição do futuro de seus negócios de fosfato, da unidade de nitrogênio em Trinidad e da operação de varejo no Brasil ao longo de 2026.

Projeções

Para o restante do ano, a Nutrien afirmou que espera continuidade da demanda global por fertilizantes, sustentada pelo consumo de grãos e oleaginosas. A companhia avalia que fatores geopolíticos, possíveis efeitos do El Niño e restrições na oferta de algumas matérias-primas podem influenciar os mercados agrícolas e de fertilizantes.

A empresa manteve a projeção de embarques globais de potássio entre 74 milhões e 77 milhões de toneladas em 2026 e elevou sua estimativa de vendas de potássio para um intervalo entre 14,2 milhões e 14,8 milhões de toneladas.

Para o segmento de nitrogênio, a previsão de vendas permanece entre 9,2 milhões e 9,7 milhões de toneladas, apoiada por melhorias operacionais previstas para o segundo semestre.

A companhia também reduziu sua estimativa de investimentos para um intervalo entre US$ 1,95 bilhão e US$ 2,05 bilhões, citando foco na eficiência do capital e no aumento estrutural da geração de caixa livre.

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PF divulga nesta quinta resultado da investigação sobre acidente da Voepass


A Polícia Federal (PF) apresenta nesta quinta-feira, 6, o relatório final do inquérito criminal sobre a queda do avião da Voepass. O acidente ocorrido em 9 de agosto de 2024, em Vinhedo, no interior paulista, causou a morte de 62 pessoas.

Diferentemente do relatório final divulgado em 23 de julho pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da Força Aérea Brasileira (FAB), a investigação da Polícia Federal tem como foco a atribuição de responsabilidades criminais e indiciamentos individuais.

Caixa-preta revela falhas recorrentes

Diálogos registrados na caixa-preta do avião da Voepass mostram que a aeronave apresentava falhas recorrentes não sinalizadas pelas tripulações.

A transcrição dos áudios consta no laudo da Polícia Federal (PF) sobre a queda da aeronave, revelado pelo Fantástico, da TV Globo, na quarta-feira, 5, e confirmado pelo Estadão.

Segundo a PF, a causa do acidente foi a perda de controle em voo causada pelo acúmulo de gelo na aeronave, da inoperância do sistema pneumático de degelo do avião e da não execução tempestiva e adequada de procedimentos necessários para falha no sistema degelo, degradação de performance, condições severas de gelo e estol (perda de sustentação).

O relatório revelou que os pilotos sabiam sobre a falha no sistema de degelo. Durante o voo imediatamente anterior, entre Guarulhos e Cascavel, o alerta AIRFRAME FAULT (sinal para falhas no sistema de degelo) foi acionado oito vezes e a tripulação realizou resets do dispositivo ao menos cinco vezes.

Relatório do Cenipa

A FAB divulgou em 23 de julho o relatório final das causas da queda do avião da Voepass. Na ocasião, ficou concluído que o acidente foi causado por um conjunto de falhas da empresa, da aeronave, dos pilotos e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Em nota, a Anac afirmou que vai fazer a análise do relatório e disse que o trabalho do Cenipa não envolve atribuição de culpa. Já a Voepass alegou que, ao longo de três décadas, “sempre adotou procedimentos sérios de segurança, capacitação e orientação de tripulação.”

A investigação apontou 19 fatores que influenciaram na queda do avião, sendo 15 que contribuíram diretamente para o acidente. Os demais foram classificados como de contribuição indeterminada.



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Greve dos funcionários da CPTM é encerrada; trens voltam a operar


O Sindicato dos Ferroviários, que representa os trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), decidiu pelo fim da greve, após assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (6). A greve começou à meia-noite de terça-feira (4).

A greve afetou a circulação das Linha 11-Coral, Linha 12-Safira e Linha 13-Jade entre terça-feira (4) e hoje. 

“A decisão foi tomada de forma democrática pelos presentes à assembleia. A proposta de retorno ao trabalho e o aceite da proposta do TRT recebeu 131 votos favoráveis, enquanto 26 trabalhadores votaram pela continuidade da greve”, divulgou o sindicato em nota.

De acordo com o Sindicato, apesar de decidirem pelo retorno das atividades, os ferroviários ainda mantém o estado de greve, acompanhando o cumprimento dos compromissos assumidos e a evolução das negociações.

Segundo o comunicado, a deliberação ocorre após o Governo do Estado apresentar uma proposta que contempla avanços nas reivindicações da categoria, especialmente em relação às garantias buscadas pelos ferroviários durante o processo de concessão.

“Os Ferroviários reafirmam que a mobilização sempre teve como objetivo a defesa dos empregos e a proteção dos direitos dos trabalhadores da CPTM, bem como a garantia de um transporte público de qualidade para a população.”, diz o comunicado.

Ainda de acordo com a associação, o Sindicato dos Ferroviários continuará vigilante e atuando em defesa da categoria, “não descartando a adoção de novas medidas caso os compromissos firmados não sejam efetivamente cumpridos”.

Início da Greve

Durante a tarde de terça (4), a CPTM iniciou a operação parcial da Linha 13-Jade entre as estações Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart, enquanto a circulação nas Linhas 11-Coral e 12-Safira, permaneceu parcial desde o início do dia.

Segundo a CPTM, no horário de pico da manhã, apenas 67% do efetivo operacional previsto estava em atividade, índice inferior ao mínimo determinado pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que estabeleceu a circulação de 80% da operação nos horários de maior movimento e de 60% nos demais períodos.

A operação permanece parcial nas linhas 11-Coral e 12-Safira.  A Linha 13-Jade opera em velocidade reduzida. 

Posição do Governo

Na terça-feira (4), o Governo afirmou que a greve foi decretada pelo sindicato mesmo após o compromisso de não fazer nenhuma demissão durante o período de realocação de funcionários da CPTM. Ainda em texto, eles afirmam que a paralisação acontece por decisão unilateral do sindicato.

“Com justificativas baseadas em desinformação e prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que usam as três linhas diariamente”, afirmou o governo.

Nessa quarta-feira (5), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) negou que haverá demissão de ferroviários da CPTM após a concessão das linhas 11, 12 e 13 à iniciativa privada.

De acordo com Tarcísio, o governo do estado está investindo na modernização do serviço de trens de São Paulo, e reforçou que realizará a manutenção do emprego dos ferroviários.

“Segunda-feira houve uma reunião aqui no Palácio dos Bandeirantes, onde a gente reafirmou o compromisso com a manutenção do emprego, mas isso não foi suficiente, porque a gente (vê a captura dos sindicatos por grupos extremistas, grupos de extrema esquerda, é o desrespeito ao cidadão”, declarou.

Em atualização.



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Ciclone bomba: ventos podem chegar a 90 km/h hoje em regiões do Brasil


O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um alerta de grande perigo para a formação de um ciclone extratropical intenso, conhecido popularmente como “ciclone bomba”. O sistema começa a se formar a partir da manhã desta quinta-feira (6) e deve trazer ventos que podem chegar a 90 km/h na região Centro-Sul do Brasil.

A partir da combinação do fenômeno que se forma entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, com o avanço de uma frente fria, há a elevação do risco de fortes rajadas de ventos. Os principais detaques são:

  • Rio Grande do Sul e Sul Catarinense: as rajadas de vento podem atingir até 90 km/h; 
  • Mato Grosso do Sul: no Sul do estado, os ventos também têm potencial para alcançar os 90 km/h; 
  • Paraná e demias áreas de SC: rajadas entre 50 e 70 km/h são esperadas no oeste, sudoeste e sul paranaesne, além de grande parte de Santa Catarina; 
  • São Paulo: no centro-sul e oeste paulista, os ventos podem variar entre 50 e 70 km/h. 

Temporais e risco de tornado

A combinação de calor, umidade e o JBN (Jato de Baixos Níveis) intensifica a instabilidade. Além das ventanias, há previsão de chuva forte, descargas elétricas e queda de granizo, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

De acordo com a Climatempo, ainda há a possibilidade isolada de tornado no noroeste gaúcho e no oeste catarinense durante esta quinta.

O Inmet mantém um “Aviso Laranja (Perigo)” vigente, que abrange todo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, o sul e o oeste do Paraná e o sul do Mato Grosso do Sul.

O que é o ciclone bomba

O fenômeno, tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese, ocorre quando um sistema de baixa pressão atmosférica se intensifica de forma muito rápida. Ele recebe esse nome pela forma explosiva como se origina.

Para receber a classificação, a pressão central do sistema deve cair pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. O processo acontece principalmente em regiões de alta latitude, onde massas de ar muito frias encontram massas de ar mais quentes. 

Queda na temperatura e o pós-ciclone

Após a passagem do ciclone e da frente fria, a entrada de uma massa de ar frio deve provocar uma queda nas temperaturas. O frio deve se intensificar no Sul a partir de domingo (9) e avançar para áreas do Centro-Oeste e Sudeste nos dias subsequentes.

As autoridades recomendam que a população acompanhe as atualizações meteorológicas, já que a trajetória e a intensidade do sistema podem sofrer ajustem conforme o fenômeno evolui.



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