Lula 3 mergulhou nesta semana na ressaca da vitória e adiou o que pretende fazer com Lula 4. Os poucos sinais do plano vieram na política.
Parece certo, por exemplo, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai transpor para o próximo governo a bem-sucedida comunicação digital do segundo turno da campanha e utilizá-la como instrumento de pressão ante um Congresso hostil a sua agenda.
Parece certo que ele quer se cercar da nova geração do PT para projetá-los para o pós-Lula.
Lula parece também querer pelo menos tentar uma relação menos submissa com o Supremo, sinalizando que vai bancar Jorge Messias para a Corte, e com o Congresso, sinalizando que só dará cargos ao Centrão se ele lhe garantir votos para seus projetos.
Mas o principal sinal ainda não foi dado: qual será a política econômica?
Não há nenhuma pista até agora.
Mas sobram pistas de que o cenário que já era ruim deve piorar, o que tem feito os agentes econômicos revisarem suas projeções: inflação maior, crescimento menor, juros altos e um cenário externo mais desafiador.
A economia foi o principal fator que levou o PT a passar sufoco na última eleição.
Se nada efetivo for feito, a economia também tende a ser o principal fator a levar o PT a passar sufoco na próxima eleição.



