Lula condiciona tamanho de ministério a entrega de votos | Blogs | CNN Brasil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promete não facilitar a vida do centrão nas negociações de espaço para a esplanada do seu quarto governo e tem disparado recados sobre exigências para os partidos que entrarem para compor o governo.

Auxiliares afirmam que as siglas vão ter que comprovar entrega de votos e que terão ministérios de acordo com esse mapeamento. Quem entregar mais votos, terá as maiores pastas. Se uma sigla entrega 15 votos, vai ter um ministério equivalente a esses 15 votos, apontam interlocutores.

Como mostrou a CNN, por trás da cobrança, há um apelo por fidelidade após o centrão ganhar espaço no governo Lula 3 sem ter entregue uma base sólida a Lula no Congresso Nacional.

Com um Congresso Nacional que tende a uma guinada à direita a partir de 2027, com as bancadas expressivas do PL (Partido Liberal) na Câmara e no Senado, a ideia é que o governo tenha uma base menos flutuante e saiba exatamente com que votos pode contar em votações de prioridades.

No terceiro mandato, Lula teve sua base testada a cada votação no legislativo. Para a quarta vez na presidência, o desafio de governabilidade fica mais complexo e exigirá ainda mais do poder de negociação da articulação do governo.

Expoentes do centrão têm defendido que a função, inclusive, fique com um partido que não seja o PT. O nome do ex-ministro e deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) é defendido pela função, mas no Palácio do Planalto ainda não se tem clareza sobre qual será a escolha de Lula para a vaga, que foi assumida por três petistas durante o terceiro mandato: Alexandre Padilha, Gleisi Hoffmaann e, por último, José Guimarães.



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