O avanço da doença de Newcastle em Santa Catarina reforça a importância da vigilância sanitária para a avicultura de Mato Grosso. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou ontem (27), um terceiro foco da enfermidade em um estabelecimento avícola de Nova Erechim (SC), identificado durante ações de monitoramento intensificado na área de emergência sanitária. As medidas de investigação epidemiológica e contenção já foram iniciadas.
Em Mato Grosso, não há registros da doença em 2026. De acordo com informações do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), foram coletadas amostras em 84 granjas comerciais neste ano, todas com resultados negativos para Newcastle. O monitoramento é importante para preservar a sanidade dos plantéis e reduzir os riscos de disseminação da enfermidade.
A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa entre aves. Pode provocar sintomas respiratórios e neurológicos, queda na produção de ovos e mortalidade, causando prejuízos à produção avícola. Segundo o Mapa, o consumo de carne e de outros produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro.
VIGILÂNCIA E PREVENÇÃO – O Indea mantém ações de vigilância sanitária e orientação aos produtores por meio do Programa Estadual de Sanidade Avícola. A recomendação é reforçar as medidas de biosseguridade nas propriedades, observar possíveis alterações na saúde das aves e comunicar imediatamente ao serviço veterinário oficial qualquer suspeita.
Entre os sinais que exigem atenção estão mortalidade acima do padrão habitual, dificuldade respiratória, alterações neurológicas, diarreia e queda na produção de ovos. A notificação rápida permite que as equipes técnicas investiguem a ocorrência e adotem as medidas necessárias para conter eventuais focos.
RESTRIÇÕES INTERNACIONAIS AFETAM COMÉRCIO – A confirmação dos focos em Santa Catarina também provocou restrições comerciais por parte de países importadores. Segundo a atualização divulgada pelo Mapa em 27 de outubro, o México suspendeu as importações de produtos avícolas provenientes de todo o Brasil. China, Chile e Arábia Saudita adotaram restrições direcionadas a produtos originários de Santa Catarina.
Em Mato Grosso, o impacto direto da suspensão mexicana tende a ser limitado pela participação do país nas exportações estaduais. Entre janeiro e setembro de 2026, o México respondeu por 1,59% dos embarques mato-grossenses de carne de frango, com 1.437 toneladas.
No mesmo período, o estado exportou 90,12 mil toneladas de carne de frango, volume 24,42% superior ao registrado nos nove primeiros meses de 2025. Os dados mostram a relevância da atividade para o comércio exterior estadual e a importância de preservar as condições sanitárias exigidas pelos mercados compradores.
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