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Mato Grosso do Sul encerra ano com 2,5 milhões de doses de vacinas aplicadas


Mato Grosso do Sul consolidou-se neste ano como referência nacional em imunização, aplicando mais de 2,5 milhões de doses de vacinas em todo o estado e atingindo nota máxima (100 pontos) no Ranking de Competitividade dos Estados 2025, conforme levantamento divulgado pelo CLP (Centro de Liderança Pública).

O desempenho reflete o trabalho integrado entre Governo do Estado por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde) envolvendo os municípios e com apoio do Governo Federal, incluindo campanhas planejadas, profissionais capacitados e gestão estratégica, para garantir proteção coletiva e controle de doenças.

“Essa nota máxima em cobertura vacinal é fruto de um trabalho consistente e coletivo. Esse resultado não se explica em um único dado, mas na soma de profissionais preparados, campanhas planejadas com responsabilidade e uma gestão que coloca a saúde pública como prioridade. Cada dose aplicada representa proteção, confiança e futuro para nossa população”, destaca Frederico Moraes, gerente de Imunização da SES.

Diversas frentes de vacinação impulsionaram o desempenho de MS em 2025, evidenciando o esforço coordenado para ampliar a cobertura entre adultos, adolescentes e crianças, além de fortalecer a prevenção contra diferentes doenças. A liderança nacional resulta da convergência de indicadores positivos, com destaque para o desempenho em

Cobertura vacinal infantil acima da meta: BCG (104,68%), Hepatite B >30d (103,80%), Pneumocócica 10 (96,23%), Rotavírus (93,51%) e a Tríplice Viral D1 (96,28%).

Campanhas sazonais de sucesso: mais de 1 milhão pessoas vacinadas contra Influenza, destas mais de 400 mil em grupos prioritários (crianças, gestantes e idosos).

Vacinas especiais e proteção ampliada: imunização contra dengue com mais de 200mil doses aplicadas, atingindo 100% da meta em 23 municípios do estado;

Introdução da dose zero contra sarampo; oferta da meningocócica ACWY dose de reforço aos 12 meses em todos os municípios; extensão da vacina contra o HPV para jovens e adolescentes não vacinados de 15-19 anos até dezembro de 2025 e dez anos sem casos humanos de febre amarela

Os dados sobre a cobertura vacinal em MS foram extraídos da RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde) e são referentes às doses aplicadas até o dia 01/10/25 às 00:00.

Mobilização nas escolas

Em 2025, Mato Grosso do Sul intensificou ações nas escolas por meio da campanha “Aluno Imunizado”, envolvendo alunos, professores e equipes de saúde para ampliar a cobertura vacinal entre crianças e adolescentes.

A participação das escolas permitiu alcançar públicos estratégicos, reforçando a cultura de prevenção e a importância da vacinação desde cedo. A iniciativa contribuiu para consolidar a liderança nacional do estado em imunização, garantindo que mais crianças recebessem vacinas essenciais e fortalecendo a proteção coletiva. No primeiro semestre de 2025, a estratégia possibilitou a oferta de mais de 122 mil doses de vacina aos estudantes.



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Vigilância Sanitária aprimora fiscalizações na 2ª fase do MS Estado Saudável


A VISA Estadual (Vigilância Sanitária) intensificou as ações de apoio técnico no município de Inocência, que vive um período de rápida expansão. A força-tarefa incluiu inspeções conjuntas, capacitações e o planejamento das ações de 2026, reforçando a segurança sanitária local. Durante a segunda fase do programa MS Estado Saudável, foram realizados treinamentos práticos, visitas técnicas e suporte direto à reorganização da VISA municipal. As atividades contemplaram Unidades Básicas de Saúde, laboratório municipal, cozinhas industriais e serviços de alimentação.

A gerente técnica de Alimentos da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Jane Domingues, ressaltou a importância da atuação integrada. “Estivemos ao lado da equipe municipal para orientar tecnicamente, compartilhar estratégias de fiscalização e fortalecer a segurança técnica dos profissionais. Também planejamos, juntos, as ações prioritárias do próximo ano, considerando o crescimento populacional e a ampliação dos serviços”.

A fiscal da VISA de Inocência, Mariane Bernardes, destacou o impacto direto da mobilização na rotina local. “A ação conjunta com a VISA Estadual atendeu ao que esperávamos. Foi possível identificar pontos prioritários e ajustar algumas rotinas. A equipe trabalhou de maneira técnica e muito próxima da nossa realidade, o que facilitou bastante o processo”, afirmou.

As atividades também reforçaram competências municipais e promoveram articulação com a Vigilância Epidemiológica para detecção precoce e investigação de surtos alimentares.

Para a gerente de Serviços de Saúde da SES, Aline Schio, o trabalho desenvolvido no município reforça o papel estratégico da vigilância sanitária. “A vigilância sanitária nos serviços de saúde estimula boas práticas e contribui para uma assistência mais segura, com estrutura adequada e processos de trabalho qualificados”, afirmou.

Já a gerente de Hemovigilância, Tecidos e Laboratórios, Patrícia Cervelatti, ressaltou que a ação reforçou importantes avanços estruturais. “A atuação conjunta permitiu avaliar estrutura, processos e conformidade das UBS, farmácias públicas e do laboratório municipal, fortalecendo a qualidade dos serviços ofertados à população”.



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MS cria fundo rotativo para contribuir com modernização do sistema prisional


O Governo de Mato Grosso do Sul sancionou lei estadual que institui o Fundo Rotativo Penitenciário (FRP), um novo instrumento financeiro voltado ao fortalecimento do sistema penitenciário estadual. Vinculado à Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública e administrado) pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), ele entra em vigor a partir de janeiro de 2026.

O objetivo central do fundo é garantir recursos próprios e contínuos para atender às necessidades estruturais, operacionais e pedagógicas das unidades prisionais, com foco especial no trabalho prisional e na ressocialização das pessoas privadas de liberdade.

De acordo com a nova legislação, o Fundo Penitenciário será abastecido por diversas fontes, entre elas dotações orçamentárias do Estado, doações e contribuições de pessoas físicas e jurídicas, rendimentos financeiros, além de receitas geradas pela prestação de serviços e pela produção artesanal, industrial e agrícola desenvolvida dentro das unidades prisionais.

Também integram o fundo valores provenientes da comercialização de produtos fabricados no sistema prisional, da remuneração do trabalho do reeducando — conforme autorizado pela Lei de Execução Penal —, de parcerias firmadas com instituições públicas ou privadas e da permissão de uso de espaços prisionais.

Os recursos arrecadados deverão ser aplicados diretamente nas unidades prisionais, preferencialmente naquela responsável pela geração da receita. A lei prevê investimentos em manutenção, reformas, ampliações, aquisição de equipamentos e materiais permanentes, além do custeio de insumos e matérias-primas para atividades produtivas.

Ele também poderá financiar ações de capacitação profissional, atividades educacionais, medidas pedagógicas ligadas ao trabalho prisional, além da manutenção dos serviços penitenciários. Estão previstos ainda recursos para formação e aperfeiçoamento dos servidores penitenciários, escoltas, recambiamentos e despesas com alimentação, transporte e hospedagem de internos em deslocamento.

A legislação veda expressamente a utilização do Fundo para pagamento de despesas com pessoal, e determina que todas as contratações sigam as normas da nova Lei de Licitações (Lei Federal nº 14.133/2021).

Controle, transparência e fiscalização

A gestão do Fundo Rotativo Penitenciário ficará sob responsabilidade do diretor-presidente da Agepen, que atuará como ordenador de despesas. A lei prevê a possibilidade de criação de uma comissão de fiscalização e estabelece regras rígidas de controle e transparência.

Relatórios trimestrais e anuais detalhando receitas, despesas e saldos financeiros deverão ser encaminhados ao Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF/MS) e aos Juízos da Execução Penal.

A prestação de contas será submetida ao Tribunal de Contas do Estado e aos órgãos de controle interno e externo.

A Agepen poderá firmar parcerias com órgãos estaduais e federais para ampliar as oportunidades de trabalho prisional. Os saldos financeiros ao final de cada exercício serão automaticamente transferidos para o exercício seguinte, garantindo continuidade às ações financiadas pelo Fundo.

Para o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, com a criação do Fundo Rotativo Penitenciário, o Governo do Estado busca modernizar a gestão do sistema prisional, fortalecer a política de ressocialização e assegurar maior autonomia financeira às unidades, “alinhando eficiência administrativa, responsabilidade fiscal e compromisso social”.



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Novo status sanitário amplia credibilidade da suinocultura e impulsiona abates e exportações


O reconhecimento do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação, oficializado em 2025, colocou a suinocultura de Mato Grosso do Sul em um novo patamar de visibilidade internacional. Ao passar a integrar esse status sanitário, o estado fortalece a confiança de importadores e amplia as chances de avançar em mercados cada vez mais criteriosos, movimento que já se reflete nos números. Só em novembro, por exemplo, MS exportou 1,84 mil toneladas de carne suína in natura, gerando US$ 4,49 milhões em receitas. No acumulado de janeiro a novembro, foram 20,7 mil toneladas embarcadas e US$ 49,2 milhões em vendas, um crescimento de 11,76% sobre o ano anterior.

Para a consultora de economia da Famasul, Eliamar de Oliveira, o novo status sanitário funciona como um selo de confiança. Ele amplia o valor estratégico da produção sul-mato-grossense e consolida a imagem de segurança sanitária no mercado global. “A certificação funciona como uma oportunidade de mercado, mas também como um compromisso de toda a cadeia. Manter padrões elevados de biosseguridade e gestão sanitária passa a ser essencial para sustentarmos esse patamar”, observa.

O avanço sanitário chega em um momento de ritmo acelerado também na produção. Somente em novembro, os frigoríficos do estado registraram o abate de 311,1 mil suínos, alta de 4,96% em relação ao mesmo mês de 2024, indicador que reforça o dinamismo da cadeia e o alinhamento às exigências internacionais.

Para competir nesses mercados, contudo, a profissionalização das granjas precisa continuar evoluindo. A consultora técnica da Famasul, Fernanda Lopes, destaca que práticas rigorosas de biosseguridade como barreiras de entrada, controle de trânsito, planos de contingência e monitoramento permanente do plantel são fundamentais para reduzir riscos e manter acesso aos principais destinos compradores, como Singapura, Filipinas e Emirados Árabes Unidos.

Ela destaca que, embora o novo status fortaleça a imagem do país, ele não é o único fator por trás da valorização recente do suíno vivo. “A oferta equilibrada, a demanda firme e as exportações em alta foram fundamentais para sustentar o preço. O status sanitário contribui, mas de forma indireta, ao manter mercados abertos e fortalecer a confiança dos compradores”, pontua.

O setor, agora mais exposto às oportunidades e às cobranças globais, passa por um processo contínuo de modernização. Segundo Fernanda, o novo patamar gera um ciclo de evolução: normas sanitárias mais rígidas, vigilância permanente e elevação do padrão produtivo. “A certificação reforça o compromisso do estado com a qualidade e fortalece toda a cadeia”, conclui.



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Contrabandistas abandonam veículos com 6,5 mil pacotes de cigarros paraguaios em Dourados


Dois carros abandonados – Fiat Strada e Hyundai Santa Fé – foram apreendidos na noite desta segunda-feira (15/12), pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira) carregados com quase meio milhão de reais em cigarros contrabandeados do Paraguai, na BR-163, em Dourados. 

Conforme a ocorrência, os policiais realizavam patrulhamento na rodovia, quando os condutores dos veículos, ao perceberam os agentes, adentraram em uma estrada vicinal e fugiram a pé. No interior dos automóveis foram encontrados 6,5 mil pacotes de cigarros.

Buscas foram realizadas na região, porém nenhum suspeito foi localizado.

Todo o interior dos carros estava tomado por caixas de cigarros, avaliados em aproximadamente R$ 450 mil. Os materiais apreendidos foram encaminhados à Delegacia da Receita Federal em Ponta Porã, na fronteira com Pedro Juan Caballero.



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Agro cresce 18% em 2025 e consolida MS em posição estratégica no país


Mato Grosso do Sul encerra 2025 como um dos estados que mais avançaram no agronegócio brasileiro, impulsionado por uma safra recorde de 28 milhões de toneladas de soja e milho, crescimento de 18% no Valor Bruto da Produção e conquistas sanitárias que ampliam mercados. O desempenho, aliado a investimentos em logística e à expansão de novas cadeias produtivas, consolidou o estado como referência nacional em produtividade, sustentabilidade e competitividade. Além de registrar crescimento expressivo em produção e exportações, o estado atraiu novas indústrias, o que fortaleceu seu papel estratégico no agronegócio brasileiro e abriu espaço para novas fronteiras produtivas.

A atuação integrada entre Famasul, Senar/MS, CNA, Governo do Estado e órgãos federais resultou em avanços estruturantes que fortaleceram as cadeias produtivas e ampliaram a competitividade do estado no cenário nacional e internacional. Confira alguns avanços que ocorreram em 2025.

Produção e produtividade em alta

A safra 2024/25 registrou crescimento expressivo. Somadas, a soja e o milho alcançaram 28 milhões de toneladas, aumento de 35% em relação ao ciclo anterior, garantindo ao estado o 5º lugar no ranking nacional. A produtividade do milho foi o grande destaque, com avanço de 62% frente à safra 2023/24, marcada por forte quebra e produção de apenas 8,4 milhões de toneladas.

Esse movimento foi impulsionado também pela chegada e expansão das indústrias de etanol de milho. Na safra atual, Mato Grosso do Sul produziu 1,58 bilhão de litros do biocombustível, crescimento de 58% e estímulo direto à demanda por grãos.

Outras cadeias despontam com força no estado. A citricultura avança com projeção de 30 mil hectares de laranja, enquanto o amendoim mantém ritmo acelerado, com área plantada de 43,5 mil hectares e produção estimada em 173,7 mil toneladas.

O setor de florestas plantadas segue em grande expansão. A área de eucalipto superou 1,89 milhão de hectares, impulsionada pela expectativa de instalação de duas novas plantas industriais, sendo uma em Inocência e outra em Bataguassu, que devem ampliar a demanda por madeira nos próximos anos.

A adoção de práticas regenerativas e de manejo sustentável se intensificou em 2025. Sistemas integrados, rotação diversificada de culturas, manejo conservacionista do solo e estratégias de mitigação climática consolidaram uma agricultura mais resiliente e alinhada às exigências internacionais.

“Os produtores sul-mato-grossenses demonstraram mais uma vez sua capacidade de adaptação, investindo em tecnologias que elevam a produtividade e preservam o meio ambiente. Esse equilíbrio é a base do crescimento sustentável do nosso estado”, destaca Tamiris Azoia, coordenadora do departamento técnico da Famasul.

Proteínas animais

O abate de bovinos cresceu 4%, totalizando 4,1 milhões de cabeças, enquanto a suinocultura alcançou 3,5 milhões de animais abatidos, também com alta de 4%. A avicultura manteve estabilidade, com 186,2 milhões de aves abatidas (0,3% de aumento).

O Valor Bruto da Produção (VBP) alcançou aproximadamente R$ 84 bilhões, alta de 18% impulsionada pela combinação entre bom desempenho produtivo e valorização dos preços da maioria dos produtos. O PIB sul-mato-grossense deve encerrar o ano com crescimento de 6,8%, superando R$ 227 bilhões.

Exportações e competitividade em alta

As exportações do agronegócio acumularam crescimento de 4% entre janeiro e novembro, com faturamento de US$ 9,2 bilhões. A celulose lidera as vendas externas, representando 31% da receita e somando US$ 2,84 bilhões, 20% acima de 2024.

Em seguida vêm a soja em grãos, com US$ 2,33 bilhões (25% do total), e a carne bovina, que cresceu 51% e chegou a US$ 1,70 bilhão, consolidando a força do setor.

Infraestrutura e logística avançam com novos investimentos

O ano também foi marcado por avanços logísticos. A retomada do contrato de concessão da BR-163/MS, agora sob gestão da Motiva, prevê R$ 16,6 bilhões em investimentos ao longo de 29 anos, com duplicações, faixas adicionais, viadutos e áreas de descanso.

Outro projeto estratégico é a Rota da Celulose, que abrange cerca de 870 km de rodovias federais e estaduais, com investimentos estimados em R$ 10 bilhões, conectando regiões produtoras aos corredores de exportação.

A confirmação do leilão da Hidrovia do Rio Paraguai para 2026 representa mais um passo para reduzir custos logísticos, enquanto melhorias em aeroportos regionais ampliam o escoamento de cargas de maior valor agregado.

Citricultura ganha novo impulso do MS

A partir de 2024, e com desdobramentos ainda mais significativos em 2025, Mato Grosso do Sul avançou em políticas para consolidar a citricultura como uma nova fronteira produtiva. Com mais de 15 mil hectares já em produção e cerca de 7 milhões de mudas implantadas, o setor segue em rápida expansão no estado, que já projeta mais de 40 mil hectares adicionais em novos empreendimentos para os próximos anos.

A Lei Estadual nº 6.293/2024 instituiu um rigoroso controle fitossanitário ao proibir o plantio de murta, hospedeira do psilídeo transmissor do greening, e determinar sua erradicação e monitoramento, medida que foi rapidamente reforçada no âmbito municipal, com Ribas do Rio Pardo tornando-se o primeiro a regulamentar a “Lei do Citrus” (Lei nº 1.536/2025), seguido por Campo Grande, que aprovou a Lei nº 7.451/2025, estabelecendo proibições, fiscalização e multas. Além das ações legais, o setor passou a contar com apoio financeiro por meio de uma linha específica do FCO, que disponibiliza até R$ 20 milhões por ano para implantação e manutenção de pomares, com limite de 500 hectares por projeto.

Reconhecimento sanitário

Em maio, o Brasil conquistou o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, conferido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), em um reconhecimento histórico no qual a Famasul teve papel decisivo por sua atuação técnica no Comitê Gestor do PNEFA. O estado também manteve alto padrão sanitário em outras cadeias, permanecendo livre de Influenza Aviária, Doença de Newcastle, Peste Suína Africana e Peste Suína Clássica. “Esse reconhecimento internacional reforça a credibilidade da pecuária de Mato Grosso do Sul e abre novas portas no mercado global. É um marco coletivo, construído por produtores, entidades e instituições públicas”, afirma Marcelo Bertoni, presidente da Famasul.

PSA e segurança jurídica no Pantanal

A implementação do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Bioma Pantanal foi um dos principais avanços ambientais de 2025, remunerando produtores pela conservação da vegetação nativa além do exigido por lei. Financiado pelo Fundo Clima Pantanal e operacionalizado pela Funar, vinculada à Famasul, o programa prevê pagamentos de R$ 55,47 por hectare ao ano, com limite de R$ 100 mil por propriedade. No primeiro edital, 59 propriedades foram contempladas, somando cerca de R$ 30 milhões em investimentos voltados à proteção do bioma e ao reconhecimento de práticas produtivas sustentáveis.

No mesmo período, a promulgação da Lei do Pantanal garantiu segurança jurídica, respeitou as particularidades da região e valorizou práticas sustentáveis adotadas há décadas pelos produtores rurais, reforçando um ambiente mais competitivo e sustentável para o agro de Mato Grosso do Sul.

Para 2026, a Famasul e o Senar/MS seguirão ao lado do produtor rural, promovendo capacitação, fortalecendo a defesa sanitária e trabalhando para garantir um ambiente cada vez mais competitivo, sustentável e seguro para quem produz em Mato Grosso do Sul.



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Educação avança com valorização profissional e foco na qualidade do ensino


A Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), promoveu em 2025 uma série de ações estruturantes que resultaram em avanços significativos na rede municipal de ensino, beneficiando diretamente mais de 32 mil alunos e milhares de profissionais da educação. A Pasta teve um salto de qualidade nos primeiros 11 meses da gestão Marçal Filho e os avanços podem ser vistos na alta procura por vagas nas escolas municipais.

Logo no primeiro dia de aula, todos os estudantes da Rede Municipal receberam kits escolares completos, garantindo igualdade de condições desde o início do ano letivo. A medida contribuiu para a redução das desigualdades e assegurou que crianças e jovens tivessem os materiais necessários para o pleno desenvolvimento educacional.

Outro destaque foi a valorização dos professores. Em apenas cinco meses de gestão, o município saiu da 60ª para a 39ª posição no ranking salarial entre os 79 municípios de Mato Grosso do Sul. O salário passou de R$ 5.331,38 em 2024 para R$ 6.927,69 em 2025, um reajuste de 29,94%, conforme levantamento da Fetems, a Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul.

A alimentação escolar também recebeu atenção especial, com cardápios balanceados elaborados pelo Núcleo de Nutrição e fiscalização rigorosa em todas as unidades, garantindo segurança alimentar, saúde e melhor rendimento escolar. A qualidade na merenda foi outra exigência do prefeito Marçal Filho para acabar com o que aconteceu em anos anteriores, quando parte das escolas encontrou dificuldade para garantir o alimentos dos estudantes da Reme.

O Programa Educart – Cuidando com Educação, Esporte e Arte ofertou cerca de 5 mil vagas ao longo do ano, com atividades esportivas, culturais e artísticas que ampliam o aprendizado e fortalecem a formação integral dos estudantes. As atividades, todas no contraturno escolar, levaram mais dignidade e cidadania aos estudantes, que passaram a sentir-se totalmente integrados com a escola.

Visando maior comodidade e facilitar o acesso da população, a Semed ampliou o horário de atendimento ao público nas repartições. Agora, o serviço funciona ininterruptamente das 7h às 17h, eliminando o fechamento para almoço e facilitando o acesso da população que precisa da Secretaria de Educação que tem que conciliar os serviços com suas rotinas de trabalho e deslocamento.

Em linha com a expansão do atendimento geral, a Central de Matrículas também passou a operar em horário estendido, das 7h às 17h, sem pausa. A medida agiliza e desburocratiza o processo de matrícula, oferecendo mais flexibilidade para as famílias e garantindo uma gestão mais eficiente do fluxo de vagas no sistema municipal de ensino. Além disso, os uniformes escolares começaram a ser entregues ainda nos primeiros 100 dias de governo, aliviando o orçamento das famílias.

Na área de infraestrutura, houve repactuação de recursos junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com o CEIM Orair Soares, localizado no Jardim Vitória, estando em fase de conclusão e na retomada das obras dos Centros de Educação Infantil do Parque do Lago, Sitiocas Campina Verde e Vila Erondina.

O transporte escolar foi modernizado, com novos ônibus equipados com ar-condicionado e entradas USB, capacitação contínua dos motoristas e manutenção rigorosa da frota. As melhorias garantiram conforto, segurança e um recorde histórico de alunos transportados em 2025.

A gestão também investiu mais de R$ 6,8 milhões nas comunidades escolares, por meio de Termos de Colaboração com Associações de Pais e Mestres, além de assegurar merenda de qualidade, limpeza, transporte, gás de cozinha, uniformes e kits escolares para 2025 e 2026.

No campo pedagógico, a Semed ampliou as formações continuadas, incluindo cursos pela plataforma EAD Semed em parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), além da implantação do Programa Lampiar, voltado à formação de lideranças escolares.

A reestruturação do Recursos Humanos da Educação trouxe atendimento mais humanizado, regularização de funções, criação do cargo de Agente de Apoio Educacional e maior agilidade nos processos administrativos. Também houve avanço no atendimento bilíngue às comunidades indígenas, assegurando que as populações indígenas tivessem acesso pleno às políticas públicas educacionais e respeitando culturas e tradições.

Através do Departamento de Estatística e Supervisão Técnica Escolar atuou como núcleo técnico e regulador do sistema municipal de ensino, organizou normas e processos, e orientou as unidades escolares para garantir o cumprimento da legislação. Em 2025, com intenção de humanizar o atendimento, suas ações asseguraram a regularidade e qualidade do ensino, incluindo a gestão do Censo Escolar, a supervisão das escolas rurais e a execução do Programa Auxílio Brasil, com busca ativa de alunos e acompanhamento da frequência.

Pela primeira vez, os prédios das unidades escolares passaram por regularização junto ao Corpo de Bombeiros, com implantação de sistemas de segurança contra incêndio e pânico, garantindo mais proteção a alunos e servidores.

Por fim, a Educação ainda foi protagonista no Desfile Cívico de 7 de Setembro, que reuniu cerca de 30 mil pessoas na Avenida Marcelino Pires. Todas as 85 unidades da Rede Municipal desfilaram juntas, marcando o maior evento cívico da história de Dourados e reafirmando o compromisso da gestão com a formação cidadã.



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Após prisão de “olheiro” PRF apreende cocaína entre Ponta Porã e Dourados





A segunda apreensão de cocaína pela Polícia Rodoviária Federal – PRF de Dourados nesta terça-feira (16), somou cerca de 40 a 50 quilos da droga. A apreensão envolveu um veículo Jeep e resultou em prisão após uma denúncia anônima que alertou a PRF sobre um indivíduo monitorando o posto policial.

Quando a viatura se aproximou, o até então suspeito tentou fugir em uma motocicleta, mas caiu em um trecho de barro e foi abordado. O indivíduo alegou ter sido contratado por R$ 800 por um elemento conhecido como “muamba”, para avisar sobre as condições da pista e a passagem de veículos específicos. A cocaína estava escondida em compartimentos como a caixa de ar do veículo do traficante.

Ao todo, quatro pessoas foram presas nas operações desta segunda-feira, o motorista da carreta, e três ocupantes do Jeep, operação que teve início com a apreensão da carreta e terminou nesta terça-feira (16), com a abordagem do veículo de passeio. A PRF estima que o valor total da carga apreendida, somando as duas apreensões, ultrapasse R$ 8 milhões de reais no mercado final, representando um golpe financeiro considerável contra as organizações criminosas.




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Assessor da Câmara municipal está desaparecido em Campo Grande


A família, amigos e a polícia, seguem a procura do assessor parlamentar Alex Henrique Lopes Faria, de 44 anos, é procurado pela família. Conform4e ocorrência formalizada na polícia na noite de segunda-feira (15), Alex saiu da casa onde mora com a mãe na região Autódromo, na BR-262, por volta das 7h, com destino à Câmara Municipal de Campo Grande, mas, não chegou ao trabalho.

O desaparecimento só foi constatado no final do dia, quando a família recebeu telefonema de um colega do assessor perguntando se estava tudo bem com ele, pois não havia comparecido ao trabalho. “Ficamos sabendo já no final da tarde. Eu liguei para minha mãe para saber e ela disse que ele não estava em casa. O colega disse que tentou falar com ele por volta das 9h30 e o telefone estava desligado. A gente não sabe o que aconteceu e nem onde ele está”, explicou o irmão de Alex, o radialista Marcos Antônio Lopes de Faria.

Alex é assessor do vereador Ademar Vieira Júnior, o “Júnior Coringa” (MDB), há mais de 8 anos, e nunca havia sumido. “Ele não chegou no gabinete, então ligamos para a mãe dele. Ele segue a mesma rotina há mais de 8 anos. Chega cedo, sempre é um dos primeiros. Achamos muito estranho. Ele não tem problema com ninguém, é uma pessoa tranquila. Inteligentíssimo e estamos muito ansiosos”, disse o vereador.

Alex tem problemas de mobilidade e saiu de casa em um veículo C4 Pallas da cor prata. Qualquer informação sobre o paradeiro de Alex, pode ser relatado ao telefone 190, da Polícia Militar ou Delegacia de Polícia. Alex é filho mais novo do radialista Edgar Lopes de Faria, o “Escaramuça” assassinado a tiros em outubro de 1997.



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Igreja manda padre Júlio deixar de transmitir missas na internet


No último domingo (14), o padre Júlio Lancellotti anunciou em sua missa na Paróquia São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, em São Paulo, que aquela seria a última transmissão da celebração na internet.

O sacerdote católico não explicou o motivo mas, segundo Denise Ribeiro, jornalista e voluntária que trabalha com o padre, o fim das transmissões é uma determinação da Arquidiocese de São Paulo. Ela conta que a ordem foi recebida na semana passada diretamente de Don Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo.

Diante da comoção gerada pela carta, Lancelotti publicou uma nota nesta terça-feira (16) refirmando a suspensão temporária da transmissão via internet. Entretando, ele diz que as missas continuam normalmente de forma presencial aos domingos, às 10h.

Em grupos de whatsapp católicos também circulou a informação de que Don Odilo teria informado a transferência do Padre Júlio da paróquia, onde está há 40 anos. Em seu comunicado, ele nega que isso vá acontecer: “Não procede a informação sobre a transferência da Paróquia São Miguel Arcanjo”.

Em contato com a Agência Brasil, o Padre Júlio disse: “recebo [a notícia do fim das transmissões] com resiliência e obediência”.

A Agência Brasil buscou contato com a Arquidiocese de São Paulo por email e por telefone, mas o órgão não respondeu. O espaço segue aberto para a manifestação da Igreja.

Oprimidos

O Padre Júlio Lancelotti é conhecido por seu trabalho junto à população em situação de rua, no qual promove acolhimento, assistência social e alimentação a quem necessita. O sacerdote ainda tem projetos de inclusão, acesso à leitura e à internet.

O religioso já foi bastante perseguido por políticos de direita. Em 2024, o vereador Rubinho Nunes propôs a criação de uma CPI para investigar o padre. O pedido foi negado.



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