O programa ALI Rural do Sebrae é destinado para pequenas propriedades rurais que buscam inovação e desenvolvimento sustentável. Mais de 70% do agro catarinense é formado por estabelecimentos rurais familiares. Veja ainda nesta edição do Agro Record: durante doze meses, um Agente Local de Inovação realiza um diagnóstico e apresenta soluções que impactam na gestão, faturamento, custeio e boas práticas, gerando mais renda e redução de custos para o agronegócio.
A carne de porcoestá se tornando uma opção mais atrativa no mercado atacadista. Entre outubro e novembro, a diferença entre os preços das carcaças suínas e bovinas foi de quase 10% na Grande São Paulo, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
Em 2025, a disparidade chegou a R$ 9,47 por quilo — o maior número desde 2022, quando esteve em R$ 12,64. A diferença entre os preços das carnes se manteve acima de R$ 9,00 o quilo nos últimos meses do ano.
O município de Luiz Alves, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, é a terra da banana e da cachaça. A produção de banana mudou a vida da cidade, transformando a economia, gerando empregos e abastecendo os mercados nacional e internacional com uma fruta de alta qualidade. Veja ainda nesta edição do Agro Record: essas duas cadeias produtivas conquistaram o Selo de Indicação Geográfica.
Santa Catarina é o 5º maior produtor de trigo do país. Mesmo assim, a produção do cereal fica abaixo da demanda interna, motivando a importação. Veja ainda nesta edição do Agro Record: da lavoura ao beneficiamento, o melhoramento genético e a fiscalização sanitária envolvem técnicos da Epagri, CIDASC e do sistema cooperativista para entregar com alta qualidade para o consumidor, desde farinhas, pães, massas e os inúmeros produtos derivados do trigo.
O confinamento de engorda de bovinos deve apresentar bons resultados no primeiro trimestre de 2026, segundo cálculos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo).
Com uma média de 7,54% dos abates programados para os três primeiros meses do próximo ano, o levantamento indica que a viabilidade da previsão se dá pelo cenário favorável de custo de produção, principalmente referente ao gasto com dieta, assim como a expectativa de preços firmes para o boi gordo.
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O programa Agro Saúde e Cooperação recebeu 12 premiações em 2025, entre elas o Prêmio Sebrae de Jornalismo com a reportagem sobre Florianópolis, que conquistou o reconhecimento da Unesco como Cidade Criativa da Gastronomia. Veja ainda nesta edição do Agro Record: nos 50 episódios que foram pro ar esse ano, o programa abordou temas como produção de alimentos em meio à crise climática, agricultura biodinâmica e o papel das mulheres no cooperativismo.
A frota informal de petroleiros que operava sob o radar na Venezuela de Nicolás Maduro começa a sair das sombras, depois que a captura do líder revelou como o produtor sul-americano de petróleo buscava driblar as sanções dos Estados Unidos.
O superpetroleiro Marbella, cuja localização era um mistério havia mais de um ano, ligou seu transponder no último fim de semana e revelou que estava ao largo da costa venezuelana, carregado com 1,9 milhão de barris de petróleo, segundo dados de movimentação de navios compilados pela Bloomberg. A embarcação voltou à luz como parte dos esforços do governo dos EUA e das tradings de commodities Vitol Group e Trafigura Group para levar o petróleo aos mercados.
A chamada “frota fantasma” foi central para a sobrevivência do regime de Maduro, para o qual o petróleo era a principal fonte de receita, financiando desde alimentos e medicamentos até armas. Os navios que ocultavam suas localizações, identidades e destinos para evitar detecção permitiram que o país continuasse produzindo petróleo e, em determinado momento, elevasse a produção diária a um máximo de vários anos, de 1 milhão de barris.
Navios fantasmas frequentemente escondem sua localização ao desligar ou adulterar sinais de GPS, navegando abaixo do radar das sanções. No ano passado, uma frota de 71 superpetroleiros — cada um com cerca do comprimento de três campos de futebol — ajudou a entregar 400 mil barris por dia de petróleo venezuelano a refinarias na China. Isso significa que quase seis embarcações por mês cruzaram águas venezuelanas de forma clandestina.
Entre os navios que falsificaram sinais estava o superpetroleiro Rene, usado regularmente para transportar petróleo sancionado para a Ásia. No fim de dezembro, ele parecia estar perto da China, mas 12 dias depois seu GPS mostrou que, na verdade, estava ao largo da costa venezuelana. Como a viagem China–Venezuela pode levar até 50 dias, o cenário parece improvável.
Embarcações ocultas começaram a revelar suas localizações nos dias seguintes à captura de Maduro, em 3 de janeiro, quando os EUA passaram a afirmar controle sobre o petróleo venezuelano. O presidente Donald Trump busca reconstruir a economia do país por meio da indústria do petróleo, com a expectativa de que empresas invistam US$ 100 bilhões para revitalizar a infraestrutura deteriorada.
Trafigura e Vitol estão ajudando o governo dos EUA a comercializar até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano. As tradings receberam um lote inicial de 4,83 milhões de barris que já estava a bordo de navios fantasmas e que deve ser descarregado em ilhas do Caribe.
O mercado global de transporte marítimo também está sendo impactado pela intervenção de Washington na Venezuela, com os fretes na rota do Caribe para o Golfo dos EUA disparando para o maior nível em quase dois anos. Outras rotas também registram alta, incluindo para a Europa e para petroleiros que transportam petróleo do México.
Enquanto isso, o Marbella, que transporta petróleo confiado à Vitol para venda, segue atualmente para o complexo de armazenamento de South Riding Point, nas Bahamas.
A BHP e a Rio Tinto, as duas maiores mineradoras do mundo, estão prestes a unir forças no polo de minério de ferro de Pilbara, na Austrália, para produzir até 200 milhões de toneladas do insumo usado na fabricação de aço a partir da próxima década.
As duas mineradoras vão avaliar uma colaboração em dois projetos, o depósito Wunbye, da Rio, e a mina Yandi, da BHP, para aumentar a produção no longo prazo, segundo dois acordos não vinculantes anunciados em comunicado conjunto nesta quinta-feira.
“Juntas, vamos estender a vida útil dessas operações”, disse no comunicado Matthew Holcz, CEO de Minério de Ferro da Rio. “Podemos aproveitar melhor a infraestrutura existente para destravar produção adicional com exigências mínimas de capital.”
Embora as gigantes da mineração estejam cada vez mais direcionando seus investimentos para o cobre e outros metais necessários à transição energética, elas ainda buscam formas de sustentar as receitas com minério de ferro. Grandes volumes do insumo para siderurgia continuam sendo necessários para atender à demanda de economias asiáticas em expansão, à medida que o boom de infraestrutura da China perde força.
A Rio é a maior produtora de minério de ferro em Pilbara, seguida de perto pela BHP, e juntas as duas produzem mais de 600 milhões de toneladas globalmente. As empresas afirmaram que os planos mais recentes se baseiam em um acordo firmado em 2023 que permitiu a mineração em algumas áreas com limites compartilhados.
O anúncio desta quinta-feira abrange dois memorandos de entendimento: um para estudar a colaboração no desenvolvimento do depósito ainda não explorado de Wunbye, da Rio, e outro para que a BHP forneça parte da produção de uma área ampliada da mina Yandi para processamento nas instalações da Rio.
A primeira produção dos projetos conjuntos deve ocorrer no início da próxima década, segundo as empresas. O volume de 200 milhões de toneladas refere-se à produção total, e o comunicado não detalhou a produção anual potencial.
Pilbara há muito tempo é o principal pilar da produção global de minério de ferro, enviando bilhões de toneladas para a China ao longo dos últimos 25 anos para alimentar o crescimento acelerado da economia do país. No entanto, mineradoras como Rio e BHP enfrentam minérios de qualidade mais baixa, o que se traduz em preços menores.
As empresas do setor buscam equilibrar crescimento com disciplina de capital e têm recorrido cada vez mais a formas de extrair eficiências da infraestrutura existente. Tanto a Rio quanto a BHP também tentaram vender ativos de infraestrutura não essenciais para liberar caixa.
Recentemente, a BHP vendeu uma participação relevante em sua rede de energia que abastece as operações de minério de ferro por US$ 2 bilhões à Global Infrastructure Partners, da BlackRock, para direcionar recursos a áreas prioritárias, como o cobre.
As ações da BHP subiam 3% em Sydney às 12h41 no horário local, enquanto as da Rio avançavam 0,8%, beneficiadas pela alta dos preços dos metais nesta semana.
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Um juiz se recusou a dar tramitação acelerada ao processo da Paramount, que acusa diretores da Warner Bros. Discovery de terem enganado investidores ao divulgar informações sobre uma oferta de aquisição superior a US$ 82,7 bilhões feita pela Netflix.
A juíza Morgan Zurn, da Corte de Delaware, decidiu na quinta-feira (15) que os pedidos da Paramount não atendem aos critérios legais para acelerar a análise das acusações de que o conselho da Warner Bros. teria feito divulgações incorretas sobre o negócio.
Zurn afirmou que o grupo de entretenimento não conseguiu demonstrar que sofreria “dano irreparável” em razão das supostas falhas nas divulgações da Warner Bros. A magistrada explicou que, na condição de acionista, a Paramount não pode ser diretamente prejudicada pela falta de informações, já que não tomará nenhuma decisão sobre sua própria oferta pública de aquisição.
A ação da Paramount para forçar a divulgação de mais detalhes sobre o acordo com a Netflix, apresentada no início desta semana, elevou o tom de uma acirrada disputa pela aquisição entre o conglomerado de mídia e a gigante do streaming, que tem sacudido Hollywood e Wall Street. A Paramount afirma querer que a Warner Bros. corrija informações enganosas sobre o negócio antes da votação dos investidores.
Desde outubro, a Paramount tem feito várias investidas à Warner Bros., incluindo a atual oferta integralmente em dinheiro de US$ 30 por ação. A Warner Bros., porém, rejeitou essas propostas e considera superior a oferta da Netflix, de US$ 27,75 por ação, composta por ações e dinheiro.
A Warner Bros. é responsável por franquias cinematográficas consagradas, como Batman e Harry Potter, e abriga a HBO.
A Paramount, que tem a CBS entre seus ativos, sustenta que sua proposta envolve menos riscos e custos. O presidente do conselho da Paramount, David Ellison, afirmou em carta aos acionistas, tornada pública no início desta semana, que pretende contestar o acordo com a Netflix na assembleia anual regular da Warner Bros. ou em uma assembleia extraordinária convocada para aprovar a transação, caso ela seja marcada.