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Câmara aprova restrições a sócios e venda de créditos em ESCs


A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, uma proposta que altera a Lei Complementar 167/2019, conhecida como Lei da Empresa Simples de Crédito (ESC). A medida reforça a proibição de uma pessoa ser sócia de mais de uma ESC e autoriza a venda de carteiras de crédito para securitização, visando ampliar a liquidez dessas empresas.

As ESCs foram criadas em 2019 com o objetivo de facilitar o acesso a empréstimos e financiamentos para microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas (MPEs), atuando como alternativa ao sistema bancário tradicional. Elas operam exclusivamente com capital próprio.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Padovani (União-PR), ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 151/2019, de autoria do deputado Valtenir Pereira (MDB-MT), e projetos apensados. Segundo Padovani, as ESCs representam uma iniciativa relevante para melhorar o acesso ao crédito e reduzir as taxas de juros para MEIs e MPEs, que frequentemente enfrentam barreiras no Sistema Financeiro Nacional.

Entre as principais mudanças, destaca-se a proibição explícita de que uma mesma pessoa participe da constituição de múltiplas ESCs, independentemente do tipo societário ou localização, o que impede a formação de conglomerados. Além disso, a proposta permite que as ESCs vendam seus contratos de empréstimo a companhias securitizadoras, gerando recursos para novas operações sem aguardar o pagamento integral dos créditos concedidos.

O relator manteve a exigência de que as operações das ESCs sejam registradas em entidades autorizadas pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O texto também promove alterações na Lei de Lavagem de Dinheiro, nas regras do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas e na Lei do Simples Nacional.

A proposta ainda será analisada pelas Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Plenário da Câmara dos Deputados.



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IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025


O Brasil deverá fechar 2025 com safra recorde de 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. O resultado representa um aumento de 18,2% em relação a 2024 (292,7 milhões de toneladas).

Os dados são da estimativa calculada em dezembro de 2025, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A previsão é de que em 2026, a produção seja menor. Segundo estimativas do IBGE, a safra brasileira em 2026 deve somar 339,8 milhões de toneladas, declínio de 1,8% em relação a 2025 ou 6,3 milhões de toneladas.

Para a safra 2026, o IBGE informou que está incluindo a canola e o gergelim, produtos que vêm ganhando importância na safra de cereais, leguminosas e oleaginosas nos últimos anos, muito embora ainda tenham seu cultivo limitado a poucas unidades da federação.

Recorde

Para 2025, o IBGE prevê recorde da série histórica. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo que, somados, representaram 92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,9% da área a ser colhida.

Para a soja, a estimativa de produção foi de 166,1 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica, que representa alta de 14,6% em relação a 2024. Para o milho, a estimativa também foi recorde,141,7 milhões de toneladas (crescimento de 23,6%).

Outro recorde se refere à produção do algodão herbáceo em caroço, que chegou a 9,9 milhões de toneladas, um acréscimo de 11,4% em relação a 2024.

Já a produção do arroz em casca foi estimada em 12,7 milhões de toneladas (alta de 19,4%); a do trigo, em 7,8 milhões de toneladas (3,7% a mais que em 2024), e a do sorgo foi de 5,4 milhões de toneladas (35,5% a mais).

Previsão para 2026

O prognóstico para 2026 divulgado nesta quinta foi o terceiro. Apesar de estimar uma produção em 2026 menor que em 2025, a previsão foi maior do que a do último prognóstico, divulgado em dezembro de 2024, pelo IBGE.

Em relação ao segundo prognóstico, houve crescimento de 4,2 milhões de toneladas – alta de 1,2% na previsão para este ano.

De acordo com o IBGE, o declínio da produção de 2026 em relação à safra 2025 deve-se, principalmente, à menor estimativa para o milho (-6% ou -8,5 milhões de toneladas), para o sorgo (-13% ou -700,2 mil toneladas), para o arroz (-8% ou -1 milhão de toneladas), para o algodão herbáceo em caroço (-10,5% ou -632,7 mil toneladas) e para o trigo (-1,6% ou -128,4 mil toneladas).

Já para a soja, o IBGE estima um crescimento de 2,5% ou 4,2 milhões de toneladas. A produção do feijão também deve crescer 3,1% na primeira safra, chegando a 30,1 mil toneladas.



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