A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou o início de um estudo para avaliar a possível incorporação de uma injeção semestral de prevenção ao HIV no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa, confirmada nesta sexta-feira (16), utiliza o medicamento lenacapavir, produzido pela Gilead Sciences.
O lenacapavir foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na segunda-feira (12) como profilaxia pré-exposição (PrEP) para o HIV-1. Administrado por injeção subcutânea a cada seis meses, o fármaco apresenta alta eficácia contra o vírus e é indicado para adultos e adolescentes a partir de 12 anos com peso mínimo de 35 quilos, sob risco de infecção. Antes do tratamento, é exigido teste negativo para HIV-1.
O estudo, denominado ImPrEP LEN Brasil, foca em homens gays e bissexuais, pessoas não binárias identificadas como do sexo masculino ao nascer e pessoas transgênero, com idades entre 16 e 30 anos. As aplicações ocorrerão em sete cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis, Manaus, Campinas (SP) e Nova Iguaçu (RJ).
As doses do medicamento já foram fornecidas pela Gilead Sciences à Fiocruz, mas o início das injeções depende da chegada de agulhas específicas ao Brasil.
A sucessão vinha sendo discutida desde meados de outubro, ainda de acordo com pessoas a par das conversas. O plano inicial era fazer a mudança apenas a partir do segundo semestre de 2026, com mais tempo de transição. Mas a virada do ano e a necessidade de ajustar, de forma mais definitiva, a negociação da dívida pesaram para antecipar a troca e fazê-la sem período de passagem.
O nome de Fábio Mader, anunciado na noite de quinta-feira, era visto como natural e chegou a ser apoiado pelo então CEO Fábio Godinho, segundo fontes. Mader é um executivo de carreira na CVC, com quase 15 anos somando diferentes passagens e um currículo que passa por operações, produto nacional e internacional e liderança na Argentina. Nos últimos quatro anos, estava à frente de Produtos e Revenue Management — área responsável por negociar, montar e precificar os pacotes.

Num relatório divulgado após o anúncio, o Santander resumiu como uma mudança de fase. A CVC estaria saindo de um turnaround liderado por Godinho para uma etapa em que Mader vai guiar a empresa de olho em manter um balanço mais saudável em termos de alavancagem, e perseguindo uma rentabilidade maior.
Nome de confiança da família Paulus, fundadora da CVC, Godinho chegou ao comando em 2023, na volta dos acionistas históricos. A família, que criou a agência de viagens, havia deixado o negócio em 2019 e hoje voltou a ser o maior acionista individual, com cerca de 20% do capital. Outros sócios relevantes incluem a Apex Partners (cerca de 10%) e o Absolute (9,8%), além do Opportunity (7,8%).
Entre acionistas e pessoas próximas à companhia, a leitura é que Godinho entregou o que lhe havia sido demandado: reorganizar a operação depois dos anos difíceis e resgatar o DNA comercial, com foco no volume de vendas. Mas, com a empresa mais estabilizada, o conselho passou a cobrar outra agenda — menos “reaprender a vender” e mais “ganhar dinheiro vendendo”.

Uma pessoa próxima à alta gestão descreve Godinho como um executivo típico de turnaround. “Os ciclos dele são de 2 a 3 anos. Ele coloca muita energia no começo, gosta de resolver problema, mas quando a empresa está em voo de cruzeiro é preciso alguém com perfil mais analítico”, disse a fonte.
Para sustentar essa tese de “ciclos”, interlocutores citam passagens anteriores do executivo em posições de comando, como o período em que foi CEO da Webjet e uma etapa anterior na própria CVC, quando ocupou a vice-presidência de marketing e operações por cerca de três anos.
Já Mader é visto como alguém mais voltado à gestão de pessoas, crescimento de margem e eficiência: “Ele olha mais para rentabilidade, digitalização e processos”, diz uma fonte próxima ao novo CEO. Para o Citi, a mudança no comando da empresa não deve trazer alterações significativas para sua estratégia, mas de fato a melhora da estrutura de capital deve se manter como tema central.
A antecipação do cronograma também conversa com o capítulo financeiro. A empresa já vinha pré-pagando debêntures, mas ainda lidava com um custo elevado para o padrão de uma companhia que tenta voltar a ser geradora de caixa de forma consistente. O custo atual é de CDI+4,5%.
A percepção interna, segundo fontes, é de que uma curva de juros descendente abre espaço para melhorar a equação: reduzir custo, alongar prazos e transformar renegociação em ganho recorrente de caixa. “Se os juros estivessem perto de 9% a 10%, a alavancagem atual seria confortável para o negócio, dada a atual geração de Ebitda”, afirmou uma das pessoas ouvidas. A relação dívida líquida/ Ebitda da CVC era de 0,5 vez ao fim do terceiro trimestre, mas o indicador subia para 1,8 vez quando considerada antecipação de recebíveis.
É nesse contexto que o “mandato” de Mader tende a ser lido no mercado: acelerar o que já vinha sendo feito, mas com uma régua mais alta para rentabilidade e desalavancagem. Mader apontou como “pilares”da sua gestão cultura digital, melhor precificação e eficiência, foco em desempenho de lojas maduras e integração de operações. A ambição também é expandir a atuação do B2B para fora do Brasil, como forma de diversificar receitas e criar um hedge natural para despesas em dólar. Hoje, só 10% da receita do B2B vem de fora.
Os papéis abriram estáveis após o anúncio, mas passaram a despencar 20% perto das 13h. O InvestNews apurou que um investidor com uma posição relevante em derivativos resolveu capturar os ganhos acumulados nos últimos dias. Desde o primeiro pregão de 2026, a ação acumulava alta de 22% — até começar a virar na primeira hora da tarde. No encerramento do pregão, a queda tinha arrefecido para 10%. No ano, a alta segue forte: 11,5%.
Desde 1º de janeiro, o teste do pezinho ampliado passou a ser ofertado em Mato Grosso do Sul pelo SUS, ampliando a detecção de mais de 40 doenças em recém-nascidos e fortalecendo a triagem neonatal no Estado.
O exame integra o Programa Estadual de Triagem Neonatal, vinculado ao Projeto Bem Nascer MS, e representa um avanço na política de diagnóstico precoce e cuidado integral à saúde infantil. Com a ampliação, o Estado supera o modelo anterior, que possibilitava a identificação de apenas sete doenças.
Principais avanços do teste do pezinho ampliado em MS:
Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, a efetivação do teste reforça o compromisso do Governo do Estado com a primeira infância. “Estamos garantindo acesso gratuito a um exame fundamental, que permite identificar doenças ainda nos primeiros dias de vida, assegurando tratamento oportuno e melhores perspectivas para as crianças e suas famílias”, destacou Maymone.
A coleta do exame deve ser realizada, preferencialmente, entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê, período considerado ideal para a identificação precoce de alterações. Entre as doenças rastreadas estão a atrofia muscular espinhal (AME), imunodeficiências primárias, galactosemias e diversos distúrbios metabólicos.
Segundo a gerente de Atenção à Saúde da Criança da SES, Cristiana Schulz, o diagnóstico precoce é determinante para a efetividade do cuidado. “Com o teste do pezinho ampliado, é possível iniciar o tratamento antes mesmo do surgimento dos sintomas, garantindo mais qualidade de vida e, em muitos casos, evitando complicações graves”, explicou Cristiana.
As análises das amostras são realizadas pelo IPED/APAE de Campo Grande, laboratório de referência habilitado pelo Ministério da Saúde, que também oferece acompanhamento multiprofissional às crianças diagnosticadas.
Como acessar o teste do pezinho ampliado:
A coordenadora técnica da instituição, Josaine Palmieri, destaca que a ampliação fortalece a rede de cuidado no Estado. “Em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde e o Governo do Estado, passamos a realizar o teste do pezinho ampliado, aumentando a prevenção, o diagnóstico precoce e o cuidado às crianças em todo o Mato Grosso do Sul”, afirmou Josaine.
Atualmente, cerca de 3 mil testes do pezinho são realizados mensalmente em Mato Grosso do Sul, atendendo os 79 municípios. Para as famílias, a ampliação representa mais segurança e tranquilidade desde os primeiros dias de vida. Mãe da recém-nascida Mariana, de três dias, Ana Cláudia Araújo destacou a importância da iniciativa. “Essa ampliação faz toda a diferença para nós, mães, porque amplia o cuidado e traz mais segurança ao permitir um diagnóstico mais completo desde o início”, relatou.

A avó da bebê Antonela, Alessandra Azambuja, também ressaltou o impacto positivo da iniciativa. “Hoje conseguimos acessar pelo SUS um exame muito mais completo, que antes só era possível no particular, com um custo alto. Isso significa mais prevenção, mais acesso e mais tranquilidade para as famílias”, afirmou.
André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima
Neste fim de semana, três municípios brasileiros iniciam a campanha de imunização contra a dengue com a vacina Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan.
Em Maranguape, no Ceará, e em Nova Lima, Minas Gerais, a ação terá início neste sábado, 17. Já no domingo, 18, Botucatu, no interior de São Paulo, começará a aplicar o imunizante.
A estratégia de escolha das três cidades foi definida pelos governos estaduais em parceria com o Ministério da Saúde. Os municípios selecionados têm porte médio, com população entre 108 mil e 151 mil habitantes.
Segundo o ministério, nessas três localidades serão vacinadas pessoas de 15 a 59 anos, em ordem decrescente de idade.
Em Maranguape, a ação ocorrerá das 8h às 16h em 35 postos de saúde, além de pontos estratégicos como a rodoviária e um supermercado.
A cidade também contará com um ponto de vacinação em formato drive-thru. Ele funcionará de 17 a 30 de janeiro, de segunda a sábado, das 8h às 16h.
Além da vacina do Butantan, também estará disponível no município cearense o imunizante da Takeda para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme o esquema vacinal de duas doses, com intervalo de 90 dias.
O objetivo da estratégia, segundo a Prefeitura de Maranguape, é ampliar a cobertura vacinal e fortalecer o enfrentamento à dengue, contribuindo para a redução de casos graves, internações e óbitos, além de auxiliar no controle da circulação do vírus.
Em Botucatu, a 235 quilômetros da capital paulista, todas as Unidades Básicas de Saúde e o Espaço Saúde estarão abertos no domingo, das 8h às 17h. No mesmo dia, serão instalados dois postos de vacinação drive-thru, um no campus Rubião Júnior da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e outro na Fazenda Lageado.
Segundo a Unesp, a meta na cidade é imunizar 80 mil moradores, o equivalente a 90% da população de 15 a 59 anos, e conduzir um “estudo de vida real”, avaliando o impacto da Butantan-DV fora do ambiente controlado de ensaios clínicos.
A iniciativa repete a vacinação em massa realizada em 2021 em Botucatu, quando foi avaliado o impacto de um dos imunizantes contra a covid-19.
Após a imunização, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Unesp irão monitorar os casos de dengue no município em parceria com as autoridades de saúde.
Para se vacinar, é necessário apresentar Cartão SUS, CPF e comprovante de endereço que confirme residência nos municípios contemplados pela campanha.
Gestantes, pessoas imunossuprimidas e adolescentes que tiveram dengue nos últimos seis meses não possuem indicação para vacinação.
Primeira vacina contra a dengue aplicada em dose única, a Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro do ano passado.
A autorização da vacina se baseia nos resultados do ensaio clínico de fase 3, conduzido entre 2016 e 2024 com mais de 16 mil voluntários de 14 estados brasileiros.
Entre pessoas de 12 a 59 anos, o imunizante apresentou 74,7% de eficácia geral na prevenção da doença, 91,6% contra casos graves e com sinais de alarme e 100% de proteção contra hospitalizações por dengue.
Estadão Conteúdo
Este movimento, de acordo com o documento divulgado ao mercado, busca otimizar a gestão do portfólio energético, aumentar a competitividade no mercado livre e aprimorar a estrutura societária, resultando em redução de custos contábeis e de auditoria.
A empresa também anunciou o cancelamento do registro da CPFL Geração como emissor de valores mobiliários na categoria “B”. A decisão ocorreu durante a Assembleia Geral de Debenturistas da 13ª emissão de debêntures simples da CPFL Geração, com apoio unânime dos debenturistas.
Uma das maiores empresas do setor elétrico no Brasil, a CPFL Energia atua na geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, sendo controlada pelo grupo chinês State Grid.
Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.
Um novo e preocupante caso de intoxicação infantil por maconha foi registrado em Pedro Juan Caballero. Desta vez, a vítima é uma bebê de apenas 9 meses, que deu entrada no Hospital Regional com quadro de sonolência, levantando alerta imediato da equipe médica. Este é o segundo caso semelhante registrado em poucos dias na cidade.
Segundo informações da defensora pública Carolina Medina, apesar de a criança apresentar sinais vitais estáveis, os médicos optaram por realizar um exame toxicológico, que confirmou a presença de maconha no organismo da bebê. Diante da gravidade da situação, os pais também foram submetidos a testes, que apontaram resultado positivo para maconha e cocaína em ambos.
Ao prestar esclarecimentos, a mãe alegou que teria encontrado um cigarro eletrônico (vape) na mão da criança, motivo pelo qual decidiu levá-la imediatamente ao hospital. No entanto, devido à seriedade do caso, as autoridades consideraram necessário aprofundar a investigação para confirmar as circunstâncias da intoxicação.
Como medida emergencial de proteção, os três filhos do casal — uma criança de 4 anos, outra de 2 e a bebê de 9 meses — foram retirados da guarda dos pais e passaram a ficar sob os cuidados da avó paterna. O caso foi comunicado ao Juizado da Infância e Adolescência e ao Ministério Público do Paraguai, que acompanham as providências legais.
A defensora pública classificou o episódio como extremamente grave, ressaltando que a intoxicação de uma criança por maconha representa sério risco à saúde e evidencia falhas no dever de cuidado dos responsáveis. Ela informou ainda que solicitou ao Ministério Público a aplicação de medidas exemplares contra os pais, considerando a reincidência de casos semelhantes na região.
Após atendimento médico, a bebê recebeu alta, encontra-se em bom estado de saúde e permanece sob a guarda da avó. O caso segue judicializado e em investigação.
Fonte: Radio Imperio 106.7 FM
São Paulo, 16 – O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, defendeu que o nome a ser indicado pelo presidente Donald Trump para comandar o Federal Reserve (Fed) terá “credibilidade” e agirá por conta própria, negando que o escolhido seria apenas um “peão” do governo no banco central. “Isso não seria bom”, enfatizou, em entrevista à Fox Business na noite desta sexta-feira, 16.
Bessent evitou comentar sobre as especulações do mercado de que o ex-diretor do Fed, Kevin Warsh, possa ser o novo favorito ao cargo. “Veremos se Warsh é o favorito. A decisão é do presidente Trump e ele foi muito cuidadoso em suas ponderações”, disse.
O secretário do Tesouro reiterou que, independente de quem for escolhido, o banco central americano manterá sua reputação, credibilidade e foco no cumprimento do duplo mandato de garantir o pleno emprego e a estabilidade de preços nos EUA. Ele também demonstrou confiança de que a indicação de Trump será aprovada “rapidamente” pelo Congresso.
Ao ser questionado, Bessent negou que o atual presidente do Fed, Jerome Powell, tenha que deixar imediatamente sua posição no Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês) ao sair da presidência em maio deste ano. Segundo ele, a decisão caberá somente a Powell.
O secretário também evitou comentar sobre as investigações em andamento contra Powell, cujas acusações envolvem a reforma da sede do BC. Bessent afirmou apenas que, se os promotores obtiverem as respostas necessárias, o governo está disposto a deixar a questão de lado. “As investigações sobre o Fed devem correr na justiça, as decisões cabem a eles”, disse.
Contudo, Bessent esclareceu que discorda do atual nível de transparência das políticas do Fed, incluindo os seus processos de investigação interna. “Há muitas deficiências no Fed. Vimos uma dirigente se demitir e somente meses depois divulgaram o motivo: problemas de ética. Precisamos de maior transparência, isso deve ser ajustado”, argumentou.
Bessent disse que sempre recomendou ao Fed conduzir investigações internas mais duras e acusou o banco central de “imprimir dinheiro” sem prestar contas ou se responsabilizar. “Eles apenas imprimem US$ 700 milhões e mesmo que isso se torne um bilhão extra, eles apenas imprimem”.
“Não entendo muito de construções, mas aparentemente o Fed também não”, criticou, acrescentando que a reputação do BC deveria ser “irretocável”.
Estadão Conteúdo