Categorias
brasil

Polícia Federal prende condenado por estupro de vulnerável após deportação dos EUA


A Polícia Federal, em cooperação com o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ/RO) e autoridades dos Estados Unidos, prendeu um brasileiro condenado pelo crime de estupro de vulnerável. O foragido foi detido em Minas Gerais logo após ser deportado.

A ação foi coordenada pela Polícia Federal em Rondônia, que solicitou a inclusão do nome do condenado na Difusão Vermelha da INTERPOL. A medida possibilitou a localização do homem em território norte-americano e viabilizou a cooperação internacional para sua captura.

O indivíduo havia sido condenado pela 2ª Vara Criminal de Guajará-Mirim. De acordo com as investigações, ele deixou o Brasil em novembro, pouco depois da decisão condenatória.

Após a realização dos procedimentos legais, o preso foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça para o cumprimento da pena.



Veja a Matéria Completa

Categorias
economia

Steinbruch rompe com o risco e prega austeridade: agora a CSN vence a dívida?


Benjamin Steinbruch é daqueles empresários facilmente descritos como tomadores de risco. Não vê problema em fazer dívida quando avalia que o negócio pode entregar bom retorno – seja financeiro, seja de influência.

Agora, porém, o controlador, CEO e chairman da CSN parece ensaiar um estilo menos arrojado. Ou, ao menos, ajustar o discurso para que ele soe melhor aos ouvidos dos investidores.

Na quinta-feira, 15, a siderúrgica anunciou um plano para levantar até R$ 18 bilhões com a venda de participações em ativos e, assim, domar — “de uma vez por todas” — a relação pouco equilibrada entre dívida líquida e Ebitda de seu principal negócio. “Nunca nos comprometemos de maneira tão objetiva e pragmática para que isso ocorresse”, afirmou Steinbruch em teleconferência com analistas ao explicar o plano de desalavancagem.

“Vamos nos adequar à realidade necessária para permitir que os empreendedores que ainda existem no Brasil possam continuar trabalhando de forma menos arriscada”, prosseguiu o empresário, agora convertido ao discurso da gestão mais austera e do liability management — práticas que, historicamente, nunca combinaram com seu estilo de fazer e fechar negócios.

chart visualization

Num primeiro momento, a mensagem do controlador não empolgou o mercado. As ações da CSN fecharam o pregão de quinta-feira em queda de 3,1%, em um dia de desempenho positivo do Ibovespa. Ainda assim, o papel acumula alta de 24,8% nos últimos 12 meses; numa janela mais longa, de cinco anos, a queda é de 71%.

Parte do ceticismo passa também por governança e por um tema sensível nos arredores do comando da companhia: a sucessão. Aos 72 anos, Steinbruch segue como o centro gravitacional do grupo, o que dá agilidade às decisões, mas também eleva o chamado key man risk na avaliação de investidores.

“A CSN é muito personificada. Quando o plano depende de vender ativos, negociar com regulador e ainda tocar uma operação cíclica, o mercado sempre se pergunta: quem garante a execução e a continuidade se o comandante muda de repente?”, diz um gestor ouvido pelo InvestNews.

Para esse investidor institucional, não basta anunciar um plano ambicioso ou um discurso mais alinhado. A confiança do mercado só vai aparecer quando ficar claro como esse plano será executado e quem, de fato, vai colocar a estratégia em prática no dia a dia.

Uma CSN mais leve

A CSN tenta atacar um dos pontos que mais incomodam o mercado há anos: a alavancagem elevada, que recorrentemente flerta com os limites previstos nos contratos de dívida – os chamados covenants. Desta vez, a promessa é buscar uma solução mais estrutural, e não apenas paliativa, como tem sido comum nos últimos anos.

Um exemplo desses paliativos ocorreu nas últimas semanas de 2025, quando a CSN concluiu a venda de uma fatia da MRS Logística para a subsidiária CSN Mineração, em duas transações que, somadas, movimentaram R$ 3,95 bilhões. A operação “CSN com CSN” funcionou, na prática, como uma transferência de liquidez dentro do próprio grupo.

A explicação é que a mineradora tinha caixa robusto e menor endividamento, o que permitiu que atuasse como fonte de recursos para a controladora num momento em que a siderúrgica buscava fechar o ano com alavancagem próxima de 3 vezes.

Pelos dados mais recentes disponíveis, referentes ao terceiro trimestre do ano passado, a dívida líquida da companhia equivalia a 3,14 vezes seu resultado operacional (Ebitda). Esse reforço de caixa bilionário já foi incorporado aos números de 2025, que serão divulgados em breve, e não entra no cálculo do plano de desalavancagem anunciado na quinta-feira.

Agora, sob o novo plano de redução do endividamento, a meta é chegar ao fim de 2026 com uma alavancagem entre 2 vezes e 1,8 vez, considerando também ganhos operacionais. Em um horizonte mais longo, de oito anos, o objetivo da CSN é atingir a relação de 1 vez dívida líquida/Ebitda.

Para isso, a companhia planeja vender o controle da CSN Cimentos – uma aposta que perdeu força após a tentativa de compra da concorrente InterCement não avançar – e a negociação de uma participação minoritária, mas relevante, na unidade de Infraestrutura. Os ativos devem ser colocados à venda ainda em janeiro, com expectativa de assinatura de acordos vinculantes entre o terceiro e o quarto trimestres.

No pano de fundo das decisões da CSN, há um mercado menos tolerante a histórias de “alto risco”. Em comentário recente, a agência de classificação de risco Fitch afirmou que a maior volatilidade no Brasil, após reestruturações de grande repercussão, aumentou o escrutínio sobre emissores high yield — empresas com maior risco de crédito e que, por isso, pagam juros mais altos para captar recursos.

Nesse ambiente, o acesso a financiamento fica mais restrito e a execução de vendas de ativos se torna mais difícil — um diagnóstico que dialoga diretamente com o timing e, sobretudo, com a capacidade de execução do plano da CSN.

Bloco de infraestrutura

Para o comando da CSN, será possível arrecadar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões apenas com a venda de participações nos negócios de cimento e infraestrutura, afirmou o CFO da companhia, Marco Rabello. “E pode ser até mais do que isso”, disse.

No desenho da vertical de infraestrutura, a CSN pretende vender uma participação “relevante”, mas mantendo o controle, em veículos que reunirão ativos ferroviários, portuários e multimodais.A companhia estruturou o processo de venda em blocos. 

O cluster Sudeste, mais maduro, deve ser o primeiro a ir ao mercado e reúne quatro ativos: a participação total do grupo CSN na MRS Logística (cerca de 30% do capital) e três operações ligadas à logística e portos — incluindo um terminal de contêineres, um terminal associado a granéis como minério, carvão e coque e uma operação de transporte rodoviário.

O bloco de ativos localizados no Nordeste, que inclui a operação no Porto de Pecém, ficaria para uma etapa seguinte. Esse cluster reúne dois ativos ferroviários e um terminal privado – uma parte que, segundo os executivos, já tem obras compromissadas e cronograma próprio.

A tese para essas vendas é dupla. De um lado, a CSN sustenta que se trata de uma plataforma com perfil mais resiliente e margens elevadas. De outro, argumenta que os ativos são “tremendamente vinculados” à mineração, o que explicaria por que a operação deve ser estruturada como venda minoritária na holding, e não como uma negociação individual dos ativos.

Na fotografia financeira, o segmento de infraestrutura vem crescendo com margem de Ebitda na casa de 40% (em alguns períodos, perto de 50%). A promessa é destravar a expansão com demanda já contratada e projetos brownfield – ampliações de ativos já existentes – e, ao mesmo tempo, usar a venda parcial da divisão para “equilibrar” o portfólio e reduzir o risco no balanço.

Solução ‘num tiro só’

O segundo pilar do plano é mais agressivo: a venda do controle da CSN Cimentos. Até pouco tempo atrás, a subsidiária era apresentada como o embrião de uma “super cementeira” – tese que não se materializou. 

Nem mesmo o IPO ensaiado anos atrás encontra tração em um mercado que tem mais de quatro anos sem abertura de capital. Ainda assim, segundo a companhia, a CSN tem recebido sinalizações de interesse em uma transação privada, com múltiplos considerados atrativos justamente por se tratar de venda de controle.

A CSN Cimentos é descrita pela empresa como a principal plataforma integrada do setor no Brasil, com capacidade instalada de 17 milhões de toneladas por ano, sete plantas integradas, rede própria de distribuição e terminais logísticos, além de projetos greenfield (novas plantas) somando mais de 12 milhões de toneladas anuais e iniciativas brownfield em estágio avançado.

A venda mais relevante do negócio também teria impacto direto na redução da dívida do grupo. A unidade atravessa um ciclo de recuperação e expansão, com o Ebitda passando de R$ 783 milhões em 2022 para R$ 1,36 bilhão no acumulado de 12 meses até o terceiro trimestre de 2025, segundo os dados mais recentes.

Foi nesse contexto que Steinbruch cunhou, em teleconferência com analistas, a frase que virou a síntese do plano: “Na minha opinião, o cimento resolve sozinho a nossa questão do endividamento” – movimento que a companhia pretende executar, nas palavras dos executivos, “num tiro só”.

Mas a busca da CSN por sócios estratégicos não é uma novidade. No fim de 2024, o conglomerado de Steinbruch vendeu 9,26% da CSN Mineração para o grupo japonês Itochu, que pagou cerca de R$ 4,4 bilhões pela fatia. Nem assim o negócio foi suficiente para conter a alavancagem.

Sócios estrangeiros

Se cimentos e infraestrutura aparecem como a “cura” para o endividamento alto, a siderurgia entra nos planos de médio prazo — sobretudo como frente para retomar investimentos. 

A CSN afirmou que pretende buscar alternativas e parcerias estratégicas para modernizar a operação e fazer com que o negócio volte a gerar um fluxo de caixa “mais compatível” com o tamanho do ativo, sem disputar capital com mineração e infraestrutura.

Steinbruch foi particularmente direto ao enquadrar o problema como estrutural e setorial — com exceção do Nordeste: “As siderúrgicas do Sudeste precisam se atualizar, foram feitas no século passado. Precisamos passar por investimentos mais fortes e buscar como fazer isso com parceiros asiáticos e europeus”, afirmou.

(Dado Galdieri/Bloomberg)

Medidas de defesa comercial mais duras por parte do governo brasileiro podem trazer algum alívio ao setor. A siderurgia nacional vem reduzindo investimentos diante do avanço do aço importado da China. Em 2025, a produção caiu mais de 2%, segundo o Instituto Aço Brasil, entidade que representa as empresas do setor. Para 2026, a projeção é de nova retração, de 2,2%.

Ainda assim, para Daniel Utsch, gestor de renda variável da Nero Capital, isso não resolve o problema central da CSN. “Mesmo com algum vento a favor no setor, o investidor quer ver desalavancagem entregue, porque o ciclo muda rápido”, afirma.

Gerando margem

A CSN tem repetido que mineração, siderurgia e energia são os motores de um “novo ciclo” do grupo e, por isso, não integram o pacote de venda de ativos. Na teleconferência, a administração classificou esses negócios como segmentos de margens elevadas — entre 30% e mais de 40% — e afirmou que eles sustentariam a ambição de dobrar o Ebitda em até oito anos.

A mineração, em particular, foi apresentada como avenida de crescimento, e não como “bala de prata” para venda de participação, como o mercado já especulou em outros momentos. A empresa afirmou não ter aprovação do conselho para nova alienação de fatia na CSN Mineração e indicou intenção de manter sua participação em torno de 70%.

O argumento é que a prioridade é acelerar projetos de maior rentabilidade e migrar para a oferta de minério de qualidade superior. A CSN disse que pretende elevar a produção de minério de ferro para até 65 milhões de toneladas por ano até 2030. Na apresentação, ressaltou que a expansão da mina P15 pode adicionar cerca de R$ 4 bilhões por ano ao Ebitda e reiterou a ambição de ampliar a produção ao longo da década.

O segmento de Energia também foi “carimbado” como ativo a ser mantido, por reduzir risco, trazer previsibilidade aos resultados e gerar ganhos de custo via autoprodução — além de potencial de crescimento com fornecimento para terceiros. 

Em um ambiente de juros elevados, o negócio chegou a ser apontado por diversos agentes de mercado como candidato natural à reciclagem de portfólio. A CSN, no entanto, escolheu o caminho oposto, tratando energia como amortecedor do ciclo e suporte operacional.

Com a meta de vendas agora sobre a mesa, Steinbruch tenta convencer os investidores de que o plano tem uma segunda perna: a da execução operacional. Segundo ele, a CSN vem “trabalhando fortemente” para atacar a queima de caixa e “fechar o ralo”, por meio de cortes de custos e melhora de margens.

Entre as frentes citadas está a redução dos estoques, hoje em torno de R$ 12 bilhões entre matérias-primas, produtos em elaboração e produtos acabados. Trata-se de capital empatado que, na visão do controlador, precisa cair para aliviar o caixa e dar fôlego ao plano – nada trivial – de transformar a CSN em um grupo menos arriscado.



Veja matéria completa!

Categorias
destaque_home dourados matogrossodosul politica politica_ms

Após pedido de domiciliar, Moraes determina trasnferência de Bolsonaro para a Papudinha


Uma solicitação da defesa de Jair Bolsonaro de “prisão domiciliar humanitária” foi o que levou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a determinar a transferência do ex-presidente da República para a Complexo Penitenciário da Papuda.

Após ser condenado a mais de 27 anos de prisão, Bolsonaro estava preso na Superintendência da Polícia Federal, de onde foi transferido nesta quinta-feira (15) para a Papudinha, como é conhecida a Sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O despacho de Moraes que determinou a transferência traz declarações dos filhos de Bolsonaro afirmando que o local onde o ex-presidente estava na PF não tinha condições “mínimas de dignidade”.

Cela

No despacho, o ministro lembrou que o ex-presidente estava custodiado em condições bem melhores do que outros presos condenados por participação na tentativa de golpe de estado de 2023 e ressaltou que Bolsonaro que irá para um ambiente com melhores qualidades.

A cela individual da Polícia Federal onde o ex-presidente cumpria a pena é de 12m², com banheiro privativo, água corrente e aquecida; televisão a cores; ar-condicionado; frigobar; médico da PF de plantão 24 horas por dia; autorização de acesso médico particular 24h; autorização para realização de fisioterapia; banho de sol diário e exclusivo; visitas reservadas sem a presença dos demais presos, entre outros benefícios.

O ministro apontou que a nova unidade, na Papuda, tem melhores condições com uma área total de 64,83 m², sendo 54,76 m² cobertos e 10,07 m² externos. A infraestrutura inclui ambientes como banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e área externa.

Além disso as acomodações incluem cozinha com possibilidade de preparo e armazenamento de alimentos, banheiro com chuveiro com água quente, geladeira, armários, cama de casal e TV.

Serão oferecidas 5 refeições diárias (café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia) pela unidade custodiante. Bolsonaro terá ainda à sua disposição espaço para tomar banho de sol, com total privacidade e horário livre.

“Ressalte-se, entretanto, que essas condições absolutamente excepcionais e privilegiadas não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Messias Bolsonaro, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas Instituições, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias, como erroneamente várias das manifestações anteriormente descritas parecem exigir, ao comparar a Sala de Estado Maior a um ‘cativeiro’, ao apresentar reclamações do ‘tamanho das dependências’, do ‘banho de sol’, do ‘ar-condicionado’, do ‘horário de visitas’, ao se desconfiar da ‘origem da comida’ fornecida pela Polícia Federal, e, ao exigir a troca da ‘televisão por uma SMART TV’, para, inclusive, ‘ter acesso ao YOUTUBE’, enfatizou Moraes.

O local na Papuda ainda comporta a instalação de equipamentos de ginástica, tais como esteira e bicicleta. Local para visitas e atendimento de advogados e médicos. Segundo Moraes, o espaço para visitas é amplo, podendo ocorrer tanto na área coberta quanto na externa, “com cadeiras e mesa disponíveis nos dois ambientes”.

Na Papuda, Bolsonaro terá direito a visita da esposa Michelle Bolsonaro, dos filhos Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Renan, Laura Bolsonaro e da enteada Leticia Marianna Firmo da Silva, por três horas, a serem divididas pelos visitantes.

“Dessa maneira, antes da análise do novo pedido de prisão domiciliar humanitária, deverá ser realizada perícia por junta médica da Polícia Federal, para analisar a atual situação do custodiado Jair Messias Bolsonaro e as eventuais adaptações para a manutenção do cumprimento de pena no novo local”, diz a decisão.



Veja a matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Prejuízos com carrapato bovino superam US$ 3,9 bi anuais no Brasil


Além da queda na produção, o carrapato é vetor da tristeza parasitária bovina (TPB), considerada a principal causa de morte de bovinos



Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

Receita Federal divulga tabela do IR 2025 e regras para declaração


A tabela com as alíquotas, as bases de cálculo e os valores das parcelas a deduzir do Imposto de Renda de 2025, com referência ao ano-calendário de 2024, está disponível aos contribuintes.

A declaração poderá ser entregue entre 17 de março e 30 de maio. As regras para a temporada de envio das informações tributárias foram apresentadas, nesta quarta-feira (12), pela Receita Federal. 

A tabela IRRF tem cinco faixas de renda, com alíquotas progressivas — entre 7,5% e 27,5% —, além da faixa de isenção. Confira:

Incidência anual para 2025, ano-calendário de 2024:

Base de Cálculo (R$) Alíquota (%)   Parcela a deduzir do IR (R$)
Até 26.963,20 0% 0,00
De 26.963,21 até 33.919,80     7,5% 2.022,24
De 33.919,81 até 45.012,60   15% 4.566,23
De 45.012,61 até 55.976,16    22,5% 7.942,17
Acima de 55.976,16 27,5% 10.740,98
Fonte: Receita Federal

Para 2026, referente ao ano-calendário de 2025, a tabela também já foi divulgada. Veja:

Incidência anual para 2026, ano-calendário de 2025:

Base de Cálculo (R$) Alíquota (%)   Parcela a deduzir do IR (R$)
Até 27.110,40 0% 0,00
De 27.110,41 até 33.919,80     7,5% 2.033,28
De 33.919,81 até R$ 45.012,60   15% 4.577,27
De R$ 45.012,61 até R$ 55.976,16    22,5% 7.942,17
Acima de R$ 55.976,16 27,5% 10.740,98
Fonte: Receita Federal

LEIA MAIS:

Qual faixa de isenção do Imposto de Renda 2025?

Atualmente estão isentos de IR os contribuintes que têm uma renda tributável mensal de até R$ 2.259,20. O governo estuda dar isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês, mais isso ainda está em discussão no Congresso Nacional e ainda não foi aprovado.

A última atualização da faixa de isenção, que corresponde ao piso da tabela progressiva, ocorreu em fevereiro de 2024, quando passou de R$ 2.640 para R$ 2.824. As outras faixas de tributação não são alteradas desde 2015. O projeto de lei referente ao Orçamento de 2025, apresentado ao Congresso em agosto de 2024, não contempla modificações na tabela do Imposto de Renda.

O teto estabelecido para a alíquota isenta é de R$ 2.259,20. Contudo, para assegurar a isenção aos que auferem até R$ 2.824, haverá uma dedução simplificada de R$ 564,80 sobre a base de cálculo do imposto.

Segundo a Receita Federal, o desconto simplificado é uma escolha facultativa. Aqueles que possuem o direito a deduções mais significativas, de acordo com a legislação vigente, como despesas com dependentes, pensão alimentícia e custos com educação e saúde, não sofrerão nenhuma mudança.

Por enquanto, vale a tabela vigente:

Base de Cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a Deduzir do IR (R$)
Até 2.259,20  zero zero
De 2.259,21 até 2.826,65 7,5 169,44
De 2.826,66 até 3.751,05 15 381,44
De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 662,77
Acima de 4.664,68 27,5 896,00
Fonte: Receita Federal

Vale lembrar que quem é isento do Imposto de Renda não é obrigado a realizar a declaração. No entanto, mesmo sem a obrigatoriedade, declarar o IR pode trazer vantagens importantes.

A declaração voluntária pode ser utilizada para comprovar renda em situações como financiamentos, empréstimos ou negociações financeiras, além de facilitar o acesso à restituição caso tenha havido retenção de imposto na fonte.

Leia também:

Afinal, quem deve declarar Imposto de Renda 2025?

A primeira regra de quem deve declarar o IRPF é quem recebeu acima do limite de rendimentos tributáveis, estabelecido em R$ 33.888,00, para o ano-calendário 2024. Veja os demais critérios:

  • Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (FGTS, indenização trabalhista, pensão alimentícia…) acima de R$ 200 mil;
  • Teve receita bruta de atividade rural acima de R$ 169.440,00;
  • Pretende compensar, no ano de 2024 ou nos anos seguintes, prejuízos de atividade rural que ocorrerem em 2024 ou em anos anteriores;
  • Teve ganho de capital na venda de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto em qualquer mês do ano;
  • Realizou vendas, com ou sem incidência de imposto, em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma total foi acima de R$ 40 mil;
  • Realizou qualquer venda em bolsa de valores com apuração de ganho líquido em operações day trade;
  • Realizou vendas de ações em operações comuns na bolsa de valores com apuração de ganho líquido, cuja soma total das vendas em algum mês do ano anterior tenha sido acima de R$ 20 mil;
  • Tinha posse ou propriedade de bens no valor total acima de R$ 800 mil;
  • Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e permaneceu assim até 31 de dezembro;
  • Optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física;
  • Teve a titularidade de trust em 31 de dezembro;
  • Optou pela isenção do Imposto sobre a Renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado da celebração do contrato de venda;
  • Optou pela atualização a valor de mercado de bens e direitos no exterior;
  • Teve rendimentos de aplicações financeiras ou de lucros e dividendos de entidades controladas, ambas no exterior.

Leia também:

Newsletter – O Essencial

O InvestNews é um veículo multiplataforma empenhado em oferecer jornalismo e informação útil para navegar nos mundos da economia, negócios, finanças, investimentos e tecnologia. Com foco em fornecer conteúdo de qualidade de maneira clara e breve, buscando tornar mais simples o entendimento de assuntos complexos e facilitar a vida da audiência.

AVISO: O portal www.investnews.com.br é de propriedade da Nu Brasil Serviços Ltda. (CNPJ: 46.676.214/0001-83), empresa pertencente ao Grupo Nubank. O Grupo Nubank exerce as seguintes atividades: instituição de pagamentos, corretora de valores, gestora de recursos de terceiros, plataforma de criptoativos, sociedade de crédito, financiamento e investimento, entre outras. Os conteúdos e opiniões veiculados são independentes e elaborados com informações públicas, não sofrendo influência de qualquer tipo das áreas técnicas ou comerciais do grupo, sendo produzidos conforme os juízos de valores e convicções da equipe jornalística do portal. Os conteúdos disponibilizados no IN são meramente jornalísticos e/ou informacionais e não devem ser interpretados como recomendações de investimentos, de compra ou venda de valores mobiliários ou análises exclusivas ao exercício de analistas de valores mobiliários. A Nu Brasil Serviços Ltda. não se responsabiliza por decisões de investimentos tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer perdas, danos e/ou prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização dos materiais ou seu conteúdo.

© 2026 InvestNews. Todos os direitos reservados.



Veja matéria completa!

Categorias
mundo

Kim Jong-un inspeciona academia militar em meio a relatos de envio de soldados para a Rússia – Noticias R7


Kim Jong-un inspeciona academia militar em meio a relatos de envio de soldados para a Rússia
Kim Jong-un inspeciona academia militar em meio a relatos de envio de soldados para a Rússia Reprodução/KCNA

O líder norte-coreano Kim Jong-un visitou, nesta terça-feira (25), a Academia Militar Kang Kon, um dos principais centros de formação de oficiais do país.

A inspeção ocorre em meio a relatos crescentes de que a Coreia do Norte estaria enviando soldados para reforçar as fileiras russas na guerra contra a Ucrânia.

Acompanhado de altos membros do Partido dos Trabalhadores da Coreia e das Forças Armadas, Kim Jong-un prestou homenagens ao general Kang Kon, figura histórica da luta contra o Japão e primeiro chefe do Estado-Maior do Exército Popular da Coreia. Durante a visita, o líder assistiu a demonstrações de artes marciais e treinamentos militares.

Em seu discurso, Kim reforçou a necessidade de fortalecer o treinamento militar e modernizar as instalações de ensino, enfatizando que a preparação dos oficiais é essencial para a manutenção do poder do regime. No entanto, a visita também pode ser vista como uma tentativa de enviar um recado à comunidade internacional, mostrando que Pyongyang está disposta a desempenhar um papel mais agressivo.

A visita acontece em um momento sensível da política externa norte-coreana. Recentes relatórios de inteligência apontam que Pyongyang estaria enviando militares para atuar ao lado das tropas russas na Ucrânia, reforçando o apoio de Kim a Vladimir Putin em um conflito condenado pela maior parte da comunidade internacional. O Kremlin, por sua vez, não confirmou oficialmente a presença de soldados norte-coreanos no front, mas as evidências apontam para um possível acordo que pode trazer consequências imprevisíveis.

Kim Jong-un inspeciona academia militar em meio a relatos de envio de soldados para a Rússia
Kim Jong-un inspeciona academia militar em meio a relatos de envio de soldados para a Rússia Reprodução/KCNA

Washington e seus aliados acompanham de perto a crescente cooperação entre Moscou e Pyongyang. Recentemente, os Estados Unidos acusaram a Coreia do Norte de fornecer mísseis e munição para a Rússia, um movimento que não apenas desafia sanções internacionais, mas também fortalece um eixo de potências autocráticas dispostas a remodelar a ordem global por meio da força.

Kim Jong-un inspeciona academia militar em meio a relatos de envio de soldados para a Rússia
Kim Jong-un inspeciona academia militar em meio a relatos de envio de soldados para a Rússia Reprodução/KCNA

A inspeção de Kim Jong-un à academia militar reafirma a importância que o regime atribui ao fortalecimento das Forças Armadas, especialmente em um período de alianças militares cada vez mais questionáveis com a Rússia.

O desdobramento desse cenário segue sendo observado pela comunidade internacional, que analisa os impactos desse alinhamento na estabilidade global e no equilíbrio de forças entre as grandes potências.



Veja Matéria completa!

Categorias
brasil

Anvisa promove webinar sobre novo marco regulatório de agrotóxicos


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizará, no dia 29 de janeiro, às 15h, um webinar intitulado ‘Novo marco regulatório de Avaliação da Exposição de Operadores, Trabalhadores, Residentes e Transeuntes aos Agrotóxicos’.

O objetivo do encontro é apresentar o novo marco regulatório para a avaliação do risco de exposição não dietética a agrotóxicos. Durante o evento, serão esclarecidos os principais conceitos, critérios e requisitos estabelecidos na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 998/2025 e no Guia nº 84/2025.

Além disso, a Anvisa demonstrará a nova ferramenta de estimativa de exposição ao risco, chamada calculadora integrada Avaliar, desenvolvida para facilitar a aplicação prática do regulamento. A iniciativa visa promover maior compreensão técnica e alinhamento entre servidores públicos e outros interessados sobre as novas diretrizes regulatórias, fortalecendo a gestão de riscos associados ao uso de agrotóxicos.

A participação no webinar é aberta ao público, sem necessidade de cadastro prévio. Basta acessar o link de transmissão no dia e horário programados. O webinar é um seminário online que permite interação entre participantes e apresentadores, transmitido pela internet.

*Com informações do Ministério da Saúde/Anvisa



Veja a Matéria Completa

Categorias
agro destaque_home

Paraná estabelece tarifa de importação para tilápia do Vietnã


Medida do governo do Paraná atende a uma demanda de entidades do setor, que defendem maior proteção à produção local



Veja matéria completa aqui!

Categorias
economia

Votorantim: de gigante industrial a investidor em energia, saúde e finanças


O grupo Votorantim completou 107 anos em janeiro e pouco lembra o conglomerado industrial que tinha seus resultados financeiros fortemente dependentes de commodities. Ao longo das últimas décadas, o grupo da família Ermírio de Moraes, que já foi sinônimo de cimento, laranja, alumínio e celulose, hoje se posiciona como um investidor estratégico em setores tão diversos quanto energia renovável, saúde e serviços financeiros.

Essa transformação ganhou velocidade nos últimos cinco anos sob o comando de João Schmidt, que em maio chega a seu quinto aniversário ocupando a cadeira de CEO. Nesse período, empresas do grupo, como a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) e Auren (joint venture da Votorantim Energia com o fundo canadense CPPIB), fizeram seus IPOs, enquanto a holding adquiriu participações relevantes na CCR e na Hypera.

“Criamos plataformas de negócios que nos deram flexibilidade para diversificar a exposição, inclusive em ativos com características distintas de liquidez, diferentes níveis de participação acionária e associações com parceiros”, diz o executivo, em entrevista ao InvestNews.

O mix de investimentos garantiu mais um ano de geração de receita forte e lucro consistente. No ano passado, a Votorantim registrou R$ 51,8 bilhões em receita, crescimento de 7% em relação a 2023, com o lucro operacional (Ebitda) alcançando R$ 11,9 bilhões, alta de 23% no mesmo comparativo.

Com isso, a última linha do balanço indicou lucro líquido de R$ 830 milhões, uma queda de 53,9% em relação aos R$ 1,8 bilhão do exercício anterior. A piora desse resultado teve a ver com a desvalorização cambial – o dólar subiu 27% para R$ 6,20 em 2024 – e com o acordo de R$ 1,1 bilhão da Votorantim Cimentos com o Cade, explica Sergio Malacrida, CFO do grupo.

Do lado estratégico, o investimento mais importante do grupo Votorantim em 2024 foi a aquisição da AES Brasil pela Auren em um acordo de R$ 7 bilhões que a transformou na terceira maior geradora de energia do Brasil. Outros destaques incluem a venda de ativos da Votorantim Cimentos na Tunísia e no Marrocos e o comprometimento de R$ 1 bilhão pela Altre para investimentos imobiliários nos Estados Unidos.

A Votorantim encerrou 2024 com R$ 6,7 bilhões em caixa e baixa alavancagem, indicando ter musculatura para seguir investindo.

Atualmente, são 12 empresas que compõem o portfólio da Votorantim S.A (VSA): sete delas com controle completo do grupo (Votorantim Cimentos, banco BV, Citrosuco, Acerbrag, Altre, 23S Capital e Reservas Votorantim) e outras cinco listadas na bolsa (CBA, Auren, Nexa, CCR e Hypera). Ao todo, a holding está presente em 22 países e emprega cerca de 20 mil pessoas.

“Esse é um ciclo de diversificação e profissionalização que já dura mais de uma década. Nosso trabalho é formatar um portfólio sólido para o futuro”, prossegue Schmidt, um executivo que adota um perfil discreto e que, antes de assumir o comando da VSA, passou por Citigroup e Goldman Sachs.

Hypera é a bola da vez

Um dos episódios recentes que melhor resume a estratégia da Votorantim como investidor engajado é o da Hypera, investida da VSA desde 2023.

No mês passado, o grupo mais que dobrou sua participação na farmacêutica, saltando de 5,1% para 11%, em meio a uma tentativa de compra hostil pela concorrente EMS. Com a stake, a VSA irá indicar dois conselheiros para a eleição do board da Hypera – o próprio Schmidt e Cláudio Ermírio de Moraes.

O movimento da Votorantim ocorre em um momento em que o fundador da Hypera, João Alves de Queiroz Filho, conhecido como Júnior, vem tentando proteger a Hypera do avanço da EMS. A fabricante de genéricos, controlada por Carlos Sanchez, já havia feito em outubro uma oferta não solicitada de R$ 30 por ação para consolidar a concorrente – proposta rejeitada prontamente pelo conselho da Hypera.

Com a negativa, Sanchez saiu comprando ações da Hypera e hoje tem 6,02% das ações e pede autorização do Cade para comprar mais. Enquanto isso, Júnior articula um bloco de controle que teria cerca de 53% das ações (27,3% de Júnior, 14,7% da gestora mexicana Maiorem e 11% da Votorantim), praticamente fechando as portas para a tentativa de fusão pretendida pela EMS.

O CEO da Votorantim prefere não entrar no mérito da disputa e foca no que a farmacêutica pode agregar ao portfólio da holding. “O setor de saúde de forma ampla é algo que nos interessa do ponto de vista de investimento há bastante tempo”, explica Schmidt. “A Hypera é a única companhia de porte de capital aberto nesse setor, então foi onde havia uma porta de entrada para a gente.”

Família e governança

O grupo Votorantim, que teve sua origem numa fábrica de tecidos criada pelo imigrante português Antônio Pereira Ignácio em 1918, se consolidou como um dos maiores grupos industriais do país no século XX sob o comando de José Ermírio de Moraes, seu genro. Mas foi Antônio Ermírio de Moraes, segundo filho de José e neto de Antônio, que se tornou o rosto mais conhecido do grupo que presidiu de 1973 até 2001.

Após Antônio, outros membros da família comandaram o conglomerado até 2014, quando optou-se por uma profissionalização completa. A estratégia começou com a condução do executivo Raul Calfat à presidência do conselho de administração da holding. Com a ascensão de Calfat, a escolha de profissionais de mercado para postos-chave na empresa ganhou ainda mais força.

O grupo implementou uma descentralização que deu maior autonomia às empresas, com conselhos de administração formados por uma combinação de membros da família, executivos e membros independentes. Hoje, apenas três representantes da família Ermírio de Moraes têm presença no conselho de administração da Votorantim S.A.: José Roberto Filho, Cláudio Ermírio e André Macedo.

Outro exemplo dessa governança é a estrutura da Hejoassu, uma outra holding que cuida dos interesses da família e está acima do conselho da Votorantim S.A. São 12 membros, incluindo seis integrantes da quinta geração da família, que definem “contornos, aspirações financeiras e parâmetros de retorno e risco para os negócios”.

“Os acionistas são muito presentes na governança, nos guiando na estratégia e na alocação de capital”, conclui Schmidt.



Veja matéria completa!

Categorias
mundo

‘É difícil acreditar’ – Noticias R7


Joël Le Scouarnec
Joël Le Scouarnec Reprodução

O julgamento de Joël Le Scouarnec, ex-cirurgião acusado de violentar e abusar sexualmente de 299 pacientes, entrou em uma fase decisiva nesta terça-feira (25), na França. Familiares do réu começaram a testemunhar e relataram o choque ao descobrir a extensão dos crimes.

Um dos depoimentos foi do filho mais jovem de Le Scouarnec, hoje com 37 anos. Em um pronunciamento longo e emocional, ele confessou que, inicialmente, não conseguia acreditar nas acusações. “Foi difícil aceitar que era real… que realmente era meu pai”, declarou.

Segundo ele, o impacto das revelações tem sido devastador, a ponto de afetar sua confiança nas pessoas. “Se meu pai conseguiu fazer isso por anos, qualquer um pode fazer. Você se torna paranoico”, disse, admitindo que evita deixar seu filho sozinho com qualquer pessoa, mesmo dentro da família.

Outro testemunho veio do irmão mais velho, de 42 anos, que revelou ter sido vítima de abuso sexual pelo próprio avô – pai do réu. Ele contou que sofreu agressões entre os 5 e 10 anos de idade, marcadas por episódios de exibicionismo, toques e sexo oral.

“Tenho imagens que ficarão na minha memória para sempre”, afirmou. A ex-esposa de Le Scouarnec, cujo depoimento era um dos mais aguardados do julgamento, chegou ao tribunal tentando esconder o rosto, cercada por jornalistas.

Em sua declaração, disse nunca ter desconfiado do ex-marido, nem mesmo após sua primeira condenação por posse de material pornográfico infantil em 2005. No entanto, investigações revelaram que evidências sobre os abusos já existiam desde a década de 1990.

Crimes documentados e vítimas anestesiadas

Le Scouarnec enfrenta 111 acusações de estupro e 189 de agressão sexual, ocorridos entre 1989 e 2014. A gravidade do caso se intensifica pelo fato de que a maioria das vítimas eram menores de 15 anos e estavam sob seus cuidados médicos.

As investigações começaram oficialmente em maio de 2017, após uma denúncia da vizinha do cirurgião, que o acusou de abusar de sua filha de 6 anos. Durante a operação de busca na residência do réu, a polícia encontrou um material estarrecedor: dezenas de cadernos nos quais ele detalhou minuciosamente os abusos cometidos ao longo de mais de duas décadas.

Além disso, os investigadores identificaram que muitas das vítimas estavam anestesiadas durante os ataques e sequer tinham consciência do que havia acontecido.

O caso também levanta questionamentos sobre a negligência das autoridades médicas francesas. Desde 2004, o nome de Le Scouarnec já havia aparecido em investigações do FBI sobre compra de pornografia infantil. A polícia francesa foi informada, e ele chegou a ser condenado a quatro meses de prisão com sursis (pena suspensa).

No entanto, mesmo após essa condenação, o cirurgião continuou exercendo a profissão e atendendo crianças até sua aposentadoria, em 2017. Organizações de defesa dos direitos das vítimas e manifestantes criticam a atuação do Conselho de Medicina, que já tinha conhecimento das acusações e não impediu que ele seguisse trabalhando. Dois dos hospitais pelos quais o médico passou estavam cientes da condenação, mas ainda assim permitiram que ele continuasse exercendo a profissão.

O julgamento segue em andamento e deve definir a sentença de Le Scouarnec, que pode chegar a 20 anos de prisão. O caso é considerado um dos maiores escândalos de abuso sexual na história da França.



Veja Matéria completa!

Cookie policy
We use our own and third party cookies to allow us to understand how the site is used and to support our marketing campaigns.

Hot daily news right into your inbox.