Um helicóptero caiu na tarde deste sábado (17) em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A aeronave transportava três pessoas, que não resistiram aos ferimentos e morreram no local.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o helicóptero caiu em uma área de mata, nas proximidades da Avenida Levy Neves, esquina com a Rua Tasso da Silveira. As equipes de resgate foram acionadas para atender a ocorrência e constataram os óbitos.
Até o momento, não há detalhes sobre as causas da queda nem sobre a identidade das vítimas.
O governo americano acha que sim. Já os passageiros talvez não estejam tão convencidos.
O Departamento de Transportes deu início à temporada de viagens de fim de ano de 2025 com uma campanha de civilidade, admitidamente impossível de fiscalizar, com o objetivo de trazer de volta a “cortesia e a classe ao transporte aéreo”. Desde 2019, os episódios de surtos a bordo aumentaram cinco vezes, com um salto expressivo durante a pandemia, segundo a Administração Federal de Aviação (FAA).
A ideia é que, se mais passageiros optarem por jeans e uma camisa decente, os ânimos fiquem mais tranquilos. Ao menos é o que acredita o secretário de Transportes, Sean Duffy. “Vamos tentar não usar chinelos e pijamas ao ir para o aeroporto”, disse ele no aeroporto de Newark, em Nova Jersey, no fim de novembro.
Se você já passou algum tempo a 10 mil metros de altitude, é compreensível achar que Duffy escolheu uma batalha perdida.
Conforto pode ser raro nas passarelas de moda, mas domina completamente as pistas de pouso — a ponto de inspirar linhas específicas para viagem, como a AirEssentials, da Spanx. Alguns influenciadores do TikTok chegaram a prometer tornar pijamas e chinelos o uniforme oficial de aeroporto.
“Os passageiros estão apenas se vestindo para o tipo de viagem aérea que existe, não para a que gostariam que existisse”, disse a comediante Michelle Wolf. “É um ônibus no céu”, afirmou em um post no Instagram em dezembro.
Adam Schlemmer, que viajava por Newark em janeiro, acha que se vestir melhor pode desestimular comportamentos hostis entre passageiros. Pessoalmente, ele costuma usar moletom ou jeans com um suéter.
“Se eu estivesse voando de classe executiva, ou representando alguém ou alguma coisa, pensaria em me vestir melhor”, disse o jovem de 21 anos, de Charlotte, na Carolina do Norte.
Lindsey Zurn, de 32 anos, adora montar looks, mas quando o assunto é avião, o conforto fala mais alto. Com pelo menos 30 horas de viagem no último ano, ela prefere um “conjunto elevado” — roupas esportivas combinando e estilosas — além de uma jaqueta leve para sobreposição e sapatos baixos.
“Eu realmente acredito que, quando você se sente bem com a aparência, se sente melhor”, disse a especialista em sourcing da QVC, de West Chester, na Pensilvânia. “Mas não tenho certeza de que só esse pensamento torne momentos estressantes de viagem mais fáceis.”
Nem sempre foi assim. Houve um tempo em que viajar de avião era sinônimo de se arrumar bem. Na era de ouro da aviação comercial, voar era algo glamouroso, restrito aos ricos, que podiam bancar o alto custo do estilo de vida luxuoso.
“Era algo que apenas a elite fazia”, disse Valerie Steele, diretora do museu do Fashion Institute of Technology, em Nova York.
Vestir-se bem refletia essa exclusividade e o luxo geral das viagens aéreas nas décadas de 1950 e 1960. Mulheres usavam vestidos e meias finas; homens, ternos e chapéus. As refeições vinham em porcelana fina, e vinho e champanhe eram servidos à vontade.
Tudo isso mudou após a desregulamentação do setor aéreo, em 1978. Com a popularização dos voos e a transformação da viagem aérea em algo rotineiro, veio também um rebaixamento no vestuário — acompanhando mudanças mais amplas da moda e, ao mesmo tempo, uma piora da experiência.
Para atender a mais passageiros, as companhias aéreas tornaram os assentos mais apertados e passaram a cobrar à parte por serviços, disse Shea Oakley, historiador da aviação.
“Elas passaram a cobrar por tudo, menos pelo cinto de segurança e pelo banheiro”, afirmou. “Era possível voar muito barato, mas de forma extremamente desconfortável.”
Os passageiros passaram a se vestir de acordo com isso; jeans e camisetas se tornaram padrão, explicou Oakley.
Ainda assim, viajar de avião nos anos 1980 parece luxuoso quando comparado aos dias atuais.
Hoje, os aviões estão mais cheios do que nunca, à medida que as companhias lutam por rentabilidade. Atrasos longos são quatro vezes mais comuns do que em 1990, segundo dados federais analisados por Maxwell Tabarrok, doutorando da Universidade Harvard. E os controles de segurança em múltiplas etapas, que tornaram as viagens mais seguras após o 11 de Setembro, também as tornaram mais penosas.
A chamada “fúria aérea” tornou-se mais frequente. A pandemia agravou o problema, com relatos de passageiros indisciplinados aumentando seis vezes entre 2020 e 2021, segundo a FAA.
O governo já tentou outras estratégias para lidar com a questão; nos últimos anos, a FAA endureceu as punições para comportamentos inadequados a bordo.
Ainda assim, alguns viajantes frequentes acham que a campanha mais recente do Departamento de Transportes erra o alvo.
“Parece que equiparar a ‘fúria aérea’ à forma de se vestir transforma a roupa em bode expiatório de uma experiência de voo cara, estressante e excessivamente corporativa”, disse Iain Gordon, engenheiro de projetos de 29 anos, de Richmond, Virgínia, que costuma viajar de moletom esportivo e capuz.
Oakley — que ainda veste um paletó esportivo e evita jeans quando voa — considera a iniciativa de Duffy uma “ideia nobre”, mas acredita que ela dificilmente terá impacto enquanto voar continuar sendo “barato, porém desagradável”.
Segundo Steele, os passageiros se vestem para “suportar os horrores” que esperam no aeroporto, como atrasos longos que podem levá-los a dormir no chão. “Voar hoje é uma experiência tão desagradável”, disse ela. “Como ousam nos culpar?”
O governo não deveria se surpreender, acrescentou Steele, se o público simplesmente ignorar a campanha.
“Não deveria ser controverso sugerir que as pessoas se vistam de forma respeitosa em público, especialmente em ambientes onde crianças podem estar presentes”, afirmou um porta-voz do Departamento de Transportes.
A pasta batizou a iniciativa de “A Era de Ouro das Viagens Começa com Você”, na tentativa de resgatar tempos mais elegantes. Para Sara Nelson, presidente internacional da Associação de Comissários de Voo, o código de vestimenta necessário para manter a civilidade nos voos é bem mais simples:
“Os comissários ficariam felizes se as pessoas ao menos mantivessem os sapatos e as meias nos pés.”
Escreva para Dean Seal em dean.seal@wsj.com.
Traduzido do inglês por InvestNews
Um ataque a tiros ocorrido na noite deste sábado (17) deixou uma pessoa morta e duas feridas e provocou pânico na região do Grande Marambaia, em Ponta Porã. O crime aconteceu em um lava jato localizado na Rua Zeferindo Dávila Monteiro, onde três homens foram surpreendidos por pistoleiros armados.
De acordo com as primeiras informações, as vítimas estavam no local quando quatro homens chegaram em duas motocicletas, todos armados com pistolas, e abriram fogo contra o grupo. Após os disparos, os atiradores fugiram rapidamente, tomando rumo desconhecido.
Um dos homens morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. As outras duas vítimas ficaram feridas: uma foi socorrida consciente por familiares, enquanto a outra, em estado gravíssimo, foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada às pressas para o Hospital Regional de Ponta Porã.
A Polícia Civil assumiu a investigação do caso e equipes da Polícia Científica estiveram no local para realizar os levantamentos periciais. Até o momento, nenhum suspeito foi preso e as motivações do crime ainda são desconhecidas. O ataque reforçou o clima de tensão e insegurança na região fronteiriça.
O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou neste sábado, 17, que a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia não é um “ponto de chegada”, mas um “ponto de partida”. Segundo o chefe de Estado, o pacto é de “um feito de grande transcendência política e econômica”, “possivelmente a maior conquista” do Mercosul desde sua criação “e resultado de uma decisão estratégica que Argentina contribuiu a impulsionar em sua presidência no ano passado”.
Milei defendeu também que é “fundamental que na etapa de implementação se preserve o espírito do negociado”. “A incorporação de mecanismos que restrinjam esse acesso, como salvaguardas ou medidas equivalentes, reduzirá significativamente o impacto econômico do acordo e atentará contra o objetivo essencial do mesmo. Temos que velar em nossos parlamentos para que isso não ocorra”, registrou.
O presidente da Argentina sustentou também que o “fechamento e protecionismo, amparado pela retórica em lugar dos resultados, são as causas do estancamento econômico”. Segundo ele, a liberdade e a interação internacional são caminho para Argentina e Mercosul mais prósperos.
Milei ainda aproveitou o discurso para elogiar a ação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Venezuela. “Valorizamos a decisão e a determinação”, indicou após se referir ao ex-presidente capturado Nicolás Maduro como narcoterrorista e ditador A ponderação ocorreu após o presidente sustentar que o “movimento em direção a liberdade e comércio é a base de qualquer integração genuína”. Segundo ele, quando há erosão de instituições o resultado é o isolamento, empobrecimento e perda de liberdade. “A situação da Venezuela é amostra disso”, indicou.
Estadão Conteúdo
O deslocamento de cerca de 6,5 quilômetros do foguete Space Launch System (SLS), da Boeing, e da cápsula Orion, da Lockheed Martin, do prédio de montagem até a área de lançamento pode levar até 12 horas, segundo comunicado da agência.
Depois que o conjunto chegar ao local, a NASA dará início a outras etapas de preparação para o voo, incluindo a conexão de equipamentos de apoio em solo, testes de componentes e checagem da infraestrutura da plataforma.
Em desenvolvimento há cerca de 15 anos, o SLS ultrapassou o orçamento e acumula atrasos. Até agora, realizou apenas um lançamento: um voo de teste não tripulado em 2022 que orbitou a Lua. Cada lançamento custa mais de US$ 4 bilhões.

Crédito: NASA/Joel Kowsky
O orçamento proposto pelo presidente Donald Trump para este ano previa a descontinuação do SLS após o terceiro voo, classificando o programa como “caro demais e atrasado”. Mas o senador Ted Cruz, do Texas, conseguiu aprovar US$ 4,1 bilhões em novos recursos por meio do pacote legislativo One Big Beautiful Bill Act, sancionado por Trump em julho.
O deslocamento do foguete nesta sexta-feira (16)marcou o primeiro passo da missão Artemis II, que deve levar quatro astronautas a contornar a Lua e retornar à Terra em até dez dias. Originalmente prevista para o fim de 2024, a missão agora está programada para ocorrer até, no máximo, abril.
Após a conclusão do deslocamento e das verificações na plataforma, a agência realizará no fim de janeiro um teste conhecido como wet dress rehearsal, um ensaio geral de abastecimento do foguete. Esse teste precisa ocorrer sem falhas antes que outras etapas avancem.
“O ensaio de abastecimento é o grande teste na plataforma. É esse que precisa ser acompanhado de perto”, disse Charlie Blackwell-Thompson, diretora de lançamento do programa Artemis, durante coletiva de imprensa na sexta-feira.
Estados Unidos e China estão investindo bilhões de dólares para levar novamente seres humanos à Lua. Pequim planeja realizar seu primeiro pouso tripulado no satélite até 2030.
A missão Artemis II testará todos os sistemas de suporte à vida da cápsula Orion em espaço profundo, abrindo caminho para a Artemis III, que pretende realizar o primeiro pouso lunar tripulado desde dezembro de 1972. Essa missão está atualmente prevista para 2027.
Um ataque a tiros ocorrido na noite deste sábado (17) deixou uma pessoa morta e duas feridas e provocou pânico na região do Grande Marambaia, em Ponta Porã. O crime aconteceu em um lava jato localizado na Rua Zeferindo Dávila Monteiro, onde três homens foram surpreendidos por pistoleiros armados.
De acordo com as primeiras informações, as vítimas estavam no local quando quatro homens chegaram em duas motocicletas, todos armados com pistolas, e abriram fogo contra o grupo. Após os disparos, os atiradores fugiram rapidamente, tomando rumo desconhecido.
Um dos homens morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. As outras duas vítimas ficaram feridas: uma foi socorrida consciente por familiares, enquanto a outra, em estado gravíssimo, foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada às pressas para o Hospital Regional de Ponta Porã.
A Polícia Civil assumiu a investigação do caso e equipes da Polícia Científica estiveram no local para realizar os levantamentos periciais. Até o momento, nenhum suspeito foi preso e as motivações do crime ainda são desconhecidas. O ataque reforçou o clima de tensão e insegurança na região fronteiriça.
Por Zé Américo Silva*
O Carnaval da Bahia é vendido ao mundo como a maior celebração popular do planeta, símbolo de alegria, diversidade e identidade cultural. Mas por trás da festa, dos trios elétricos e da estética que encanta turistas, existe uma contradição profunda, histórica e vergonhosa: o racismo estrutural que define quem recebe patrocínio, quem ocupa os espaços de poder e quem segue sendo apenas força de trabalho invisível.
Os blocos afros — pilares da identidade cultural do carnaval baiano — enfrentam, ano após ano, enorme dificuldade para captar recursos junto à iniciativa privada. Falta patrocínio, falta apoio institucional, falta reconhecimento econômico. Ao mesmo tempo, camarotes milionários, voltados quase exclusivamente para turistas e elites econômicas, concentram volumosos investimentos de grandes marcas nacionais e multinacionais.
A contradição salta aos olhos. Nos camarotes patrocinados, majoritariamente brancos se divertem. Do lado de fora — e também dentro deles — homens e mulheres negros trabalham: fazem a segurança, servem bebidas, cozinham, limpam, fazem manutenção e lavam sanitários. A cena se repete como um retrato fiel da desigualdade racial brasileira. É o carnaval como metáfora do país.
Isso não é acaso. É racismo estrutural operando com naturalidade, travestido de “estratégia de marketing”, “retorno de marca” ou “perfil de público”. Quando empresas escolhem investir milhões em espaços elitizados e ignorar manifestações culturais que representam a alma do povo baiano, elas fazem uma escolha política — ainda que tentem negá-la.
Mais recentemente, essa realidade foi denunciada publicamente por Vovô do Ilê, presidente do Ilê Aiyê – Associação Cultural, primeiro bloco afro do Brasil, ativista histórico do movimento negro e referência na luta pela valorização da cultura afro-brasileira, membro do Conselho da República. Seu alerta não é novo, mas segue atual: os blocos afros sobrevivem à base da resistência, do voluntarismo e do amor à cultura, enquanto o mercado fecha portas, impõe barreiras e trata essas manifestações como periféricas.
É preciso dizer com todas as letras: sem a cultura africana, o carnaval da Bahia não existiria como o conhecemos. O samba-reggae, os tambores, os ritmos, as danças, a estética, a corporeidade, a religiosidade e até a organização dos desfiles têm origem direta nas tradições africanas e afro-brasileiras.
A própria popularidade internacional do carnaval baiano nasce dessa herança.
No entanto, essa mesma cultura que gera bilhões em turismo, mídia espontânea e consumo é empurrada para a margem quando se trata de investimento e reconhecimento financeiro. As empresas exploram o imaginário negro para vender produtos, mas se recusam a financiar os sujeitos e instituições que mantêm essa cultura viva.
Mais grave ainda é a ausência de uma política pública robusta, contínua e estrutural que faça jus à importância dos blocos afros. O apoio governamental, quando existe, é pontual, insuficiente e frequentemente tratado como favor — e não como dever do Estado. Cultura afro não pode ser vista como “segmento”; ela é base fundante da identidade baiana.
Não se trata de caridade empresarial, mas de responsabilidade social, econômica e histórica. Patrocinar blocos afros é investir em identidade, pertencimento, educação cultural e reparação simbólica. É reconhecer que o lucro do carnaval não pode continuar sendo apropriado por poucos enquanto a cultura que o sustenta permanece precarizada.
Denunciar esse modelo é urgente. Gritar sobre isso é necessário. O silêncio apenas perpetua a desigualdade. O carnaval da Bahia não pode continuar reproduzindo, em pleno século XXI, a lógica da senzala modernizada, onde uns festejam e outros apenas servem.
Valorizar os blocos afros não é apenas uma questão cultural — é um ato de justiça histórica. Sem eles, o carnaval perde sua alma. E uma festa sem alma pode até dar lucro, mas jamais representará o povo que a criou.
*Zé Américo Silva é jornalista e publicitário