O acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) firmado na tarde deste sábado, 17, estabelece um “amplo compromisso de liberalização tarifária em setores industriais e agrícolas, respeitando as especificidades de cada mercado”, informou o governo brasileiro.
Do lado da UE, serão eliminadas tarifas de importação sobre aproximadamente 95% dos bens, o que representa 92% do valor das importações europeias de bens brasileiros. Já a oferta do Mercosul cobre 91% dos bens e 85% do valor das importações brasileiras de produtos provenientes da UE.
Do lado europeu, o escopo de liberalização é mais amplo. O pacto firmado nesta tarde conta com cestas de desgravação imediata ou linear, em prazos de quatro, sete, oito, dez e doze anos. As principais concessões do bloco europeu envolvem: carnes (bovina, suína e de aves); açúcar; etanol; arroz; mel; milho e sorgo; suco de laranja; cachaça; queijos, iogurte e manteiga; e frutas
Cerca de 3% dos bens e 5% do valores importado pela UE são de produtos sujeitos a cotas ou tratamentos não tarifários – aplicados especialmente a produtos agrícolas e agroindustriais. Segundo o governo brasileiro, tal dinâmica “reflete o equilíbrio buscado entre a abertura de mercados e a proteção de setores sensíveis para ambas as partes”
A oferta do Mercosul estabelece cestas de produtos submetidos a desgravação imediata ou linear, em prazos de quatro, oito, dez ou quinze anos. Segundo o Executivo, foram negociadas condições especiais, por exemplo, para veículos eletrificados, movidos a hidrogênio e novas tecnologias, com períodos de desgravação de 18, 25 e 30 anos, respectivamente.
Ainda de acordo com o governo, uma “parcela muito reduzida dos bens” está sujeita a cotas ou outros tratamentos não tarifários. Já a lista de exclusões representa aproximadamente 9% dos bens e 8% do valor total das importações.
Estadão Conteúdo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou processar o JPMorgan Chase, o maior banco norte-americano, neste sábado (17/1). O republicano alega que foi vítima de “discriminação política”, afirmando que perdeu o acesso a serviços bancários depois do ataque ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021.
De acordo com Trump, o banco solicitou o fechamento das contas que ele mantinha por décadas. A medida, ainda segundo a avaliação do presidente dos EUA, foi motivada por suas posições políticas e pelo episódio de 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores do republicano invadiram o Congresso, na tentativa de impedir a confirmação da vitória de Joe Biden na eleição presidencial de 2020.
“Processarei o JPMorgan Chase por me DESBANCARIZAR (DEBANKIG, no original) de forma incorreta e inadequada após o protesto de 6 de janeiro, um protesto que se provou correto para aqueles que protestaram – A eleição foi FRAUDADA!”, escreveu Trump, na sua rede Truth Social.
A disputa entre Trump e o JP Morgan acirrou-se nos últimos dias, depois que o Wall Street Journal publicou reportagem afirmando que o presidente dos EUA cogitou em indicar o CEO do banco, Jamie Dimon, para presidir o Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Trump voltou a negar a informação neste sábado. Dimon declarou que não aceitaria comandar o Fed e negou que o banco tome decisões com base em preferências políticas.
O Programa Cinturão Ortopédico, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), contabilizou 1.983 atendimentos de urgência em ortopedia entre junho e dezembro de 2025, ampliando o acesso a serviços especializados e fortalecendo a assistência regionalizada no Estado.
No período, os atendimentos foram executados principalmente nos municípios de Aquidauana, Coxim, Ribas do Rio Pardo, Sidrolândia, Maracaju e Bataguassu, com destaque para Aquidauana, que concentrou o maior volume de procedimentos ao longo dos meses analisados.
A evolução mensal dos atendimentos demonstra crescimento progressivo ao longo do segundo semestre, especialmente a partir de agosto, evidenciando a ampliação do acesso e a consolidação do fluxo assistencial do programa.
Para o Secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, o Programa Cinturão Ortopédico representa um avanço concreto na regionalização da assistência em Mato Grosso do Sul. “O programa reforça o compromisso da SES em garantir atendimento ortopédico de urgência mais próximo da população, com organização da rede, uso racional dos recursos e resposta rápida às demandas dos municípios. Esses resultados demonstram que a regionalização fortalece o SUS e melhora o cuidado ao cidadão”, destacou Simões.
Para a responsável pela Gestão Estratégica da SES, Maria Angélica, os dados refletem a efetividade da organização regional da assistência. “Os números demonstram a importância do Cinturão Ortopédico como estratégia de organização da rede e de resposta rápida às urgências. Ao estruturar fluxos regionais e fortalecer os serviços de referência, conseguimos reduzir deslocamentos, otimizar recursos e garantir atendimento oportuno à população”, afirmou Maria Angélica.
Principais causas dos atendimentos
Entre os diagnósticos mais frequentes, segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), destacam-se:
Os dados evidenciam a predominância de traumas ortopédicos de membros superiores e inferiores, reforçando a importância da organização regional da assistência para atendimento ágil e especializado.
Municípios solicitantes
O programa atendeu solicitações de diversos municípios do Estado, com maior volume proveniente de Miranda (218), Coxim (169), Nioaque (130), Maracaju (129), Bonito (109) e Bodoquena (96), entre outros.
Fortalecimento da rede
O Cinturão Ortopédico integra a estratégia da SES para descentralizar o atendimento ortopédico de urgência, reduzir deslocamentos desnecessários de pacientes e fortalecer a articulação entre os municípios e os serviços de referência.
André Lima, Comunicação SES
Foto: Assessoria de Comunicação HAP
De acordo com o Instituto Climatempo, o sábado (17), em Dourados deverá ser de sol com muitas nuvens e períodos de céu nublado. Noite com pancadas de chuva.
A temperatura mínima deverá ser de 23 graus centígrados e a máxima de 32 graus centígrados.
A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) comemorou, por meio de nota, a assinatura do Acordo de Livre-Comércio Mercosul-União Europeia (UE), após 26 anos do início das negociações. Para as indústrias do setor, o acordo resultará na eliminação da barreira tarifária média de 7,5 % e 9% para café torrado/torrado e moído, e café solúvel. Após cinco anos da entrada em vigor do acordo, os cafés brasileiros devem adentrar a Europa com tarifa zero.
A retirada tarifária para os cafés industrializados acontecerá de forma gradual e da seguinte maneira, explica a associação: 20% logo na entrada em vigor do acordo; 40% no ano seguinte, 60% no ano 2; 80% no ano 3 e 100% no quarto ano.
“O acordo também traz o reconhecimento de indicações geográficas brasileiras, dentre as quais podemos destacar os cafés do Cerrado Mineiro, Caparaó e Matas de Rondônia. Com isso, teremos maior proteção às nossas denominações de origem e a possibilidade de incremento no valor agregado dos nossos cafés”, diz a Abic. Por não ter sido considerado pelo Bloco Europeu um produto sensível, o café está livre das salvaguardas da União Europeia.
A indústria brasileira de café diz, ainda por meio da nota, que acompanhará de perto e que anseia por uma rápida internalização do Acordo, mediante aprovação pelo Parlamento Europeu e pelo Congresso Nacional Brasileiro.
“O Brasil é o maior produtor de café, responsável por 40% da produção global, e o maior exportador mundial de café, mas, fica com apenas 2,7% da receita global do café no mundo, porque exporta sobretudo café verde, enquanto commodity. Esse acordo é uma grande oportunidade e se alinha diretamente ao projeto da ABIC de aumentar as exportações brasileiras na forma de cafés industrializados com alto valor agregado e, assim, aumentar a justa participação do Brasil na receita total do café ao redor do mundo”, comenta o presidente da ABIC, Pavel Cardoso.
Estadão Conteúdo
A análise parte da mesma natureza dos investimentos feitos no Master: emissões bancárias que pagam um percentual do CDI e que podem servir tanto para buscar ganhos maiores quanto para manter acesso relativamente rápido aos recursos – no caso de quem tomou uma decisão ruim, diga-se de passagem. Vamos entender.
Quem acha que CDB é tudo igual teve uma experiência amarga ao aplicar dinheiro no Master. Se os recursos tinham como objetivo o acesso rápido — como no caso de uma reserva de emergência — ou se o perfil do investidor sempre foi mais conservador, o Tesouro Selic surge agora como a alternativa mais adequada.
Reservas de curto prazo existem para cumprir uma função muito específica: estar disponíveis quando necessário. Qualquer estratégia que coloque essa função em segundo plano tende a cobrar seu preço mais cedo ou mais tarde, como muitos investidores aprenderam da pior forma.
O Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros e oferece uma rentabilidade alinhada ao cenário macroeconômico, sem exigir apostas sobre a saúde financeira de um banco específico. Trata-se do menor risco de crédito possível — o risco soberano — e ainda conta com liquidez diária, o que permite ao investidor colocar as mãos no dinheiro sem surpresas desagradáveis no caminho.
Esse investimento não promete ganhos extraordinários, até porque não foi criado para isso. Mas cumpre exatamente o papel que se espera: dar previsibilidade a um dinheiro que precisa ficar longe da volatilidade e dos imprevistos.
Quem quer dar um passo adicional na escala de risco pode optar agora por um CDB de um grande banco. Esses papéis funcionam como uma alternativa intermediária: têm um degrau a mais de risco em relação aos títulos públicos, já que aqui o investidor assume o risco de crédito do banco emissor, mas ainda privilegiam estabilidade e baixa volatilidade.
Normalmente, esses CDBs oferecem rentabilidades mais modestas, próximas de 100% do CDI ou ligeiramente acima. Comprar um CDB é financiar um banco, e, nesse caso, investidor está financiando instituições de balanços mais robustos, maior capacidade de absorver choques e histórico de atuação mais consolidado. A escolha reduz significativamente a probabilidade de eventos extremos, ainda que não os elimine por completo.
Para recursos que podem precisar ser resgatados em prazos relativamente curtos, essa troca faz sentido. O objetivo, nesse caso, não é obter grandes lucros, mas manter o dinheiro em um local seguro, com remuneração razoável e sem sobressaltos.
Os CDBs que começam a oferecer retornos mais elevados, superando 105% do CDI, são tentadores — e também mais arriscados. Eles continuam sendo uma alternativa viável para quem está saindo dos CDBs do Master. Só que, para fugir de uma nova experiência frustrante, você precisa saber para onde esse dinheiro está indo.
Na busca por maior rentabilidade, o ganho potencial vem acompanhado de riscos reais e, muitas vezes, de menor liquidez. Para o investidor comum, é difícil rastrear o histórico e avaliar a qualidade financeira de instituições de menor porte. Mas isso não impede você de fazer o dever de casa básico: uma boa pesquisa de quem é o emissor da dívida e um pouco de desconfiança de remunerações excessivamente altas.
Bancos menores não têm à disposição o mesmo dinheiro dos grandes bancos e precisam oferecer taxas mais generosas para se financiar. Isso não significa que sejam escolhas ruins, mas deixa claro que o investidor está assumindo uma aposta para prazos mais longos. O dinheiro aplicado nesse tipo de CDB deve ser aquele que pode permanecer investido até o vencimento, sem necessidade de resgate antecipado.
Mesmo com a proteção do FGC, o processo de recuperação do capital pode levar tempo caso algo dê errado, o que torna esse tipo de investimento inadequado para recursos com destino definido ou uso próximo. A lógica aqui se aproxima mais de um investimento de médio a longo prazo do que de uma simples aplicação de caixa.
Para quem entende esses riscos, diversifica e evita concentrar valores elevados em uma única instituição, esses CDBs podem cumprir seu papel na carteira. Mas a principal lição permanece clara: retorno alto só faz sentido quando o investidor está disposto a pagar o preço da espera e da incerteza.
A 48ª edição do Campeonato Sul-Mato-Grossense começa neste domingo (18), com duelo entre equipes de Campo Grande. No Estádio Jacques da Luz, às 16h, Operário FC e FC Pantanal fazem o jogo de abertura da competição que promete ser uma das mais disputadas das últimas temporadas. A partida, marcada para a sétima rodada, foi antecipada a pedido dos clubes para que estejam com agenda livre antes dos jogos pela Copa do Brasil, em fevereiro.
A arbitragem do primeiro jogo do Estadual é de Paulo Henrique Vollkopf, auxiliado por Eduardo Gonçalves da Cruz e Cícero Alessandro de Souza. O quarto árbitro é Altair Rodrigues. As rádios Educativa FM 104,7, Esporte MS e Futebol na Canela transmitem o jogo e podem ser ouvidas pelo aplicativo radiosnet.
Os valores dos ingressos são de R$ 40 para inteira e R$ 20 para meia-entrada. As vendas acontecem de forma online, pelo site ingressodevantagens.com.br, e também em dois pontos físicos: na Barbearia A Banca (Shopping Norte Sul) e Galeria dos Esportes (Rua Sete de Setembro, nº 654).
Duelo de Favoritos
Os dois clubes campo-grandenses são apontados na lista de favoritos, principalmente pelo investimento na montagem dos respectivos elenco para a temporada. No caso do Galo, o favoritismo é natural para o clube que venceu as duas últimas edições. Sob nova direção administrativa, o clube optou por contratar atletas experientes mirando, inclusive, as competições nacionais que disputa neste ano. Na lista está o volante Jonas, 34 anos, que, entre outros clubes da Série A Nacional, defendeu o Flamengo e o Bahia. Em 2025 jogou pelo Retrô-PE, campeão da Série D do Brasileiro em 2024.
Outros nomes de destaque no elenco operariano são do meia Matheus Galdezani, 33 anos, com passagens por Atlético Mineiro, Internacional, Bahia, Coritiba-PR, Juventude-RS e Remo-PA; lateral Gabriel Biteco, 24 anos, formado nas categorias de base do Grêmio e que já defendeu Esportivo-RS, Brasil-RS e Rio Branco-PR; e o goleiro Lucas Covolan, 34 anos, que retorna ao Brasil após diversas temporadas na Europa, principalmente na Inglaterra.

Já o Pantanal busca superar a barreira da semifinal. Campeão da Série B em 2023, ficou entre os quatro melhores nas suas duas primeiras participações na primeira divisão, mas em ambas oportunidades acabou eliminado pelo Operário. O técnico Glauber Caldas, no comando do time em todas essas competições, vai para sua quarta temporada, agora com um elenco renovado. De 2025, seguem apenas cinco atletas, entre eles o experiente volante e capitão Jean, atleta campeão por São Paulo, Palmeiras e outros.
Os dois times que representam a Capital no Campeonato Estadual estão construindo um histórico de rivalidade, embora ainda recente. Na edição de 2025 foram três jogos, com uma vitória para cada lado e um empate. Na primeira fase, o Pantanal aproveitou uma fase irregular do adversário e goleou por 4 a 1. Na hora que valia vaga na final, deu Operário, com empate em 2 a 2 na rodada de ida da fase semifinal e, na volta, vitória alvinegra por 2 a 1.
Neste Campeonato Sul-Mato-Grossense, dez clubes estão na disputa que vale, aos finalistas, vagas na Série D do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil, além de ser classificatória também para a Copa Centro-Oeste.
