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Mercosul e UE selam acordo de livre comércio


O Mercosul e a União Europeia concluíram neste sábado (17) a assinatura do acordo de livre comércio que estava em negociação há mais de duas décadas. A cerimônia aconteceu em Assunção, capital paraguaia que detém a presidência rotativa do bloco sul-americano.

O pacto estabelece uma zona de livre comércio que abrange aproximadamente 780 milhões de pessoas e representa cerca de 25% do PIB mundial. Os dois blocos se comprometem a reduzir progressivamente as tarifas de importação sobre a maioria dos produtos negociados entre eles.

Pelo Mercosul, ministros de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia assinaram o documento. Do lado europeu, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, formalizaram o acordo.

O presidente Lula não compareceu ao evento, sendo representado pelo chanceler Mauro Vieira. Inicialmente previsto como encontro ministerial, o evento foi ampliado posteriormente para incluir chefes de Estado pela decisão da presidência paraguaia.

Estiveram presentes os presidentes Santiago Peña (Paraguai), Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai), Rodrigo Paz (Bolívia) e José Raúl Mulino (Panamá), além das autoridades europeias.

Fazendeiros protestam em Bruxelas, na Bélgica, contra o acordo entre União Europeia e Mercosul.

Foto: Bloomberg

“Este momento é sobre conectar continentes”, disse von der Leyen durante a assinatura. “Reflete uma escolha clara e deliberada: escolhemos comércio justo em vez de tarifas; escolhemos uma parceria produtiva de longo prazo em vez de isolamento; e, acima de tudo, pretendemos entregar benefícios reais e tangíveis para nossos povos e nossas empresas.”

A eliminação gradual de tarifas sobre produtos agrícolas está destinada a beneficiar as potências agrícolas da América do Sul, enquanto a remoção de taxas sobre carros, máquinas e outros produtos é positiva para a indústria europeia. A Bloomberg Economics estimou que o acordo impulsionaria a economia do bloco Mercosul em até 0,7% até 2040, e a da Europa em 0,1% após 15 anos.

“Estamos falando do maior acordo entre dois blocos — ele reúne economias que respondem por US$ 22 trilhões”, disse Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Brasil, em declarações públicas no início desta semana. “Isso ajudará a região a se integrar melhor à economia global.”

O acordo quase desmoronou em dezembro devido à oposição de grandes nações agrícolas como França e Itália. Mas medidas de salvaguarda oferecidas aos agricultores europeus ajudaram a conquistar a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, deixando o francês Emmanuel Macron sem apoio suficiente para bloquear o acordo, que, após a assinatura de sábado, ainda requer aprovação do Parlamento Europeu.

Homem e mulher apertam as mãos à frente das bandeiras do Brasil e da UE.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Bruxelas
17/07/2023 REUTERS/Yves Herman

A participação da UE no comércio do Mercosul caiu para 14% ante 23% em 2001, segundo a Bloomberg Economics. Mas o acordo expandirá sua rede comercial na América Latina para 97% da economia da região, muito superior aos 44% dos EUA e 14% da China, de acordo com o Banco Santander SA.

O pacto pode ajudar a Europa a escapar de suas dinâmicas azedas com os EUA e a China depois de ter passado grande parte de 2025 travada em batalhas comerciais com ambos. Também pode provar à América do Sul que a Europa pode oferecer uma alternativa econômica viável às duas superpotências — especialmente enquanto busca atrair investimentos para a indústria e desenvolver reservas de metais e minerais que são fundamentais para os planos de transição verde e digital da Europa.

Europa e Brasil estão em conversas para um acordo separado sobre metais críticos, disse von der Leyen no Rio na sexta-feira (16). Esse acordo “moldaria nossa cooperação em projetos de investimento conjunto em lítio, níquel e terras raras”, disse ela, promovendo independência estratégica “em um mundo onde minerais tendem a se tornar um instrumento de coerção.”



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Trabalho conjunto prende autor de homicídio em frente à barbearia em Dourados





Trabalho conjunto dos policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais) e GMD (Guarda Municipal de Dourados) na manhã deste sábado (17/1), resultou na prisão de Mateus de Souza Gaúna, de 26 anos, no Bairro Harrison de Figueiredo. 

Ele foi quem matou o amigo Leandro Cáceres Quintana, de 22, no início da noite desta sexta-feira (16/1), na Rua Ramão Osório, em Dourados.

Os dois e um terceiro rapaz estavam em frente à barbearia que seria de Leandro, quando houve o disparo de arma de fogo. A vítima caiu no chão, chegou a ser socorrida pelo irmão em um veículo Ford Fusion, mas morreu a caminho da UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

A princípio, Mateus informou que teria desafeto com outro homem que estava no local, inclusive imagens de câmeras de segurança mostram o exato momento em que o autor e este terceiro indivíduo parecem discutir e, em seguida, Leandro sendo atingido. Assista:

Mateus foi levado para a sede do Setor de Investigações Gerais, onde prestará depoimento e a polícia vai apurar a versão dada por ele inicialmente, contudo, a reportagem apurou que ele será autuado em flagrante por homicídio.




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Mercosul e União Europeia assinam acordo histórico após 26 anos de negociação


O tratado estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com redução de tarifas e estímulo a investimentos entre os blocos econômicos



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MPMS acompanha retomada de obras habitacionais em Aral Moreira


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou procedimento administrativo para acompanhar a retomada das obras de 19 unidades habitacionais no município de Aral Moreira, especificamente no Distrito de Rio Verde do Sul. A medida tem como objetivo fiscalizar a continuidade dos trabalhos, que haviam sido interrompidos na gestão municipal anterior, e garantir a regularidade dos atos administrativos e financeiros envolvidos.

O procedimento foi instaurado pela 1ª Promotoria de Justiça de Ponta Porã, sob o número 09.2026.00000106-4, e concentra-se no acompanhamento da formalização de um aditivo contratual ao convênio firmado entre a Agência de Habitação de Mato Grosso do Sul (Agehab) e a Prefeitura de Aral Moreira. O MPMS busca assegurar que o aditivo seja celebrado de forma regular, evitando novas paralisações e garantindo o cumprimento das obrigações financeiras por parte do município.

Entre as primeiras providências adotadas, o Ministério Público solicitou que a Agehab apresente, no prazo de 30 dias, informações atualizadas sobre o pedido de aditivação do convênio. O objetivo é esclarecer aspectos técnicos, administrativos e financeiros relacionados à retomada das obras, permitindo uma fiscalização mais efetiva.

Com a instauração do procedimento administrativo, o MPMS poderá acompanhar de perto a execução do convênio, incluindo a análise da aplicação dos recursos públicos, o cumprimento do cronograma físico-financeiro e a observância das normas legais e contratuais. A atuação visa garantir que o empreendimento seja concluído e atenda às famílias beneficiadas.

A iniciativa reforça o compromisso do Ministério Público com o direito à moradia, a transparência na gestão pública e a correta aplicação dos recursos públicos, assegurando que políticas habitacionais cheguem de forma efetiva à população que delas necessita.



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Pontes e Lacerda (MT): boiada confinada surpreende com 57% de rendimento de carcaça


Com foco total no Padrão China, Fazenda Gameleira, em Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), alcança 22,1 arrobas e aproveitamento máximo no gancho



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Ministério da Saúde implanta unidades de saúde indígena no Piauí e Rio Grande do Norte


O Ministério da Saúde anunciará a construção das primeiras Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) nos estados do Piauí e Rio Grande do Norte nesta semana. As ordens de serviço serão assinadas pelo secretário de Atenção à Saúde Indígena, Weibe Tapeba, nesta sexta-feira (16) em Piripiri (PI) e na próxima terça-feira (20) em João Câmara (RN). Com um investimento superior a R$ 2,1 milhões, a iniciativa contemplará cinco unidades, beneficiando mais de 9 mil indígenas.

Trata-se da primeira implantação de estruturas de saúde indígena em estados que não contavam com Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), unidades gestoras do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Para viabilizar o atendimento, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) estruturou os DSEI Ceará e Potiguara, responsáveis pelas ações nos dois estados.

No Piauí, quatro UBSI serão erguidas nas aldeias Serra Grande, Canto da Várzea, Sangue e Santa Teresa. No Rio Grande do Norte, a aldeia Amarelão receberá uma unidade. Essa medida consolida a presença da saúde indígena no mapa nacional, assegurando serviços em todos os 27 estados do país pela primeira vez.

Segundo o secretário Weibe Tapeba, a expansão representa uma reparação histórica para povos indígenas negligenciados em gestões passadas. “É a consolidação da luta desses povos pelo direito a uma atenção à saúde indígena integral e diferenciada. A Sesai reafirma seu papel de assegurar a implementação dos serviços em todo o território nacional”, destacou.

Dados do IBGE revelam que o Piauí abriga cerca de 4,1 mil indígenas de etnias como Tabajara, Caboclo Gamela, Kariri, Caboclo da Prata, Akroá Gamela, Guegué de Sangue e Tapuios, distribuídos em dez municípios. No Rio Grande do Norte, aproximadamente 5,4 mil indivíduos das etnias Tapuia Paiacu, Tapuia Tarairiú, Potiguara e Caboclos do Açu vivem de forma tradicional.

O planejamento iniciou-se em 2024 com o cadastramento das famílias nas aldeias. Em 2025, foram contratados profissionais de saúde exclusivos para as regiões. Para 2026, estão previstas ações de logística e infraestrutura. Paralelamente, um Grupo de Trabalho para Reestruturação dos DSEI, instituído em outubro de 2025, discute critérios para novas unidades, considerando aspectos territoriais, populacionais e epidemiológicos.

*Com informações do Ministério da Saúde



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Trump ameaça Europa com tarifas por causa da Groenlândia


O presidente dos Estados Unids, Donald Trump, anunciou neste sábado (17) que vai import uma tarifa de 10% sobre produtos de países europeus que se alinharam à Dinamarca em meio à sua tentativa de obter o controle da Groenlândia — uma escalada dramática na crise diplomática que deve aprofundar a tensão entre os Estados Unidos e alguns de seus aliados mais próximos.

Em uma publicação nas redes sociais, Trump afirmou que pretende aplicar a tarifa a partir de 1º de fevereiro e elevá-la para 25% em junho, a menos que — e até que — “um acordo seja alcançado para a compra completa e total da Groenlândia”.

Segundo o presidente americano, as tarifas atingirão Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia.

A medida tem como alvo diversos membros da OTAN, incluindo a própria Dinamarca. Esses países passam agora a enfrentar tarifas punitivas impostas por um aliado que busca pressioná-los a ceder território dentro da própria aliança.

“A caixa de Pandora das tarifas foi reaberta — e os riscos são mais altos, com um nível de brutalidade sem precedentes”, disse Simone Tagliapietra, pesquisador sênior do think tank Bruegel, em Bruxelas. “A Europa agora não tem outra escolha a não ser enfrentar esse ato hostil com firmeza e sem hesitação, inclusive recorrendo a seus instrumentos contra coerção.”

Ainda não está claro qual base legal Trump usaria para aplicar as tarifas — nem se elas de fato entrarão em vigor. A Casa Branca não respondeu de imediato a pedidos de esclarecimento.

Trump já recorreu anteriormente à Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional para ameaças semelhantes. O uso dessa autoridade é hoje objeto de um julgamento histórico na Suprema Corte dos EUA, cuja decisão pode inviabilizar juridicamente a aplicação das tarifas. Uma alternativa considerada pela Casa Branca, conhecida como “Seção 122”, limita tarifas a 15% por até 150 dias.

Tudo isso levanta dúvidas sobre se Trump conseguirá impor as tarifas — e por quanto tempo. A UE é a maior fonte de importações dos EUA.

Em julho, Washington e Bruxelas chegaram a um acordo comercial que impôs uma tarifa de 15% sobre a maioria dos produtos exportados pela União Europeia para os EUA e de 50% sobre aço e alumínio, além de produtos derivados. O Parlamento Europeu, porém, ainda não ratificou o acordo — o que irritou o governo Trump.

A nova ameaça ocorre após uma semana de reuniões em Washington envolvendo o chanceler dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, autoridades do governo americano e parlamentares do Congresso. A ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, também participou dos encontros.

Dinamarca e Groenlândia seguem em impasse com os EUA sobre o futuro da maior ilha do mundo, embora autoridades tenham concordado recentemente em criar um grupo de trabalho para administrar o conflito diplomático.

Gelo quebrado flutua em águas oceânicas escuras, com montanhas cobertas de neve distantes e céu azul.
Gelo da Groelândia – Foto: Getty Images

A decisão de Trump também contraria acordos comerciais já firmados, como o firmado com o Reino Unido, e reforça sua reputação de romper ou ignorar compromissos anteriores — algo que pesa sobre negociações em andamento com países como México e Canadá.

Nos últimos dias, a Dinamarca convidou aliados da OTAN para participarem de atividades militares na Groenlândia. Vários países europeus já enviaram tropas ou oficiais como forma de demonstrar apoio à defesa do território.

A Alemanha enviou 15 soldados para uma missão exploratória. A França também enviou 15 militares. A Suécia enviou oficiais. Noruega, Finlândia, Reino Unido e Holanda enviaram representantes. A presença europeia na ilha evidencia a preocupação crescente do continente com a pressão americana.

“Esses países, que estão jogando esse jogo extremamente perigoso, colocaram em risco um nível que não é sustentável”, escreveu Trump em sua publicação.

Apesar disso, o presidente afirmou que os EUA continuam abertos a negociações com Dinamarca e os demais países envolvidos.

“A gente está falando em adquirir — não em alugar, não em ter temporariamente. Estamos falando em adquirir. E se nós não fizermos isso, a Rússia ou a China vão fazer. E isso não vai acontecer enquanto eu for presidente”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One.

Trump reconheceu que os EUA já mantêm uma grande base militar na Groenlândia, mas afirmou que isso não é suficiente. “Você precisa de propriedade. Precisa do título, como se diz no mercado imobiliário.”

Segundo ele, a Groenlândia é essencial para viabilizar o projeto do sistema de defesa Golden Dome, ainda em estágio inicial. “Esse sistema extremamente complexo só funciona em seu potencial máximo, por questões de ângulo e posicionamento, se esse território estiver incluído”, afirmou.



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Há 5 anos, Brasil aplicava primeiras doses de vacina contra a covid-19


Há 5 anos, o Brasil dava seus primeiros passos rumo ao fim de um pesadelo. No dia 17 de janeiro de 2021, logo depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de duas vacinas no Brasil, a enfermeira paulista Mônica Calazans se tornava a primeira brasileira a ser vacinada contra a covid-19.

Mônica foi escolhida para esse momento histórico porque participou dos ensaios clínicos da vacina Coronavac, feitos no final de 2020 para comprovar a segurança e a eficácia da vacina. Na época, ela trabalhava no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, hospital especializado em doenças infectocontagiosas e referência para a doença, que atendeu mais de 40 mil pacientes durantes a pandemia.

A enfermeira conta que estava de plantão naquele domingo quando foi avisada pela chefe que deveria ir até o local da cerimônia, onde autoridades aguardavam a decisão da Anvisa para começar a vacinação logo em seguida. Quando descobriu que seria a primeira a receber a vacina, não segurou as lágrimas:

“Eu chorava muito! De verdade! Porque a gente estava passando por um momento traumatizante, e o meu irmão estava com covid na época. E eu também chorei de emoção, de alegria, porque a ciência estava dando um passo importante para acabar com aquela tragédia que estava assolando o mundo. Na hora que eu recebi a vacina, eu trouxe esperança para as pessoas. O meu punho cerrado era uma mensagem de esperança e de vitória. De que nós iríamos vencer essa fase tão terrível “

Já a vacinação no restante do país começou no dia seguinte, dia 18 de janeiro, após a distribuição de um primeio lote de 6 milhões de doses produzidas na China e importadas pelo Instituto Butantan, que posteriormente passou a processar a vacina no Brasil, a partir de ingrediente ativo enviado pela empresa Sinovac.

Alguns dias depois, no dia 23 de janeiro, a campanha recebeu o reforço das primeiras 2 milhões de dose da vacina da Oxford/Astrazeneca, inicialmente importadas da Índia pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que depois incorporou gradualmente a tecnologia e passou a produzir a vacina em solo nacional.

A campanha priorizou os públicos mais vulneráveis, começando pelos trabalhadores de saúde da linha de frente, idosos e pessoas com deficiência que viviam em instituições e indígenas. Neste momento, o Brasil vivia o pico da variante Gama do coronavírus, que se mostrou mais agressiva e letal do que as que tinham se disseminado anteriormente.

Dado o limitado número de doses, a imunização avançou lentamente até alcançar outros públicos também bastante vulneráveis, como os idosos em geral. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, as pessoas com idades entre 60 e 70 anos só receberam o imunizante ao longos dos meses de março e abril 2021.

Ainda assim, os benefícios da vacinação não demoraram a aparecer. Dados do Observatório Covid-19 Brasil mostram que já a partir de abril, as hospitalizações e mortes entre idosos começaram a cair vertiginosamente.

Os pesquisadores acreditam que apenas nos primeiros sete meses da campanha, 165 mil hospitalizações e 58 mil mortes entre idosos foram evitadas.

Nos meses seguintes, tanto o Butantan, quanto a Fiocruz passaram a finalizar e envazar as vacinas no Brasil, o que possibilitou o aumento expressivo de doses, em conjunto com a chegada de imunizantes adquiridos de empresas privadas.

Em um ano, 339 milhões de doses foram aplicadas, atendendo a 84% da população brasileira. Especialistas calculam que isso preveniu 74% dos casos graves e 82% das mortes esperadas no Brasil, o que significa que mais de 300 mil vidas foram poupadas.

Atrasos

No entanto, o mesmo estudo do Observartório Covid-19 Brasil que calculou as vidas salvas pela vacina também concluiu que “um contingente adicional de 104.000 hospitalizações poderia ter sido evitado se a vacinação tivesse começado mais cedo” e “outras 47 mil vidas poderiam ter sido salvas caso o governo brasileiro tivesse iniciado o programa de vacinação anteriormente”, apenas entre os idosos.

A vice-presidente da Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 (Avico), Paola Falceta, acredita que a mãe, falecida em janeiro de 2021, está nessas estatísticas. Para ela, não há dúvidas que houve atraso no início da vacinação no Brasil, e que ele é resultado da negligência do governo federal da época.

“A gente não poderia salvar todo mundo, obviamente, até porque a vacina depende da vontade própria da pessoa e existiria ainda aquele grupo que não tomaria a vacina”.

“Mas a maioria das pessoas queria acesso à vacina, e muitos dos que morreram foram as pessoas que poderiam ter tomado a vacina antes e não conseguiram. E essa falta foi imposta pela própria gestão, que decidiu não comprar, não negociar todos os tipos de vacina existentes”.

A avaliação de Paola é corroborada por um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais. Se a vacinação no Brasil tivesse começado 40 dias antes, na mesma data em que foi iniciada no Reino Unido, com mais doses, e associada a medidas de isolamento e proteção, o Brasil poderia ter evitado 400 mil mortes, concluem os pesquisadores. Isso é mais do que a metade das cerca de 700 mil mortes causadas pela doença no país.

Por trás dos números, há histórias como as de Paola e de Ana Lucia Lopes, que perdeu o companheiro em maio de 2021.

“Um mês depois que o Cláudio faleceu, eu fui tomar vacina. Nós tínhamos a mesma idade, então, ele iria tomar no mesmo momento. E é muito revoltante pensar isso, que ele não teve essa oportunidade. Imagina quanta gente poderia ter tomado a vacina, e tido a chance de sobreviver”.

A CPI da Covid-19, realizada em 2021, também concluiu que o governo federal impôs uma “escassez” de doses de vacina, que foi determinante para aumentar o número de casos e de mortos, e possibilitar a disseminação de novas variantes. Uma das provas consideradas foram as propostas de venda feitas pela farmacêutica Pfizer em agosto de 2020, oferendo 1,5 milhão de doses a serem entregues ainda no primeiro ano da pandemia. O governo brasileiro sequer respondeu.

“A aquisição de imunizantes deveria ter figurado como a principal providência no processo de prevenção à disseminação do novo coronavírus e, consequentemente, de proteção à saúde das pessoas, mas, infelizmente, essa medida foi negligenciada. Não obstante, as tratativas e a conclusão das negociações do governo federal sofreram injustificável e intencional atraso, que impactou diretamente na compra das vacinas e no cronograma de imunização da população brasileira”, diz o relatório final da CPI.

A comissão também sugeriu o indiciamento de 68 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e os ex-ministros da Saúde Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga. O pedido, no entanto, foi arquivado a pedido do procurador-geral da República da época, Augusto Aras, em julho de 2022.

No ano passado, entretanto, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou a abertura de um inquérito na Polícia Federal para apurar os fatos denunciados pela CPI.



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'Tratamento com luz' reduz até 40% das perdas e combate doença fúngica em goiabas


Técnica controla fungo sem uso de fungicidas, aumenta a vida útil da fruta e pode reduzir perdas na produção



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Jovem é assassinado na periferia de Dourados. Foi o primeiro homicídio do ano


A Polícia Civil de Dourados investiga a morte de um jovem de 22 anos, ocorrida na noite desta sexta-feira (16), em frente à Barbearia La Família, localizada na Vila São Braz. O caso é tratado como o primeiro homicídio registrado na cidade neste ano.

A vítima foi identificada como Leandro Cáceres Quintana, atingido por um disparo de arma de fogo na região do coração. Conforme as informações iniciais, o tiro teria sido efetuado por Matheus Gaúna, apontado como amigo da vítima. As circunstâncias do crime ainda não foram esclarecidas, e imagens de câmeras de segurança da região devem auxiliar nas investigações.

Após ser baleado, Leandro foi socorrido pelo próprio irmão e levado ao Hospital da Vida, mas já chegou à unidade sem sinais vitais. Testemunhas relataram à polícia que Leandro e Matheus mantinham amizade e que o disparo pode ter ocorrido de forma acidental. Uma terceira pessoa estaria com os dois no momento do ocorrido.

Ainda segundo relatos, Matheus teria tentado prestar socorro à vítima logo após o disparo e alegado que houve um engano. Após o crime, ele deixou o local e, conforme informações preliminares, deve se apresentar às autoridades nas próximas horas para prestar esclarecimentos.

O caso segue sob apuração da Polícia Civil, que busca esclarecer a dinâmica dos fatos, a motivação e se houve intenção no disparo que vitimou o jovem.



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