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o que fazer para receber o dinheiro o quanto antes?


Quem pagou imposto a mais ao longo de 2025 pode ter direito à restituição do Imposto de Renda em 2026. A restituição é a devolução do valor que excedeu o imposto efetivamente devido no ano-calendário. Para receber esse dinheiro o quanto antes, no entanto, é fundamental entender como funciona o processo da Receita Federal, quais critérios definem a ordem de pagamento e como evitar erros que podem atrasar o crédito.

O que é a restituição do Imposto de Renda?

Ao preencher a declaração, o contribuinte informa todos os rendimentos recebidos e o imposto já pago ou retido na fonte durante o ano-calendário de 2025. Com base nessas informações, o sistema da Receita Federal faz o cálculo final do imposto devido.

Se o imposto pago foi maior do que o valor efetivamente devido, o contribuinte tem direito à restituição. Caso tenha sido menor, será necessário complementar o pagamento. Quando os valores se igualam, não há imposto a pagar nem a receber.

Entregar cedo faz diferença

Embora o calendário oficial do Imposto de Renda 2026 ainda não tenha sido divulgado, a entrega da declaração costuma ocorrer entre março e maio. Independentemente das datas exatas, a regra geral segue válida: quanto antes a declaração for enviada — e sem inconsistências —, maiores são as chances de receber a restituição nos primeiros lotes.

A Receita Federal libera os pagamentos de forma escalonada ao longo do ano, por meio de lotes mensais. Por isso, a entrega antecipada, aliada ao correto preenchimento da declaração, é um fator decisivo para quem deseja receber o dinheiro mais rápido.

Quem tem prioridade na restituição do Imposto de Renda

A Receita estabelece uma ordem legal de prioridade no pagamento da restituição do Imposto de Renda, que permanece válida para 2026 conforme as regras atuais:

  • Pessoas com idade igual ou superior a 80 anos;
  • Pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, pessoas com deficiência e pessoas com doença grave;
  • Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • Contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber a restituição via Pix;
  • Demais contribuintes.

Dentro de cada grupo, quem entrega a declaração primeiro recebe antes. Segundo Wesley Beneventi, diretor de contabilidade da IRTrade, a combinação de pré-preenchida e Pix realmente ajuda:

“Quem usa declaração pré-preenchida e opta por receber via Pix, com chave CPF, entra em um grupo prioritário logo após idosos e certos grupos legais na fila de pagamento. Dentro de um mesmo grupo, quem entrega mais cedo acaba recebendo antes”.

Erros que atrasam ou impedem a restituição

Mesmo quem entrega cedo pode ter a restituição atrasada se a declaração apresentar inconsistências. De acordo com Beneventi, os erros mais comuns são “despesas médicas com inconsistências, omissão ou erro na declaração de rendimentos, divergências no imposto retido na fonte, documentos que não comprovam os valores declarados e erros simples de digitação ou preenchimento incorreto de campos”.
Esses problemas podem levar a declaração para análise mais detalhada, atrasando o pagamento da restituição.

Atenção às deduções

Despesas médicas e educacionais exigem cuidado redobrado. Segundo o especialista, são justamente esses campos que mais geram retenções.

“Despesas médicas e educacionais são campos que mais geram divergências porque dependem de confirmação por terceiros, como planos de saúde, escolas e clínicas, além da apresentação de comprovantes consistentes. Essas inconsistências levam à retenção da declaração para análise minuciosa, a chamada malha fina, e a restituição não será paga até a regularização”, afirma ele.

O que fazer se a restituição não sair nos primeiros lotes

Caso a restituição não seja liberada nos primeiros lotes, mesmo com entrega antecipada, o contribuinte deve acompanhar a situação da declaração. Beneventi recomenda “acompanhar no site ou aplicativo da Receita Federal se há pendências ou mensagens sobre a declaração, verificar a situação cadastral do CPF, acessar o e-CAC para checar possíveis intimações e, se necessário, retificar a declaração”.

Vale a pena retificar a declaração?

Se o contribuinte identificar um erro após o envio, a retificação pode ser a melhor saída — mesmo que isso altere o valor da restituição ou a ordem de pagamento.

“Quando o erro é claro, retificar pode evitar cair na malha fina e liberar a restituição mais rapidamente. Antes do fim do prazo oficial de entrega, é possível inclusive mudar o modelo da declaração, entre simplificada ou deduções legais, escolhendo a opção mais vantajosa. Fora do prazo, ainda é possível enviar a retificadora. O ideal é sempre acertar a declaração para evitar problemas maiores”, afirma Beneventi.

Como receber a restituição

A restituição pode ser paga por depósito em conta corrente ou poupança de titularidade do contribuinte, ou via Pix. No caso do Pix, a Receita só aceita a chave CPF vinculada a uma conta bancária do titular da declaração. Chaves do tipo e-mail, telefone ou aleatória não são permitidas.

Se houver erro nos dados bancários ou na chave Pix, o valor não é creditado automaticamente e será necessário reagendar o pagamento junto ao Banco do Brasil.

Na prática, para aumentar as chances de receber a restituição do Imposto de Renda 2026 o quanto antes, a recomendação é organizar os documentos com antecedência, usar a declaração pré-preenchida, optar pelo recebimento via Pix com chave CPF, revisar cuidadosamente todas as informações e entregar a declaração assim que o prazo for aberto pela Receita Federal.



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O futuro do agronegócio brasileiro e latino-americano: expansão com adaptação às novas regras internacionais


Por Renata Bueno, ex-parlamentar italiana, advogada internacional e empreendedora

Como brasileira de origem e ex-parlamentar italiana, acompanho de perto as dinâmicas do comércio internacional, em especial no setor agropecuário, verdadeiro motor econômico do Brasil e de grande parte da América Latina. Minha atuação no Parlamento Italiano, representando a comunidade sul-americana, permitiu-me compreender as complexidades das negociações entre grandes blocos econômicos, como a União Europeia (UE) e o Mercosul.

Hoje, na condição de advogada especializada em direito internacional, observo o agronegócio regional em um momento decisivo: ao mesmo tempo em que mantém uma trajetória sólida de expansão, enfrenta a necessidade urgente de adaptação a novas regras, cotas e exigências regulatórias impostas por acordos comerciais e por mercados estratégicos, como a União Europeia e a China. Este artigo analisa esse cenário, destacando oportunidades, riscos e caminhos possíveis para um crescimento sustentável.

Expansão contínua na América Latina

O agronegócio brasileiro e latino-americano tem demonstrado notável resiliência nas últimas décadas. Inovações tecnológicas, vastas áreas agricultáveis e a crescente demanda global por commodities, como: soja, carne bovina, açúcar e etanol, sustentam o protagonismo da região no comércio internacional.

Em 2025, o Brasil alcançou um recorde histórico de exportações agropecuárias, superando US$ 169 bilhões, com a China consolidada como principal destino. Esse desempenho não é isolado. Países como Argentina, Paraguai e Uruguai, integrantes do Mercosul, também registram crescimento consistente, impulsionado por investimentos estrangeiros, modernização logística e ganhos de produtividade.

Apesar de desafios relevantes, como as mudanças climáticas, a volatilidade dos preços internacionais e os custos de produção, as projeções indicam continuidade do crescimento. A América Latina responde por parcela expressiva da produção mundial de alimentos e, diante do aumento da população global, a demanda tende a se intensificar. Ainda assim, essa expansão não pode mais ocorrer de forma irrestrita. Mercados maduros e altamente regulados, como a União Europeia e a China, vêm impondo barreiras normativas cada vez mais rigorosas, obrigando o setor a evoluir.

O acordo União Europeia-Mercosul

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo de associação entre a União Europeia e o Mercosul avançou de forma decisiva em janeiro de 2026, com a aprovação, pelo Conselho Europeu, da assinatura do pacto abrangente de parceria e comércio. Trata-se de um dos maiores acordos de livre comércio do mundo, prevendo a eliminação de tarifas em mais de 90% das linhas tarifárias.

Para o agronegócio latino-americano, o acordo representa a ampliação do acesso ao mercado europeu, com potencial de crescimento expressivo das exportações ao longo das próximas décadas. Estimativas indicam que o intercâmbio comercial poderá aumentar em bilhões de euros até 2040.

Entretanto, o pacto também estabelece limites claros. Produtos considerados sensíveis pela UE, como: carne bovina, aves, açúcar e etanol, estarão sujeitos a cotas específicas. No caso da carne bovina, por exemplo, a cota adicional prevista é de 99 mil toneladas métricas. Uma vez ultrapassados esses volumes, as tarifas atuais voltam a ser aplicadas. A União Europeia liberalizará cerca de 82% das importações agrícolas provenientes do Mercosul, enquanto o bloco sul-americano eliminará tarifas sobre aproximadamente 93% das exportações europeias.

Essas salvaguardas refletem a forte pressão política exercida por agricultores europeus, que têm promovido manifestações em cidades como Paris, Bruxelas e Varsóvia, temendo a concorrência de produtos latino-americanos.

Para se manter competitivo nesse novo contexto, o agronegócio da região precisará investir fortemente em conformidade regulatória. Exigências relacionadas à sustentabilidade, ao combate ao desmatamento, ao uso de defensivos agrícolas e ao bem-estar animal tornam-se centrais. Regulamentos como o European Union Deforestation Regulation (EUDR) impõem sistemas rigorosos de rastreabilidade e certificação. Embora isso represente aumento de custos, também abre espaço para a valorização de produtos sustentáveis e de maior valor agregado no mercado europeu.

Crescimento com limites e a necessidade de diversificação

A China segue sendo o principal destino das exportações agropecuárias da América Latina e um pilar fundamental da expansão do setor. Nos últimos anos, os investimentos chineses na região alcançaram cifras bilionárias, concentrando-se na aquisição de ativos estratégicos, infraestrutura logística e acordos bilaterais de fornecimento.

O Brasil, por exemplo, exportou mais de US$ 60 bilhões em produtos agrícolas para a China em 2023, representando mais da metade de seu comércio total com o país asiático. Contudo, esse relacionamento também vem sendo marcado por medidas protecionistas crescentes.

Recentemente, Pequim impôs cotas de importação para a carne bovina, limitando o Brasil a pouco mais de 1,1 milhão de toneladas em 2026, com a aplicação de uma tarifa adicional elevada sobre volumes excedentes. A medida, que afeta igualmente exportadores como Austrália e Estados Unidos, busca proteger os produtores domésticos chineses e pode gerar perdas bilionárias para o setor brasileiro.

Diante desse cenário, torna-se indispensável uma estratégia de diversificação. Ampliar mercados, investir no processamento local para agregar valor aos produtos e atender às exigências chinesas de qualidade e rastreabilidade são passos essenciais para reduzir a dependência excessiva de um único parceiro comercial.

Adaptação como chave para o sucesso sustentável

O agronegócio brasileiro e latino-americano reúne condições únicas para manter uma trajetória de expansão e liderança global no abastecimento de alimentos. Sua competitividade, aliada à capacidade de inovação, é inegável. Contudo, os acordos comerciais e as novas políticas regulatórias internacionais impõem um novo paradigma: crescer com responsabilidade, previsibilidade e sustentabilidade.

Como ex-parlamentar, defendo que governos e setor produtivo atuem de forma coordenada, investindo em diplomacia econômica, tecnologia, sustentabilidade e segurança jurídica. A adaptação não deve ser vista apenas como um custo, mas como uma oportunidade estratégica para consolidar a imagem da região como fornecedora confiável, moderna e alinhada às exigências do século XXI.

O futuro do agronegócio latino-americano é promissor, mas ele exigirá decisões rápidas, planejamento de longo prazo e compromisso efetivo com padrões internacionais. Somente assim a região poderá preservar e ampliar sua posição de liderança no cenário global.

Renata Bueno é uma parlamentar ítalo-brasileira nascida em 1979 em Brasília, DF, Brasil. Conhecida por seu envolvimento na política e na defesa dos direitos dos descendentes de italianos no Brasil. Renata Bueno foi eleita deputada federal em 2010, sendo a primeira mulher eleita pelo Partido Socialista Italiano (PSI) fora da Itália. Sua atuação política tem sido focada em temas relacionados à cidadania italiana, imigração, e fortalecimento dos laços entre Brasil e Itália. Ela é presidente da Associação pela Cidadania Italiana no Brasil e tem trabalhado para facilitar o processo de reconhecimento da cidadania italiana para descendentes de italianos no país. Além de parlamentar, Renata é advogada e empresária, com o Instituto Cidadania Italiana e Mozzarellart.



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Por que Mark Mobius, investidor veterano, não vai comprar ouro apesar da alta histórica


O investidor Mark Mobius, investidor veterano, disse que o ouro se tornou pouco atrativo após o histórico rali. Ele alertou que uma possível recuperação do dólar poderia prejudicar os metais preciosos em um momento em que grande parte do mercado permanece firmemente otimista.

“Eu não vou comprar a este nível, isso é certo”, disse Mobius, diretor-gerente do Mobius Emerging Opportunities Fund, em entrevista à Bloomberg TV nesta sexta-feira. Ele acrescentou que consideraria o metal se os preços estivessem 20% mais baixos do que os atuais.

O dólar pode se fortalecer em relação aos níveis atuais, uma vez que as previsões apontam para uma retomada da economia dos Estados Unidos, uma mudança que provavelmente tornaria os metais preciosos menos atrativos, acrescentou.

A visão cautelosa de Mobius vem após o melhor ano para o ouro desde 1979, estimulado por compras de bancos centrais, taxas de juros mais baixas e demanda de investidores pelo chamado trade de desvalorização, em que preocupações com o aumento da dívida afastam os investidores em títulos de dívida de governos e moedas. A perspectiva permanece positiva para muitos investidores, já que a maioria dos fatores que impulsionaram o ouro no ano passado permanece intacta.

Em outra frente, Mobius disse que China, Índia, Coreia do Sul e Taiwan são os mercados acionários mais atrativos da região para investidores globais, e acrescentou que o rali da China parece sustentável devido aos avanços do país no setor de tecnologia.

“O objetivo da China agora é ultrapassar os EUA em tecnologia de chips de ponta e em todos os tipos de IA”, disse Mobius, que investe em mercados emergentes há cerca de três décadas. “O dinheiro está indo nessa direção, não na direção dos consumidores.”

Ele continua otimista em relação às ações indianas, citando a iniciativa do governo de aumentar os gastos e investimentos, principalmente no setor de tecnologia.



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