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Volatilidade: como o ‘caso Groenlândia’ pode atrapalhar sua vida financeira


As novas ameaças comerciais de Donald Trump, agora parte do “caso Groenlândia“, voltaram a elevar a incerteza global.

Ao usar as tarifas comerciais como instrumento de pressão geopolítica, o presidente reforça um padrão já conhecido: quando a previsibilidade some, a volatilidade aumenta e a direção dos mercados se torna mais difícil de antecipar.

A experiência recente ajuda a ilustrar esse efeito. No anúncio do primeiro tarifaço, no ano passado, a volatilidade disparou e os investidores concentraram perdas justamente em ativos amplamente presentes nas carteiras, como ações, crédito e moedas de mercados emergentes, como a nossa.

Basta observar o comportamento do S&P/B3 Ibovespa VIX, índice que mede a volatilidade implícita do principal indicador da bolsa brasileira. Em termos simples, o indicador mede o grau de dispersão dos preços em relação ao seu comportamento médio esperado. Ele mostra o quanto o mercado vem se mostrando cada vez mais sensível a temas políticos e geopolíticos, dentro e fora do Brasil.

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Volatilidade, vale lembrar, não é apenas pressão negativa sobre os preços, mas a expressão da incerteza. Ela mede o grau de afastamento dos ativos em relação ao comportamento esperado diante de choques de informação e mudanças de percepção. Por isso, enfrentá-la não significa tentar prever o próximo movimento, mas estruturar o portfólio com ativos descorrelacionados antes que os choques ocorram.

“Dinheiro é rei”: liquidez como proteção estratégica

O ditado financeiro “cash is king” não se refere apenas a ter dinheiro parado, mas à capacidade de manter liquidez com baixo risco, algo essencial em ambientes de incerteza elevada, como o atual. Em ciclos de maior volatilidade, o valor da liquidez aumenta porque ela preserva opcionalidade: permite reagir rapidamente, seja para aproveitar distorções de preço, seja para amortecer perdas em outras classes de ativos.

Por isso, essa parcela do portfólio deve estar alocada em instrumentos de baixo risco de crédito, baixa volatilidade e alta previsibilidade. No Brasil, esse papel é cumprido de forma eficiente pelos títulos públicos pós-fixados, com destaque para o Tesouro Selic.

Trata-se de um ativo que carrega essencialmente o risco soberano, acompanha a taxa básica de juros e apresenta mínima sensibilidade a oscilações de mercado. Ele não é desenhado para gerar retornos extraordinários, mas para proteger capital, funcionar como reserva de emergência e servir como fonte de recursos para realocações táticas quando surgem oportunidades em ativos mais arriscados.

Títulos públicos dos EUA

Com a popularização das plataformas de investimento no exterior, o investidor brasileiro passou a ter acesso direto a ativos que historicamente cumprem um papel central na diversificação global de risco, como os títulos da dívida americana (Treasuries).

Mesmo em um ambiente de maior ruído político nos Estados Unidos, intensificado por decisões imprevisíveis da atual administração, o mercado americano continua sendo o mais profundo, líquido e institucionalmente robusto do mundo. Isso confere aos Treasuries um status singular: em momentos de estresse global, eles tendem a ser vistos como porto seguro, atraindo fluxo de capital justamente quando ativos de risco sofrem.

Do ponto de vista técnico, títulos de vencimento mais curto são preferíveis nesse contexto. Eles apresentam menor risco de duração, menor sensibilidade às oscilações de juros e funcionam quase como um “estacionamento” de capital em moeda forte, preservando valor com baixa volatilidade.

Esse comportamento explica por que Treasuries frequentemente se movem em sentido oposto a ativos como ações, crédito privado ou mercados emergentes, atuando com posição estratégica: um elemento estabilizador do portfólio na combinação com as demais classes.

O papel do dólar: a força da assimetria

O mesmo raciocínio se aplica ao dólar. À primeira vista, pode parecer contraditório investir na moeda americana em um momento em que há questionamentos sobre a liderança global dos EUA e maior busca por alternativas fora do país. No entanto, essa análise ignora um ponto crucial: a assimetria estrutural entre o real e o dólar.

O real é uma moeda de país emergente, altamente sensível a ciclos globais de liquidez, percepção de risco fiscal local, fluxo de capital estrangeiro e choques políticos e institucionais.

Já o dólar, apesar de suas fragilidades, segue sendo a principal moeda de reserva, de comércio e de financiamento global. Em períodos de aversão ao risco, o movimento típico não é a fuga do dólar, mas sim a fuga para o dólar, especialmente contra moedas emergentes.

Por isso, manter exposição cambial ao dólar não é uma aposta direcional, mas uma estratégia de hedge. Historicamente, ele tende a se valorizar justamente quando ativos locais e mercados mais arriscados sofrem, cumprindo um papel anticíclico dentro da carteira.

Por que não outras moedas?

É legítimo questionar se outras moedas fortes poderiam cumprir a mesma função. A resposta é: nem sempre.

A relação entre o real e o dólar é muito mais direta e estrutural do que com outras divisas. Além disso, nem todas as moedas têm mercados tão profundos e líquidos, nem todas funcionam como refúgio em crises globais e algumas são altamente correlacionadas com ciclos regionais específicos.

Isso faz com que o dólar continue sendo, na prática, a principal ferramenta de diversificação cambial para o investidor brasileiro.

Ouro: proteção contra risco sistêmico e geopolítico

O aumento da demanda por ativos clássicos de proteção recoloca o ouro no centro das estratégias defensivas. Diferentemente de moedas e títulos, o metal precioso não depende de governos, políticas monetárias ou sistemas financeiros para preservar valor.

Em um cenário de tensões geopolíticas crescentes, uso crescente de sanções financeiras, questionamentos sobre a neutralidade do sistema financeiro internacional, o ouro passa a ser visto como um ativo “fora do sistema”, o que explica a forte demanda recente.

Esse movimento não é exclusivo dos investidores privados. Bancos centrais ao redor do mundo vêm aumentando suas reservas em ouro e reduzindo exposição ao dólar. A lógica é simples: reservas concentradas em títulos públicos estrangeiros podem ser congeladas ou confiscadas em cenários de conflito político — como ocorreu com a Rússia.

A China lidera esse processo justamente por enxergar o risco de depender excessivamente de ativos financeiros denominados em dólar. Se governos e bancos centrais estão buscando proteção fora do sistema tradicional, é razoável supor que o ouro ainda tenha papel relevante como hedge e potencial de valorização em um mundo mais fragmentado e instável.



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Problema da dívida pública está nos juros, não no déficit, diz Haddad


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta segunda-feira (19) que o problema da dívida pública brasileira decorre do patamar elevado dos juros reais da economia [taxa nominal descontada a inflação] e não do excesso de gastos públicos.

“Em dois anos, nós reduzimos em 70% o déficit primário. O problema da dívida tem a ver com o juro real, não tem a ver com o déficit, que está caindo”, pontuou, em entrevista ao programa UOL News.

“Inclusive, a meta para esse ano é uma meta ainda mais exigente de resultado primário do que foi o ano passado, do que foi o ano retrasado e do que foi o primeiro ano de governo. Nós estamos subindo o sarrafo das exigências”, acrescentou o ministro.

De acordo com Haddad, mesmo considerando todas as exceções fiscais, com o ressarcimento dos descontos indevidos dos trabalhadores do INSS, o déficit do ano passado ficou em 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB), o que demonstraria, em sua visão, que o problema não é o déficit.

“Se você pegar o déficit projetado para 2023 do [governo Jair] Bolsonaro, dividindo pelo PIB do ano, você tem um déficit superior a 1,6% do PIB. E quanto foi o déficit do ano passado, considerando todas as exceções? Foi de 0,48%, isso considerando todas as exceções como o Plano Brasil Soberano, por causa do tarifaço, e a questão do INSS, que nós devolvemos dinheiro para os lesados pela quadrilha que se apropriou do INSS”.

Queda de juros

Na entrevista ao Uol News, o ministro defendeu que há espaço para que a taxa básica de juros, a Selic, atualmente estabelecida em 15%, seja reduzida. “Óbvio que, quando me perguntam [sobre esse tema], eu falo que tem espaço para cortar [os juros] porque eu acho que tem.”

Mesmo defendendo essa redução, Haddad fez elogios à atuação de Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central. Para o ministro, o presidente do BC enfrenta uma série de problemas, como o escândalo do Banco Master, e está sabendo como conduzir essas questões. “Eu dizia que ele herdou um problema que só vai ser conhecido depois. Ele herdou um problema que é o Banco Master, todo ele constituído na gestão anterior. O Banco Master não aconteceu na gestão atual, o Galípolo descascou um abacaxi. E descascou o abacaxi com responsabilidade”, elogiou o ministro.

Ao elogiar Galípolo, principalmente com relação ao escândalo do Banco Master, Haddad destacou que o BC deveria assumir a fiscalização dos fundos de investimentos, tarefa que atualmente é exercida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O ministro disse que apresentou uma proposta, que está sendo discutida no âmbito do Executivo, para ampliar o perímetro regulatório do Banco Central.

“Tem muita coisa que deveria estar no âmbito do Banco Central e que está no âmbito da CVM, na minha opinião, equivocadamente. O Banco Central tem que ampliar o seu perímetro regulatório e passar a fiscalizar os fundos.”.

Para o ministro, há uma intersecção muito grande entre fundos e finanças. o que impacta até sobre a contabilidade pública, por exemplo. “A conta remunerada, as compromissadas, tudo isso tem relação com a contabilidade pública”, disse.

Taxad

Questionado durante a entrevista sobre um apelido que lhe deram nas redes sociais, onde vem sendo chamado de Taxad por causa do aumento de tributos, Haddad respondeu que não se importa com isso e que fica feliz em ser lembrado como o ministro que taxou os mais ricos.

“Fico muito feliz de ser lembrado como o único ministro da Fazenda dos últimos 30 anos que taxou offshore, que taxou fundo familiar fechado, que taxou paraíso fiscal e que taxou dividendo. A taxação BBB saiu do papel: banco, bet e bilionário foram taxados. Então, eu assumo que essa turma que não pagava imposto, sim, voltou a pagar.”

Economia e eleições

Durante a entrevista, o ministro disse ainda que a economia não será um fator decisivo para as próximas eleições presidenciais no país – e nem mesmo no restante do mundo.

“A economia no mundo inteiro está sendo um elemento muito importante, mas não necessariamente decisivo para ganhar ou perder uma eleição”, afirmou o ministro.

Segundo ele, pesquisas tem apontados outros temas entre os temores nacionais, tais como segurança pública e combate à corrupção.

Haddad também disse que não pretende se candidatar a qualquer cargo público nas próximas eleições e que vem conversando sobre isso com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas que essa questão ainda não foi definida.



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Balança comercial tem déficit de US$ 243,7 milhões na 3ª semana de janeiro


São Paulo, 19 – A balança comercial brasileira registrou déficit comercial de US$ 243,7 milhões na terceira semana de janeiro. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados nesta segunda-feira, 19, o valor foi alcançado com exportações de US$ 5,167 bilhões e importações de US$ 5,411 bilhões.

Mesmo com o resultado negativo da terceira semana, o mês de janeiro acumula superávit de US$ 3,757 bilhões.

A projeção do MDIC é de que o superávit da balança comercial fique entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões neste ano. Para as exportações, a expectativa é de um valor entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões, e para as importações, entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.

Até a terceira semana de janeiro, comparado ao mesmo período de 2025, as exportações cresceram 18,0% e somaram US$ 14,987 bilhões. O desempenho dos setores nas três semanas do ano foi o seguinte: crescimento de 16,6% em Agropecuária, que somou US$ 2,209 bilhões; crescimento de 32,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 4,852 bilhões e, por fim, crescimento de 10,9% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 7,845 bilhões.

Já as importações caíram 2,6%, até a terceira semana de janeiro na mesma comparação, totalizando US$ 11,231 bilhões. Houve queda de 26,0% em Agropecuária, que somou US$ 227,9 milhões; queda de 8,0% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 508,7 milhões e, por fim, queda de 1,7% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 10,414 bilhões.

Estadão Conteúdo



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Ex-ministro diz que acordo entre Mercosul e UE não é de livre comércio, mas de cotas


Antônio Cabrera avalia que tratado representa avanço apenas formal e está longe do pretendido pelo Brasil no início das negociações



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Boiada 100% jovem terminada na TIP rende bônus em MS; veja detalhes


Com estratégia de Terminação Intensiva a Pasto (TIP), Fazenda Santo Antônio, em Iguatemi (MS), abate boiada com 20,7 arrobas e garante bônus por precocidade



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Parceria entre governador e vice assegura agendas alinhadas e foco nos desafios e metas de 2026


Em sua primeira agenda de 2026, o governador Eduardo Riedel recebeu na sala de reuniões da Governadoria o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha. No encontro foi apresentado o relatório das atividades e agendas desenvolvidas durante o período em que Barbosinha chefiou o Executivo estadual, período encerrado na sexta-feira (16).

Riedel fez questão de agradecer o trabalho realizado em sua ausência e já adiantou as perspectivas positivas para 2026. “Tenho que destacar a importância de ter governador e vice-governador alinhados no mesmo propósito e na mesma agenda. O Estado não pode parar, e não parou. Ele fez uma agenda fantástica, dando sequência às ações do Estado, com dedicação e comprometimento”, afirmou o governador.

Quanto aos desafios e metas a serem cumpridos em 2026, Riedel destacou que está animado. “Mato Grosso do Sul continua firme. Estou muito animado para este 2026, com muitas coisas para acontecer e a gente vai continuar firme e dedicado em áreas essenciais e importantes ao cidadão sul-mato-grossense”. Barbosinha agradeceu a oportunidade e ressaltou as atividades importantes feitas no período. “Alegria de estar aqui com o nosso governador e a mensagem é só de agradecimento pela confiança. Fomos muito bem recebidos pelos prefeitos, vereadores e comunidades das cidades em que passamos”.

Enquanto governador em exercício, Barbosinha esteve por diversos municípios e distritos, entre eles Chapadão, Costa Rica, Itaquiraí, Eldorado, Mundo Novo, Iguatemi, Tacuru, Japorã, Naviraí, Caarapó, Nova América, Vila Vargas, Dourados, Água Clara, Inocência, além das agendas públicas na Capital. Ele ficou à frente do Estado entre 29 de dezembro até 16 de janeiro.

“Mato Grosso do Sul não para. Governador teve o seu período de descanso com a família, e nós aqui tivemos um período de muito trabalho, onde tive a oportunidade de visitar 16 localidades. Oportunidade de entregar, visitar e lançar novas obras. É muito bom ver o crescimento do Mato Grosso do Sul”, completou.



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JHSF pleiteia autorização para voos comerciais em aeroporto privado de São Paulo


A incorporadora de luxo JHSF Participações pleiteia autorização para a operação de voos comerciais a partir de seu aeroporto executivo privado próximo à cidade de São Paulo, um movimento que pode reformular a forma como o tráfego aéreo é administrado na região mais congestionada do país, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

O governo já retomou estudos para autorizar aeroportos privados a operar voos comerciais no Brasil. O tema está agora sob análise do Ministério de Portos e Aeroportos, que aguarda um parecer de sua área jurídica sobre como as regras para permitir essas operações deveriam ser feitas.

Fundada pela família de José Auriemo Neto, a JHSF é uma das maiores incorporadoras de alto padrão do Brasil, com negócios que vão de projetos residenciais de luxo a shoppings, hotéis e restaurantes que incluem marcas globais de luxo. A abertura do Aeroporto Catarina para voos comerciais representaria uma expansão significativa do negócio de aviação do grupo e poderia abrir uma nova fonte de receita.

A JHSF começou a operar o Catarina em 2019, segundo seu site. Localizado a cerca de 50 quilômetros da cidade de São Paulo, o empreendimento se apresenta como o primeiro aeroporto internacional do Brasil dedicado exclusivamente à aviação executiva e opera 24 horas por dia. Caso seja aprovado, a JHSF teria de construir um terminal de passageiros no local e fazer outros investimentos em sua pista.

As discussões evidenciam a pressão crescente sobre a infraestrutura de aviação do Brasil, especialmente em São Paulo, onde estão os dois aeroportos mais movimentados do país, Congonhas e Guarulhos. O governo espera que o tráfego aéreo na região metropolitana se aproxime sua capacidade máxima na próxima década, intensificando a busca por alternativas para ampliar a capacidade sem a construção de novos aeroportos públicos.

A JHSF se recusou a comentar. A Casa Civil informou por escrito por meio de sua assessoria que não recebeu proposta para tratar dessa mudança legal. O Ministério de Portos e Aeroportos não respondeu a um pedido de comentário.

Embora o debate sobre o aeroporto da JHSF não seja novo, ele ganhou urgência no fim de 2025, em meio a preocupações renovadas com a limitação de slots em Congonhas, o aeroporto doméstico mais movimentado do Brasil. O terminal já opera próximo da capacidade máxima, o que limita a possibilidade de as companhias aéreas adicionarem novas rotas ou frequências.

A legislação atual permite apenas que aeroportos públicos recebam voos comerciais regulares. A questão é hoje regulada por decreto, mas há um entendimento de que o assunto só poderia ser tratado por um projeto de lei. É isso que a área jurídica está analisando, segundo pessoas com conhecimento do tema.

A proposta também enfrenta resistência em outras áreas do governo, incluindo da Casa Civil. Os opositores argumentam que o plano poderia prejudicar o regime de concessões do Brasil. Concessionárias pagam uma outorga ao governo, enquanto aeroportos apenas autorizados pelo poder público pagariam somente taxas de uso.

Por outro lado, os contratos de concessão oferecem maior proteção jurídica às empresas que operam os aeroportos.



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Fundo Garantidor começa a ressarcir clientes do Master


O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) começa a restituir, nesta segunda-feira (19), os clientes dos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank, parte do dinheiro bloqueado devido à liquidação extrajudicial oficializada em novembro de 2025.

Cerca de 570 mil das 800 mil pessoas que tinham dinheiro em contas ou investido em produtos como CDB, LCI ou LCA do Master já pediram a devolução dos valores a que têm direito. No entanto, apenas 377 mil finalizaram todo o processo de solicitação, segundo informou o FGC, associação privada responsável por administrar os fundos que as instituições financeiras são obrigadas a reservar para garantir que os correntistas recebam o que investiram em caso de falência ou liquidação.

A consolidação e a conferência da lista dos credores que têm direito a receber a garantia foram feitas pelo Banco Central (BC). A estimativa é que o montante restituído devido à liquidação do Master alcance cerca de R$ 40,6 bilhões.

Pessoas físicas devem pedir o pagamento de garantia por meio do aplicativo do FGC, disponível para Android e iOS. As pessoas jurídicas devem solicitar a restituição no Portal do Investidor.

O limite da cobertura do FGC é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. O valor inclui o montante investido e os rendimentos acumulados até a data da liquidação. O ressarcimento abrange contas-correntes, poupanças e outros investimentos como CDB, RDB, LCI, LCA, LCD e demais produtos financeiros.

Em comunicado, o FGC alerta que não autoriza ou credencia nenhum tipo de instituição ou empresa para intermediar negociação para o recebimento do valor garantido, muito menos solicita o pagamento de qualquer taxa ou o depósito prévio de valores. Além disso, nenhum contato é feito por meio do WhatsApp ou SMS.

Dúvidas podem ser esclarecidas por meio do e-mail do FGC.



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Uso da IA nas empresas vai reduzir número de vagas para iniciantes, diz pesquisa


DIEGO FELIX
FOLHAPRESS

Cerca de 60% dos CEOs brasileiros entrevistados pela consultoria PwC afirmaram que as empresas vão precisar de menos profissionais em início de carreira nos próximos três anos devido ao avanço da inteligência artificial nos processos de produção.

Entre os líderes brasileiros, quase metade espera que o corte de vagas seja leve, enquanto no cenário global, essa proporção chega a dois terços.

A 29ª edição da pesquisa CEO Survey, divulgada nesta segunda-feira (19), ouviu mais de 4.400 líderes empresariais em 95 países, incluindo o Brasil.

Enquanto profissionais juniores terão mais dificuldade no mercado, os líderes globais projetam um impacto menor na redução de vagas para os cargos de nível médio e sênior.

Para Marco Castro, CEO da PwC no Brasil, eliminar postos de entrada para profissionais em início de carreira será um dilema que a maioria dos setores precisará resolver no futuro, pois a qualificação das próximas lideranças será incerta.

“Você vai ter um plantel de profissionais que não conhecem as etapas, que não passaram pelas experiências. Estamos diante de um momento em que carreiras precisam ser redefinidas, os formatos, o desenvolvimento dessas carreiras precisa ser reestruturado, o próprio tipo de treinamento que você tem que dar para as pessoas é outro, mas eu acho que é algo que ainda não foi completamente observado [pelos CEOs]”, diz Castro.

Na leitura da PwC, os executivos estão cada vez mais suscetíveis à chamada “opressão de curto prazo”, olhando cada vez menos para processos de longo prazo e focando em temas urgentes que reflitam resultados no agora -mesmo reconhecendo que deveriam dar mais atenção ao negócio de longo prazo.

Segundo a pesquisa, os líderes brasileiros dizem dedicar, em média, mais da metade do tempo a temas com impacto inferior a um ano. Cerca de um terço do tempo desses executivos é direcionado a temas com intervalos de impacto entre 1 e 5 anos, e menos de 11% do tempo restante é investido em questões de longo prazo.

Na China, por exemplo, 49% do tempo dos executivos visa o médio prazo. Em contraposição, nos EUA e na Europa o pensamento também é mais voltado ao curto prazo.

O efeito da IA na adequação do dia a dia das empresas promoveu a entrada de novos setores no radar de atuação das companhias. No Brasil, 51% dos CEOs afirmaram que as companhias passaram a operar em novos setores nos últimos cinco anos (a média global é de 42%) e a luta contra a estagnação na diversificação de fontes de receita gerou margens de lucros mais altas na maior parte dos casos.

A confiança nas perspectivas de crescimento, por outro lado, caiu vertiginosamente da pesquisa de 2025 para a atual, saindo de 50% para 38% entre os respondentes brasileiros (30% no mundo).

O Brasil é um dos países que mais utiliza a IA para processos de geração de demanda, serviços de suporte, produtos e serviços, definição de direcionamento estratégico e atendimento à demanda, mas ainda vê uma parcela baixa desse investimento retornando em valor financeiro.

Segundo a pesquisa, 37% dos CEOs brasileiros (29% no mundo) relataram aumento de receita nos últimos 12 meses e mais de um quarto indicou redução de custos. Por outro lado, 56% deles afirmaram que o benefício da IA foi nulo, ou seja, sem impactos de receita ou de custos.

“É uma resistência à mudança, porque tem processos que são consagrados, você tem uma série de coisas que estão acontecendo há muito tempo daquele jeito, que estão automatizados, mas as etapas seguem acontecendo daquela forma”, afirma Castro.

“Você está falando de romper com o passado e criar uma vanguarda completamente diferente, isso afeta o desenvolvimento de carreiras, de pessoas, como é que você vai liderar num ambiente desse? Quem é mais sênior, mais experiente, tem mais dificuldade em adotar ferramentas novas”, complementa.

Para mais da metade das empresas brasileiras (56%), a inovação é vista como um dos pilares estratégicos, porém a tolerância ao risco é baixa. Cerca de 36% das companhias colaboram com parceiros como startups e universidades para acelerar inovação, mas somente 28% afirmaram testar novas ideias com clientes finais (a média global é de 31%).

Ao assumir riscos calculados e gerir falhas, a discrepância fica ainda maior: 20% das empresas nacionais toleram alto risco em projetos de inovação, contra 25% no mundo. Menos de 20% das companhias brasileiras contam com um centro de inovação ou uma divisão de investimentos em startups, proporção que chega a 23% no mundo, e somente 18% delas aplicam processos para encerrar iniciativas de pesquisa e desenvolvimento que apresentaram baixo desempenho, o que mostra dificuldade em aceitar a falha e realocar recursos visando eficiência.

Para os CEOs brasileiros, a instabilidade macroeconômica será o principal desafio deste ano, seguido por disrupção tecnológica e inflação. Na edição do ano passado, a falta de qualificação profissional era indicada como o principal desafio.

BAIXO INTERESSE DE INVESTIMENTOS NO BRASIL

A pesquisa também mapeou o interesse dos executivos em investir fora de suas bases locais. Cerca de 49% dos CEOs brasileiros, afirmam planejar investimentos internacionais, sendo que os Estados Unidos são o principal mercado das companhias fora do país, saindo de 36% no ano passado para 55% neste ano.

O aumento da participação dos EUA no cenário de investimentos brasileiros se reflete diretamente na guerra comercial imposta pelo presidente Donald Trump, que acabou forçando as empresas a abrirem operações locais como forma de driblar o aumento das tarifas.

A China era interesse de 10% dos executivos brasileiros no ano passado e subiu para 18% na pesquisa mais recente, enquanto a Índia dobrou a participação de 6% para 13%.

Na América Latina, México e Argentina perderam espaço, enquanto o Chile ultrapassou a Colômbia. A PwC avalia que isso mostra um deslocamento do interesse empresarial em mercados apontados como



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Brasil deve reduzir ritmo de exportações de soja em 2026, aponta Safras & Mercado


Safras & Mercado projeta embarques menores, mas prevê safra recorde, maior esmagamento e estoques mais confortáveis



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