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Bahia lidera avicultura no Nordeste com crescimento de 16,3%


A avicultura baiana fechou o ano de 2025 com crescimento de 16,3% na produção de ovos e lidera a região Nordeste, com mais de 152 milhões de pintinhos alojados



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iGreen cresce com apelo religioso e energia por assinatura


Em vídeos que circulam pelo YouTube, Instagram e TikTok, os irmãos Amanda Durante e Thiago Alexander, criadores da iGreen Energy, fundem a oferta de energia solar por assinatura a um discurso religioso que descreve o sucesso da empresa como um “mover de Deus” – uma manifestação divina, em termos mais laicos.

Amanda, CEO da companhia e pastora evangélica, diz que o objetivo da iGreen é provocar uma transformação na “vida espiritual” dos parceiros. Thiago, presidente da empresa, aposta em outro argumento para atrair novos participantes: retorno financeiro rápido.

O modelo de negócios da iGreen é o de marketing multinível. Para ingressar na rede como “licenciado”, é preciso pagar R$ 1.997.

Em vídeos de divulgação, Thiago afirma que esse valor pode ser recuperado em até dez dias e que os ganhos com comissões e royalties se estendem “até o infinito”, à medida que a rede cresce. A empresa também associa a progressão na carreira a recompensas de alto valor, como cruzeiros, viagens internacionais e carros elétricos – primeiro modelos da BYD, no fim, um Porsche Taycan.

Esse tipo de conteúdo também é replicado por milhares de licenciados espalhados pelo país. Hoje, segundo a própria empresa, são cerca de 25 mil participantes. No YouTube, um licenciado fala em “comissões mensais vitalícias e até mesmo hereditárias”. 

Em suma, as promessas clássicas do marketing multinível.

Fundada no fim de 2021, a startup de Uberlândia alega ter 500 mil clientes e promete quadruplicar esse número em 2026. E conta com um aval institucional de peso: a Vibra Energia, gigante que opera os postos Petrobras, é sócia da operação por meio da Comerc. 

Mas o modelo levanta questões. Consumidores reclamam de dificuldades para cancelar contratos. E a própria natureza do negócio — intermediar energia solar subsidiada — ocorre em um vácuo regulatório que já produziu pirâmides financeiras e outras fraudes bilionárias no setor.

Fora a questão matemática: ganhos que “se estendem ao infinito” são um desafio à lógica.

Vender & Recrutar

Thiago Alexander tinha 18 anos quando começou a trabalhar com marketing multinível. Passou por Herbalife e Hinode, onde se destacou como recrutador. Amanda, sua irmã, trabalhou em uma empresa que vendia energia por assinatura. 

Da união das duas expertises veio a iGreen. A tese era de que o modelo de vendas de energia por assinatura não funcionava na internet nem em call centers da forma tradicional. A solução, conta Thiago, foi aplicar as técnicas do marketing multinível ao setor de energia. “É a possibilidade de eu utilizar o meu network. Ou seja, é a transferência de confiança. Eu transfiro a minha confiança para aquela solução e eu consigo endossar aquilo para amigos, conhecidos e familiares”.

Desde o terceiro mês de operação, Amanda e Thiago decidiram assumir publicamente a fé evangélica como parte do negócio. “Deus tocou o coração nosso e falou: ‘Eu preciso que vocês falem disso. Porque eu vou utilizar dessa empresa para alcançar milhares de pessoas’”, conta Thiago.

“Nós temos esses momentos de oração e pregação”, explica Amanda, que afirma ter visto milhares de conversões ocorrerem por meio da empresa. 

Com o pagamento da licença, o participante ganha acesso a aplicativos que conectam o licenciado a fornecedores de energia por assinatura, telefonia e outros serviços.

A iGreen, portanto, não presta o serviço diretamente. Funciona como uma plataforma que intermedia a relação entre fornecedores e consumidores finais – que passam a comprar energia solar coletivamente. “Nós viemos como um facilitador para conscientizar o cliente que ele tem a possibilidade de entrar num consórcio”, explica Thiago, que hoje tem 32 anos.

Um executivo de uma empresa que também oferece energia por assinatura, concorrente da iGreen, diz que a startup dos irmãos Amanda e Thiago “não é uma empresa de energia, mas uma empresa que recruta pessoas que vendem produtos”. “Eles são intermediadores, eles são o Uber, enquanto a gente constrói as fazendas [de placas solares] e produz a energia.”

A remuneração dos licenciados iGreen combina comissões sobre as contas dos clientes e bônus pelo recrutamento de novos licenciados com valores crescentes à medida que o participante sobe na hierarquia da rede.

O licenciado ganha R$ 300 quando recruta outro participante diretamente e R$ 100 quando seu recrutado recruta alguém. Além disso, recebe entre 0,1% e 4% sobre as contas de luz pagas pelos clientes que ele e sua rede trouxeram.

Para acessar os royalties mais elevados, o licenciado precisa recrutar outras pessoas e fazer com que elas também recrutem. O sistema tem níveis progressivos: “S-Expansão” exige 5 clientes e 2 licenciados diretos; “G-Expansão” requer 10 clientes e 5 licenciados; “E-Expansão” demanda 20 clientes e 7 licenciados; “D-Expansão” exige 40 clientes e 10 licenciados e por aí vai. 

Ao InvestNews, Thiago afirma que mais de 90% dos licenciados só focam em atrair clientes, embora a própria estrutura de remuneração mostre que sem recrutar é impossível chegar aos royalties dos licenciados de nível mais alto. Segundo a própria empresa, 90% dos ganhos dessa elite vem das redes que seus recrutados formaram.

O selo da Vibra

No início de 2022, a Comerc, uma das maiores comercializadoras de energia do país e especializada em atender grandes consumidores no mercado livre de energia, quis investir na iGreen. Em nota, a Comerc disse que a “atuação conjunta [com a iGreen] viabiliza soluções voltadas a diferentes perfis de clientes, ampliando o acesso à energia renovável por meio da energia fotovoltaica.”

Documentos internos da Comerc mostram que a empresa pagou R$ 23 milhões por 50% das quotas da iGreen Energia Comércio e Serviços (o CNPJ que concentra os clientes) e 20% da iGreen Comercial (que concentra os licenciados).

“Imagina uma empresa do calibre deles falar para a gente: ‘vamos investir sete bilhões de reais em capacidade energética e queremos a plataforma de vocês [como parceira]’”, conta Thiago. 

Em 2024, a Vibra Energia concluiu a aquisição da Comerc por R$ 2,9 bilhões. Com isso, a gigante dos postos Petrobras tornou-se sócia indireta da iGreen. Para a startup de Uberlândia, isso representa um selo de legitimidade institucional que a empresa menciona constantemente.

A Comerc foi procurada pelo InvestNews para falar sobre o modelo de negócios da iGreen, apresentar dados financeiros da operação e esclarecer quanto do faturamento depende de recrutamento de colaboradores que pagam para entrar e quanto advém da venda de serviços de fato, mas preferiu não destacar porta-voz e não quis comentar. 

O sol é para todos

A iGreen opera em um setor que ainda carece de fiscalização adequada. A energia solar por assinatura explodiu no Brasil após 2012, quando o país criou o Sistema de Compensação de Energia Elétrica, permitindo que consumidores gerassem energia em seus telhados e injetassem o excedente na rede, obtendo créditos que abateriam suas contas — como se o relógio medidor girasse ao contrário.

Em 2022, a Lei 14.300 (Marco Legal da Geração Distribuída) permitiu a criação de consórcios e cooperativas para compra de energia solar. Pessoas sem condições de instalar painéis próprios poderiam se associar a usinas remotas e compartilhar os créditos gerados. Foi a abertura legal para as empresas de energia por assinatura.

O problema é que o consumidor raramente entende o que está contratando. Dada a complexidade regulatória, com frequência o cliente acredita estar comprando “energia mais barata”, quando na verdade está assinando uma procuração para fazer parte de um consórcio. E essa energia é “mais barata” porque se beneficia de subsídios criados para incentivar a geração distribuída — subsídios cujo custo é repassado aos demais consumidores que não possuem painéis solares.

Em 2023, o Tribunal de Contas da União (TCU) cobrou a Aneel, afirmando que empresas estavam realizando “comercialização disfarçada” de energia subsidiada, custando R$ 1,8 bilhão aos demais consumidores naquele ano. A Aneel respondeu que se trata de “autoconsumo remoto fracionado”, não de comercialização, e pediu o arquivamento, o que foi acatado pelo TCU.

Quem vigia?

O resultado é um vácuo regulatório. A Aneel não licencia nem fiscaliza individualmente as empresas intermediadoras. Não há regras claras sobre transparência, cancelamento ou proteção ao consumidor. E isso abriu espaço para fraudes.

Nos últimos anos, ao menos quatro grandes esquemas de pirâmide envolvendo energia solar foram desmantelados: Econ Energia, Original Energy, Alpha Energy Capital e Usinas Onda do Sol. Todas vendiam participações em usinas solares e prometiam retornos fixos fora da realidade (como 5% a 30% ao mês). A verdade é que operavam como pirâmides, dependendo de novos investidores para pagar os antigos.

“O Superior Tribunal de Justiça estabeleceu que a pirâmide se caracteriza quando o pagamento dos lucros depende, essencialmente, do ingresso de novos investidores”, explica Graziela Frati, advogada especialista em direito societário e empresarial.

Nesses casos, ela descreve, o produto é apenas um “disfarce” ou um “pedágio” de adesão para camuflar o verdadeiro propósito: a captação de recursos da base para remunerar o topo.

Já no caso do marketing multinível legítimo, diz Frati, “a remuneração decorre da margem de comercialização de produtos ou serviços vendidos a consumidores finais externos à rede”. 

Thiago Alexander disse ao InvestNews que a iGreen não promete rendimento passivo – “se você paga R$ 1.997 e não faz nada, você não ganha nada” – e que essa taxa representa apenas 15% do faturamento ali; os outros 85%, diz Alexander, de comissões sobre a intermediação da venda de serviços. 

Procurada, a Aneel informou que “está em andamento uma fiscalização específica sobre esse tema”. O Ministério de Minas e Energia não respondeu. A CVM disse manter uma página para ajudar investidores a identificar pirâmides. 

O Ministério Público Federal afirmou que monitora continuamente as atividades de geração distribuída e se mantém “atento aos casos em que a remuneração dos participantes depende predominantemente do recrutamento de novos aderentes”.



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Justiça restabelece multas por evasão em pedágio free flow da Via Dutra


O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) restabeleceu a cobrança de multas por evasão de pedágio no sistema free flow da Rodovia Presidente Dutra, trecho da BR-116 que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. A decisão reverte uma liminar de outubro do ano passado, que havia suspendido as sanções, após agravo de instrumento interposto pela Advocacia-Geral da União (AGU).

O sistema free flow permite a passagem livre de veículos sem os tradicionais bloqueios com cancelas. As placas são registradas eletronicamente por pórticos sobre a via, dispensando a parada ou redução de velocidade. O pagamento da tarifa é realizado posteriormente pelo site ou aplicativo da concessionária.

A liminar havia sido concedida em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a União e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O MPF argumentava que a conduta de ‘evasão de pedágio’, prevista no artigo 209-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), não deveria ser equiparada à mera falta de pagamento da tarifa enviada depois ao motorista. Além disso, criticava a multa, que adiciona cinco pontos à Carteira Nacional de Habilitação e custa dezenas de vezes mais que a tarifa, como uma medida irrazoável.

No entanto, a AGU defendeu que o CTB foi alterado para permitir essa equiparação e que o free flow representa uma tendência mundial para maior eficiência e fluidez no tráfego. ‘Não se trata de um novo tipo de cobrança, mas a substituição da praça física por uma forma mais moderna de arrecadação’, explicou Lucas Tieppo, da Coordenação Regional de Serviços Públicos da Procuradoria Regional da União da Terceira Região (PRU3).

O subprocurador Luiz Fabrício Thaumaturgo Vergueiro destacou que o Código de Trânsito Brasileiro, lei federal aprovada pelo Congresso Nacional, autoriza essa prática. O sistema free flow na Via Dutra entrou em operação no final do ano passado, com as primeiras cobranças sendo enviadas aos usuários neste ano. Ele registra a entrada e saída do veículo para calcular proporcionalmente o uso da rodovia.



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Temporais em quatro regiões do país marcam o dia


Fenômenos climáticos impactam o Brasil nesta terça-feira e levam pancadas fortes de chuva em grandes áreas



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economia

Do apagão ao petróleo: Ebrasil impõe sua agenda na Brava Energia, 2ª maior junior oil do país


O grupo Ebrasil, uma geradora de energia criada em meio à crise do apagão dos anos 2000, consolidou-se – na prática – como o principal acionista da Brava Energia, a segunda maior petroleira independente do país, atrás apenas da Prio.

A troca de CEO, promovida pela companhia na semana passada, e a compra bilionária dos ativos da Petronas na Bacia de Campos, anunciada na última sexta (16), deixaram claro que o grupo fundado pelo empresário pernambucano José Cantarelli vem conseguindo impor sua agenda estratégica.

Dona de usinas termelétricas no Nordeste, a Ebrasil (sigla para Eletricidade do Brasil) tem 6,9% da Brava é hoje o único acionista relevante ali com atuação direta no setor de energia — uma característica que passou a fazer diferença em um capital até então dominado por investidores financeiros e de infraestrutura, como a gestora JiveMauá, a família Queiroz Galvão e o Bradesco (maior acionista individual, com 12%).

A nomeação de Richard Kovacs, executivo ligado à própria Ebrasil, para o cargo de CEO da Brava no lugar de Décio Oddone — profissional de mercado e ex-diretor geral da ANP — é o capítulo mais recente de uma sequência de movimentos da Ebrasil que redesenhou a governança da petroleira nos últimos meses: a derrubada da poison pill, a articulação de um bloco acionário e, agora, o comando da gestão executiva.

Com as mudanças anunciadas em 12 de janeiro, que entram em vigor no início de fevereiro, Kovacs deixará a presidência do conselho de administração da Brava. Seu lugar será ocupado por Alexandre Cruz, CEO da JiveMauá, que assumirá como chairman da companhia.

Oportunidade

A aproximação da Ebrasil com a Brava começou em 2024, por meio do fundo Yellowstone, criado pelo grupo de José Cantarelli para investir em empresas listadas. Capitalizado após a venda de sua metade na Celse — complexo termelétrico em Sergipe adquirido pela Eneva por R$ 6,7 bilhões em 2022 —, o fundador da Ebrasil passou a buscar oportunidades de diversificação no mercado de capitais.

A estratégia inicial, segundo uma pessoa próxima da companhia, era semelhante à de um investidor tradicional: identificar empresas descontadas, com potencial de valorização. Nesse movimento, o fundo montou posições em companhias como Cosan, Eneva, Sabesp e Sanepar. A Brava, porém, rapidamente se tornou o principal investimento da carteira.

Nascida da fusão entre Enauta e 3R Petroleum, em agosto de 2024, a petroleira opera como uma corporation, com capital pulverizado. Esse perfil abriu espaço para a entrada de um acionista estratégico, acrescenta a mesma fonte ouvida pelo InvestNews.

Quem identificou a oportunidade foi o próprio Kovacs, que trabalha na Ebrasil desde 2016 e se tornou um dos executivos de confiança de Cantarelli. No primeiro mês de operação do fundo, em novembro de 2024, o Yellowstone investiu R$ 37 milhões na Brava, adquirindo 1,86 milhão de ações (0,20% de participação).

Ao longo de 2025, a posição foi sendo ampliada. Em maio, o fundo já havia aportado R$ 352 milhões; em setembro, o montante chegou a R$ 481,5 milhões, equivalentes a 26,8 milhões de ações. Atualmente, o veículo de investimento da Ebrasil detém 31,9 milhões de papéis, que lhe dá os 6,9% atuais. Essa fração coloca o Yellowstone como terceiro maior acionista individual da companhia, ao lado da Jive. 

Um grande navio FPSO chamado "Yinson", com casco vermelho e estruturas metálicas complexas, opera sob a bandeira do Brasil em um mar tranquilo com céu azul e algumas nuvens.
Plataforma Atlanta, da Brava Energia. Foto: Divulgação

Dados mais recentes do fundo na CVM mostram que 70% do patrimônio do Yellowstone está investido hoje em ações da petroleira.

Mudanças

O avanço da posição veio acompanhado de movimentos mais assertivos na governança. Em maio de 2025, a Yellowstone protocolou pedido para que a Brava convocasse uma assembleia com o objetivo de retirar a cláusula de poison pill do estatuto.

A regra obrigava qualquer acionista que ultrapassasse 25% do capital a lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) por 100% das ações da companhia, com prêmio de 25% sobre o valor de tela. À época, a Yellowstone detinha pouco mais de 5% do capital da Brava. Em julho, a assembleia de acionistas aprovou a retirada da cláusula.

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Já era uma amostra de que o grupo de Cantarelli pretendia aumentar sua participação na empresa. A partir dali, iniciou-se uma reorganização mais explícita da governança, com a articulação de um acordo de acionistas liderado pelo fundo da Ebrasil, pela Jive e a família Queiroz Galvão.

Na prática, o grupo passou a exercer influência determinante sobre as principais decisões estratégicas da empresa. Pouco depois, Kovacs assumiu a presidência do conselho de administração e, agora, chega à cadeira de CEO.

Nova agenda

Sob a nova gestão, a expectativa é que a Brava avance em uma agenda mais pragmática de alocação de capital. Internamente, a companhia avalia a venda de ativos considerados não estratégicos — como a operação de gás natural — e estuda aquisições com foco em geração de caixa mais imediata.

Foi nesse contexto que a Brava viu a oportunidade para efetuar a compra, na sexta (10), de uma participação de 50% no campo de Tartaruga Verde e no Módulo III do campo de Espadarte, ambos na Bacia de Campos. O negócio aguarda aprovação do Cade e da ANP. De qualquer forma, a fatia pertence à Petronas, que é a Petrobras da Malásia – os demais 50% dos campos continuam com a Petrobras daqui mesmo.

A Prio e a BW Energy também analisaram a investida no ativo, segundo a Bloomberg. A Petrobras, como sócia na operação, poderia exercer seu direito de preferência para cobrir a proposta.

A unidade conta com 14 poços produtores — 11 em Tartaruga Verde e três no Módulo III de Espadarte. Em 2025, a produção média do complexo todo foi de cerca de 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia (boed, ou seja, contando os volumes de óleo e de gás). O grosso ali é petróleo mesmo, com parcela residual de gás natural escoada pelo gasoduto de Enchova até um terminal em Macaé (RJ).

A Brava produz 92 mil boed, atrás apenas da Prio entre as junior oils, que registra 155 mil barris diários de óleo equivalente, e bem à frente da PetroReconcavo, com 27 mil.

Com a compra de 50% do complexo de extração, a Brava adiciona uma PetroReconcavo inteira à sua produção – que vai saltar para perto de 120 mil boed.

E não é só volume, nesse caso. É qualidade também. A produção da Brava concentra-se hoje em óleo pesado, mais difícil de refinar – e, por isso, mais barato no mercado internacional. Já o óleo de Tartaruga Verde e Espadarte é de grau API médio (27º), mais valorizado.

Redução da alavancagem

Embora o acordo com a Petronas pelo ativo envolva o pagamento de US$ 450 milhões, a petroleira entende que o deal irá ajudá-la no processo de desalavancagem da companhia. É que o potencial de geração de caixa do ativo seria maior, na visão de pessoas ligadas à Brava, do que o valor empregado na negociação. “O foco dessa aquisição é desalavancar a companhia no dia do closing. O ativo já está gerando caixa e já está produzindo”, disse uma fonte com trânsito na empresa.

Para este ano, o objetivo central é reduzir o endividamento. No terceiro trimestre de 2025, a petroleira reportou dívida líquida de US$ 1,7 bilhão (R$ 7,4 bilhões), com alavancagem de 2,3 vezes dívida líquida pelo lucro operacional (Ebitda). A ideia é reduzir a alavancagem para algo em torno de 1,5 vez este ano.

Em paralelo, a Brava promoveu uma reorganização interna em outubro, com simplificação da estrutura executiva e eliminação de posições duplicadas, sobretudo em nível gerencial – ainda uma das etapas de integração entre 3R Petroleum e Enauta.

Debate estratégico

Pessoas que acompanham a Brava afirmam que o diferencial trazido pela Ebrasil não se limita à governança, mas também à forma de enxergar o negócio. Fundado por José Cantarelli em 2001, em meio à crise de escassez de energia durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), o grupo atua em setores intensivos em capital e regulação.

Na área de energia, controla três usinas termelétricas no Nordeste: a Epasa, na Paraíba, com 342 megawatts (MW) de capacidade instalada; a Epesa, em Pernambuco, com 356 MW; e uma participação minoritária na TermoCabo, em Cabo de Santo Agostinho (PE), com 48 MW.

O grupo também possui investimentos em rodovias e saneamento, além de participação indireta na Ocyan — antiga Odebrecht Óleo e Gás —, responsável pela operação do navio-sonda de Papa-Terra, um dos principais projetos da Brava no offshore.

Embora a Ebrasil negue qualquer intenção de integração operacional direta entre suas termelétricas e a Brava — como contratos de fornecimento de gás —, fontes do setor avaliam que a simples presença de um acionista com esse perfil lá dentro já altera o debate estratégico dentro da companhia.

Procuradas pelo InvestNews, Brava e Ebrasil não comentaram.

Colaborou Rikardy Tooge



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Exportações de café do Brasil caem em volume, mas receita bate recorde em 2025


O Brasil exportou 40,04 milhões de sacas de 60 quilos de café em 2025, representando uma queda de 20,8% em relação a 2024. Apesar da redução no volume, a receita das exportações atingiu um recorde histórico de US$ 15,586 bilhões, um aumento de 24,1% na comparação com o ano anterior. Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) nesta segunda-feira (19).

Essa é a maior receita registrada desde 1990, quando o Cecafé começou a realizar o levantamento. As exportações brasileiras de café foram destinadas a 121 países, consolidando o Brasil como o maior produtor e exportador mundial do produto, responsável por mais de um terço do mercado global.

De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o recorde deve-se ao aumento nos preços médios mensais do café em 2025, aliado a investimentos contínuos do setor em tecnologia, inovação e qualidade. “Tivemos médias mensais de preço maiores em 2025 e nossos cafeicultores, bem organizados, mantêm seus investimentos em tecnologia, inovação e qualidade, o que eleva o patamar dos cafés do Brasil”, afirmou.

A diminuição no volume exportado era esperada, influenciada por fatores como o clima adverso na safra de 2025 e os embarques recordes de 2024, que esgotaram os estoques. Além disso, as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro, vigentes entre agosto e novembro, impactaram negativamente as exportações para o país norte-americano, com uma queda de 55% no período.

Entre os principais destinos, a Alemanha liderou as importações com 5,4 milhões de sacas, equivalente a 13,5% do total exportado, apesar de uma redução de 28,8% em relação a 2024. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 5,3 milhões de sacas (13,4% do total), registrando uma queda de 33,9%.

Quanto aos tipos de café, o arábica foi o mais exportado, com 32,3 milhões de sacas, representando 80,7% do total. Em seguida, veio a canéfora (conilon e robusta), com 3,9 milhões de sacas (10%), o café solúvel, com 3,6 milhões de sacas (9,2%), e o café torrado e moído, com 58.474 sacas (0,1%).



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Clima, logística e safra recorde moldam o rumo da soja no Brasil: o que esperar?


Chuvas entre Sul e Centro-Oeste, revisão do USDA e gargalos logísticos dão tom à soja enquanto a colheita avança



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Justiça prorroga suspensão de obrigações da Oi por 90 dias


A operadora Oi informou nesta segunda-feira (19) que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro decidiu prorrogar por 90 dias a suspensão das obrigações extraconcursais do grupo. A decisão, proferida pela desembargadora relatora da 1ª Câmara de Direito Privado, resultou de agravos interpostos por Itaú Unibanco e Banco Bradesco contra a sentença de falência da companhia e suas subsidiárias.

Segundo a Oi, o prazo de suspensão começa em 20 de janeiro de 2026, e ao final desse período, o administrador judicial deverá apresentar um relatório de gestão ao juízo da recuperação judicial. A íntegra da decisão está disponível nos sites da operadora e da Comissão de Valores Mobiliários.

A Oi é uma das maiores empresas de telecomunicações do Brasil, mas enfrenta há anos um cenário de crise financeira. Em crise desde 2016, a empresa vendeu ativos como sua rede móvel e infraestrutura de fibra óptica para focar na operação de internet de alta velocidade. No terceiro trimestre de 2024, a empresa registrou receita líquida de R$ 6,4 bilhões e lucro líquido de R$ 12,5 bilhões.

Em novembro de 2025, a empresa Oi alcançou um marco significativo ao receber a liberação judicial de R$ 517 milhões de uma conta escrow do Bradesco, destinados à Anatel, após decisões judiciais ligadas ao seu processo de recuperação. Esta ação reflete a contínua luta da Oi para superar sua crise financeira e reestruturar suas operações no setor de telecomunicações.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.



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SP registra mais de 120 mil imóveis sem luz em dia de garoa e ventos de até 50 km/h


Mais de 121 mil imóveis da Região Metropolitana de São Paulo estão sem luz, conforme balanço da concessionária Enel na noite desta segunda-feira, 19. A empresa é responsável pela distribuição de energia elétrica para a capital e municípios da Grande SP.

De acordo com os registros publicados às 19h50, cerca de 80,1 mil clientes só na capital – 1,38% de todos os imóveis atendidos pela Enel. Destaque também para os 2.243 em Rio Grande da Serra (14,25 % de todos os clientes do município), os 2.118 de São Lourenço da Serra (21%); e os 6.731 (29,42 %) em Embu Guaçu.

Questionada, a concessionária informou que as chuvas e os ventos que atingiram a área de concessão da distribuidora na tarde desta segunda-feira “causaram danos à rede elétrica em algumas cidades”.

“As mais afetadas foram: Embu-Guaçu, Ribeirão Pires, São Lourenço da Serra e Rio Grande da Serra”, informou a empresa. A Enel diz que possui equipes na para restabelecer o fornecimento de energia para os cerca de 121 mil clientes atingidos.

De acordo com a Defesa Civil, as áreas de instabilidade no Estado ficaram concentradas no litoral, incluindo a região da Baixada Santista e o litoral norte. Foram nessas regiões que o órgão registrou os maiores acumulados do dia: Peruíbe (171mm); Itanhaém (156mm); Praia Grande (108mm); São Vicente (105mm) e Bertioga 102mm.

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo já informava que a previsão para a capital era de garoa e baixa probabilidade de temporais. Ao longo do dia, apesar da chuva, o órgão não colocou a cidade em estado de atenção para alagamentos.

No entanto, o CGE destacou que os ventos poderiam ultrapassar os 30 km/h e que, somado com o solo encharcado, haveria a possibilidade de queda de árvores na cidade.

Conforme o centro, os ventos registrados na capital nesta segunda chegaram aos 50,2 km/h na região de M’boi Mirim/Barragem Guarapiranga às 15h40, e ficaram entre 40km/h e 45 km/h nas regiões de Parelheiros (zona sul) e Santana, Carandiru e Campo de Marte (zona norte).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, das 14h até as 18h desta segunda, a corporação havia recebido 31 chamadas para quedas de árvores, com destaque para a zona sul, considerada a mais atingida pelos agentes. Não houve chamado para enchentes.

Em nota, a Aena, concessionária que administra o Aeroporto de Congonhas, informou que, em razão das condições meteorológicas, uma chegada e uma partida foram canceladas nesta segunda-feira.

“Toda a infraestrutura do Aeroporto de Congonhas está disponível para pousos e decolagens, além de todos os serviços para atendimento aos passageiros”, afirmou a Aena.

Estadão Conteúdo



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Embrapa identifica gene que ativa 'estado de alerta' nas plantas e amplia resistência a doenças e seca


Descoberta prepara culturas para reagir mais rápido a pragas e ao clima extremo



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