O Ministério da Saúde garantiu R$ 103 milhões do Novo PAC Saúde para a construção de uma maternidade em Sousa, na Paraíba, beneficiando pacientes de 40 cidades da região. A autorização para o início das obras será assinada nesta quarta-feira (21), em João Pessoa, com a presença do secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, e do governador João Azevêdo.
A nova unidade de saúde terá 8.200 m², capacidade para 100 leitos e estrutura humanizada, oferecendo serviços 24 horas para gestantes de risco habitual e alto risco, além de atendimento de urgência e emergência obstétrica e ginecológica, internação hospitalar e terapia intensiva. O projeto inclui diferenciais como salas lilás para acolhimento de vítimas de violência, suítes para pré-parto, parto e pós-parto, centros de parto normal com banheira e acolhimento com classificação de risco.
Essa iniciativa integra um investimento federal de R$ 602 milhões para três policlínicas e quatro maternidades em sete estados, incluindo a Paraíba. No estado, também estão previstas três policlínicas equipadas com salas de ultrassom, tomografia, reabilitação e acolhimento para vítimas de violência, além de serviços de consultas e exames.
Com recursos do Novo PAC, o Ministério da Saúde investe R$ 31,5 bilhões em infraestrutura do SUS nacionalmente, incluindo UBSs, CAPS, ambulâncias e unidades odontológicas. Para a Paraíba, o total previsto ultrapassa R$ 843 milhões, abrangendo a construção de 68 UBSs, 10 CAPS, três policlínicas, três hospitais regionais e maternidades, entre outros equipamentos.
São Paulo, 20 – Milhares de agricultores europeus, com centenas de tratores, tomaram as ruas de Estrasburgo, no leste da França, ontem, em mais um dia de protesto contra o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.
A mobilização ocorreu em frente ao Parlamento Europeu, apenas um dia antes da votação decisiva que pode encaminhar o tratado ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) para análise de sua legalidade.
Segundo estimativas da polícia local, o ato reuniu mais de 4,5 mil manifestantes, enquanto a Federação Nacional dos Sindicatos dos Agricultores (FNSEA), considerado o maior sindicato agrícola da França, falava em cerca de 5 mil participantes vindos de 15 Estados-membros, incluindo França, Itália, Bélgica, Polônia e Espanha. A imprensa local reportou a presença de cerca de mil tratores bloqueando acessos e concentrando-se nas imediações da sede do Legislativo.
O protesto é uma resposta direta à assinatura do acordo, realizada no último sábado em Assunção, no Paraguai, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelos líderes do Mercosul, apesar da forte oposição de setores agrícolas do bloco europeu e de governos, como o da França e da Polônia.
A manifestação reflete a insatisfação crescente do setor agropecuário do bloco, que teme a concorrência desleal e a importação de produtos sul-americanos sob padrões sanitários e ambientais distintos dos exigidos na Europa.
As lideranças rurais exigem que os deputados europeus utilizem os mecanismos legais disponíveis para frear a implementação do tratado. A votação, marcada para hoje, definirá se o Parlamento solicitará um parecer do TJUE sobre a compatibilidade do acordo com a legislação da UE. Caso o tribunal emita uma opinião desfavorável, o texto do acordo teria de ser renegociado ou modificado.
As entidades representativas do setor, como a Copa-Cogeca e a Asaja Nacional, reforçaram, em postagens no X, o discurso de que a Europa não pode ser rigorosa com seus produtores internos e permissiva com as importações.
O presidente da FNSEA, Arnaud Rousseau, afirmou durante o ato de ontem em Estrasburgo que a situação é insustentável e cobrou proteção à agricultura europeia.
Além da questão do Mercosul, os manifestantes reivindicam uma Política Agrícola Comum (PAC) forte e bem financiada para o período pós-2027, simplificação burocrática real e garantia de renda digna.
A tensão política em Estrasburgo deve continuar ao longo da semana. Além da votação sobre o acordo comercial, o Parlamento Europeu analisará amanhã uma moção de censura contra Ursula von der Leyen, apresentada pelo grupo de direita Patriotas por Europa, embora analistas considerem que essa iniciativa tenha poucas chances de prosperar.
Estadão Conteúdo
O Parlamento venezuelano anunciou nesta terça-feira (20) uma ampla reforma da legislação, em um novo contexto político após a deposição forçada de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
O chavismo controla a Assembleia Nacional. Seu presidente, Jorge Rodríguez, explicou que a proposta inclui a criação e a reforma de 29 leis.
A agenda inclui mudanças da Lei de Hidrocarbonetos para incentivar o investimento estrangeiro no setor petrolífero venezuelano, crucial na agenda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a Venezuela pós-Maduro.
Trump determinou a captura de Maduro em uma incursão na Venezuela que incluiu o bombardeio de Caracas e outras regiões. Anunciou após a queda que controlaria a comercialização do petróleo e incentivaria o retorno de grandes petroleiras americanas.
“É preciso que esse investimento estrangeiro seja protegido e rentável”, disse Rodríguez. “Que se mantenha de forma clara o relacionado a impostos e royalties.”
O presidente da Assembleia não adiantou detalhes da reforma, apenas que estará inspirada na chamada lei antibloqueio, um instrumento legal de 2020 que permitiu investimentos sob um véu de hermetismo para evitar as sanções que os Estados Unidos impuseram um ano antes.
Sua irmã, Delcy Rodríguez, que assumiu o poder interinamente com uma aproximação de Washington, propõe de seu gabinete 12 reformas legislativas.
Muitas dessas leis já foram modificadas durante os 27 anos da chamada Revolução Bolivariana, nos quais foi estabelecido um rígido controle da economia e um aumento da pressão tributária sobre o setor privado que levou a anos de recessão.
“É nossa obrigação colaborar para a construção de uma economia forte e à prova de obstáculos, é nossa obrigação construir uma forma de prosperidade humanista”, indicou Jorge Rodríguez aos deputados. “De nada serve construir uma economia forte ou ter um aumento da atividade econômica para que alguns poucos sejam favorecidos.”
© Agence France-Presse
Grandes empresas de mineração, como a Anglo American e Rio Tinto Group, estão correndo para aumentar a produção do metal por meio de aquisições. A Vale Base Metals está focada nos depósitos que já possui no Brasil para se juntar ao grupo dos maiores fornecedores de cobre do mundo.
“Estes ativos vem sendo discutidos há décadas”, disse o CEO da Vale Base Metals, Shaun Usmar, em entrevista durante um encontro da indústria de mineração em Riad, na semana passada. “Eles simplesmente ainda não foram destravados”.
Embora a subsidiária da gigante brasileira de minério de ferro tenha como meta aproximadamente dobrar a produção anual de cobre para 700.000 toneladas até 2035, o CEO afirmou estar “cada vez mais confiante de que temos um pipeline orgânico para ir bem além disso”. A ambição é “se tornar um produtor de um milhão de toneladas por ano”, segundo Usmar.
As únicas mineradoras cuja produção de cobre ultrapassou 1 milhão de toneladas em 2024 foram a Freeport-McMoRan, BHP Group, Codelco e Zijin Mining Group.
O cobre está entre os metais mais cobiçados pelos executivos de mineração, que preveem um crescimento significativo no consumo, impulsionado pela eletrificação e pela transição energética mais ampla. Os preços atingiram recordes sucessivos desde o final do ano passado, em meio a preocupações de que a oferta fique atrás da demanda.
O outro principal produto da Vale Base Metals, com sede em Toronto, é o níquel, extraído em operações no Brasil, Canadá e Indonésia.
No mês passado, a Vale disse que sua unidade de metais básicos também considera um projeto conjunto de cobre com a Glencore no Canadá. O desenvolvimento das propriedades vizinhas na Bacia de Sudbury poderia custar até US$ 2 bilhões, um negócio que produziria cerca de 42.000 toneladas de cobre por ano, disse a Vale.
Para preservar o estoque de casas para as famílias americanas e aumentar os caminhos para a aquisição de imóveis, o presidente dos EUA, Donald Trump, determinou nesta terça-feira, 20, que grandes investidores institucionais não devem comprar casas unifamiliares que poderiam ser adquiridas por famílias.
A ordem executiva de Trump determina que o procurador-geral e o presidente da Comissão Federal de Comércio devem revisar aquisições substanciais, incluindo séries de aquisições, por grandes investidores de casas unifamiliares em mercados locais de habitação, visando coibir práticas anticompetitivas e priorizar a aplicação das leis antitruste.
Segundo a administração Trump, jovens famílias trabalhadoras não conseguem competir efetivamente por casas iniciais com as empresas de Wall Street.
“Comprar e possuir uma casa há muito tempo é considerado o auge do sonho americano e uma maneira para as famílias investirem e construírem riqueza ao longo da vida. Mas, devido à recente alta inflação e taxas de juros causadas pela administração anterior, esse sonho americano tem se tornado cada vez mais inacessível para muitos de nossos cidadãos, especialmente para os compradores de primeira viagem”, disse a Casa Branca em comunicado.
Estadão Conteúdo