
Homem de nacionalidade paraguaia foi preso pela Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) nesta terça-feira (20/1), na Rua Cáceres, em Ponta Porã, com cerca de 40 quilos de drogas.
Segundo a ocorrência, os investigadores realizavam diligências no âmbito de apurações sobre uma organização criminosa responsável pelo transporte de entorpecentes da fronteira para outras cidades de Mato Grosso do Sul, quando identificaram uma residência usada como ponto de negociação e apoio ao tráfico.
As diligências levaram à identificação do paraguaio, apontado como responsável pela movimentação da droga. Ele foi flagrado em posse de aproximadamente 40 quilos de entorpecentes, entre crack e pasta-base de cocaína.
De acordo com a polícia, o indivíduo utilizava um veículo Chevrolet Prisma, de cor branca, para realizar o transporte da droga, que teria como destino outros municípios do estado. O homem foi preso em flagrante durante a ação.
Após a prisão, o homem foi encaminhado à sede da Delegacia Especializada, em Dourados, juntamente com o veículo e todo o entorpecente apreendido, onde foram adotados os procedimentos legais. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e desarticular totalmente a rede criminosa.
A Confederação Nacional da Indústria voltou a destacar a importância do acordo Mercosul–União Europeia após a votação realizada nesta quarta-feira (21) no Parlamento Europeu. A decisão encaminhou o texto para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, com pedido de verificação da compatibilidade jurídica de alguns dispositivos. Ainda assim, a entidade reforça que o movimento integra um rito interno já previsto no ordenamento europeu e não representa aprovação ou rejeição do tratado.
Segundo a CNI, trata-se de uma etapa técnica do exame jurídico prévio à ratificação. Portanto, o processo segue seu curso normal. A confederação afirma que monitora cada fase e mantém confiança na relevância estratégica do acordo para aprofundar a integração econômica entre os blocos, sobretudo em um cenário global de competição crescente e cadeias produtivas mais exigentes.
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o acordo é “maduro, equilibrado e amplamente negociado”, com efeitos comprovados sobre emprego, renda e produção. Ele avalia que a conclusão do processo e a entrada em vigor do tratado são fundamentais para ampliar oportunidades, reduzir barreiras e fortalecer a presença internacional da indústria brasileira.
Além da redução de tarifas, a CNI destaca que o acordo incorpora disciplinas modernas, como desenvolvimento sustentável e facilitação de comércio. Esses compromissos, segundo a entidade, aumentam a previsibilidade regulatória, reduzem custos, estimulam investimentos e elevam a competitividade. Considerado o mais abrangente já negociado pelo Mercosul, o tratado projeta impactos expressivos: somente em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil à UE, foram criados 21,8 mil empregos, com R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção movimentada.
O corpo de Tiago da Silva Machado, que estava desaparecido desde o início do mês, foi encontrado na tarde desta quarta-feira (21) em um açude na região do Bonfim, no município de Laguna Carapã.
Tiago era morador do distrito de Bocajá e havia sido visto pela última vez no dia 11 de janeiro, quando seu desaparecimento passou a mobilizar familiares e conhecidos. O corpo foi localizado por populares, que imediatamente acionaram a Polícia Civil.
Equipes da Polícia Civil, da Polícia Científica e do Serviço de Investigações Gerais (SIG) de Dourados estiveram no local para realizar os procedimentos de praxe, incluindo a retirada do corpo da água e os primeiros levantamentos periciais, que irão auxiliar na elucidação das circunstâncias da morte.
Após os trabalhos iniciais, o corpo será encaminhado ao Instituto Médico Odontológico Legal (IMOL), em Dourados, onde passará por exame de necropsia. Somente após a conclusão dos laudos periciais é que o corpo será liberado à família.
A Polícia Civil investiga o caso e aguarda os resultados da perícia para determinar a causa da morte e verificar se houve indícios de crime.
“Vamos ver como tudo se desenrola”, disse Trump em entrevista à CNBC em Davos, na Suíça, que foi ao ar nesta quarta-feira (21). Mas, quando questionado sobre a possibilidade de Powell permanecer como membro do Conselho de Governadores do Fed até 2028, Trump, que tem buscado um substituto para a presidência, alertou que “se isso acontecer, a vida dele não será muito, muito feliz, eu acho”.
O governo Trump intensificou sua luta contra o atual presidente do Fed, emitindo intimações que sugerem uma possível investigação criminal sobre a reforma da sede do banco central em Washington. A forte resistência de Powell a essa investigação — denunciando-a como uma tentativa de “pressão política” — gerou especulações de que ele poderia optar por permanecer no cargo mesmo após o término de seu mandato como presidente, em maio.
Nesse cenário, Powell provavelmente manteria forte influência sobre as decisões de política monetária no banco central mais poderoso do mundo.
Ao permanecer no cargo, Powell também negaria a Trump outra vaga no Conselho de Governadores. A menos que outro governador em exercício fosse escolhido como o próximo presidente, isso forçaria a Casa Branca a usar a vaga atualmente ocupada pelo governador Stephen Miran para nomear o indicado de Trump para o banco central.
Miran, que está em licença não remunerada do cargo de conselheiro econômico sênior do presidente, teve seu mandato confirmado até o final deste mês, mas pode permanecer no cargo até ser substituído.
A busca de Trump por um novo presidente do Fed, que já dura meses, parece estar chegando ao fim. Nesta quarta, o presidente afirmou ter reduzido a lista de candidatos no que é visto como uma disputa entre quatro pessoas.
“Eu diria que estamos reduzidos a três, mas na verdade estamos reduzidos a dois, e provavelmente posso dizer que, na minha opinião, estamos reduzidos a talvez um”, disse Trump.
Rick Rieder, da BlackRock, Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional, Christopher Waller, membro do Conselho de Governadores do Fed, e o ex-membro do Conselho de Governadores, Kevin Warsh, são vistos como os candidatos finais após uma busca liderada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Anteriormente, Hassett era considerado o favorito para o cargo, mas na semana passada Trump expressou preocupação de que a transferência de Hassett para o Fed privaria seu governo de um porta-voz influente em matéria de política econômica, uma preocupação que ele reiterou na quarta-feira.
“Na verdade, eu gosto de mantê-lo onde ele está”, disse Trump.
Segundo algumas pessoas familiarizadas com o assunto, Rieder, diretor de investimentos em renda fixa global da BlackRock, ganhou força e é visto como alguém potencialmente mais fácil de confirmar sua nomeação.
As intimações da administração Trump ao Fed também ameaçam complicar a capacidade de Trump de garantir a confirmação de quem quer que ele escolha para substituir Powell. O senador Thom Tillis, republicano na comissão bancária da Câmara, prometeu se opor a qualquer nomeação para o Fed até que o caso seja resolvido.
Em entrevista à CNBC, Trump minimizou as preocupações sobre esse cenário, respondendo às perguntas com um “tanto faz”.
“Ele não vai continuar sendo senador por muito tempo”, disse ele sobre Tillis, que não está buscando a reeleição este ano.
O governo federal devolveu integralmente as verbas que haviam sido cortadas do orçamento das instituições federais de ensino para este ano. Em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) de terça-feira (20), o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) autoriza a recomposição integral do orçamento, no valor de R$ 977 milhões, para o Ministério da Educação.
A portaria também incluiu a suplementação orçamentária no valor de R$ 186,37 milhões para unidades de pesquisa e projetos tecnológicos vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O dinheiro devolvido havia sido reduzido durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) no Congresso Nacional no ano passado.
O crédito suplementar para o Ministério da Educação é destinado ao custeio, bolsas de pesquisa e financiamento de obras em universidades e institutos federais.
Os recursos serão divididos da seguinte forma:
R$ 332 milhões: para as universidades federais (para o custeio, como o pagamento de contas como luz, água, segurança, etc.);
R$ 156 milhões: para os institutos federais (ensino técnico e profissional);
R$ 230 milhões: para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), destinados especificamente a bolsas de apoio às pesquisas na graduação e na pós-graduação.
Pelas redes sociais, o ministro da Educação, Camilo Santana, ressaltou que o governo federal tem feito um esforço anual de repor possíveis cortes no orçamento das instituições federais de ensino.
“Quero mostrar o compromisso deste governo com as nossas instituições [federais], com as universidades e os institutos federais, e todas as ações de quem tem feito uma construção de diálogo e parceria com as nossas Universidade do Instituto”, escreveu.
Repercussão
A dirigente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Elaine Cassiano, disse que o momento de recomposição orçamentária das instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica foi adequado após os cortes realizados durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) no Congresso Nacional.
“O momento é adequado porque é no início do ano e para que a gente consiga executar todo esse orçamento. A recomposição é muito importante”, afirmou.
O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), José Geraldo Ticianeli, comemorou a medida. “Essa recomposição orçamentária no valor integral é muito importante para a manutenção das nossas universidades e mostra um gesto muito importante desse governo que é o investimento na educação pública”, disse.
São Paulo, 21 – O Ministério Público do Maranhão (MPMA) aponta o prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), como líder e organizador de um esquema que teria desviado R$ 56 milhões dos cofres públicos do município, localizado no interior maranhense.
O esquema consistia na emissão e venda de notas fiscais frias por empresas que teriam participado e vencido licitações supostamente simuladas. Essas empresas, de acordo com a promotoria, ficavam com 10% a 18% dos valores, enquanto Curió e familiares chegavam a se apropriar de até 90% do montante.
As investigações indicam que o chefe do Executivo municipal utilizou parte do dinheiro para custear despesas familiares, como a faculdade da primeira-dama, Eva Dantas, também denunciada pelo Ministério Público. Segundo a promotoria, ela exercia controle sobre contas do município e realizava movimentações financeiras mesmo sem ocupar cargo público.
A reportagem tenta contato com as defesas do prefeito, da esposa e de outros denunciados, que totalizam 10 pessoas. O espaço segue aberto.
José Paulo Dantas Silva, conhecido como Paulo Curió, é empresário e prefeito de Turilândia. Ele atualmente cumpre seu segundo mandato consecutivo.
Em 2016, aos 38 anos, ele tentou pela primeira vez chefiar o Executivo municipal, quando disputou a eleição pelo então Partido da República (PR), hoje Partido Liberal (PL). Na ocasião, ele não foi eleito. Em 2020, concorreu novamente, pelo PTB, e venceu; em 2024, foi reeleito.
Nascido em São Luís, capital do Estado, Curió declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) R$ 1 milhão em bens, valor correspondente à sua residência em Turilândia. Como empresário, atua nos ramos do agronegócio, construção civil e comunicação.
Segundo seu registro no TSE, ele não possui formação superior completa. Ele é casado com Eva Dantas, também denunciada pelo Ministério Público.
Curió também é irmão de Marcel Curió, que foi prefeito do município de Governador Nunes Freire, também do interior do Maranhão, entre os anos de 2013 e 2016.
No último ano de mandato, Marcel foi afastado do cargo a pedido do Ministério Público do Maranhão. Na ocasião, a promotoria apontou que ele estaria atrasando o pagamento de servidores e teria abandonado a gestão da cidade após perder as eleições daquele ano, quando disputou a reeleição.
O MPMA determinou que o então prefeito, irmão de Paulo Curió, se mantivesse afastado da sede da prefeitura em pelo menos 500 metros, sob pena de prisão em flagrante, por crime de desobediência.
O Ministério Público do Maranhão protocolou na última segunda-feira, 19, denúncia contra 10 pessoas que estariam envolvidas na organização criminosa que, segundo o órgão, causou prejuízo superior a R$ 56 milhões aos cofres do município de Turilândia. Entre os denunciados está o prefeito Paulo Curió, descrito pelos promotores como “o líder do esquema de corrupção” A denúncia foi assinada pelo procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro.
Além de Curió, também foram denunciados Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas (esposa do prefeito), Tânya Karla Cardoso Mendes Mendonça (vice-prefeita), Janaína Soares Lima (ex-vice-prefeita de Turilândia), Domingos Sávio Fonseca Silva (pai de Paulo Curió), Marcel Everton Dantas Filho e Taily de Jesus Everton Silva Amorim (irmãos do prefeito), José Paulo Dantas Filho (tio), Ritalice Souza Abreu Dantas e Jander Silvério Amorim Pereira (cunhados).
O grupo foi preso no âmbito da Operação Tântalo II, deflagrada em 22 de dezembro pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão. Segundo a promotoria, eles integrariam o “núcleo político e familiar da organização”.
De acordo com o MPMA, as investigações identificaram um esquema de corrupção baseado na “venda” de notas fiscais por empresas vencedoras de licitações simuladas. “O dano estimado ao erário é de R$ 56.328.937,59, valor apurado a partir de contratos firmados de forma fraudulenta desde 2021”, afirma a denúncia.
Ainda segundo o Ministério Público, o prefeito e pessoas próximas chegaram a receber entre 82% e 90% dos valores pagos pela prefeitura de Turilândia, enquanto os empresários ficavam com a parcela residual, entre 10% e 18%.
Os recursos, conforme a acusação, eram utilizados para custear despesas pessoais de Paulo Curió e de familiares, como a faculdade de medicina da esposa, além da aquisição de imóveis, estratégia que teria sido usada para lavagem de dinheiro.
“No âmbito do núcleo político, a participação de familiares diretos do prefeito revelou-se elemento central para a estabilidade, coesão interna e blindagem patrimonial da organização criminosa, funcionando como verdadeiro círculo de confiança destinado à ocultação, dissimulação e fruição dos valores ilícitos”, afirma o procurador-geral de Justiça na denúncia.
O Ministério Público do Maranhão pediu a condenação dos envolvidos por crimes como organização criminosa, peculato-desvio, fraude a procedimento licitatório, corrupção passiva e lavagem de capitais.
Também foi solicitada a decretação da perda de bens, direitos e valores que teriam sido adquiridos por meio das fraudes, além da condenação ao ressarcimento integral do montante desviado. “A denúncia requer ainda a restituição de R$ 56.328.937,59, corrigidos monetariamente e acrescidos de juros legais”, diz o texto.
Estadão Conteúdo
O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) aplicou multa de mil UFERMS, equivalente a R$ 52,9 mil, ao ex-prefeito de Dourados, Alan Guedes, ao então secretário municipal de Saúde, Waldno Pereira de Lucena Junior, e ao ex-diretor-presidente da Fundação de Serviços de Saúde de Dourados (FUNSAUD), Jairo José de Lima. A penalidade decorre da falta de comprovação documental do cumprimento de determinações fixadas em acórdão da Corte de Contas.
Segundo o entendimento do TCE-MS, ficou caracterizada a responsabilidade solidária do ex-prefeito e do ex-secretário de Saúde por omissão no dever de supervisão (culpa in vigilando). Mesmo cientes da decisão e ocupando cargos de máxima autoridade sobre a Fundação, ambos não adotaram medidas suficientes para garantir o cumprimento das deliberações. Já o ex-diretor-presidente da FUNSAUD foi responsabilizado por omissão executiva (culpa in operando), ao deixar de cumprir determinações pendentes, apesar de ter ciência inequívoca dos fatos.
Na dosimetria da multa, o Tribunal considerou a natureza essencial dos serviços de saúde afetados, a quantidade expressiva de determinações não atendidas — dez itens ao todo — e o vultoso montante envolvido, estimado em R$ 80 milhões. Em seu voto, a Corte destacou que a conduta evidencia “descontrole da entidade e inaceitável desrespeito à autoridade decisória” do Tribunal, justificando a aplicação de penalidade em patamar elevado.
Para o TCE-MS, a sanção é legal, proporcional e necessária para reprovar a conduta dos gestores e sinalizar a importância do cumprimento das deliberações emanadas do órgão de controle.