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Destituição de coordenadora do PIB pela direção do IBGE desagrada público interno e externo


A decisão da atual direção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de destituir a servidora Rebeca Palis do cargo de coordenadora de Contas Nacionais, que calcula o Produto Interno Bruto (PIB) do País, repercutiu negativamente entre o corpo técnico, mas também externamente. O IBGE comunicou publicamente a troca na Coordenação de Contas Nacionais através de nota publicada na noite de segunda-feira, 19. Palis será substituída por Ricardo Montes de Moraes, servidor do instituto desde 2005.

“Para nós, o efeito é da pior espécie, à medida que o sinal eleva a incerteza para as contas públicas, único meio efetivo de diagnosticar problemas, erros e acertos da nação, além de permitir o planejamento”, avaliou Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, em comentário. “Os motivos de Palis ter sido removida da coordenação do SCN não foram divulgados e as autoridades não comentaram o fato, deixando uma grande incerteza sobre o futuro da estatística nacional.”

Empossado como presidente em agosto de 2023, a gestão de Marcio Pochmann tem sido marcada há meses por diferentes embates com trabalhadores do instituto. Nos protestos e manifestações públicas de trabalhadores e do sindicato que representa a categoria, a administração de Pochmann é acusada de autoritarismo, perseguição e retaliação a servidores que se opõem a medidas da atual gestão.

Uma fonte ouvida pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) contou que a exoneração de Rebeca Palis provocou surpresa entre os servidores, tendo sido anunciada entre o domingo, 18, e o feriado de terça-feira no município do Rio, 20, onde fica a sede do instituto.

Responsável pela coordenação e divulgação dos cálculos do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro há 11 anos, Palis foi comunicada que seria exonerada do cargo na manhã de segunda-feira, sem receber, porém, qualquer justificativa sobre a decisão da administração. A nota oficial do IBGE sobre a troca tampouco emite o motivo da exoneração.

“O IBGE agradece à Rebeca Palis, servidora do IBGE desde 2002, pelo trabalho dedicado e pelas contribuições prestadas ao longo dos últimos 11 anos à frente da CONAC e deseja sucesso a Ricardo Montes de Moraes na continuidade e no fortalecimento das atividades da coordenação. A Diretoria de Pesquisas (DPE) informa que, nos próximos dias, será definido de forma dialogada o cronograma de transição entre a atual coordenação e o futuro coordenador”, comunicou a nota oficial da direção do IBGE.

Palis estava à frente do projeto periódico de mudança do ano base do Sistema de Contas, que na revisão atual passará de 2010 para 2021.

“No ano de 2023 o Brasil iniciou processo de revisão de seu Sistema de Contas, com mudança de seu ano base de 2010 para 2021 As mudanças de ano base do Sistema de Contas, no caso do Brasil, são feitas para incorporar novas classificações (atividades, produtos, setores institucionais, operações etc.), dados atualizados de pesquisas como o Censo Agropecuário e a Pesquisa interna de Consumo Intermediário, novas fontes de dados e, ainda, novas recomendações metodológicas internacionais, visando o estabelecimento de marcos estruturais”, explicou o órgão em uma das notas técnicas divulgadas sobre o assunto.

O ex-presidente do IBGE Roberto Olinto, que também passou pelos cargos de diretor de Pesquisas e coordenador de Contas Nacionais do instituto, lembra que o atual trabalho de revisão metodológica das contas está atrasado e carece de notas técnicas explicativas, mas frisa que o momento para a substituição de Palis é inadequado, por suscitar mais uma crise institucional.

“É completamente desnecessária. Por mais que tivesse problemas, é uma crise na hora errada, com a pessoa errada. Porque você está com uma mudança de base, tem uma divulgação daqui a pouco. Então, mesmo substituindo por uma pessoa que tem todas as possibilidades de tocar o trabalho, é necessária uma transição. É complicado. Agora, o pior de tudo é que o instituto já está em crise. Então essa crise é mais uma mais uma gotinha, mais uma crise numa crise maior, que é o enfraquecimento do IBGE”, alertou Olinto.

O ex-presidente do instituto defende que Ricardo Montes de Moraes tem capacidade técnica para dar continuidade ao trabalho de Rebeca Palis. O IBGE lembrou que Moraes tem graduação em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em Economia pelo IBMEC-RJ, além de mestrado em Economia pelo IBMEC-RJ e doutorado em Engenharia Biomédica pela UFRJ. Ele ocupou ainda cargos de gerência na Coordenação de Contas Nacionais do IBGE entre 2009 e 2018.

“O que me preocupa profundamente é que essas crises estão fazendo com que a credibilidade do IBGE seja questionada o tempo inteiro, coisa que nunca foi. O IBGE e seu corpo técnico sempre foram profundamente respeitados”, ressaltou Olinto.

O ex-presidente do instituto acredita que não há risco que os números apurados pelo IBGE sejam alterados de acordo com interesses externos, uma vez que o trabalho de apuração de indicadores permanece sendo feito com responsabilidade e compromisso pelo corpo técnico. Porém, ele diz que resultados favoráveis para o governo costumam gerar acusações e questionamentos, por isso é importante que a direção mantenha sempre um trabalho de “defender a instituição, evitar crises e dar credibilidade e sustentação” ao trabalho dos técnicos.

“Ao contrário, a (atual) direção do IBGE faz um trabalho de gradual perda de credibilidade. O IBGE virou um instituto, que ainda é um instituto de primeira linha, mas que vive esse questionamento o tempo todo, por uma crise atrás da outra, de uma direção completamente desequilibrada”, criticou Olinto.

Estadão Conteúdo.



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Agro de São Paulo exporta US$ 4,14 bilhões para a União Europeia em 2025


Bloco europeu é o segundo maior destino das vendas externas do setor e expectativa é de aceleração com acordo Mercosul-UE



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Novilhada precoce chega a quase 18 arrobas em Goiás; veja detalhes


Com genética de ponta e manejo de precisão na gigante do Vale do Araguaia, Fazenda Nova Piratininga (GO) abate lote de 200 novilhas com média de 17,8 arrobas



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No Brasil, a cada 10 alunos de medicina em instituições privadas, 4 não atingiram nota no Enamed


Quatro a cada dez alunos de medicina em universidades privadas com fins lucrativos não atingiram nota mínima no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) 2025.

Ao lado das instituições especiais (de economia mista) e universidades municipais, as privadas apresentaram os piores desempenhos na prova.

Ao todo, 351 cursos foram avaliados pelo MEC (Ministério da Educação) e cerca de 30% estão na faixa considerada insatisfatória.

No Paraguai, a Universidade Central do Paraguai de Pedro Juan Caballero aprovou somente em 2025 mais de 220 médicos formados pela instituição.

Aliada a Universidade Interamericana, a estrutura de ensino é considerada uma das melhores da América do Sul.

“Proporcionamos ensino de qualidade, com investimento bem abaixo do praticado no Brasil pelas instituições. Temos estrutura de alta performance desde o primeiro dia de aula até a formatura”, diz Carlos Bernardo, CEO da UCP-PJC e da Universidade Interamericana.

E junto a isso, a questão do valor reduzido das mensalidades integram conjunto perfeito proporcionando ensino de qualidade com estrutura adequada, garantindo formação de alto nível no ensino de medicina.

No Brasil, conforme divulgado pelos órgãos fiscalizadores, 54 cursos de medicina vão sofrer sanções de redução do número de alunos até os resultados da nova edição do Enamed.

De acordo com o Ministério, 89 mil alunos realizaram a prova, entre concluintes do curso de medicina e formados que tentaram ingressar na residência médica.

Para o titular da pasta, Camilo Santana, não é razoável que um aluno pague acima de R$ 10 mil de mensalidade em um curso deficitário.

O ministro também rebateu a defesa das instituições privadas de que a nota foi baixa por falta de interesses dos estudantes no exame.

As instituições que tiveram notas na faixa 1 e 2, ou seja, com menos de 60% de proficiência dos alunos, tem um prazo de um mês para apresentar recursos ao MEC. Sanções previstas envolvem suspensão de entrada de novos alunos e redução de vagas. 



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Ouro bate recorde histórico com incerteza gerada por "efeito Trump"


No início da tarde, os contratos futuros do ouro para fevereiro registravam alta de 1,57% e eram negociados a US$ 4.840,70 por onça-troy



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Vítima em choque relata abuso sexual e perseguição com faca na Capital


Mulher em estado de choque procurou ajuda policial na manhã desta quarta-feira (21/1), após relatar ter sido vítima de abuso sexual e ameaças no Bairro Tiradentes, em Campo Grande. Dois policiais aguardavam a abertura de uma casa lotérica em um supermercado, onde fariam depósito de valores apreendidos, e foram abordados pela vítima.

Segundo a PC (Polícia Civil), a mulher contou que havia passado a noite na casa de um conhecido e que, ao acordar, encontrou o homem em pé ao lado da cama, completamente nu. Ela também estava despida e, próximo à cama, havia uma camisinha usada. Diante da cena, a vítima afirmou ter concluído que uma relação sexual ocorreu sem seu conhecimento ou consentimento, já que não se recordava de absolutamente nada da noite anterior.

Ainda muito abalada, ela disse aos policiais que jamais autorizou qualquer ato sexual e que a situação lhe causou medo, repulsa e indignação, levantando a suspeita de que estivesse em condição de vulnerabilidade no momento do ocorrido.

A vítima relatou ainda que, ao questionar o homem sobre o que havia acontecido, ele reagiu de forma agressiva, chegando a arremessar bebida alcoólica contra ela. Ao pedir que ele deixasse o local, passou a ser perseguida pelas ruas do bairro, enquanto o suspeito portava uma faca e fazia ameaças, colocando sua integridade física em risco.

A perseguição foi presenciada por uma moradora da região, que confirmou os fatos à polícia. Segundo a testemunha, além da perseguição armada, o homem chegou a dizer que, se fosse preso, a vítima “iria se arrepender”, caracterizando ameaça direta e tentativa de intimidação.

Durante a fuga, a mulher avistou a equipe policial e correu em direção aos agentes, pedindo ajuda e relatando imediatamente o ocorrido. Diante da gravidade da denúncia, os policiais interromperam a atividade administrativa e iniciaram diligências imediatas pelo bairro, com buscas a pé e com viatura, além da coleta de informações com moradores e comerciantes da região.

Após buscas intensas, o suspeito foi localizado em via pública e reconhecido pela vítima. Durante a abordagem, os policiais encontraram com ele a faca utilizada na perseguição, o que reforçou o relato apresentado.

A testemunha foi novamente ouvida no local da abordagem e reafirmou tudo o que havia presenciado, incluindo as ameaças e a perseguição com arma branca.

Vítima, suspeito e testemunha foram encaminhados à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), onde o caso foi registrado e as providências legais adotadas. A mulher também entregou à polícia a camisinha que teria sido utilizada pelo autor, material que foi apreendido e encaminhado para possível perícia.



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Jovem é preso pela quarta vez por tráfico no mesmo local em São Paulo


FRANCISCO LIMA NETO
FOLHAPRESS

Um mesmo jovem, de 21 anos, foi preso pela quarta vez pela Polícia Militar, em São Paulo, no mesmo local, sob suspeita de tráfico de drogas.

A última detenção ocorreu na terça-feira (20) em um apartamento localizado na região do Pari, na região central da capital paulista, no mesmo local onde foram realizadas as abordagens anteriores.

A prisão foi realizada com a ajuda de um drone de operação policial, que flagrou o suspeito entrando no imóvel com um saco plástico. Segundo a polícia, o local é conhecido como um ponto de venda de entorpecentes, onde já foram realizadas outras prisões.

Os agentes foram até o terceiro andar do apartamento e encontraram o indiciado escondido em um banheiro com a sacola flagrada pelo drone. Foram apreendidas cerca de 2.500 porções de drogas, entre ice, maconha, crack e cocaína, já embaladas para a venda, além de R$ 197 em espécie e um aparelho celular.

O caso foi registrado no 8º Distrito Policial (Brás), onde o indiciado permaneceu à disposição da Justiça. O nome dele não foi divulgado.

Prisão anterior havia ocorrido em novembro do ano passado

Segundo a Polícia Civil, essa é a quarta vez que o suspeito é preso por tráfico de drogas.

Em 12 de outubro de 2024, o jovem e uma mulher estavam vendendo drogas na região do Pari, quando foram detidos. Na ocasião, foram apreendidas 3.300 porções de entorpecentes com a dupla.

Um ano depois, em 22 de outubro de 2025, a polícia o encontrou dentro do apartamento, na rua Araguaia, com um traficante, que tentou fugir da polícia. Nesse caso, o jovem passou a ser investigado por tráfico de drogas pelo 8º DP.

Menos de um mês depois, em 3 de novembro de 2025, ele foi preso novamente ao ser visto por uma equipe da PM jogando uma mochila pela janela do terceiro andar do mesmo prédio. Durante a vistoria, 1.400 porções de drogas foram apreendidas. Um outro comparsa foi detido na ação.



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214 casos de ferrugem asiática no Brasil: qual estado lidera os registros da doença?


Doença avança nas lavouras, preocupa produtores e reforça a importância do manejo preventivo e do monitoramento constante



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“Um Mundo sem Vacas”: documentário debate papel da pecuária na produção sustentável de alimentos


Produção apresentada na COP 30 revela que o Brasil pode dobrar a produção de carne apenas recuperando pastagens degradadas, com desmatamento zero



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Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Will Bank


Agência Brasil*

O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, instituição controlada pelo Banco Master. O banco, também liquidado pelo BC, vem operando sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET) desde sua liquidação, decretada em novembro de 2025.

A liquidação do Will Bank foi anunciada nesta quarta-feira (21). Segundo o BC, entre as medidas previstas está a indisponibilidade dos bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição, que integrava o conglomerado Master.

Liderado pelo Banco Master, o conglomerado detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

“Na ocasião da decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master, entendeu-se adequada e aderente ao interesse público a imposição do RAET ao Master Múltiplo S/A, ante a possibilidade de uma solução que preservasse o funcionamento de sua controlada Will Financeira”, justificou o BC.

Liquidação inevitável

O BC, no entanto, avaliou que essa solução não se mostrou viável, após ser constatado, no dia 19 de janeiro, “o descumprimento pela Will Financeira da grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard Brasil Soluções de Pagamentos e o consequente bloqueio de sua participação nesse arranjo.”

Diante dessa situação, a autoridade monetária considerou inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, “em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master”.

Entenda o caso

Controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master cresceu rapidamente ao oferecer Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima da média do mercado.

Para sustentar o modelo, o banco passou a assumir riscos excessivos e a estruturar operações que inflavam artificialmente seu balanço, enquanto a liquidez real (dinheiro imediatamente disponível para ressarcir os investidores) se deteriorava.

As investigações da Polícia Federal e os relatórios do BC apontam que o colapso do Master não foi apenas financeiro, mas também institucional.

A conexão com a gestora Reag Investimentos, a tentativa de venda ao Banco de Brasília (BRB) e a pressão sobre órgãos de controle transformaram o caso em um xadrez complexo, com impacto direto sobre investidores e sobre a credibilidade das instituições.

Entre 2023 e 2024, o Master teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões por meio de triangulações. O banco emprestava recursos a empresas supostamente laranja que aplicavam o dinheiro em fundos da gestora Reag Investimentos.

Esses fundos compravam ativos de baixo ou nenhum valor real, como certificados do extinto Banco Estadual de Santa Catarina (Besc), por preços inflados. O Banco Central, então, identificou seis fundos da Reag suspeitos, com patrimônio conjunto de R$ 102,4 bilhões – dinheiro que circulava entre fundos ligados aos mesmos intermediários, até chegar aos beneficiários finais.



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