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Em Davos, Brasil tem presença discreta com ausência de Lula e de Haddad


A ausência de autoridades centrais da política econômica brasileira esvaziou o peso da participação do país no Fórum Econômico Mundial, em Davos, neste ano. Sem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, sobretudo, sem o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o Brasil chega ao encontro com presença institucional reduzida e menor capacidade de influenciar debates estratégicos sobre crescimento, investimentos e rumos da economia global.

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, será a única representante do primeiro escalão do governo brasileiro no evento. Inicialmente, as ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) chegaram a constar na programação oficial, mas desistiram da viagem, assim como Haddad e o próprio presidente da República.

A ausência do ministro da Fazenda ganha relevo em um momento em que o Brasil tenta reforçar sua credibilidade fiscal, atrair capital estrangeiro e apresentar sua agenda econômica a investidores internacionais. Em declarações recentes, Haddad afirmou que a economia não deve ser o fator determinante nas próximas eleições presidenciais ao redor do mundo. Embora reconheça que o desempenho econômico esteja entre as principais preocupações da população, o ministro avalia que esse aspecto, por si só, não é suficiente nem para derrubar um governo nem para assegurar sua reeleição.

“A economia no mundo inteiro está sendo um elemento muito importante, mas não necessariamente decisivo para ganhar ou perder uma eleição”, afirmou em entrevista ao UOL News, na segunda-feira. “Outros temas galgaram degraus, como a segurança pública e o combate à corrupção. Então, isso para dizer que eu não acredito que a economia vai derrotar o governo e pode ser que não eleja o governo”, acrescentou.

Para o economista Otto Nogami, professor do Insper, a não participação de representantes do alto escalão brasileiro pode ser atribuída ao contexto político-eleitoral do país e à priorização da agenda doméstica. “Uma explicação plausível é que Haddad ainda esteja profundamente envolvido com as prioridades internas do governo, sobretudo diante do calendário eleitoral”, afirma.

Ele lembra que, em dezembro de 2025, o ministro sinalizou a intenção de deixar o comando da Fazenda em fevereiro de 2026 para colaborar com a campanha de reeleição do presidente Lula. “Esse movimento exige foco total na articulação política interna, o que naturalmente reduz espaço para compromissos internacionais como Davos”, diz.

Apesar do cenário interno, a ausência de Lula e Haddad no encontro ocorre em um momento delicado do contexto internacional, marcado por discursos de líderes globais que defendem a revisão, ou até a ruptura, de alianças tradicionais. Em um ambiente de crescente fragmentação geopolítica, disputas comerciais e questionamentos ao multilateralismo, a falta de uma presença direta do chefe do Executivo brasileiro reduz a capacidade do país de se posicionar politicamente, articular consensos e sinalizar seu papel em um mundo em profunda reconfiguração das relações entre Estados.

Na avaliação de Otto Nogami, essa decisão resulta em uma participação mais limitada do governo brasileiro no Fórum. “Isso pode refletir um reposicionamento estratégico do Brasil, concentrando esforços diplomáticos e econômicos em outras arenas internacionais ou em negociações já em curso, como acordos comerciais”, diz.



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Banco Central decreta liquidação da Will Financeira controlada pelo Banco Master


O Banco Central decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controlada pelo Banco Master, que vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária desde a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em 18 de novembro de 2025.

O Conglomerado Master era classificado como de crédito diversificado, porte pequeno, enquadrado no segmento S3 da regulação, tendo como instituição líder o Banco Master. Juntos, detinham 0,57% do ativo total e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional.

Na ocasião da liquidação do Banco Master, o BC havia considerado adequada a imposição do regimes especial ao Master Múltiplo, como forma de preservar o funcionamento da controlada Will Financeira. Entretanto, segundo o Banco Central essa solução não se mostrou viável. No dia 19 de janeiro de 2026, a Will Financeira descumpriu a grade de pagamentos com o arranjo Mastercard, levando ao bloqueio de sua participação no sistema de pagamentos.

Diante do comprometimento da situação econômico-financeira, da insolvência da instituição e do vínculo de interesse com o Banco Master, o Banco Central decidiu pela liquidação extrajudicial da Will Financeira.

Em nota, o BC disse ainda que continuará a apurar responsabilidades nos termos de sua competência legal. Os resultados das investigações podem resultar em medidas administrativas e comunicações às autoridades competentes, além da indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores da instituição.

Sobre Will Bank

Antes do anúncio do Banco Central, a bandeira Mastercard decidiu suspender transações com cartões emitidos pelo Will Bank, depois que operações realizadas por consumidores não foram honradas pelo banco junto aos participantes do arranjo de pagamento. A medida visava conter o aumento do valor devido pelo Will Bank. Dessa maneira, a Mastercard executou garantias relacionadas a dívidas da instituição e passou a deter participações relevantes na varejista de móveis Westwing e no BRB (Banco de Brasília).

O Will Bank foi criado em 2017 e adquirido pelo Banco Master em 2024, encerrou o primeiro semestre de 2025 com R$ 14,4 bilhões em ativos, prejuízo de R$ 244,7 milhões e patrimônio líquido de cerca de R$ 300 milhões, segundo dados do Banco Central.

O episódio ocorre em meio à Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga fundos de investimento supostamente usados para inflar o patrimônio do Banco Master. Na segunda fase da operação, deflagrada na semana passada, foram alvos endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Master e do Will Bank, a familiares do banqueiro e a empresários, incluindo Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-dono da Reag – gestora investigada e suspeita de envolvimento com crime organizado.

Na primeira fase, em novembro, Vorcaro foi preso sob acusação de liderar um esquema de criação de carteiras falsas de crédito para inflar o patrimônio do Master e vender a instituição ao BRB.



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Anvisa suspende suplementos alimentares de duas marcas; confira


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu três suplementos da marca Cycles Nutrition por conterem substâncias que não foram avaliadas em testes de segurança. A decisão foi publicada hoje (20) no Diário Oficial da União e também determina o recolhimento dos produtos.

A medida se refere aos suplementos Recover Cycles Nutrition, Shot Ritual Cycles Nutrition e Relax Ritual Cycles Nutrition, que são da marca Cycles Nutrition e fabricados pela Sylvestre Indústria e Comércio de Insumos Alimentícios. Segundo a Anvisa, nenhum desses três suplementos poderá ser comercializado, distribuído, fabricado, importado, divulgado ou consumido.

A Anvisa informou que todos esses produtos contém ingredientes que não tiveram sua segurança comprovada para uso em suplementos alimentares, o que poderia representar “graves riscos à saúde de quem os consome”.

Em nota publicada em suas redes sociais, a Cycles Nutrition informou que “sempre que possível” utiliza ingredientes compostos “principalmente por frutas e vegetais, que passam por processos rigorosos de escolha, qualidade e certificação” até chegarem na composição final dos produtos.

Ainda de acordo com a empresa, os citados extratos vegetais e de frutas “se tratam de ingredientes compostos de fruta ou vegetal em pó, classe esta de ingredientes amplamente utilizados nacional e internacionalmente para conferir aroma, sabor e cor a suplementos e alimentos”.

“Estamos prestando todos os esclarecimentos, estudos e dossiês técnicos necessários e seguiremos mantendo todos os nossos clientes e parceiros informados com total transparência”, diz a nota da empresa.

Mushin

Além da Cycles Nutrition, outra empresa que foi alvo da Anvisa nesta terça-feira (20) foi a Mushin Serviços e Comércio no Geral.

Três produtos da empresa foram proibidos de serem comercializados, distribuídos, fabricados e consumidos. São eles: Fantastic Oat Frutas Vermelhas, Fantastic Oat Banana e Caramelo e Fantastic Oat Maçã e Canela. Além disso, a Anvisa determinou que todos esses produtos devem ser recolhidos.

Segundo a Anvisa, os três produtos estavam sendo fabricados e vendidos com a informação de que continham “extrato de cogumelo rico em vitamina D”, ingrediente que ainda não teve a sua segurança avaliada para uso em suplemento alimentar. A empresa também dizia que esses produtos reduziam níveis de colesterol ruim e controlavam o nível de açúcar no sangue, o que não tem comprovação científica.

Procurada pela Agência Brasil, a empresa informou ter sido surpreendida com a publicação da Anvisa. “Infelizmente, deve ter ocorrido algum mal-entendido na leitura da legislação, pois o extrato de Cogumelo Agaricus Bisporus contendo Vitamina D2 foi aprovado para uso em alimentos convencionais e suplementos alimentares. Nós somos muito corretos e sérios em relação aos produtos que comercializamos para nossos consumidores. Temos todos os documentos de aprovação do ingrediente. Ele foi avaliado quanto à segurança e aprovado aqui no Brasil em 2023”, diz a nota da empresa, que informa já ter acionado seus advogados para solucionar o caso.



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Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS final 3 nesta quarta


A Caixa Econômica Federal realiza nesta quarta-feira (21) o pagamento da parcela de janeiro do Bolsa Família aos beneficiários cujo Número de Inscrição Social (NIS) termina em 3. O valor mínimo do benefício é de R$ 600, mas com a inclusão de adicionais, a média chega a R$ 697,77.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa alcançará 18,77 milhões de famílias neste mês, com um total de R$ 13,1 bilhões em repasses. Além do benefício base, são pagos três adicionais: o Benefício Variável Familiar Nutriz, de R$ 50 por seis parcelas a mães de bebês de até seis meses; R$ 50 para gestantes e nutrizes; R$ 50 por filho de 7 a 18 anos; e R$ 150 por criança de até 6 anos.

Os pagamentos seguem o calendário tradicional, nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os beneficiários podem consultar datas, valores e composição das parcelas pelo aplicativo Caixa Tem, que gerencia as contas poupança digitais do banco.

Em medida especial, 176 municípios de nove estados receberam o pagamento unificado no dia 19 de janeiro, independentemente do final do NIS, devido a situações de vulnerabilidade como seca, chuvas intensas ou presença de povos indígenas. A iniciativa beneficiou 120 cidades no Rio Grande do Norte afetadas pela seca, além de localidades na Bahia (29), Sergipe (10), Roraima (6), Paraná (4), Amazonas (3), Piauí (2), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1). A lista completa está disponível no site do Ministério.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não sofrem mais o desconto do Seguro Defeso, conforme a Lei 14.601/2023, que resgatou o programa. O Seguro Defeso é destinado a pescadores artesanais durante o período de piracema. Aproximadamente 2,44 milhões de famílias estão na regra de proteção em janeiro, que permite o recebimento de 50% do benefício por até dois anos para quem melhora a renda, desde que cada integrante ganhe até meio salário mínimo. Em 2025, o tempo de permanência nessa regra foi reduzido para um ano para novas entradas a partir de junho, mas famílias anteriores mantêm o prazo de dois anos.

Não haverá pagamento do Auxílio Gás neste mês, pois o benefício é concedido a cada dois meses e retorna em fevereiro. Podem recebê-lo famílias no Cadastro Único (CadÚnico) com pelo menos um membro apto ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), com preferência para mulheres responsáveis pela família ou vítimas de violência doméstica.



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Biodiesel: FPBio alerta para riscos da abertura à importação


Medida pode desestimular investimentos e criar condições desiguais de competitividade nacional, argumenta bancada



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Dia de sol predominando e calor de 30ºC em Dourados