Agência Brasil*
A primeira edição do ano do Programa Universidade para Todos (Prouni) oferecerá 594.519 bolsas. É a maior oferta da história do Prouni, segundo o Ministério da Educação (MEC).
No Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Prouni, os candidatos podem consultar as vagas ofertadas por município, curso, turno e instituição privada de ensino superior.
O programa federal oferta bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições de educação superior privadas. O público-alvo são brasileiros sem diploma de nível superior.
Do total de bolsas anunciadas, 274.819 são integrais e 319.700 bolsas parciais, de 50%.
As inscrições nos processos seletivos para concorrer a um bolsa do programa estarão abertas a partir de segunda-feira (26) até quinta-feira (29).
A inscrição no Prouni é sempre gratuita e deve ser feita exclusivamente pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Prouni.
Vagas
Das 594.519 mil bolsas, 328.175 são para bacharelado; 253.597 para cursos tecnológicos e 12.747 para licenciatura.
Entre os cursos com maior oferta de bolsas está o de administração (63.978 bolsas), seguido por ciências contábeis (41.864).
Para participar do Prouni é necessário atender a pelo menos uma das seguintes condições:
ensino médio integralmente em escola da rede pública;
ensino médio integralmente em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral;
ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
ensino médio integralmente em instituição privada, na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
ser pessoa com deficiência, conforme previsto na legislação brasileira;
ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia.
A seleção é feita com base no desempenho do candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Por isso, é necessário ter obtido no mínimo 450 pontos na média das cinco provas do Enem e nota diferente de zero na redação.
O resultado da primeira chamada será divulgado em 3 de fevereiro na página do Prouni na internet. A segunda chamada sairá no dia 2 de março.
Número de bolsas do Prouni por curso:
administração: 63.978;
ciências contábeis: 41.864;
análise e desenvolvimento de sistemas: 29.367;
gestão de recursos humanos: 22.969;
direito: 21.558;
engenharia de software: 17.484;
logística: 14.714;
criminologia: 13.978;
investigação e perícia criminal: 13.900;
psicologia: 13.505.
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O vice-prefeito de Ponta Porã, Dr. Patrick Derzi (PP), realizou visita institucional à Câmara Municipal na manhã desta quarta-feira (21), sendo recebido pelo presidente do Poder Legislativo, vereador Jelson Bernabé (Republicanos).
O encontro reforçou o diálogo e o respeito entre os Poderes Executivo e Legislativo, pilares fundamentais para a construção de políticas públicas eficazes no município.
Reconhecido por sua atuação constante, Dr. Patrick Derzi tem acompanhado de perto as ações do Executivo municipal, participando ativamente das iniciativas voltadas ao desenvolvimento de Ponta Porã.
Durante a visita, o vice-prefeito destacou que o gesto simboliza o reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos 17 vereadores, ressaltando a importância da atuação parlamentar na formulação e encaminhamento de demandas da população.
Para Patrick Derzi, o trabalho unificado entre Executivo e Legislativo garante ações concretas, diretas e efetivas, refletindo positivamente na melhoria da qualidade de vida da população.
Ele enfatizou que a visita institucional também representa o reconhecimento do esforço, da dedicação e do comprometimento de cada vereador e vereadora na construção de ações positivas em todas as áreas da administração pública.
O vice-prefeito salientou ainda que, enquanto ocupa o cargo, tem mantido diálogo permanente com a comunidade, buscando apoiar e fortalecer iniciativas que contribuam para o crescimento e o bem-estar de Ponta Porã, sempre em parceria com o Legislativo municipal.
O sorteio do concurso 2.963 da Mega-Sena será realizado nesta quinta-feira, 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.
O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 55 milhões.
A transmissão ao vivo ocorrerá pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.
As apostas podem ser feitas até as 20h30 nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis números, custa R$ 6.
Apenas três meses após atingir o preço até então inimaginável de US$ 4.000 por onça troy, os preços do ouro estão à beira de chegar a US$ 5.000.
Os contratos futuros subiram mais de 2%, sendo negociados acima de US$ 4.800 na manhã de quarta-feira. Na terça-feira, tiveram alta de 3,7%, fechando em recorde de US$ 4.759,60 por onça, impulsionados pelas ameaças de Trump de aplicar tarifas adicionais sobre a Europa em sua busca por Groenlândia e pelo aumento da preocupação com a independência do Federal Reserve. O ganho de US$ 171,20 em apenas um dia foi o maior já registrado.
Aqui estão cinco fatores que impulsionam o mercado:
1-A aposta contra desvalorização
Entre os compradores mais otimistas de ouro estão aqueles preocupados com a força do dólar e de outras grandes moedas. Eles compraram o metal precioso como reserva de valor, esperando que ele resista a choques econômicos.
Recentemente, Trump deu motivos de sobra para cautela. Só neste mês, ele autorizou uma incursão na Venezuela para depor o ditador Nicolás Maduro, aumentou a pressão sobre o presidente do Fed, Jerome Powell, para reduzir juros por meio de investigação do Departamento de Justiça, e ameaçou impor tarifas adicionais a aliados europeus caso não concordem com sua busca pela Groenlândia.
Conhecida em Wall Street como “debasement trade”, a estratégia é impulsionada pelo medo de que a incapacidade dos governos de controlar a inflação ou reduzir dívidas corroa o valor das moedas que sustentam o sistema financeiro global.
No início de 2025, investidores correram para o ouro enquanto a onda de tarifas de Trump contribuiu para o pior primeiro semestre do dólar em 50 anos. Depois que Powell, em agosto, sinalizou que o Fed começaria a cortar juros apesar da inflação acima da meta, o ouro continuou subindo.
Enquanto isso, a expansão da dívida e políticas econômicas expansionistas na Europa e no Japão adicionaram combustível à alta. À medida que os operadores avaliavam os temores renovados de uma guerra comercial transatlântica, uma venda de títulos no Japão elevou os rendimentos da dívida de longo prazo do país a recordes.
Analistas afirmam que a estabilidade dessas bases de mercado, bem como das instituições que as supervisionam, poderá ditar o rumo do ouro.
“O rali do ouro é sobre confiança”, disse Daniel Ghali, estrategista da TD Securities, a clientes na terça-feira. “Por enquanto, a confiança se dobrou, mas não quebrou. Se quebrar, o momentum continuará por mais tempo.”
2- Juros mais baixos
Os cortes de juros do Fed, que reduziram o rendimento de títulos do governo e de dinheiro em caixa, também estão levando investidores a ouro.
Títulos públicos considerados superseguros tornaram-se atrativos em 2022, quando o Fed começou a elevar juros para combater a inflação do período da Covid. O montante em fundos de mercado monetário, que compram títulos do Tesouro, subiu para US$ 7,7 trilhões no final do ano passado, ante cerca de US$ 5,1 trilhões no início de 2022, antes da alta dos juros.
Com retornos mais baixos (e possivelmente a caminho de novos cortes caso Trump consiga reduzir taxas ainda mais), títulos e fundos de mercado monetário perderam parte de sua atratividade.
Retornos menores de ativos considerados livres de risco reduzem o custo de oportunidade de manter ouro, que não rende juros, mas tem potencial de valorização muito maior.
Se apenas uma fração do montante em fundos de mercado monetário for convertida em ouro, isso pode ter impacto significativo no preço do metal. Analistas do Goldman Sachs estimam que fundos negociados em bolsa (ETFs) de ouro representam apenas 0,17% das carteiras financeiras privadas dos EUA e que, para cada aumento de 0,01%, impulsionado por compras, e não pela valorização, o preço do ouro subiria 1,4%.
3 – Compras de bancos centrais
Enquanto isso, investidores precisam competir pelo ouro com um grupo para o qual o preço raramente é problema: os bancos centrais.

Bancos centrais, que foram vendedores líquidos de ouro por muitos anos, tornaram-se compradores líquidos em 2010, após reavaliarem riscos depois da crise financeira desencadeada pelo colapso hipotecário americano. Eles aceleraram as compras em 2022, após o Ocidente sancionar a Rússia pela invasão da Ucrânia. Países com relações tensas com o Ocidente, como a China, estão se afastando de ativos atrelados ao dólar e adquirindo ouro, fora do alcance de investidores estrangeiros.
Outros, como o Banco Nacional da Polônia, que aprovou outra grande compra recentemente, buscam assegurar a estabilidade de suas próprias moedas adicionando ativos sem os riscos da dívida soberana.
“Bancos centrais compram ouro não só pelo desempenho do preço, mas pelo papel que ele pode desempenhar nas reservas estrangeiras”, disse Juan Carlos Artigas, chefe de pesquisa do World Gold Council. “O ouro é muito útil para proteger ou diversificar reservas.”
4- Ações caras
Como o ouro, os principais índices de ações atingiram recordes. Seus preços vertiginosos deixam investidores nervosos.
A forma mais comum de avaliar ações é pelo múltiplo de lucros. Uma medida popular, ajustada ciclicamente, indica que as ações só estiveram mais caras uma vez nos últimos 100 anos: antes da bolha da internet em 2000.
As ações de tecnologia continuam sendo a principal preocupação, em que poucas gigantes, como Nvidia, Tesla e Amazon, podem puxar o índice S&P 500 para cima ou para baixo independentemente das outras 490 ações.
Na terça-feira, por exemplo, cada uma das chamadas “7 Magníficas” de tecnologia terminou em queda, eliminando coletivamente US$ 683 bilhões e arrastando o S&P 500 2,1% para baixo. Enquanto isso, o índice Russell 2000, de empresas menores, caiu 1,2%, mas superou o S&P 500 pelo 12º dia consecutivo, mostrando como investidores buscam alternativas às grandes ações de tecnologia.
5 – Momentum
O ouro tende a continuar subindo, pois os ralis do metal são geralmente duradouros. Em cinco dos seis anos antes de 2025 em que os futuros de ouro subiram pelo menos 20%, eles subiram novamente no ano seguinte. Nessas cinco vezes, o aumento médio foi superior a 15%, segundo analistas do Citi.
O padrão se manteve em 2025, quando o ouro seguiu o aumento de 27% em 2024 com uma alta de 65%.

Escreva para Ryan Dezember no ryan.dezember@wsj.com e para David Uberti no david.uberti@wsj.com
Traduzido do inglês por InvestNews
O Ministério da Saúde reuniu gestores públicos, pesquisadores e especialistas no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), para uma oficina dedicada à construção do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde. O evento ocorreu entre os dias 14 e 16 de janeiro e focou em aspectos como governança, financiamento, infraestrutura e interação com o setor produtivo.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), com o objetivo de alinhar ciência, tecnologia e capacidade produtiva nacional aos desafios do Sistema Único de Saúde (SUS). A secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, destacou a importância do debate para fomentar o diálogo e construir, de forma democrática, o formato do programa. “A proposta é estruturar um modelo no qual projetos serão selecionados e desenvolvidos em uma infraestrutura de pesquisa laboratorial dedicada exclusivamente à inovação radical, em parceria com empresas brasileiras”, afirmou.
O CNPEM atuará como o primeiro centro-âncora do programa. Em novembro de 2023, o Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 67 milhões destinado ao fomento de pesquisas e à criação de novas tecnologias para o SUS. Os recursos serão aplicados em infraestrutura e na formação de pessoal especializado, visando impulsionar o desenvolvimento de fármacos, dispositivos médicos e outros insumos estratégicos produzidos no Brasil.
A iniciativa consolida o CNPEM como um hub nacional dedicado à inovação radical em saúde, reunindo laboratórios e competências científicas para ampliar o acesso da população a medicamentos, vacinas e equipamentos essenciais ao SUS.
Com informações do Governo Federal
O volume financeiro envolvido em recompras está entre os maiores dos últimos 20 anos – seja em termos nominais, seja em termos reais, que colocam a inflação na conta. O potencial para 2026 é de que o total em recompras possa chegar a R$ 76 bilhões.
Para entender o que tudo isso significa, vamos primeiro para o conceito. Quando uma empresa lança ações na bolsa, vende pedaços delas (as ações). Recebe dinheiro e, em troca, se compromete a dar parte dos lucros aos acionistas por toda a eternidade – enquanto ela dure. A Prio, por exemplo, é uma empresa dividida em 873 milhões de ações. Cada uma delas, então, dá direito a uma fração 0,0000000011 do que a petroleira vier a distribuir em dividendos, quando decidir fazê-lo.
Vamos supor que ela decida pagar R$ 4 anuais por ação em proventos. Se um programa de recompras dela tirar 10% das ações em circulação (cancelando-as em seguida), cada papel remanescente vai dar direito a R$ 4,44 (uma queda de 10% no número de ações significa uma alta de 11% no dividendo por ação). O ponto: cada papel que fica será intrinsecamente mais valioso.
Isso não é só um exemplo abstrato. A Prio é, de fato, uma das empresas da bolsa com programa de recompras. A intenção dela é ir comprando de volta 9,9% do total. Ao fim e ao cabo, a petroleira passará a ser um bolo dividido em menos pedaços. E os acionistas que restarem – sejam os controladores, sejam os minoritários – terão fatias maiores para chamar de seus. Quanto maior for a recompra, no fim das contas, melhor para o acionista.
E a junior oil não está sozinha. Axia, Renner, Cogna e a própria B3 estão entre as companhias com grandes programas de recompra abertos.
Nota: programas de recompra não acontecem num estalar de dedos. Se uma empresa tentasse comprar 10% dos seus próprios papéis num único dia, ou num único mês, criaria uma pressão de demanda que elevaria o preço das próprias ações a níveis irreais. Formaria-se uma bolha com data para estourar. Nonsense.
Por conta disso as recompras se dão em programas, no sentido de projeto de longo prazo, que dura anos. A empresa anuncia que aprovou a recompra de, digamos, R$ 3 bilhões em ações, e vai comprando devagar e sempre no mercado.
O volume de agora, então, é fruto de programas historicamente elevados que começaram lá atrás (2023, 2024, 2025) e seguem em andamento. Nesses últimos três anos, os valores aprovados ficaram numa média de R$ 65 bilhões/ano – três vezes maior que a média da última década.
Não são exatamente os maiores da história. Mas estão bem perto (PS: o de 2022 foi turbinado por um programa monstro da Vale, de R$ 42 bilhões, só que mesmo sem ele, esse seria o ano recorde):
Seja como for, as recompras tem sido vorazes. O programa aberto da Localiza, por exemplo, prevê tirar de circulação 12,9% das ações da empresa (a preços correntes de mercado). Essa porcentagem é o que o mercado chama de buyback yield. Você pega o dinheiro que a empresa reservou para as recompras e divide pelo preço somado de todas as ações dela (o valor de mercado atual).
No caso da Localiza, dá 12,9%. É o maior percentual daquelas com programas abertos. Mas as outras não ficam muito atrás. O Itaú BBA fez um levantamento que mostra os maiores yields entre os programas vigentes. A locadora de carros vem na frente. Em segundo lugar, a construtora MRV, com 12,6%. Depois, empatados, vêm Hapvida e Prio, com 9,9% cada. Axia (ex-Eletrobras) surge em seguida, 9,3%. Veja mais aqui:
O ritmo vem forte nos últimos anos justamente porque as companhias aproveitam os momentos de preços muito baixos de seus papéis para recomprá-los. Trata-se de uma mostra de confiança da empresa no próprio taco.
As empresas também podem colher um benefício indireto: quando as condições de mercado melhorarem, e se a empresa se mantiver lucrativa e confiável aos olhos dos investidores, as recompras abrem um espaço maior para futuras captações por meio de emissões de novos papéis. É o velho “comprar barato para vender caro”, mas com a própria empresa no papel de investidor.
Mas nem sempre recompras são flores. Já houve casos em que programas assim foram lançados para estancar uma sangria de venda de papéis, por conta da desconfiança do mercado. Nesses casos, a recompra acaba tendo um efeito cosmético sobre as cotações (já que acaba impulsionando o preço para cima) e, quando ela acabar, o poço pode se relevar mais fundo.
Para evitar isso, a regra é observar os fundamentos da companhia: se ela vem dando lucros recorrentes, se a dívida é administrável (menor do que 2 vezes o lucro operacional costuma ser um indicativo de saúde).
De qualquer modo, os programas de recompras costumam, sim, ser uma forma eficaz de devolver valor aos acionistas. O próprio Warren Buffett prefere empresas que fazem recompras. E companhias de alta reputação financeira, como Apple e Chevron, estão no time das que fazem isso com frequência.
É preciso ressaltar que as companhias, muitas vezes, não executam completamente esses planos – geralmente porque a ação ficou cara demais para justificar uma recompra massiva. Portanto, não há garantia de que o retorno em termos de buyback yield seja completamente atingido.
O mais comum é executar cerca de 60%. Essa é a conclusão de um estudo do BTG com base em 89 programas recentes. Apenas um em cada dez programas encerrou em 90% ou mais. Em 2025, as execuções mais abrangentes foram estas aqui:
E o que os últimos anos tiveram de diferente, para estimular tantas recompras? Simples: o preço das ações estava historicamente baixo na comparação com o lucro que as empresas proporcionam.
Tanto que os anos de recorde em recompras são
Com a alta do Ibovespa no ano passado, de 34%, essa relação preço/lucro voltou para a média dos últimos 15 anos. Ou seja: as ações, na média, deixaram de ser “baratas”. E isso pode frear os programas de recompra bem antes dos yields planejados.
São os volumes vistos em 2022, que ocupa o primeiro lugar no pódio com R$ 134,7 bilhões em novos programas; de 2024, quando as empresas listadas lançaram recompras potenciais de R$ 78,4 bilhões; e de 2021, com R$ 67 bilhões.
Além disso, na prática, 2025 poderia ocupar o terceiro lugar no pódio. É que em 2022, o programa da Vale, de assombrosos R$ 42 bilhões em recompras, distorceu as estatísticas daquele ano. O plano representou mais de 45% do montante total do período.