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Brasil e Angola avançam em acordo de cooperação para produção agrícola


Proposta brasileira de cooperação inclui o interesse de mais de 30 produtores do Brasil em investir em projetos agrícolas no país africano



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Will Bank: quem já recebeu dinheiro do Master pode ficar fora da cobertura do FGC; entenda


Quem já bateu no teto de ressarcimento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) com CDBs do Master e tem aplicações no Will Bank não vai ter direito a receber o pagamento.

Isso vale para quem aplicou em CDBs do Will Bank após 30 de agosto de 2024. É que o Master incorporou a fintech naquela data – a da publicação do ato no Diário Oficial. E a regra do FGC é clara: o limite de R$ 250 mil reais por CPF e CNPJ vale por instituição financeira ou conglomerado financeiro.

Para quem comprou os CDBs antes de agosto de 2024, a história é outra. Aí vale o limite de R$ 250 mil, mesmo se essa pessoa também tiver títulos do Banco Master.

Para ficar ainda mais claro: se o investidor já tem R$ 250 mil a receber por conta dos CDBs do Master, mas também aplicou em CDBs do Will Bank a partir de agosto de 2024 perde o direito a receber esse valor, qualquer que seja o montante, por já ter atingido o teto de ressarcimento. Veja no site do fundo essas informações.

O que mais entra na conta?

Vale também reforçar que, quando um banco é liquidado, não são só os CDBs que deixam de ser negociados. Outros produtos financeiros são congelados: conta corrente, poupança, RDBs (Recibos de Depósito Bancário) – semelhantes a um CDB comum, mas, em geral, com menos liquidez – e letras de crédito, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

É a autoridade que escolhe um liquidante, responsável por montar a lista de credores do banco e enviar ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobrirá os valores de todos esses produtos segundo as regras.

Em casos como esse, vale também destacar que as dívidas dos clientes com o banco não são automaticamente canceladas. As obrigações contratuais continuam válidas e o não pagamento delas pode resultar na cobrança de juros e multa, conforme previsto em contrato.

A liquidação afeta a instituição financeira, mas não anula as dívidas assumidas pelos clientes. É o caso do uso do cartão de crédito, que é juridicamente uma forma de empréstimo.

Quem assume o volante agora?

O liquidante é quem assume o controle total do banco. Cabe a ele levantar todos os ativos (o que o banco tem a receber ou pode vender) e todos os passivos (o que o banco deve). Com base nisso, o liquidante verifica individualmente o crédito de cada cliente, conferindo saldos de contas correntes, poupança e outros depósitos.

A partir desse momento, os clientes passam a ser formalmente reconhecidos como credores da massa de liquidação, ou seja, pessoas ou entidades que têm valores a receber do banco encerrado. Uma lista é montada e enviada ao FGC, que só então consegue montar o cronograma de devolução do dinheiro.

Como os credores do Banco Master já estão recebendo os recursos, espera-se que o pagamento dos credores do Will Bank não demore tanto quanto no caso do seu controlador. Mesmo assim, não há no momento uma previsão para isso.

Como funciona o recebimento?

Quando o saldo do cliente nos produtos financeiros está dentro do teto de pagamento do FGC, o dinheiro é devolvido independentemente do sucesso ou do tempo da liquidação do banco. Esse pagamento ocorre após o envio da lista do liquidante e não depende da venda dos bens da instituição.

De forma simplificada, os créditos com garantias legais – entre eles os valores pagos pelo FGC – são atendidos antes. Em seguida, entram os demais credores sem garantia específica, como clientes com saldos de conta corrente acima do limite protegido.

Somente se houver recursos suficientes após o pagamento das etapas prioritárias é que os credores seguintes recebem. Essa parte do dinheiro permanece vinculada à liquidação e só será devolvida se houver recursos suficientes após a venda dos ativos do banco, como imóveis, participações societárias e outros bens.

Se o patrimônio do banco for insuficiente, parte desses credores pode receber apenas uma fração do valor ou, em casos extremos, não receber. Dependendo da situação financeira do banco, esse processo pode levar anos.



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Programa Melhor em Casa leva cuidado especializado ao domicílio de pacientes SUS


O Programa Melhor em Casa, do Ministério da Saúde, oferece atendimento especializado no domicílio de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que precisam de acompanhamento regular fora do ambiente hospitalar. Voltado para indivíduos com doenças crônicas agudizadas, em reabilitação, cuidados paliativos ou limitações de locomoção, o programa é integrado à Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) e organiza o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) em articulação com a Atenção Primária, hospitais e outros pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS).

O objetivo é garantir a integralidade do cuidado, reduzir internações prolongadas e desnecessárias, além de aproximar o SUS da rotina das famílias. As equipes multiprofissionais, compostas por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e fonoaudiólogos, realizam visitas regulares, monitoramento clínico, reabilitação intensiva e orientações aos familiares, com planos de cuidados individualizados.

A inclusão no programa ocorre por indicação de profissionais do SUS, como de unidades básicas de saúde ou hospitais, após avaliação das condições clínicas e estruturais do paciente. Essa abordagem proporciona mais conforto, diminui riscos de infecções hospitalares e libera leitos, mantendo o paciente em um ambiente familiar.

Nos últimos anos, a atenção domiciliar se consolidou como estratégia essencial no SUS para enfrentar o envelhecimento populacional e o aumento de doenças crônicas. O Ministério da Saúde apoia estados e municípios com recursos técnicos e financeiros para implantar e qualificar as equipes, ampliando o acesso à atenção especializada.

“Levar a atenção especializada para dentro da casa das pessoas é uma forma concreta de tornar o SUS mais próximo, humano e resolutivo. O Programa Melhor em Casa fortalece a integralidade do cuidado, valoriza o papel da família e contribui para uma rede de atenção mais integrada e eficiente”, afirma Tarcísio Nema de Aquino, assessor técnico da Coordenação-Geral de Atenção Domiciliar (CGADOM/DAHUD/SAES).

Mais do que uma alternativa à internação, o programa promove autonomia, acolhimento e corresponsabilização, reconhecendo o domicílio como espaço legítimo de cuidado e reforçando o compromisso com um SUS universal e humanizado.



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Produção de silagem é estratégica para garantir nutrição do rebanho ao longo do ano


Planejamento e manejo correto são decisivos para reduzir perdas e garantir alimento de qualidade ao rebanho durante todo o ano



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O que é o Will Bank, banco digital liquidado pelo Banco Central


O Will Bank, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central (BC), era um banco digital integrado ao grupo do Banco Master, com foco em clientes de baixa renda e atuação mais concentrada em regiões como o Nordeste. A instituição vinha operando sob Regime Especial de Administração Temporária desde que o Master foi liquidado, em novembro de 2025.

Adquirido pelo Banco Master em 2024, o Will Bank foi concebido como uma plataforma de inclusão financeira, com oferta de produtos básicos como conta digital gratuita, cartão e linhas de crédito voltadas a públicos de menor renda.

Além do foco em inclusão financeira, o Will Bank também buscava se diferenciar pela linguagem informal adotada em seus canais de comunicação. Em redes sociais e materiais institucionais, o banco evitava o jargão financeiro tradicional e falava diretamente com o público em tom coloquial, usando primeira pessoa, emojis e frases curtas para reforçar a ideia de diálogo “de igual para igual”.

A estratégia era se apresentar como uma instituição acessível, que colocava a pessoa antes do currículo ou do cargo e tentava reduzir a distância entre banco, clientes e colaboradores.

Banco Master

Quando o Banco Master foi liquidado, no fim de 2025, o BC não estendeu a medida imediatamente ao Will Bank, ao avaliar que havia possibilidade de venda da operação no mercado. A expectativa era preservar os serviços, manter a base de clientes e reduzir o impacto para investidores e para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

As negociações com potenciais compradores, incluindo grupos estrangeiros, no entanto, não avançaram dentro do prazo considerado viável pelo regulador.

Queda e liquidação

Nos últimos dias, a situação operacional do banco se deteriorou. Em 19 de janeiro, o Will Bank descumpriu obrigações com o arranjo de cartões da Mastercard, que suspendeu o uso dos cartões da instituição por falta de pagamentos. O episódio aumentou a pressão sobre a liquidez da financeira.

Diante da insolvência, da persistente fragilidade financeira e do vínculo de interesse com o Banco Master, o Banco Central concluiu que a continuidade da operação não era mais viável e decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento.

O desfecho marca mais um capítulo da crise envolvendo o Master e suas controladas e evidencia os limites de sustentabilidade de modelos que dependem fortemente de liquidez e confiança, mesmo quando associados a propostas de inclusão financeira.

O impacto para o FGC

Com a liquidação, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) passa a ser responsável por ressarcir investidores e correntistas dentro dos limites legais. Os pagamentos só poderão ser iniciados após o envio da lista oficial de credores pelo liquidante, etapa necessária para a definição do cronograma de devoluções.

Segundo dados do Banco Central, o Will Bank tinha cerca de R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo, majoritariamente em CDBs, em setembro de 2025 — valor que pode ser incorporado ao montante a ser desembolsado pelo fundo.

Somando os casos do Banco Master, Letsbank e agora do Will Bank, o impacto potencial sobre o FGC pode chegar a cerca de R$ 48 bilhões, o equivalente a aproximadamente 40% do caixa total do fundo, estimado em R$ 122 bilhões.

O que muda para os investidores

A partir da liquidação:

  • Negociações com CDBs e outros produtos do Will Bank estão suspensas, e os depósitos permanecem bloqueados até o processamento do FGC;
  • Para receber os valores cobertos, o investidor precisa solicitar o ressarcimento pelos canais oficiais do fundo, como o aplicativo ou o portal digital;
  • A cobertura do FGC é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, incluindo o principal e os rendimentos acumulados até a data da liquidação;
  • Rendimentos posteriores à liquidação não são contabilizados, o que pode reduzir o retorno efetivo dos investidores.



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brasil

Coreia do Sul: PIB cresce 1,5% no 4º trimestre, na base anual (preliminar); previsão: +2%


O Produto Interno Bruto (PIB) da Coreia do Sul avançou 1,5% no quarto trimestre, em comparação com igual trimestre de 2024, de acordo com leitura preliminar do Banco da Coreia (BoK, na sigla em inglês) divulgada nesta quinta-feira (horário local). O resultado veio abaixo da estimativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta de 2%.

Já na comparação trimestral, o PIB contraiu 0,3%.

Estadão Conteúdo



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