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Suzano obtém aprovações concorrenciais para joint venture

A Suzano informou ao mercado que obteve todas as aprovações de autoridades concorrenciais necessárias para a aquisição de 51% do capital social de uma nova sociedade criada na Holanda em parceria com a Kimberly-Clark Corporation.

O comunicado foi divulgado por meio de fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A operação envolve a Suzano International Holding B.V., subsidiária da companhia brasileira, como compradora, e a Kimberly-Clark, como vendedora.

Segundo a Suzano, a conclusão da transação ainda depende da finalização de uma reorganização societária conduzida pela Kimberly-Clark em regiões que incluem América do Sul, América Central, Irlanda, Reino Unido, Europa, África, Oriente Médio, Ásia, Sudeste Asiático e Oceania. A expectativa da companhia permanece sendo concluir a operação no terceiro trimestre de 2026.

A nova sociedade terá ativos ligados aos negócios de fabricação, marketing, distribuição e venda de produtos tissue, como papel higiênico, toalhas de papel, guardanapos e lenços de papel, além de outras linhas de produtos de papel voltadas aos segmentos “family care” e “professional business” nas regiões incluídas na operação. Alguns países dessas regiões, no entanto, permanecem fora do escopo da transação.

Após a conclusão do negócio, a Kimberly-Clark manterá participação de 49% na sociedade. A empresa também continuará controlando seus ativos das linhas “family care” e “professional business” na América do Norte, além de determinadas joint ventures mantidas com terceiros em outras localidades não abrangidas pela operação.

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PL e Cleitinho avançam em conversa para Governo de Minas Gerais


Apesar da sinalização positiva, ainda não há acordo entre as partes

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Cleitinho discursa à tribuna do Plenário do Senado

As lideranças do PL classificaram a reunião com o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, como positiva, mas sem “nada efetivo”, segundo uma das fontes ouvidas pela Jovem Pan. Cleitinho é um dos favoritos para concorrer ao governo de Minas Gerais apoiado pelo PL nas eleições de outubro.

Lideranças, que participaram da reunião, relataram avanço nas negociações para Cleitinho concorrer ao Executivo estadual e ser um palanque competitivo para Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo PL.

A sigla pretende acelerar as discussões em torno do nome ao governo mineiro e bater o martelo nos próximos dias, antes da próxima agenda de Flávio Bolsonaro em Belo Horizonte, prevista para ocorrer entre os dias 1º e 2 de junho. Mas o PL também não descarta lançar candidatura própria. O nome que aparece com mais força é do Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).

Minas é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil e costuma ser decisivo em eleições presidenciais. Cleitinho aparece liderando a disputa para governo, segundo as últimas pesquisas eleitorais, o que atraiu o interesse da cúpula do PL.

Cleitinho Azevedo conversou com o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, o presidente do PL em Minas Gerais, deputado federal Domingos Sávio, e com outros parlamentares da bancada mineira nessa quarta-feira (27).





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economia

Produção pecuária atinge recordes históricos em 2025


O abate de bovinos registrou alta de 8,2% e chegou a 42,94 milhões de cabeças abatidas em 2025, 3,25 milhões a mais que…



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Novo seguro rural terá execução obrigatória no orçamento; entenda

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (27), o projeto que muda as regras do seguro rural no país e torna obrigatória a execução dos recursos federais destinados à subvenção do programa. Como a proposta foi alterada pelos deputados, ela volta agora para análise do Senado Federal.

A expectativa é de tramitação acelerada no Senado e a proposta deve receber pedido de urgência logo no início da tramitação, permitindo análise direta no plenário da Casa, sem passar pelas comissões temáticas.

O Projeto de Lei 2951/24 altera três legislações ligadas ao seguro rural: a Lei da Política Agrícola, a lei que criou o PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) e a Lei do Fundo de Catástrofe.

Entenda as mudanças se o texto for aprovado pelo Senado:

Seguro rural obrigatório no orçamento

Hoje, os recursos do PSR dependem de verbas discricionárias do governo federal e podem sofrer contingenciamentos ao longo do ano. Na prática, isso acontece quando o governo bloqueia parte do orçamento para cumprir metas fiscais.

O texto aprovado pela Câmara transforma as despesas da subvenção ao seguro rural em gastos obrigatórios dentro do orçamento federal. A proposta também determina que os recursos ficarão vinculados ao orçamento do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária).

Apesar disso, o valor seguirá limitado ao montante previsto na Lei Orçamentária Anual enviada pelo governo ao Congresso.

Uso do Proagro para reforçar o seguro rural

O projeto autoriza o governo a remanejar parte das sobras orçamentárias do Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária) para reforçar os recursos do seguro rural.

Segundo o texto, o remanejamento não poderá comprometer o funcionamento do programa nem prejudicar operações já contratadas.

Seguro rural poderá ser usado como garantia

O texto mantém a possibilidade de uso do seguro rural como garantia em operações de crédito rural.

Além disso, produtores segurados poderão ter prioridade no acesso ao crédito, renegociação e prorrogação de dívidas. Operações seguradas também poderão ter juros menores, melhores prazos e condições diferenciadas.

A proposta, porém, não torna obrigatória a contratação do seguro para acesso ao crédito rural.

Novas regras para indenizações

O projeto estabelece prazo máximo de 30 dias para liquidação de sinistros após entrega da documentação exigida ou realização de vistoria.

Os contratos também deverão prever regras mais claras sobre apresentação de documentos e acionamento do seguro.

Mudanças no Fundo de Catástrofe

O projeto flexibiliza regras do Fundo de Catástrofe, criado para dar cobertura suplementar ao seguro rural em situações de perdas elevadas.

O texto retira dispositivos considerados entraves para operacionalização do fundo, como a exigência de aporte mínimo da União e a previsão de encerramento da isenção de tributos federais sobre operações de seguro rural após o início das atividades do fundo.

A proposta também autoriza mecanismos de transferência de risco, como resseguro e Letras de Risco de Seguro (LRS), além da criação de subfundos voltados para setores específicos do agro.

Além do governo e das seguradoras que operam o PSR, poderão participar do fundo resseguradoras, cooperativas agropecuárias e empresas das cadeias produtivas do agro.

Outros pontos do projeto:

• produtores precisarão fornecer dados da atividade agropecuária para acessar a subvenção federal do seguro rural;

• seguradoras que participarem do PSR (Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural) terão de integrar o Fundo de Catástrofe;

• cooperativas de seguros passam a ser equiparadas às seguradoras nas regras do programa;

• o projeto autoriza a criação de subfundos voltados para setores específicos do agro;

• o Conselho Diretor do Fundo de Catástrofe passará a definir quais operações poderão ser cobertas;

• as operações do fundo deverão seguir as regras do zoneamento de riscos agropecuários definidas pelo governo federal;

• o texto permite transferência de riscos por meio de resseguro e de Sociedades Seguradoras de Propósito Específico (SSPE);

• o fundo poderá adquirir Letras de Risco de Seguro (LRS), títulos negociados no mercado financeiro;

• empresas das cadeias produtivas do agro e cooperativas agropecuárias poderão participar do fundo como cotistas;

• a administração do fundo poderá ficar temporariamente sob responsabilidade de uma instituição financeira federal até a criação de uma estrutura própria de gestão.

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Motta e Alcolumbre têm a pior imagem entre políticos


A pesquisa Latam Pulse Brasil, divulgada nesta quinta-feira (28/5) pela Atlas/Intel e Bloomberg, avaliou como está a imagem de lideranças políticas. Entre os 13 nomes testados, os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), são os que têm a pior imagem.

Só 2% dos entrevistados avaliam a imagem de Alcolumbre como positiva, enquanto 83% veem como negativa. Já Motta é visto como positivo por 4% e negativo por 82%. Aos entrevistados foi feita a seguinte pergunta: “Você tem uma imagem positiva ou negativa desses líderes políticos?”. 

Atlas/Intel: Motta e Alcolumbre têm a pior imagem entre políticos - destaque galeria

Davi Alcolumbre e Hugo Motta
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Davi Alcolumbre e Hugo Motta

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Davi Alcolumbre e Hugo Motta
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Davi Alcolumbre e Hugo Motta

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)

HUGO BARRETO / METRÓPOLES
@hugobarretophoto

O mais bem avaliado foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visto como positivo por 48% dos entrevistados. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin aparecem na sequência, com 45% cada.

Senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem a avaliação positiva de 38% dos entrevistados. Número é inferior ao do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ambos com 40%.

A avaliação de Lula e Flávio é a melhor entre os presidenciáveis. No entanto, Flávio é o que tem a maior rejeição, com 59% avaliando a imagem dele como negativa. Segundo a pesquisa, o número reflete o desgaste recente em torno das polêmicas envolvendo a ligação dele com Daniel Vorcaro.

Pesquisa Latam Pulse Brasil, divulgada nesta quinta-feira (28/5) pela Atlas/Intel e Bloomberg, avaliou como está a imagem de lideranças políticas

A pesquisa ouviu 5.032 pessoas entre 13 e 18 de maio. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE com o número BR-06939/2026.



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economia

ANCORD reforça e oficializa apoio pela autonomia “completa” do Banco Central


O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, recebeu na última sexta-feira (22) um apoio que raramente se materializa de forma tão explícita: uma declaração pública e formal do setor privado em defesa da autonomia financeira da própria autarquia. A cena aconteceu na sede da ANCORD — Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias —, em uma visita histórica: a primeira vez que um presidente do Banco Central esteve presente na entidade, que representa 90% do volume negociado na B3.

O pano de fundo era a PEC 65/2023, proposta que busca garantir não apenas a independência operacional do BC — já assegurada em lei — mas também sua autonomia financeira, administrativa e orçamentária. Para a ANCORD, essa distinção é crucial. Ter liberdade técnica para tomar decisões sem ter controle sobre o próprio orçamento, na avaliação da entidade, é uma independência incompleta — e vulnerável.

“A independência do Banco Central não existe se não houver uma autonomia financeira”, declarou Rafael Furlanetti, presidente da ANCORD, durante o encontro. “Um orçamento dependente de negociação política ano a ano cria um canal indireto de pressão sobre a autarquia. O mercado evoluiu. O BC e demais órgãos de controle precisam de recursos humanos e financeiros à altura desse desafio.”

O apoio foi recebido por Galípolo com reconhecimento. O presidente do BC destacou que os avanços recentes foram construídos em diálogo próximo com o mercado — e admitiu que o ritmo nem sempre agrada a todos.

“O Banco Central conseguiu construir essas mudanças junto com vocês, perto do mercado, podendo ouvir vocês. Os avanços que a gente está conquistando nem sempre são tão lineares ou na velocidade que nós todos gostaríamos”

— Gabriel Galípolo, presidente do BC.

O “Tigrinho” que drena o mercado de capitais

Se a autonomia do BC foi o tema institucional da pauta, foi outro assunto que acendeu o sinal de alerta com mais urgência: as operações de CFD (Contract for Difference) e Forex, modalidades de investimento de altíssimo risco que Furlanetti não hesitou em comparar ao infame jogo de azar digital. “É o Jogo do Tigrinho do mercado de capitais”, disparou o presidente da ANCORD.

A analogia não é gratuita. Assim como o Tigrinho atraiu milhões de brasileiros com promessas de ganhos fáceis e baixo controle regulatório, as plataformas de CFD e Forex operam frequentemente em paraísos fiscais, sem a supervisão exigida no mercado brasileiro — e com apelo de marketing agressivo nas redes sociais. “As pessoas abrem contas em paraísos fiscais, operam ativos de muito risco sem nenhuma curadoria, mas eles são propagandeados como se fossem a última bolacha do pacote”, criticou Furlanetti.

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O impacto, segundo a ANCORD, vai além do risco individual ao investidor. A entidade aponta que o fenômeno representa uma exportação de liquidez do mercado nacional para estruturas que, em muitos casos, são classificadas como fraudulentas. Dinheiro que poderia circular no sistema financeiro regulado brasileiro migra para plataformas offshore com baixa ou nenhuma transparência.

A preocupação tem respaldo nos números. Somente em 2024, a CVM — Comissão de Valores Mobiliários — derrubou 37 plataformas irregulares no Brasil por meio da emissão de stop orders, ordens que determinam a suspensão imediata das atividades. O assunto já está formalmente no radar do regulador, mas a ANCORD defende uma mobilização mais ampla e coordenada entre todas as autoridades competentes.

Galípolo promete estudar o tema

Diante das preocupações apresentadas, Galípolo sinalizou abertura. O presidente do BC afirmou que irá estudar as questões levantadas sobre CFD e Forex — uma indicação de que o tema pode ganhar espaço na agenda regulatória da autarquia nos próximos meses.

A postura dialógica de Galípolo na visita reforça o estilo que tem marcado sua gestão à frente do Banco Central: ouvir os agentes do mercado antes de agir. Ao mesmo tempo, a presença do presidente do BC em um evento da ANCORD pela primeira vez na história da entidade sinaliza uma aproximação institucional que pode ter desdobramentos regulatórios concretos.

Para o setor, o recado mais importante do encontro pode ter sido justamente a combinação dos dois temas: um Banco Central financeiramente autônomo e dotado de recursos adequados estará em melhor posição para fiscalizar e combater as ameaças emergentes ao investidor brasileiro — sejam elas plataformas irregulares de Forex, novos esquemas fraudulentos ou a próxima versão digital do “Tigrinho” que ainda está por vir.



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O que mudaria no Plano Safra com possível aprovação do seguro rural

A Câmara dos Deputados deve votar, nesta quarta-feira (20), um conjunto de propostas prioritárias para o agronegócio. Entre os temas em pauta, o projeto sobre seguro rural é considerado urgente pela bancada ruralista, que deseja aprová-lo antes do anúncio do Plano Safra, previsto para junho.

De acordo com a editora e analista do CNN Agro Fernanda Pressinott, o projeto prevê que o governo deixe de contingenciar os recursos destinados ao seguro rural.

O problema do contingenciamento

Segundo Pressinott, todos os anos o governo anuncia um valor expressivo para o seguro rural, mas posteriormente corta parte desses recursos para o Tesouro. A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), a Confederação Nacional da Agropecuária e Indústria e o próprio governo querem que esses recursos sejam efetivamente garantidos ao produtor, especialmente diante das recorrentes catástrofes climáticas.

“O governo acaba tendo que ajudar o produtor depois, que é o que sempre acontece e a sociedade reclama”, destacou a analista.

Mais recursos e maior cobertura

A bancada ruralista também pede um aumento significativo no volume de recursos destinados ao seguro. A demanda é por entre R$ 4 bilhões e R$6 bilhões, enquanto na última safra foram destinados apenas R$ 1 bilhão.

Atualmente, o seguro rural é pouco utilizado no Brasil: apenas entre 10% e 12% da área agricultável conta com essa proteção, em razão do alto custo, o que leva os produtores a não aderirem ao instrumento.

Corrida contra o calendário do Plano Safra

A urgência da votação se deve ao calendário do Plano Safra. Conforme explicou Fernanda Pressinott, a bancada quer que a nova modelagem do seguro rural esteja contemplada nas diretrizes do plano a ser anunciado em junho.

Historicamente, o seguro rural não aparece entre as prioridades do Plano Safra, e a aprovação do projeto antes desse anúncio seria uma forma de garantir sua inclusão. Além do seguro rural, outras propostas sobre incentivos tributários para insumos agropecuários e regras sobre biodiversidade e crédito rural também devem ser votadas.

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Por que sentimos mais sono no frio e como facilitar o despertar


A diminuição da luz solar e a queda nas temperaturas alteram o relógio biológico humano, aumentando a produção hormonal que induz ao descanso e dificulta a saída da cama

RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOPedestres enfrentam frio para caminhar na Avenida Paulista
Nos meses mais frios, os dias ficam mais curtos e as manhãs mais escuras

Sentir uma vontade incontrolável de prolongar o descanso durante o inverno não é um sinal de fraqueza, mas sim uma resposta biológica natural humana. A arquitetura do nosso corpo funciona em sincronia com a luz do ambiente. Nos meses mais frios, os dias ficam mais curtos e as manhãs mais escuras, o que desregula a sinalização natural que o cérebro usa para iniciar o estado de alerta. Como resultado, o organismo entende que precisa conservar energia e prolongar o repouso, tornando a tarefa de levantar cedo um verdadeiro desafio fisiológico.

Sinais de que o frio está afetando seu ciclo de sono

O impacto das baixas temperaturas no corpo vai muito além da simples vontade de ficar debaixo das cobertas. As alterações na claridade do ambiente afetam diretamente a disposição e o funcionamento metabólico. Algumas das principais manifestações físicas incluem:

  • Dificuldade extrema para despertar: sensação de peso corporal e lentidão motora logo nas primeiras horas da manhã.
  • Aumento repentino do apetite: necessidade frequente de consumir alimentos ricos em carboidratos para gerar calor e energia rápida.
  • Fadiga diurna prolongada: episódios recorrentes de sonolência e perda de foco, mesmo após uma noite que pareceu bem dormida.
  • Variações no humor e irritabilidade: flutuações emocionais e desânimo leve, sintomas intimamente ligados à privação de luz solar matinal.
  • Sensação de sono não reparador: a percepção constante de que o repouso noturno não foi suficiente para restaurar a capacidade cognitiva.

A biologia por trás da dificuldade de acordar

A grande causa biológica da letargia sazonal reside na flutuação do hormônio melatonina, a principal substância responsável por avisar ao cérebro que é hora de dormir. A glândula pineal libera a melatonina quase exclusivamente em ambientes escuros. Como o sol nasce mais tarde no inverno, o corpo produz e mantém esse hormônio circulando por um período muito maior. Essa presença prolongada na corrente sanguínea gera o embotamento e a sonolência matinal clássica da estação.

Além da questão luminosa, o nosso ritmo circadiano responde de forma imediata à temperatura. Para que o organismo faça a transição adequada do sono profundo para o estado de vigília ativa, a temperatura corporal central precisa subir levemente de manhã. Em ambientes muito frios, o corpo tem dificuldade extra para promover esse aquecimento, o que inibe o bloqueio da melatonina e atrasa a liberação de cortisol, o hormônio essencial para dar ao cérebro o impulso de despertar.

Quando o cansaço no inverno exige avaliação médica

Embora uma maior lentidão ao acordar seja totalmente esperada nesta época do ano, a incapacidade severa de manter a rotina pode mascarar condições clínicas que exigem investigação. Durante a avaliação, o médico observará o impacto sistêmico do cansaço na capacidade funcional do indivíduo para descartar desequilíbrios ocultos.

Os especialistas frequentemente investigam a possível presença do Transtorno Afetivo Sazonal (TAS), um tipo de depressão com padrão sazonal desencadeada pela restrição severa de luz. Para confirmar o diagnóstico e excluir outras patologias, o médico solicitará exames laboratoriais detalhados. O foco recai em identificar deficiências nutricionais comuns do inverno, como a queda drástica nos níveis de vitamina D, e na checagem da função tireoidiana, pois o hipotireoidismo pode simular perfeitamente a sensação de letargia crônica do frio.

Hábitos e estímulos para regular o relógio biológico

Para reeducar o corpo e combater a inércia matinal de forma totalmente não medicamentosa, o paciente deve focar em modular o próprio ambiente. O objetivo é simular artificialmente os gatilhos naturais de energia do verão:

  • Exposição luminosa imediata: abrir amplamente as janelas ou acender todas as luzes fortes logo ao despertar para frear abruptamente a produção de melatonina.
  • Gerenciamento térmico matinal: manter o quarto minimamente aquecido na transição da madrugada para a manhã ajuda o corpo a elevar a temperatura central com menos esforço.
  • Consistência restrita de horários: deitar e levantar exatamente na mesma hora todos os dias, fortalecendo a sincronização do ciclo circadiano sem abrir exceções drásticas nos finais de semana.
  • Atividade física nas primeiras horas: realizar movimentos corporais, mesmo que leves, ao sair da cama acelera o fluxo vascular e estimula a liberação de endorfina e cortisol.

Lidar com a biologia do sono nos dias gelados requer adaptações práticas para evitar que o corpo entre em um modo crônico de economia de energia. Caso os novos hábitos não tragam alívio perceptível, ou se a fadiga excessiva vier acompanhada de isolamento profundo e tristeza constante, evite tentar contornar a situação por conta própria e recuse a automedicação. Busque o acompanhamento de um médico especialista, pois o conteúdo desta reportagem possui caráter exclusivamente informativo e não substitui de maneira alguma a avaliação clínica individualizada e o diagnóstico profissional adequado.





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Em 2024, taxa de inovação da Indústria cai pelo terceiro ano consecutivo e atinge o menor valor da série


Em 2024, a taxa de inovação das empresas industriais com 100 ou mais pessoas ocupadas no Brasil foi de 64,4%, valor que…



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JBS capacita mais de 300 açougueiros para impulsionar vendas no varejo

A JBS está formando açougueiros para capacitar uma mão de obra em falta no mercado e impulsionar as vendas de carnes no varejo.

Em parceria com a APAS (Associação Paulista de Supermercados), a companhia já formou mais de 300 profissionais, o que dá em média um açougueiro por dia ao longo do último ano por meio do programa Açougueiro de Valor.

A iniciativa que foi lançada durante a APAS Show do ano passado já atendeu profissionais de mais de 80 redes supermercadistas no estado de São Paulo.

De acordo com a Associação, apenas no estado de São Paulo, existem mais de 4 mil vagas abertas para açougueiros.

A função representa cerca de 13% das vagas disponíveis no varejo alimentar e já ocupa a terceira posição entre os cargos mais demandados do setor.

Para Erlon Ortega, presidente da APAS, o déficit de profissionais qualificados se tornou um gargalo relevante para a operação dos supermercados.

“Nesse momento, temos uma dificuldade no setor com a disponibilidade de mão de obra capacitada para o setor de açougue. E dentro do programa a gente consegue formar esses profissionais”, afirmou.

Segundo Daniela Perez, gerente de Marketing da Friboi, a categoria de carne bovina segue como a principal proteína consumida pelos brasileiros e mantém crescimento expressivo no varejo.

“Em 2025, a categoria movimentou um faturamento de R$ 32 milhões, um resultado 30% superior ao da carne de frango e praticamente três vezes maior que a carne suína”, salientou.

A executiva destacou ainda a relevância da categoria no comportamento de compra do consumidor brasileiro.

“Estamos falando de um produto presente em 97% dos lares do país. Só no último ano, mais de 1,12 milhão de novos consumidores passaram a comprar a categoria”, disse Daniela.

De acordo com ela, mesmo diante de fatores como inflação e pressão de preços, o consumidor continua priorizando a proteína bovina.

“A gente se preocupa com o cenário econômico e com o impacto no consumo, mas o brasileiro valoriza e prioriza essa categoria”, disse.

De acordo com o Presidente da Friboi, Renato Costa, a carne bovina representa cerca de 80% das vendas de um açougue.

“Estamos usando a expertise da empresa para formar profissionais mais preparados tecnicamente e capazes de entregar uma melhor experiência ao consumidor”, destacou Costa.

Formação

Os participantes do programa passam por uma formação prática dentro de unidades da companhia, acompanhando desde o recebimento dos animais até as etapas de processamento e operação industrial.

A capacitação inclui técnicas de manipulação de cortes bovinos, redução de perdas, operação de varejo, vendas e experiência de compra.

Além disso, a estratégia faz parte de um movimento mais amplo da JBS para fortalecer sua presença no varejo por meio de execução em loja e gestão de categorias.

Para o CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni, a disputa no varejo deixou de ser apenas por espaço nas gôndolas e passou a depender da capacidade de gerar relevância na decisão de compra.

“Os programas da Friboi e Seara para o varejo sintetizam a estratégia global da JBS no relacionamento com seus clientes. Hoje, a disputa não é apenas por espaço na gôndola, mas por relevância na decisão de compra e isso se constrói com execução, serviço e consistência”, reportou.

Por isso, a empresa vem ampliando as iniciativas voltadas à conveniência e à experiência no balcão, como a Rotisseries e o Empórios, focados em produtos prontos, organização operacional e qualificação de operadores.

Padronização

Durante a Apas Show 2026, a JBS promoveu um encontro que reuniu representantes da pecuária, do atacado e do varejo.

A companhia destacou como a consistência no padrão dos produtos no ponto de venda influencia diretamente a experiência de compra e os resultados do varejo.

No evento, a empresa também realizou um workshop prático sobre cortes bovinos, com demonstrações de técnicas de desossa e porcionamento.

A iniciativa teve como foco orientar o setor sobre como manter o padrão de qualidade, melhorar o aproveitamento das peças e reduzir desperdícios.

Por conta desse cenário, a companhia vem ampliando programas de padronização operacional, ambientação de balcões, treinamento de equipes e desenvolvimento de soluções voltadas ao aumento de vendas e redução de desperdícios.

Segundo dados da Nielsen, lojas de grande porte com açougue premium registram vendas totais 30% maiores do que lojas com açougue tradicional.

A empresa também tem investido em tecnologia para preservar o frescor dos produtos, reduzir o acúmulo de líquidos nas embalagens e garantir melhor apresentação no ponto de venda.

“Quando a execução melhora, toda a cadeia ganha. O varejista aumenta rentabilidade, o consumidor compra melhor e a indústria fortalece suas marcas. É esse alinhamento que sustenta o crescimento no longo prazo”, disse Tomazoni.

Os próximos passos da  empresa é expandir o modelo de formação para outras regiões do país.

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