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Governo libera crédito do FAT para produtores rurais investirem em inovação

O CMN (Conselho Monetário Nacional) ampliou o acesso de produtores rurais a linhas de financiamento voltadas à inovação e à digitalização com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), operadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)

A decisão inclui empresários individuais e pessoas físicas residentes no país que atuem nos setores agropecuário, florestal, pesqueiro e aquícola entre os beneficiários das operações. A medida também alcança serviços diretamente relacionados a essas atividades.

Segundo o Ministério da Fazenda, os financiamentos poderão ser usados para ampliar a modernização tecnológica e digitalização da produção, além de estimular a comercialização de máquinas e equipamentos, especialmente no setor agrícola.

Os recursos são repassados ao BNDES com remuneração baseada na TR (Taxa Referencial), modelo que costuma oferecer condições mais favoráveis de crédito.

De acordo com a pasta, a medida deve gerar impactos indiretos sobre fabricantes, distribuidores e prestadores de serviços ligados ao agro, com expectativa de criação de empregos, aumento da renda e estímulo à atividade econômica nas regiões atendidas.

A decisão foi aprovada em reunião ordinária do CMN realizada nesta terça-feira (20).

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Erika Hilton diz que Senado é ‘grande incógnita’ após votação pelo fim da 6×1 na Câmara


A deliberação da proposta para a redução da jornada de trabalho acontece nesta terça-feira (27)

TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOErika Hilton
Deputada Federal Erika Hilton

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) disse em entrevista ao Jornal Jovem Pan nesta quarta-feira (27) que o Senado Federal ainda é uma “grande incógnita” caso a votação pelo fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho seja aprovada pela Câmara dos Deputados. A votação acontece na noite desta quarta na casa.

Segundo Erika, a será preciso usar a mesma estratégia que usada na Câmara para o Senado também. “Vamos ter que mostrar que é uma matéria importante, que tem um apelo popular e que a sociedade está com os olhos atentos à essa votação”, declarou.

Para a deputada, o melhor caminho para atestar o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é usar da expectativa popular para conseguir o melhor ao trabalhador também no Senado. “Há uma ansiedade gigante por parte da sociedade com essa votação. Caso aprovado na Câmara, esta ansiedade tende a ser triplicada e este triplicar deve ser o caminho de convencimento para que nós possamos destravar a matéria na casa”, explicou Erika.

Após a votação desta terça na Câmara, a deputada afirmou que vai buscar um encontro com o presidente do Senado Federal, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), para “sentir a temperatura”. “No Senado, de fato, nós temos tido essa preocupação por isso que, após superado a votação na Câmara dos Deputados, nós vamos pedir uma agenda com o presidente Davi Alcolumbre para sentir a temperatura”.

Erika complementou também que é preciso entender como os membros do Senado se comportarão, já que não se sabe as “manobras” que serão feitas por lá.

Por fim, a parlamentar disse que a expectativa é que a votação na Câmara aconteça de forma tranquila e com aprovação ampla do fim da escala 6×1. “Nossa expectativa é que consigamos votar com um placar até bastante favorável”, finalizou.

Caso os deputados votem a favor do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho, a PEC segue para ser deliberada no Senado Federal.

Votação da PEC na Câmara

A comissão especial da Câmara dos Deputados já aprovou nesta quarta-feira a PEC de fim da escala 6×1. Agora acontece a votação no Plenário da Casa Baixa (a Câmara formada pelos 513 deputados). O texto propõe a redução da jornada máxima de 44 horas para 40 horas semanais sem redução salarial e aumenta a folga semanal para dois dias, não necessariamente consecutivos.

“A transição para a jornada semanal de 40 horas, aliada à garantia de dois dias de repouso semanal remunerado e à manutenção dos salários, é uma medida viável, urgente e necessária. Ela resgata a promessa constitucional de valorização do trabalho e dignidade da pessoa humana”, argumentou o relator, o deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA).

Na segunda-feira (25), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que o Palácio do Planalto e a Casa Baixa acordaram prazo de 60 dias para as medidas da PEC entrarem em vigor. Nesse período, a jornada de trabalho cai de 44 horas para 42h. Um ano depois, a carga horária é reduzida para 40 horas.





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Indústria nacional avança 0,9% em fevereiro, segunda taxa positiva consecutiva


A produção industrial registrou o segundo crescimento consecutivo, ao avançar 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro….



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Câmara aprova PL que limita embargos baseados em imagens de satélite

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) o PL (Projeto de Lei ) 2564/2025, que regula a aplicação de medidas administrativas cautelares, impedindo que o embargo seja baseado exclusivamente em detecção remota de infrações decorrentes de desmatamento. 

O projeto aprovado impede que as medidas cautelares sejam usadas como ferramentas para antecipar sanções. 

De autoria do deputado federal Lucio Mosquini (PL-RR), esse projeto impede que produtores que foram notificados pelo Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite)  sejam proibidos de acessar o crédito rural. 

O PL obriga que o produtor seja notificado de forma prévia da autuação para prestar esclarecimentos em “prazo razoável” antes da imposição das medidas legais. 

O autor do projeto defende que essa alteração na lei 9605 de 1998 garante “equilíbrio” na aplicação da legislação ambiental. 

“Acreditamos que a alteração pretendida tem a capacidade de promover mais equilíbrio e racionalidade à fiscalização ambiental. Isso porque, embora a Lei de Crimes Ambientais preveja expressamente que as infrações ambientais são apuradas em processo administrativo próprio”, justificou. 

“O fato é que muitas áreas têm sido embargadas a partir de apuração remota da infração, sem que o autuado tenha a oportunidade de se defender previamente”, complementou. 

Na justificativa da alteração, o texto defende que a legislação ambiental não deve ter caráter punitivo, mas sim para impedir prejuízos ambientais evitáveis. 

A aprovação desse PL era uma demanda antiga da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), que considera o impasse do Prodes uma “insegurança jurídica” para os produtores. 

Por outro lado, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, se posicionou de forma contrária ao PL e comparou a mudança na lei a fiscalização de trânsito sem radares eletrônicos. 

Com a aprovação, o projeto foi encaminhado para análise no Senado Federal.

Limites florestais 

Foi aprovado no plenário da Câmara o PL 2486/2026, que altera os limites da da Floresta Nacional do Jamanxim e cria a Área de Proteção Ambiental do Jamanxim, localizadas no Município de Novo Progresso, Estado do Pará. 

 A proposta busca redimensionar os perímetros da área florestal para incorporar áreas ocupadas por agricultores. Os parlamentares defenderam que essa mudança abre espaço para desenvolvimento da região e garante melhores condições para os trabalhadores localizados na reserva. 

Órgãos ambientais criticam a medida por considerar que a criação da APA (Área de Proteção Ambiental) facilita a exploração ilegal da área por flexibilizar as punições legais aplicáveis.

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PEC do fim da escala 6×1 é debatida no plenário da Câmara


O plenário da Câmara dos Deputados analisa, na noite desta quarta-feira (27/5), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 — em que o trabalhador folga apenas uma vez na semana. A expectativa é de que a proposta seja votada ainda nesta noite.

Para ser aprovada, a PEC precisa do apoio de três quintos dos deputados no plenário — ou seja, 308 votos. A proposta precisa passar ainda por dois turnos de votação. As duas votações devem ocorrer ainda nesta quarta-feira.

Mais cedo, a proposta foi aprovada na comissão especial por 34 votos a favor e quatro contrários.

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A proposta reduz o atual teto constitucional de jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e institui dois dias de folga, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Ao todo, serão 14 meses de transição: duas horas serão adotadas 60 dias após a promulgação e as outras duas um ano depois.

Destaques retirados

Ao todo, foram apresentados sete destaques (pedidos de análise em separado de trechos específicos do relatório de Leo Prates). Porém, seis foram retirados pelos autores após negociação. Está em análise um destaque do Partido Liberal, sobre a transição de 60 dias. O líder, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse “não deixar o povo ser enganado. Queremos transição imediata”.

Na terça-feira, Sóstenes havia dito que a bancada passará a defender a escala 4×3. A cúpula da Câmara pretendia aprovar o texto do deputado baiano sem alteração na comissão, a fim de evitar ruídos.

Trata-se de uma proposta prioritária para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na véspera do período eleitoral. A discussão foi travada e atrasada em uma semana por falta de acordo sobre a transição. O acordo foi costurado no início da semana por Motta e Lula.

Entre os pontos acordados pelos dois, estão a transição total de 14 meses e exceções, como a quem ganha mais de R$ 22 mil. Esse grupo não vai se sujeitar às regras de escala e jornada, desde que não supere o teto de 40 horas. Isso não se aplica a funcionários públicos e funcionários de estatais. Lula e Motta também acordaram medidas de apoio para os Microempreendedores Individuais (MEIs).



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o que deve mudar para empregadores e trabalhadores domésticos


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a adoção de dois dias de descanso semanal pode mudar a rotina de mais de 1,3 milhão de trabalhadores domésticos com carteira assinada no país.

Embora a proposta ainda esteja em discussão no Congresso Nacional, especialistas avaliam que a medida — como está prevista no texto já apresentado na Câmara dos Deputados e que entrou em votação nesta quarta-feira na Comissão Especial da Casa que trata do fim da escala 6×1 — exigirá reorganização da jornada, revisão contratual e adaptações operacionais por parte dos empregadores.

Hoje, segundo a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), o Brasil tem mais de oito milhões de trabalhadores domésticos, considerando funções como cuidadores, babás, faxineiros, cozinheiros, arrumadeiras, governantas, motoristas e jardineiros. Desse total, apenas cerca de 1,3 milhão estão formalizados no eSocial, o que representa menos de 20% da categoria.

A maior parte dos vínculos formais é de trabalhadores que cumprem jornadas iguais ou superiores a 40 horas semanais, muitas vezes distribuídas em seis dias. Na prática, a mudança significaria a substituição da jornada tradicional de segunda-feira a sábado pelo modelo 5×2, com dois dias de descanso semanal, um deles preferencialmente no domingo, sem redução salarial.

Empregadores terão de reorganizar rotina e custos

Mario Avelino, presidente do Instituto Doméstica Legal, afirma que o impacto será maior para contratos que ainda operam no modelo de trabalho de segunda-feira a sábado. Segundo ele, empregadores terão basicamente duas alternativas: redistribuir a carga horária em cinco dias, ampliando a jornada diária, ou manter a jornada atual e arcar com horas extras para compensar o sexto dia.

— O maior impacto será para os empregadores que ainda utilizam o sábado como dia regular de trabalho. Eles precisarão reorganizar a jornada semanal ou absorver um aumento de custo — diz.

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A principal mudança financeira está justamente no cálculo das horas extras. Hoje, para quem trabalha 44 horas semanais, a hora extra começa a ser contabilizada a partir da 45ª hora. Com a redução para 40 horas, o adicional passaria a incidir a partir da 41ª hora.

Além da redução da jornada, haveria alteração no divisor usado para calcular o valor da hora trabalhada. Segundo Rafael Galle, advogado especialista em Direito do Trabalho e sócio-fundador do GMP G&C Advogados Associados, a mudança elevaria automaticamente o custo da hora normal e, consequentemente, da hora extra.

— Reduzir a jornada de 44 para 40 horas significa alterar o divisor matemático utilizado para encontrar o valor do salário-hora, que passará de 220 para 200. Como consequência direta, qualquer hora extra prestada custará mais ao empregador doméstico — afirma.

Na prática, isso significa que o salário mensal permaneceria o mesmo, mas seria dividido por menos horas, elevando o valor unitário da hora trabalhada.

Plataforma eSocial também exigirá adaptações

Uma das principais dúvidas envolve como a mudança seria operacionalizada no eSocial, plataforma que centraliza o registro de vínculos, jornada, remuneração, recolhimento previdenciário e encargos trabalhistas da categoria.

Como a maior parte dos contratos formais hoje está cadastrada com jornada de 44 horas semanais, a eventual aprovação da PEC exigiria uma ampla atualização cadastral. Isso significaria rever, contrato por contrato, a carga horária informada, a distribuição diária das horas e a configuração dos descansos semanais remunerados.

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Segundo Rafael Galle, não seria prudente presumir uma atualização automática da plataforma.

— O empregador precisará alterar manualmente a jornada e a distribuição das horas no cadastro do vínculo, além de redefinir os dias específicos de descanso remunerado. Não é prudente esperar uma migração automática — afirma.

Na prática, isso exigiria do empregador acessar o sistema para atualizar o cadastro funcional, ajustar a nova escala semanal e formalizar um aditivo contratual refletindo a redução da jornada sem alteração do salário nominal.

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Mario Avelino também afirma que a mudança exigirá atenção redobrada das famílias para evitar inconsistências no sistema. Segundo ele, erros na parametrização podem gerar recolhimentos incorretos, passivos trabalhistas e divergências no histórico funcional da empregada.

A Fenatrad, por sua vez, avalia que o sistema precisará acompanhar a mudança legal para garantir segurança jurídica e transparência. A entidade sustenta que a adaptação tecnológica não pode servir como justificativa para retardar a implementação de direitos.

Os próprios dados do eSocial ajudam a dimensionar o desafio. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 818.347 vínculos formais estão registrados exatamente em 44 horas semanais (dado de dezembro de 2025). Ou seja, uma mudança no teto legal exigiria readequação imediata de quase dois terços de todos os contratos domésticos formais existentes hoje no país.

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A Fenatrad defende que, se aprovada, a mudança deve alcançar automaticamente as domésticas com carteira assinada, sem necessidade de regras específicas para a categoria.

“Não há necessidade de regulamentação específica para o setor, pois a categoria busca os mesmos direitos dos demais trabalhadores, sem prejuízo salarial”, afirmou a entidade.

Ainda segundo a instituição, uma das principais preocupações levantadas pela categoria diz respeito à fiscalização. Como o ambiente de trabalho é muita das vezes a residência do empregador, o cumprimento efetivo da jornada legal sempre enfrentou obstáculos.

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“Existe uma preocupação latente sobre como garantir que esses direitos sejam respeitados dentro do ambiente doméstico, que é um espaço privado”, destacou a federação.

Por fim, a entidade defende a criação de mecanismos específicos de proteção e fiscalização, além do fortalecimento da negociação coletiva no setor.

Aplicação automática divide especialistas

Apesar de parte das entidades defender aplicação automática ao trabalho doméstico, há divergências jurídicas sobre a necessidade de regulamentação complementar.

Para a Fenatrad, a mudança deve alcançar imediatamente a categoria, sem necessidade de legislação específica. Já Rafael Galle pondera que o trabalho doméstico tem regras próprias previstas na Lei Complementar 150, o que exigiria adequações formais.

— A pacificação da rotina dependerá inexoravelmente de ajustes contratuais. O empregador não pode presumir os novos dias de descanso sem a devida formalização documental — afirma ele.

Isso incluiria a celebração de aditivos contratuais para adequar a nova jornada e preservar o salário nominal já pactuado.

Debate sobre informalidade

Para Avelino, o encarecimento do custo da mão de obra pode levar algumas famílias a reduzir jornadas, substituir mensalistas por diaristas ou até migrar para a informalidade.

— O aumento do custo da hora trabalhada pode fazer com que parte dos empregadores domésticos opte por reduzir jornadas, substituir contratos mensais por diaristas ou, em alguns casos, até migrar para relações informais — disse.

Já a Fenatrad sustenta que a formalização depende mais de fiscalização e conscientização do que da carga horária. A entidade afirma que tem recebido consultas frequentes de trabalhadoras interessadas em entender os efeitos da proposta, especialmente sobre mecanismos de fiscalização dentro das residências.

“Existe preocupação sobre como garantir que esses direitos sejam respeitados dentro do ambiente doméstico, que é um espaço privado”, afirmou a federação.

Trabalhadoras veem avanço em qualidade de vida

Para a Fenatrad, a medida é um passo importante na equiparação de direitos de uma categoria historicamente submetida a condições mais precárias de trabalho e fiscalização limitada.

A federação afirma que os trabalhadores domésticos são uma das categorias mais impactadas pela escala 6×1, justamente porque muitas acumulam longas jornadas no emprego com a responsabilidade pelos cuidados em suas próprias casas.

“A diminuição da jornada proporcionará uma melhor qualidade de vida, com mais tempo para descanso, lazer, cuidado com a saúde física e mental e dedicação à família”, afirmou.

A entidade também destaca que a mudança teria impacto significativo sobre trabalhadores submetidos a jornadas estendidas, inclusive aqueles que atuam como cuidadores em escalas prolongadas. Nesses casos, mesmo nos períodos formalmente destinados ao descanso, o profissional frequentemente permanece em estado de alerta para atender às necessidades da pessoa assistida.

Para a federação, a adoção de dois dias consecutivos de descanso seria fundamental para garantir recuperação e reduzir o desgaste físico e mental, algo especialmente importante em uma atividade marcada por esforço contínuo, deslocamentos e acúmulo de funções.



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Copa 2026 deve impulsionar demanda por proteínas em 10% no Brasil

A Copa do Mundo de 2026 deve impulsionar de forma significativa a demanda por proteínas no Brasil, conforme o levantamento divulgado pela Scanntech. A expectativa aponta que o fluxo médio deve ter um incremento acima de 10% na demanda por carnes durante os dias de jogos da seleção brasileira.

De acordo com Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS (Associação Paulista de Supermercados), o período da Copa representa um dos momentos mais estratégicos para o varejo alimentar no país. “Os grandes eventos esportivos influenciam diretamente o comportamento de compra do consumidor brasileiro. Existe um aumento muito forte nas confraternizações e isso se traduz em maior demanda por proteínas, principalmente carne bovina, além de itens ligados ao churrasco e alimentos práticos para consumo em grupo”, afirma.

Queiroz destaca ainda que o setor supermercadista já trabalha antecipadamente para evitar rupturas de estoque durante a competição. “A preparação do varejo envolve reforço operacional, aumento de estoque e negociações antecipadas com a indústria justamente porque existe expectativa de crescimento importante nas vendas durante a Copa do Mundo”, completa.

Só para se ter uma ideia, o estudo da Scanntech na Copa do Mundo de 2022 o aumento no fluxo de consumidores chegou a 8,3% acima da linha de base no chamado D-1, o dia anterior aos jogos. Em cenários de forte apelo cultural, como sextas-feiras antes de partidas aos sábados, o crescimento atingiu 18,8%.

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Instituições criticam avanço da PEC de fim da escala 6×1 na Câmara


A comissão especial da Casa Baixa aprovou nesta quarta-feira (27) a proposta de redução da jornada de trabalho

LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDOManifestação pelo fim da escala de trabalho 6X1 na Avenida Paulista
Manifestação pelo fim da escala de trabalho 6X1 na Avenida Paulista, região central de São Paulo

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de fim da escala 6×1. Depois da decisão do colegiado, diversas instituições se manifestaram contrárias ao avanço do projeto.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) disse considerar “inadequado e inoportuno” a proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e aumento da folga semanal para dois dias. A instituição defendeu análise do tema “com equilíbrio, responsabilidade e base técnica, considerando os efeitos sobre trabalhadores, empresas, consumidores e economia brasileira”.

“Uma eventual redução da jornada de trabalho por imposição legal, sem transição adequada e sem ganho equivalente de produtividade, tende a elevar custos e pressionar preços de produtos e serviços”, declarou a CNI.

A confederação ainda apresentou dados de um estudo próprio. Segundo a projeção, a redução da jornada de trabalho, conforme estipula a PEC, gerará impactos de 6% a 9% em diferentes segmentos da economia, “com reflexos sobre alimentos, serviços e vestuário”.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) afirmou que a “adoção de um limite uniforme de 40 horas pode gerar impactos negativos no emprego, nos pequenos negócios e na capacidade produtiva de setores intensivos em mão de obra”. Para a instituição, a jornada atual de 44 horas é resultado de “um equilíbrio” entre “proteção ao trabalhador e preservação da competitividade econômica”.

Segundo a CNC, o “perfil predominante das empresas” é de micro e de pequeno porte. Assim, na avaliação da confederação, a redução da jornada de trabalho “tende a pressionar margens, reduzir investimentos e afetar a geração e a manutenção de empregos formais“.

A CNC também alertou para “possíveis efeitos concorrenciais indesejados”. “O comércio presencial, já pressionado pela expansão do e-commerce e das plataformas digitais, pode perder ainda mais competitividade caso tenha sua estrutura de custos elevada, acelerando a migração de vendas para modelos digitais e automatizados”, declarou a instituição.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) afirmou que o texto ainda precisa “passar por ajustes estruturais” para contemplar a “livre iniciativa” e o “espaço da negociação coletiva”. Para a federação, a atual proposta “reduz a capacidade de adaptação das empresas às necessidades específicas de cada setor e restringe a liberdade de organização das atividades produtivas“.

Segundo a instituição, a “imposição de novas regras” tende a “gerar insegurança jurídica, conflitos e incertezas interpretativas, além de aumentar a judicialização trabalhista e dificultar a operação das empresas”. A instituição alertou que a redução da jornada de trabalho, sem “ganhos de produtividade”, “tende a elevar estruturalmente o custo do trabalho”.

“Setores como comércio, serviços, turismo, alimentação, logística e saúde, que dependem de escalas flexíveis e de funcionamento contínuo, poderão enfrentar impactos relevantes sobre os custos, organização operacional e manutenção de empregos, sobretudo nas micro e pequenas empresas”, afirmou a FecomercioSP.

A federação disse que o aumento dos custos “tende a ser repassado para toda a sociedade por meio da elevação dos preços”. A instituição defendeu mudanças estruturais da jornada de trabalho “de forma gradual, sustentável e prioritariamente negociada entre empregadores e trabalhadores”.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) disse que a “tramitação da proposta” se deu “sem aprofundamento técnico adequado, diálogo efetivo com o setor produtivo e sob forte influência do ambiente eleitoral”. A instituição defendeu a discussão no Senado depois do pleito para garantir um ambiente “equilibrado e livre de pressões políticas”.

“Mudanças estruturais com potencial de impactar milhões de empregos e toda a economia brasileira não podem ser conduzidas em ritmo acelerado”, argumentou a Fiemg.

A federação relatou também que o período de transição proposto de 14 meses “não é suficiente para que empresas de diferentes portes e setores consigam se adaptar de forma segura e sustentável”. A instituição afirmou que o prazo de 60 dias para a mudança da escala de trabalho é “insuficiente para a adaptação operacional das empresas”.

A Fiemg disse que, segundo estudo próprio, a PEC deve gerar impacto de até 16% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e tem “potencial” para provocar “a perda de cerca de 18 milhões de postos de trabalho no país, além de aumentar o custo de vida e reduzir o poder de compra da população”.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) afirmou que a proposta “impõe exigências absolutamente inviáveis para empresas privadas” por “estabelecer regras e prazos distintos para a adaptação à nova jornada de trabalho”. A instituição também destacou a “disparidade inédita entre contratos públicos e privados”.

“Como uma empresa vai operar com equipes submetidas a regras diferentes dentro do mesmo quadro de funcionários? Teremos trabalhadores sob regimes distintos, dependendo do cliente para o qual trabalham? Isso é impraticável”, questionou o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci.

A associação estima ainda que a medida gerará impacto em cerca de 20% na folha de pagamento das empresas e apontou haver “impossibilidade material de atender à exigência”, porque os processos de contratação levam meses e há setores com escassez de mão de obra.

“Se as empresas não conseguirem contratar, o serviço para. Se conseguirem, o custo sobe e acaba sendo repassado. Em todos os cenários, a sociedade paga a conta”, afirmou Solmucci.

Em nota conjunta, a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad) e a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) afirmaram ser “legítimo” o debate sobre “qualidade de vida, bem-estar e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal” e “merece atenção da sociedade”. Entretanto, as instituições ponderaram que a mudança estrutural exige “avaliação técnica aprofundada, diálogo amplo com os setores produtivos e análise responsável de seus impactos sobre o emprego formal, a produtividade, os custos operacionais e a competitividade da economia brasileira”.

A Abab e a Unecs destacaram que diversos setores “dependem de escalas flexíveis” para a “continuidade das operações” e “atendimento permanente à população”. As instituições ainda afirmaram que o avanço da discussão do tema deveria ser fundamentado na preservação do emprego formal, no aumento da produtividade, no respeito às diferenças entre segmentos econômicos e no fortalecimento dos mecanismos de negociação coletiva.





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Produção industrial avança 0,9% e cresce em 11 dos 15 locais pesquisados em fevereiro


Na passagem de janeiro para fevereiro, a produção industrial brasileira cresceu 0,9%, na série livre de influências sazonais,…



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Açúcar recua em Nova York com expectativa de maior oferta no Brasil

Os vencimentos futuros do açúcar encerraram a sessão desta quarta-feira (27) com desvalorização na bolsa de Nova York.

O movimento de queda ganhou força após a Unica (significa União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) elevar a produção no Brasil.

O contrato para entrega em julho registrou queda de 2,75% e fechou cotado em US$ 14,14 por libra-peso. De acordo com o Barchart, os valores atingiram a mínima de um mês nesta sessão.

A Unica reportou que a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil deve ter um avanço na safra 2026/27 de de 55,3% frente ao ano anterior. A estimativa agora é que fique em 2,475 milhões de toneladas.

“A safra deve ser impulsionada por maiores rendimentos, com sacarose por tonelada de cana em 112,58 kg, um aumento de 5,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Outro fator que contribuiu para a pressão negativa no mercado foi a queda o petróleo bruto, que atingiu as mínimas de cinco semanas.

Segundo o Barchart, os preços fracos do petróleo bruto pressionam os preços do etanol e podem levar as usinas de açúcar globais a direcionar mais cana-de-açúcar para a produção de açúcar em vez de etanol, aumentando assim a oferta de açúcar.

Café

A desvalorização da moeda brasileira pressionou as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York.

Nesta sessão, o contrato de julho encerrou o dia com queda de 1,51% e fechou cotado em US$ 2.698 por libra-peso.

De acordo com o Barchart, as negociações recuaram para as mínimas de uma semana e meia. “Esse cenário contribui para as vendas nas exportações do produto brasileiro, já que deixa mais competitivo frente a outros produtores”, informou.

Suco de Laranja

O contrato para entrega em julho registrou desvalorização de 5,65% e precificado em US$ 1.671,00 por tonelada.

Cacau

As expectativas de aumento da safra de cacau na Costa do Marfim e índice dólar impactaram as cotações futuras na Bolsa de Nova York.

O contrato para entrega em julho fechou com baixa de 0,70% e precificado em US$ 4.140 por tonelada.

O Barchart pontuou que os preços do cacau chegaram nas máximas de uma semana e meia na quarta-feira, mas fecharam em baixa após o índice do dólar se recuperar das perdas iniciais e subir, o que estimulou a liquidação de posições compradas em contratos futuros de cacau.

Além disso, a estimativa de oferta abundante de cacau deve seguir impactando os preços, já que os estoques de cacau da ICE atingiram o maior nível em quase dois anos, chegando a 2.745.277 sacas na sessão anterior.

Algodão

O algodão com contrato futuro para entrega em dezembro, sendo o mais negociado na sessão, fechou em recuo de 1,42% e precificado em US$ 78,66 por libra-peso.

O mercado acompanha a valorização do dólar, que reduz a competitividade da fibra norte-americana no cenário internacional, enquanto a forte queda do petróleo bruto também adiciona pressão às cotações.

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